segunda-feira

Colher de pau


Escrevo finalmente naquela revolta parva e insipida de não saber o que dizer. Oh foda-se, é o ar que me sufoca e pouco me importa se é só ela que me suporta. Eu fui vivendo numa espécie de sonho, daqueles mesmo bons que se me perguntares como foi eu respondo-te que não faço ideia, mas consigo-te garantir que foi um dos melhores sonhos que tive. Tive demasiados sonhos nunca iguais, felizmente para mim, mas o que é certo é que nunca tive coragem de seguir nenhum. Sou um sortudo neste aspeto, porque a preguiça que eu acusava e que fazia com que resistisse a perseguir fosse que sonho fosse, trouxe-me até ti meu Amor. Se eu hoje pudesse fazer algo diferente, faria tudo. Em vez de um, dava-te dois beijos. Em vez de três AMO-TE! aos berros levavas com quatro AMO-TE! aos berros. Soubesse eu escrever, diria algo como: "Festejo assim: numa interpretação de festim; e dou-lhe os acordes da novidade. Bordo o amor em palavras não dita, e cada passo é um caminho que faço para mim." Não é meu, mas é bonito. Sinceramente não sou de muitos festejos, e tão pouco sou dado a festins. Acordes também não é comigo e bordar sinceramente está quieto. O que me fascinou foram as últimas palavras: "E cada passo é um caminho que faço para mim." Vou mudar de assunto bruscamente porque estou cansado de escrever. Farto-me depressa de ver as letras a surgir mas a verdade é que quando penso em parar surge-me mais alguma coisa para dizer. Mas o quê? O que dizer? Já não foi tudo dito? Serão precisas mais palavras? Se o que era mais bonito agora era que reinasse o silêncio. Mas não, o silêncio não convém. Existem demasiados políticos para enxovalhar, demasiados regras para infringir, demasiadas exigências para fazer. Talvez o silêncio tenha durado tempo de mais. Eu sinceramente estou farto de parágrafos. São desnecessários à existência das virgulas não são? Eu sei lá. Se não é a música que me traz aqui sinceramente não sei o que é porque na verdade não sei como cá cheguei. Vamos a caminho, seguimos pela mesma estrada, passamos pelas mesmas encruzilhadas e quando chegamos ao destino acabamos por dizer: Foda-se não era para aqui. E depois culpam-se as estradas, mas nós é que íamos a guiar. Pu ruruuuuuuu. E o que dizes dizes tu, e o que sabes dizes tu, e o que fazes dizes tu. Oh, sou presunçoso. Oh, sou preguiçoso. Oh, sou eu assim nada mais do que um rebento, alguém que procura crescer. Não só como pessoa mas como homem, tem sido dificil mas a cada dia que passa procuro tornar-me melhor, saber mais, para mais tarde puder ensinar e daqui a uns anos quando estiver na cova o meu filho possa dizer "Tive nele um pai e um amigo". Não é o que todos nós procuramos? Não. Há quem só queira uma super-bock. O que não deixa de ser válido. É válido. Muito válido. É o que somos. Pessoas diferentes à procura de coisas diferentes. Eu sei, it doesn't take a genius to get there, já eu percebi que é assim e já tu percebeste que assim é, e depois? Não posso dizer o que me bem apetece no meu CANTINHO NA INTERNET? É QUE ESTA MERDA É MINHA E QUEM É QUE TE CONVIDOU? Ah, fosse eu uma espécie de count duckula e já estava a entrar-te pela janela do quarto a voar fodia-te as persianas todas e as janelas e o caralho e tu havias de apanhar uma puta de um susto só com o barulho que dava-te um ataque cardíaco fulminante ao mesmo tempo que te dava uma embolia cerebral antes de eu te matar, mas repara meu animal, é que eu para além de um conde era um filho da puta de um vampiro milenar e eu ressuscitava-te meu grandessíssimo alarvo analfabruto só para ter o prazer de te matar com uma colher de pau com restos de arroz doce que a tua mãe tinha na cozinha.

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