quarta-feira

numa outra maré

foda-se, e diz o gajo. estupidez que toca no absurdo, oh ideias desconsideradas no pequeno fim que teve o seu breve inicio, e então fez-se a luz da ideia, aquela absurda, e foda-se disse o gajo. porém, palavra pouco usada por tais dedos já fartos, cansados, ansiosos por escrever e conseguir apreciar aquela ânsia (já de si ansiosa) de enfiar mais uma palavra à frente de mais uma letra. pois mas, nem tudo estará correcto a não ser que seja corrigido, mas porquê corrigir se normalmente fica-se pela questão do mal compreendido. mal consciente, ou então inconsciente, só triste ou pouco, vá, decadente. diz quem sabe que os outros nem tudo sabem, que aqueles tudo querem e que os demais tudo devem, mas quem começou tal dito? agora ninguém o acaba, agora alguém o inventou, não vale mais ditos stop, parou por aqui um dito agora no inicio terminado no seu breve fim. ficamos assim, mal compreendidos, intransigentes porém amados, acarinhados, acariciados, com saudades de certas palavras pronunciadas por determinados lábios, oh minha querida e singela mas sempre desastrada e intempestuosa paixão não me voltes a deixar em vão este tão morto coração. sangra por mim e vive por mim, bate por mim e divide-se em tempos por ti, diz-lhe o cérebro que continue, diz-lhe o cérebro que não morra, responde-lhe ele que tal não acontecerá enquanto existir amor por onde lavrar. e haverá, como sempre houve e sempre haverá.

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