sábado

FRITO! - best of volume 48271214241

Ora ora, então mas tu não estavas por aqui.

Ora ora, podridão podridão.

Foste o que foste.

Não me vou pôr com lamúrias, essas tristes vagas de sentimentos tristes e inquestionavelmente pouco favoráveis a um crescimento agúdo e precoce, mas que sentido faz isto? Ri-se o bobo, ri-se o palhaço, tosse o rei.Passo por parvo porque no fundo é isso que sou, e fui, pronto, admito que sou. Mas valha o que valha é de ti que gosto, ainda, por mais estúpido que seja ou pareça, fazer o quê. Foste o que foste mas não deixas de ser parte integral do meu tal neurónio, aquele que supostamente pensa agora cheio de saudades, mortinho por um beijo.
E se o mundo por acaso girasse a meu favor e tudo não passasse de um breve sufoco que passará com um rodopio tranquilo e leve, inesperado e esperançoso? Mas será que nada disto faz sentido? Claro que não, sou eu que o digo, sou eu que o escrevo. Se digo que não faz sentido, se escrevo que não faz sentido, óbvio que tenho razão.

Um esboço voraz cheio de rabiscos de solidão e desespero por um lugar no teu coração, oh triste emoção que não me deixa da mão, largai-me besta! Mas não larga, peganhosa bardajona sedenta de frutos proibidos removidos directamente do meu umbigo, mas que frito é este? Diria-me alguém que é um frito honesto e sem dúvida romântico, pois eu digo a esse alguém que ponha o romancismo no cú porque o que eu quero mesmo é cona.

Fica assim em aberto uma bela história de amor entre duas árvores verdejantes e cheias de vida, as árvores como é sabido por todos morrem de pé, morrem sozinhas, eu serei e morrerei como aquela árvore que teve a sorte de morrer a teu lado.

Foste tanto por tão pouco, acredites ou não continuas a ser-me muito.

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