sábado

passa um suspirozito pelo ouvido, e por lá passam mais uns estrangeiros na fronteira que divide a força da emoção, opa e é tão bom saber que não somos só nós que temos coragem de enfrentar os medos, de agarrar as desgraças pelos cornos e lhes dizer "vai-te!, pisga-te daqui!" - mas nada disto é, oh, nada disto é nada porque nada disto é essencial ou criativo ou mesmo interessante, acaba apenas por ser palha para os olhos, acaba apenas por ser uma espécie de nada onde nada é o que se lê e é com essa sensação que se fica depois de ser ler o que aqui foi escrito, e é estranho, é mesmo muito estranho que alguém se decida a ler, eu sinceramente não consigo ler o que escrevo, limito-me a escrever aquilo que acho que é o indicado, ou certo, ou não, é estranho porque sinceramente, outra vez, não sei bem o que é que acabei de escrever mas como também não me dou ao trabalho de ler não sei do que falo, talvez fosse boa altura para mudar o nome ao blogue para algo como naoseidoquefalo ou custameaacreditarquecávoltesdepoisdecateresvindoaprimeiravez, né? É! pois tem mesmo que ser assim meus caros, minhas caras, louvados leitores, meus benfeitores, tantas alegrias me deram com os vosso horrorosos comentários populares, onde o facilitismo se torna uma espécie de blessing, oh foda-se, nada disto será jamais o que alguma vez foi se é que alguma vez foi alguma coisa, eu nunca soube escrever, posso algum dia ter tido alguma coisa para dizer mas a verdade é que foi isso que me limitei a fazer, disse o que achava que devia dizer, já perdi a razão, já escrevi sem razão, já divaguei, já.. sei lá, começa-se a perder o tempo que a coisa fazia sentido, a escrita continua a fazer sentido, o sentido de urgência continua a fazer sentido, a ansiedade continua a fazer sentido, a paixão continua a fazer sentido, tudo faz sentido, tudo é nada e nada somos nós assim sem sabermos o que se passa, e o que se passa é que há sempre alguém que faz o trabalhinho por nós, queremos chegar lá aquele tal sitio onde podemos ser nós a fazer aquilo que já foi feito e quando começamos a perder a esperança de que podemos lá chegar, num nivel geral, TRAU, TRAU, TRAU, é ai que rebenta a bolha, quando aqueles que trabalham para alcançar um nível de vida que lhes permita chegar a casa, e descansar um bocado aproveitando as coisas boas que a vida lhes dá, quando esses começam a sentir que nunca vão conseguir alcançar aquilo que o vizinho de cima tem, após várias tentativas, anos e anos e anos de massacre colectivo, ideais esmagados por somas, sonhos esmagados por somas, subtrações e divisões, será que só se vão aperceber de que estão a contribuir para um mal maior quando o nome na cédula começar por um algarismo? se é para fazer alguma coisa é bom que se comece já, os traus traus traus, todos esses tiros e gritos revoltosos cheios de ideais são sempre massacrados por um gigante verdinho com uma capa de ferro, não serás mais do que aquilo que tantos outros já foram, não basta que um homem se levante contra um sistema implementado, porque é o homem que dá força a que esse sistema se aguente e se torne sustentado, o sistema vive sem um homem mas um homem não viverá sem um sistema, serão precisos então mil homens para criar um sistema e um milhão para o derrubar? ou bastará um ideal que fomente num homem a força de mil para motivar um milhão? não sei, a verdade é que neste momento, sem te dares conta, toda uma força pungente se move à tua volta, mas estás demasiado ocupado a pensar naquilo que achas importante, aquilo que supostamente é importante, mas não são mais do que distracções, foca-te no essencial, e o essencial não és tu, é o que tu fazes de ti, tens todas as ferramentas para conseguires ir mais longe e fazer melhor, não deixes que te façam esquecer disso,

meu amigo, não te esqueças de ti.

segunda-feira

778890

a pessoa não está inspirada apenas com vontade de escrever, passou a noite a pensar e não chegou a lado nenhum, a ideia não é ser profundo ou poético, só quero mesmo escrever, não consigo encontrar amparo em mais lado nenhum, passei em revista algumas imagens e ideias mas nada me reconfortou, opa sei lá, o fumo é o mesmo mas a marca de cigarros não, tem sido um atrás do outro numa espécie de rotina ou ritual diário onde não consigo dormir, fico ali na cama meio sonâmbulo a pensar e a mexer-me, sinto-me tipo esparguete, é estranho eu sei mas é como me sinto, um fio fino e amarelo todo torcido sem qualquer tipo de reacção, estou ali especado, parado, não me sinto abandonado sinto-me desamparado, aquele sentimento de segurança desapareceu e está-me a ferver o cérebro, parece que só quando o cérebro começa a ferver é que consigo ter algum descanso mas hoje nem isso, o cérebro já fritou, as costas estão mastigadas, a dor na perna voltou, doí-me o estômago doí-me a cabeça, estou aflito mas não estou propriamente a queixar-me, ainda bem que estou a sentir dor, faz-me companhia no meio de tanto fumo, consegui baixar a persiana de modo a que entre só a luz necessária para que me sinta acordado e com sono, meio estranho, eu sei, mas está-me a saber tão bem este momento onde a luz é também parte da companhia no meio de tanto fumo, se não soubesse dizia que mais de metade do fumo me está a sair pelas orelhas mas é mentira, quase todo me saí pelos olhos, não estão inchados do choro, não estão vermelhos da falta de sono, estão com saudades de te ver, e é isto sei lá, é isto que sou, assim um bocado bruto, meio ríspido, mas fui eu, fui só eu, fui mais bruto do que o normal mas fui eu, não me quero ir deitar mas também não sei o que faça, faço pausas nas letras quando as músicas param e lá escolho outra e lá continuo a escrever sem saber o que dizer, à umas horas atrás apetecia-me dar pancada nalguma coisa, agora estou demasiado calmo para isso, só me apetece observar a luz que entra pela persiana e atravessa o fumo, acho tão bonito esta calma e esta luz, não acendi nenhum incenso mas parece que me cheira a tabaco, não me quero esconder através de palavras quero dar a cara, quero gritar, agora quero gritar e agora apetece-me bater nalguma coisa outra vez, não sei se foi da pausa por causa da musica que acabou, não sei se tem algo a ver com a nova música que começou a tocar a verdade é que neste momento sinto uma vontade enorme de dar porrada nalguma coisa, um bloco de esferovite servia-me, não pretendo fazer nenhuma demonstração de força animal, só queria mesmo partir qualquer coisa mas sem me esforçar muito, é a preguiça no seu esplendor, eu sei que não é, mas achei engraçado escrever tal coisa. eu sei que há pessoas que não gostam de textos sem parágrafos, o que acaba por ser engraçado porque eu gosto muito de pasteis-de-nata, à relativamente pouco tempo descobri que pôr canela no café ajuda a controlar a tensão arterial e reduz o colesterol, mas depois apercebi-me que tenho vinte e dois anos, tenho mesmo que me preocupar com esse tipo de coisas? como é que eu sei esse tipo de coisas? a verdade é que continuo com uma vontade enorme de escrever mas não me apetece dizer nada, eu não sei se alguém tem paciência para ler este tipo de merdas mas a verdade é que muito sinceramente eu não sei se tinha, será contradição ou hipocrisia? oh caralho, hipócrita és tu! cais-te na ratoeira, na facilidade de ofender alguém, é tão fácil não é? e elogiar alguém? escreves mal. eu sei, mas o elogio foi teu. com mais uma pausa veio mais uma música, por enquanto do mesmo artista, a tal preguiça que não me deu mais vontade do que partir a murro um bloco de esferovite também não me permite mudar de pasta e escolher outro artista nem mesmo outro álbum, no entanto é engraçado verificar que para acender mais um cigarro a preguiça não se intromete, estúpida queres-me matar e eu a ver. é chato, já só tenho dois cigarros e não me apetece mesmo mesmo nada ir comprar um maço, agora com a vossa licença vou ali só um segundo procurar outra música, noutra pasta, e agora que voltei vou continuar com a minha escrita pomposa, não estão a achar todo este texto uma espécie de declaração "ham ham? sei ou não sei escrever?" , epa mas não é a sério que não, estou só à toa e não sei que fazer, mais sincero não consigo ser, olho para o pacote das pastilhas mas alguém um dia disse-me que mastigar pastilhas e fumar ao mesmo tempo faz cancro na língua, eu não sabia que se podia ter cancro na língua, desde esse dia nunca mais fumei e mastiguei uma pastilha ao mesmo tempo, mas contudo continuo a gostar de pasteis de nata. já tenho o corpo todo torcido por inércia do meu próprio peso e do sono, bem tento manter-me direito mas já não consigo, acabo por não resistir e sucumbo à tentação de ter os ombros quase ao nível do pescoço, é engraçado que com esta luz, este fumo e esta música até isso me parece bem, eu já não sei o que diga mais mas a verdade é que não me apetece parar, estou numa de apetites, apetece-me isto apetece-me aquilo e acabo por não fazer nada, posso-vos jurar que não estou em campanha, posso jurar que não me estou a armar, posso jurar que não estou a querer dar um ar de graça, pois eu não acho que tenha graça nenhuma, não estou deprimido, ou frustrado, ou triste, estou assustado, tenho medo de perder aquele sentimento de segurança, aquela sensação de bem-estar, de well-being, é a mesma coisa mas pareceu-me chique meter aquilo em inglês - my girl, my girl, don't lie to me, tell me where did you sleep last night  - gostava de saber onde é que ele ia buscar estas merdas eu já tentei procurar mas não as encontro em lado nenhum, o que é bom, é óptimo por sinal, eram coisas dele, como eu tenho as minhas, mas o gajo matou-se e já não lhe posso perguntar nada, não era uma barrosidade enorme enviar um email ao Kurt a pedir conselhos? - Hey man, what should I do? Cmon help-me out, i'm in a place where the sun never shine - será que ele respondia? Interrogo-me sobre estas merdas, e sobre outras merdas, e acho saudável interrogar-me sobre merdas, se eu não me interrogar quem se interrogará por mim? não é? haverá pergunta tão parva que não se possa perguntar? não sei a resposta mas fica a pergunta.
pronto, um parágrafo, acho que começo a não curtir textos que não tenham parágrafos, porque será? aliviam a vista? não sei, mas fica a pergunta. eu juro que não estou a tentar armar-me em gracioso ou escritor, juro que não, mas curtia mesmo comer um pastel de natal, estou farto de fumar, mas o fumo agrada-me, já nem fumo pela nicotina ou pelo chamado vicio de boca, fumo pelo fumo, o fumo está-me a fazer uma companhia danada, e esta luz, foda-se eu estou apaixonado por esta luz que vai pelo fumo e o fumo mistura-se com a luz e parece uma fumarada brutal e única aqui no meu quarto à minha frente, e os meus olhos brilham sei e não olhei para eles não tenho nenhum espelho à minha frente, mas pensei em ti e tu dás-me brilho, dás-me um sossego uma calma e uma paz, dás-me segurança, eu bem que tento cantar e escrever o que sinto mas não consigo, já te disse que se pudesse abria a cabeça ao meio e mostrava-te, já te disse que se pudesse abria o peito ao meio e mostrava-te, se quiseres um dia experimenta-mos mas acredita eu Amo-te tanto. sabe tão bem sentir outra vez, e toda a gente sabe que sim, sabe bem sentir, sabe muito bem sentir, seja o que seja, por vezes mau, péssimo, por péssimo que seja o sentimento, se nos isolar-mos de tudo e pensarmos bem, não sabe tão bem sentir? não procuro sentimentos maus, pelo contrário penso que eu como toda a gente procura afastar-se de sentimentos maus e procura sempre os bons, e é bom, é bom saber que é assim que as coisas são e que é para ai que as coisas se encaminham, que se tenta procurar as boas cenas, vibes, ondas, ham? é no crú e no duro que se sente o poder, é na realidade que se sente, a realidade por vezes não se sabe muito bem de onde vem e é tão incrível como pequenas ondas se transformam em mecanismos tão macabros, se não veja-se: quando o observador produz uma ondulação que posteriormente se torna em vibração, o alvo da observação, ao absorver essa vibração reflecte-a, de uma maneira igual, menor ou superior, portanto qualquer que seja a vibração que chegue ao alvo é reflectida contra o observador e vice-versa. tenho algumas culpas no aspecto de que tive algumas dúvidas e também alguns medos, muitos medos, muita insegurança e ao transmitir essas ondas abro uma possibilidade, abrindo uma possibilidade abro uma porta, abrindo uma porta abro uma  oportunidade e fica o caldo entornado. e volta agora algo que acontece na generalidade das  vezes, vou escrevendo e abrindo caminho com os dedos a palavras que se vão soltando e ganhando forma à medida delas e não à minha, custa-me não conseguir definir de uma melhor maneira aquilo que tento estruturar em forma de palavras mas a  verdade é que estou a pensar em tanta coisa ao mesmo tempo que não faço ideia do que estou a escrever.
às vezes quando não faço algo bem ou sinto que fiz algo mal, sinto uma espécie de aperto na zona do peito, mesmo no meio, não sei explicar, mas quando as coisas não correm bem ou sinto que algo não está certo lá aparece aquela sensaçãozinha no meio do peito, não sei mesmo o que será e mais uma vez juro que não em estou a armar em escritor ou dramaturgo, estou só a tentar ser humano, ser pessoa, ser alguém, não creio que seja uma tentativa grave de chamar a atenção, estou só com vontade de gastar letras, de inseri-las aqui nesta caixinha branca que depois do meu quarto vai parar ao mundo, tenho pena que não tenham visto o fumo e esta magnifica luz, mas de certeza que eu também já perdi tanta coisa vossa que ninguém vai ficar chateado comigo. por exemplo às vezes pego em pequenos trechos que escrevi e colo-os no texto que estou a escrever, às vezes parece que se enquadram, parece que apesar de terem sido escritos em alturas diferentes com estados diferentes são de uma certa maneira o mesmo texto, aconteceu precisamente isso com este texto, peguei num pequeno trecho e colei ali no outro parágrafo, e não me soube bem, apareceu-me aquela sensação aqui mesmo no meio, mas deixo estar, ainda não me apercebi bem do que isto é e apesar de a acção não me ter parecido a melhor a verdade é que já a tomei e não me arrependo, a verdade é que não estou mesmo a conseguir parar de escrever e posso-vos garantir que nada disto está a ser planeado, não tinha uma ideia especifica em chegar aqui e balburdiar-me em palavras, mas a verdade é que a sensação de não conseguir parar de escrever me está a saber fantasticamente bem, vou ter que, mais uma vez ser bastante sincero, a verdade é que acabei de acender o último cigarro do maço e agora estou naquela fase em que se aprecia o cigarro mas sei que vai chegar a altura em que vou querer fumar outro mas não vou ter e então vai aparecer a dúvida, vou comprar mais ou não? isso implica vestir-me, calçar-me, provavelmente, despir-me, descalçar-me, tomar um duche rápido, vestir, calçar-me, ir ao café, voltar para casa, chegar a casa e pensar: foda-se, devia ter comido um pastel de nata. o cigarro acabou, a música acabou, estou com demasiada preguiça para ir escolher outra musica, logo, nem sequer ponho como hipótese ir tomar o tal duche rápido e ir ao café, portanto acho que fico por aqui, vou-me deitar e tentar arrochar, obrigado pela atenção.

quarta-feira

Henry Thoreau

"Sei que quando uma bolota e uma castanha caem uma ao lado da outra, esta não se mantém inerte, à espera que aquela germine; obedece cada uma às suas próprias leis, desenvolve-se, cresce e floresce cada uma o melhor que pode, até conseguir, casualmente, ultrapassar e destruir a outra. Se uma planta não pode viver de acordo com a sua natureza morre. O mesmo acontece com o homem."

Henry David Thoreau 
A Desobediência Civil - Defesa de John Brown
não é apenas seguir o que sinto é no climax do que vejo que o que sou ou aquilo que o meu cérebro permite que eu me aperceba do que supostamente penso que acho que seja, quando no fundo só o eu na sua essência sabe quem sou, mas não me liberto do espírito nem da alma e cá continua a dúvida, vou eu acreditar na verdade de não saber quem sou sabendo à partida que o meu cérebro - eu? - sabe quem sou mantendo-me então numa espécie de ignorância sublime, onde quero saber mas procuro não querer saber muito mais do que aquilo que já sei que sou, e Deus, esse de D maiúsculo, esse que em tão menos do que uma semana fez aquilo que tantos homens à tantos anos tentam destruir, oh senhor que me oiças e me escutes, coisas distintas saberás tu melhor do que eu, oh senhor salva-me deste martírio desta espécie de vicio, destas vicissitudes, é na terra que sinto que cá não estou é ao pé de ti quando de olhos fechados me abres os olhos e me dizes que cá continuo com um sentido, digo-te envergonhado que não percebo a lógica do teu argumento e tu com um ar ainda mais envergonhado do que o meu dizes-me que não sabes como criaste tanto em tão pouco tempo, e é aí, nesse lugar onde se entranhou agora essa tua resposta ao qual chamo Eu - cérebro? -, que me rejubilo na ostentação da razão, e é ao descer as escadas do portão que ao chegar à entrada da realidade onde me sinto igual mas ao mesmo tempo diferente de tantos que penso que posso assumir com certezas a todos os quantos me queiram ouvir que falei com Deus.

domingo

Esteve-se algum tempo parado, mas nunca ninguém se sentiu odiado, houve uma necessidade, vinda de ideias remotas para que se parasse por tempo indeterminado, que me afastasse destas ideias atrofiadas e por vezes acidentadas, e oh que saudades, sabeis tu, vós, menino que foste, a falta que me fizeste? Letras e coisas de ti, virgulas, coisas bonitas, que saudades deste belo ponto final, daquele ponto de interrogação, oh meu querido inimigo, parágrafo que és, parágrafo que foste, parágrafo serás, e agora nem escrevo por vontade, escrevo porque cá estou e vou indo, continuo sem saber para onde vou e neste tempo de paragem apercebi-me de que essa sensação faz parte da magia da viagem.

quarta-feira

meio morto com esta apatia que me consome, so many monkeys in my head, já chega de pena.

que necessidade é esta?

às vezes parece que basta um sorriso para acabar com o drama, é esta dor no meio da cabeça que quando lá toco me satisfaz o stress, a sério, já chega de pena.

segunda-feira

Não sei como descrever o que sinto, tantas vezes te o disse e por mais vezes que pense no que tenho agora acabo por não conseguir acreditar que realmente encontrei o que nunca esperei ter. Tenho forças mais do que suficientes para aguentar o que quer que seja, não posso admitir que seja vergado por dúvidas eloquentes e sem qualquer tipo de razão aparente, é de ti que gosto, és tu quem eu procuro perceber e conseguir afirmar-me como alguém que tu saibas que podes contar, e por isso talvez o que mais me fascina em ti é o desprezo que me dás quando procuras mostrar que me amas.
Doente numa noite sem censura, de roupão embebido de travessuras que não me dizem nada mas que ao fim da noite se tornam amigas, és a minha querida e a minha paixão, a minha doce loucura e a minha razão, oh se soubesses o que eu sofro quando nada sei de ti, se te apercebesses da ânsia que me provocas quando na falta de comunicação te esqueces de perguntar quem sou, nada mais se torna correcto, ou certo, ou errado, nada é nada a partir do momento em que não sei onde estás, nada é nada a partir do momento em que não sei como estás, por favor procura entender que toda esta enxovalhada de lamechice aparece sem que eu me dê conta, acredita que não procuro lutar contra ela, sinto-me tão bem com ela. Já tentei negar-me perante a razão de que o que sinto por ti é mais do que esperava, embora tenha dúvidas de que tudo isto seja real acabo por adormecer nos teus braços, e num sonho surreal apercebo-me, quando acordo que com um único beijo que tudo o que existe entre nós é real.
Não que em algum momento tenha dúvidas ou sofra de questões alheias à minha vontade impostas por personalidades invejosas ou simplesmente com muito tempo para matar, não, o que eu quero que percebas no fundo, minha querida paixão, talvez seja que apenas esse sorriso me traz de volta à vida.