terça-feira

Assim se produz um louco

Pobre miúdo, ainda nem chegou à idade da razão e a pessoa que ele mais ama não lhe dá atenção. Por um pequeno valor, um rio seco de prazer, pôs de parte a emoção de ensinar mas mais do que isso de aprender. Negligenciou aquele que mais lhe quer, aquele que por ela chora e por ela chama no momento de um dói-dói. Pobre miúdo esse que me disse que eu tinha um chapéu de rei, pobre miúdo esse que viu água onde ninguém vê ou alguém algum dia acabará por ver, alegre alma a deste miúdo que sem saber quem sou preocupou-se com o cigarro que eu tinha aceso.
Quem nos faz perder isto? Os patrões, abaixo as hierarquias, com o caralho as falsas filosofias e esta tão grande falta de senso comum para com aqueles que na verdade nos dão algum valor.

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