domingo

Esteve-se algum tempo parado, mas nunca ninguém se sentiu odiado, houve uma necessidade, vinda de ideias remotas para que se parasse por tempo indeterminado, que me afastasse destas ideias atrofiadas e por vezes acidentadas, e oh que saudades, sabeis tu, vós, menino que foste, a falta que me fizeste? Letras e coisas de ti, virgulas, coisas bonitas, que saudades deste belo ponto final, daquele ponto de interrogação, oh meu querido inimigo, parágrafo que és, parágrafo que foste, parágrafo serás, e agora nem escrevo por vontade, escrevo porque cá estou e vou indo, continuo sem saber para onde vou e neste tempo de paragem apercebi-me de que essa sensação faz parte da magia da viagem.

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