quarta-feira

epá mas que coisa esta, não sabes que aqui não se oferecem cheiros? não procures a tua identidade em links azuis ou coisinhas que te possam interessar em jornais e blogues alternativos que te façam festinhas na cabeça enquanto te enfiam cenas pelos olhos, olha, senta-te à mesa, bebe aquela bebida que não gostas, não te importes com isso, não é sentado de olhos abertos que vais crescer, talvez seja de pé mas de olhos fechados, não esperes que a guerra acabe, não comeces nenhuma guerra, não te tornes num soldado, pega no megafone despe-te e grita por liberdade, haverá algo mais bonito do que apenas tu e a tua barba, ou teu bruto moustage, chavalo pega num cavalo, chavalo corre os doors já acabaram, chavalo mantém-te atento, procura viver onde não sabes, não é ilusão, não te estou a tentar ensinar nada, não empino o nariz, não te tento orientar, mas é tudo tão fixe, olha, tal e qual como os passos que não tinham um baixo, pegaram em três guitarras e lá foram eles caminhando em direcção a eles próprios, cliché, é o maior cliché, isto são textos clichés, manda tudo à merda, reaproxima-te, não cries barreiras, não inventes desculpas, o caminho é para a frente, portas abertas, atira-te da janela, corta-te um bocadinho, aprende a sofrer e a viver, nada está fechado, tens mãozinhas, mano, tu tens maozinhas, bebe muita água, refresca-te, se calhar às vezes custa, achas que estás a sobreviver, e isso não chega? chega sim, pois sim claro que sim, pega numa letra bonita, grita meu, arrebenta, comunica, eles escutam, nada se perde, nada se desperdiça, não tenhas medo, sabes que às vezes quando te sentes frustrado não significa que estejas acabado, sabes que não sou teu pai, primo ou irmão, sabes bem que não te sou nada, mal te conheço, mas ouvi-te e gostava de aprender contigo, vem comigo para lá, vamos passar por aquele sitio outra vez, não te crispes, é chavalo, chavalita, bonita bonita, não te crispes, não fiz por mal, nem sei o que fiz, está feito, agora vamos em frente, pegar no tal megafone, vem comigo e brilhamos os dois, opa não te parece fixe? não te sabe bem quando te enganas na rua e encontras uma cena mesmo fixe? a vida é feita de cenas erradas, de enganos, aprende-se com isso por mais cliché que seja, bora lá então variar, bora lá então para a rua gritar, tocar musiquinha boa, mas não exageres, criemos a cena, a nossa cena, faremos que as nossas vibes se ouçam, nem importa ao que soem, bora lá pá, não faças essa cara, chega de lágrimas e cordeis, quero andar de escorrega contigo. vem e ouve-me, vem e empurra-me, dá-me um biqueiro, acende-me o cigarro, acorda maldisposta.

Várias coisas por se dizer

1 - Já sei que não sei escrever, por isso parem de me enviar emails a ameaçarem-me de porrada!

2 - Não sou obrigado a saber escrever, não está escrito no acordo quando se abre um blog no blogger!

3 - Eu sei que não sou a pessoa mais bonita do mundo, mas já chega de emails a dizer que sou a pessoa mais feia do mundo!

4 - Eu gosto de inventar, sou um inventador.

5 - O meu email mudou. FU.

6 - Eu gosto pouco de coisas que não sei o que são por isso é que quando não sei que coisas são fico calado e tento aprender sobre essas coisas em vez de meter vírgulas, e para que se saiba não gosto de parágrafos.

7 - Sete.

Obrigado. (já sei que tenho da mania que sou engraçado, sorry lá)
café, cafézinho, tu que me acordas nestas noites, onde me sinto enclausarado, sou um escravo desta economia, vivo assim fechado durante as noites e durmo durante o dia, não que seja triste, é pior, quem se lembrou de tal abominação? certamente será parente do dantas, esse que não sabia escrever, esse que não sabia tossir, esse que pouco mais sabia fazer do que respirar, mas vá lá, por vénia do destino morreu feliz, como só ele, na sua dantice o fazia tão bem. mas voltando a ti meu café, cafézinho, tu que me acordas nestas noites em que me sinto escritor, mas mais não sou do que um pobre portador destas palavras sem sentido, abismais, que terror, mas és tu meu café, meu cafézinho, que me dás alento e pregos nos olhos para que possa continuar acordado, nestas noites em que me sinto escritor. 
que triste é estar fechado, sei eu, por mérito próprio, que gira à minha volta todo um mundo, e eu aqui fechado, sei eu, por mérito próprio, que só assim me posso dar ao luxo de puder escrever, ter tempo para escrever é do mais belo que pode haver, oh, e tanto valor dou a esse tempo em que sou apenas eu e mais algumas letras, nestas palavras que a nada soam, nestas palavras que a mais ninguém trazem conforto, só a mim, porque é assim que sou, um escritor que não sabe que não o é, e não sou, limito-me a divagar por ideias pouco esclarecidas e penso que já sei tudo, mas nada sei, oh café, cafézinho, és tu que nestas noites, com esse teu sabor a café que me mantêm acordado nestas noites em que nada sou do que um refém do tempo, de que nada sou do que um refém destas ideias parvas, mas alto! alto lá! tenho ideais e vivo para os manter, certos ou errados são meus e tenho que aprender a defendê-los, mas oh, alto! alto lá! embora ninguém me tenha ensinado eu gosto de os manter, assim, meus, pequenos, mas meus, assim, tal e qual como nascem é da maneira que os mantenho, simples mas certos. sabes, podes não saber, mas é em ti em quem eu penso. agora ai, com essa veia a ser fustigada pelo soro, se soubesses o quanto te amo, se soubesses o que sinto por ti, acredita que não sabes, embora me conheças, embora já saibas como sou, embora aches que sabes o que sinto por ti a verdade é que não sabes, a verdade é que tudo o que sou não é mais do que uma parte de ti, sabes.. eu gosto muito de ti. gosto mesmo. acredita quando te digo, os meus olhos azuis não te mentem, podem tentar proteger o que temos, mas mentir não, isso é feio, isso em mim não cabe isso e mim não serve e luto cada dia que essa realidade se torne uma verdade incontornável, pois eu Amo-te, e tens que saber, tens que ter noção e tens que ter como garantido que nunca te vou abandonar, nunca te vou largar num canto a sufocar, o meu coração não está dentro de uma caixa, nem quero que o teu esteja, o meu coração está ao teu dispôr, sou eu assim um bocadinho de ti, não há caminho que eu possa fazer em que, sem que dê um passo, não pense em ti, não tenho três pensamentos sem que pelo menos dois deles tenham algo de ti, é de ti que gosto, és tu quem eu Amo, é contigo que eu quero ficar, é contigo que me sinto bem, sabes?
mas voltando a teu meu café, cafézinho, cá estás tu neste corpo a fazer efeito, não te vás porque bem preciso de ti a par de uma bela dose de tabaco, tudo isto é verdadeiro, tudo isto sou eu, meio estrambulhado, meio atrofiado, meio, sei lá, resguardado talvez não seja a melhor palavra, porventura nem sei do que falo, porventura nem sei porque estou a escrever, porventura nem sei o que cá estou a fazer, pensando bem não sei mesmo, sei que é nos teus braços que me sinto bem, óptimo, é na tua companhia que me sinto resguardado, oh, abraça-me, beija-me e Ama-me.