terça-feira

Éticos

A ética é a faculdade que o homem tem em agir de forma correcta em todas as circunstâncias assumindo a responsabilidade pelas repercussões que os seus actos possam ter perante os demais intervenientes, seja as suas acções tomadas perante os amigos, a família, o patronato ou a comunidade.

Uma pessoa que actue de uma maneira ética tem que ter em conta que a liberdade dos seus actos reflecte-se na responsabilidade que vai assumir por eles, segundo Sartre, a liberdade ou é absoluta ou não existe, logo, deduz-se, que agindo de maneira livre o homem deve agir segundo a sua vontade, no entanto sem que com isso usurpe a liberdade de outro ou que os seus actos sejam maléficos, na medida em que a forma correcta de actuar perante a sociedade e por si próprio, deverá ser na procura do bem não só para o próprio mas também para o colectivo, porque agindo uma pessoa com essa consciência, saberá que, na altura em que tomou devida acção tomou-a com as melhores intenções, portanto, se dessa acção resultar um erro ou um fracasso o próprio será imputado de responsabilidades, não porque agiu em bem, mas porque com toda a sua força procurou fazer o melhor que podia por si e pelos demais.

Nos negócios, como nas demais transacções efectuadas entre dois pontos, assume-se do principio que exista um sentido ético por trás dessa mesma transacção na medida em que, ambos os intervenientes, assumam que os compromissos propostos sejam honrados e cumpridos.

A ética deveria - a meu ver - ser encarada como mais um sentido tal qual como a visão ou o olfacto, deveria ser incutido na educação de cada cidadão desde tenra idade, pelos pais e pelas instituições de ensino, do primário ao superior, deveria ser uma disciplina obrigatória como a língua mãe de cada país. Acredito que existindo vontade por parte dos governantes, seria uma boa ideia para se pôr em prática, faz muita falta sentido ético na sociedade, porque por muito que os pais ou as instituições de ensino procurem enraizar um sentido ético para a vida, a sociedade em si, produz no homem uma aculturalização que pode ir ao desencontro do sentido ético que o homem enquanto pessoa necessita para crescer e tornar-se num cidadão com um sentido ético apurado e necessariamente útil para o bom funcionamento da sua comunidade, da sociedade, fazendo com que produza laços familiares mais fortes, e consequentemente, tornando-se num trabalhador mais preparado para contrariar as adversidades do mercado de trabalho.

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