domingo

Elementos

Bora ser os doors? Começa por aqui, porque desde o começo que tens estado por cá, obrigada (L)

Ah, a fantasia, a ilusão de que um dia tudo ficará bem. Um sonho, um sonho que eu tanto quero viver, ah a fantasia de um dia saber que um dia aprenderei a viver o sonho que sempre sonhei viver, e quando esse dia chegar, que chegará, saberei que poderei recriar tudo aquilo que deixei para trás.
Pondo as coisas neste ponto, ponto, aqui estou eu outra vez a pensar que as pessoas são estranhas, ofensivas e estranhas, mas porra serão todas? Tudo o que fazes, tudo pelo que passas, tudo o que és, parte de ti, sou eu agora assim um pouco de ti com um tanto de mim, saudades dos nossos beijos sem fim, aquelas loucuras, ah a loucura, calma e singela, apaixonante, suspirante, suspiros, suspiro de saudade, oh aquela paixão, louca e singela, a loucura singela de saber que a paixão singela cá continua louca por explodir outra vez.
Chegamos à podridão, a cena nefasta de não saber como tirar este cheiro este odor nauseabundo de dor misto de paixão, cruel tentação de te querer beijar e possuir, mas não posso, quero, mas não posso, portanto acabam as ideias e a simpatia de te querer dizer e consolar de não te interromper ou denunciar as porcas palavras e cruéis ideias que em ti florescem que em ti vivem e nascem sem pudor, sempre com a sensação de ódio e rancor sem razão, apenas porque sim, porque sim faz-te bem porque sim é-te fácil apenas porque sim, poderíamos discutir até alguma estrela se acabar por apagar que no fim ganharias porque sim, sem razão ou nexo, sem sentido certo ou inverso apenas porque sim, puta sem sentido, certo ou inverso apenas porque sim, o sim enjoa, apenas porque sim.
Sem sentido esta narrativa que mais não faz do que deixar quem lê a pensar que nada disto faz sentido, não tem corpo nem cabeça, não tem membros nem ponta por onde se lhe pegue, é uma narrativa que flutua à toa, não é um oásis de bondade nem uma ilha deserta cheia de boas aspirações ou sensação, é apenas e nada mais do que uma narrativa que flutua à toa, à nora e sem sentido, anda por aqui cheia de letras e palavras escritas porque sim, apenas porque sim, vou agora pelo sentido hexagonal da prostituição caseira, profissão essa tomada pelo pulso trabalhador das senhoras da vida, dá para todos os lados mas sempre com um sentido, o de ganhar prazer e não amor.
Putas estas gajas que amam sem amor, que sentem sem pudor, que fodem sem folgor, por onde andam as deusas que tanto oiço falar nas histórias de amor, naquelas fantasias em que tudo acaba bem, onde a pior parte é o fim, não por acabar mal mas porque acaba, quando queremos mais, quando a ânsia por mais é maior do que qualquer pensamento lógico, mas no fundo o fim acaba sempre por chegar, o que me custa, pelo menos a mim, é nunca saber quando fechar o livro, um dia espero aprender, um dia espero ensinar, um dia vou queimar estas folhas onde a desilusão é rainha e o amor é rei, onde a paixão é a amante e a falta de pudor é o senhor. Rainhas, Reis, Deusas e o Senhor, queimados, esquecidos e perdidos, hoje queimados amanhã fodidos.

quarta-feira

Madeira

COMO AJUDAR A MADEIRA

PT e TMN
Ao enviar uma sms para o número 61906 ou a ligar para o 760206070, a partir de um telefone fixo ou móvel, está a fazer chegar um donativo à Caritas Diocesana do Funchal, no valor de 0,60 euros mais IVA.

Montepio
Abriu a conta "Cáritas Ajuda Madeira", com o número 000 10 587824‐3 e NIB 0036 0000 9910 5878 2439 4

Millennium BCP
Abriu a conta solidariedade "Vítimas do Temporal da Madeira", com o NIB 0033 0000 00251251244 05

BBVA
Criou a conta "Solidariedade BBVA ‐ Colabore com a Madeira" com o NIB 0019 0001 00200181689 15 e disponibilizou 25 milhões de euros numa linha de crédito de apoio às famílias e às empresas madeirenses.

Barclays
Realiza uma campanha de angariação de fundos a favor da Madeira, através da conta com o NIB 0032 0470 0020 3252 26041

BES
Criou um plano de apoio que integra medidas a favor das autarquias afectadas pela intempérie. O NIB é 0007 0000 0083 4282 93623

Santander
O Banco Santander Totta abriu a “Conta BST Solidariedade com a Madeira” para angariar fundos de apoio às vítimas, com o NIB 0018 0003 2271 3788 0202 1

Banif
O Banif disponibilizou uma conta de solidariedade para com as vítimas do temporal da Madeira. NIB: 0038 0040 5007 0070 7711 1

terça-feira

The Doors - People Are Strange

State of approach

Um vazio inesperado num verão por começar, as tardes passadas no ar acabaram à toa sem qualquer tipo de aviso onde as horas passavam a voar e enfim, tanto tempo dedicado a um estilo de vida que sempre pensei que nunca fosse mudar. E sei lá, agora que vejo o que realmente acabou por acontecer apercebo-me que fui recambiado para outro lugar porque não fazia falta ou simplesmente, sei lá (outra vez) não era suposto, sem capacidade para argumentar ponho de lado qualquer teoria parva e pouco coesa, sei apenas que sinto falta daquela segurança de saber que para sempre ia ter aquela espécie de irmão, e agora que me apercebo que vivi a pensar que um dia alguém se ia lembrar de mim, que me podiam vir buscar com saudades de tanta merda dita sem sentido mas com tanta liberdade sem censura ou moções gritantes contra a livre expressão dos gatafunhos por norma deliberadamente odiados pelos demais por serem demasiado anormais.
Estou-me a abrir, sem sentido nexo ou razão, apenas porque sinto que começo a fraquejar do coração, sozinho, perdido mas sem aquele sentimento estúpido de abandono ressentido ou sei lá (outra vez) ressentimento de abandono. Mas será que não consigo dizer nada de jeito hoje? Carrego nas teclas à procura de uma linha de raciocínio com alguma lógica, mas só me saem palavras disparatadas e sem sentido, que falta de senso destas unhas mascaradas de púdicos escritores, leitores danados por não saberem escrever com inveja de quem, com duas breves passagens pelas teclas conseguem dizer o que ninguém se apercebe, nem eu, no fundo.. nem eu. Serei eu o leitor ou o escritor? Que puta de pergunta a quem mal sabe fazer a cama, mas faço-a! Não há dia que saia de casa sem fazer a cama, mal ou bem, esforço-me, e faço-a, e fica feita, depois chego a casa, e desfaço-a, e todo este processo recorrente é-me indiferente, nem sei porque aqui o escrevi talvez apenas por busca de atenção, aquela que preciso, aquela que já tentei comprar nos chineses mas disseram-me sempre que não a vendiam a imigrantes, puta de sorte a minha, se nem os chineses me safam mais vale seguir em frente, sozinho e sem, COM rumo, mas que rumo o meu? Se dantes, SE DANTES, não o sabia e acabei por o agarrar quem me diz a mim que tão depressa não aparecerá, da mesma maneira que se foi aquele rumo que eu um dia acabei por perder?
A falta de confiança levou-me a acreditar que todos os pensamentos que me entravam pelos ouvidos adentro, ADENTRO, eram realidades em que podia confiar, sem por em causa tais realidades acabei por viver dentro de uma mentira criada por outros, pintada e estilizada por mim, onde os décors eram perfeitos e a crueldade da realidade no fundo real, acaba por ser posta de parte tendo em conta a negação categórica de quem não queria ser mas que no fundo acabava por parecer, fui um fantoche pelos meus ouvidos aos olhares dos outros, enfrasquei-me em negativismo por negar que o positivismo da coisa acabava por ficar negado relativamente ao que os outros achavam nunca sabendo que ao acreditar que no fundo o dono de mim sou eu comando eu o meu eu pondo imediatamente de parte a noção de que não é a realidade que me controla mas é a realidade que produz em mim tudo aquilo em que nunca acreditei por não julgar ser possível.

Arf.. enfim.

sábado

FRITO! - best of volume 48271214241

Ora ora, então mas tu não estavas por aqui.

Ora ora, podridão podridão.

Foste o que foste.

Não me vou pôr com lamúrias, essas tristes vagas de sentimentos tristes e inquestionavelmente pouco favoráveis a um crescimento agúdo e precoce, mas que sentido faz isto? Ri-se o bobo, ri-se o palhaço, tosse o rei.Passo por parvo porque no fundo é isso que sou, e fui, pronto, admito que sou. Mas valha o que valha é de ti que gosto, ainda, por mais estúpido que seja ou pareça, fazer o quê. Foste o que foste mas não deixas de ser parte integral do meu tal neurónio, aquele que supostamente pensa agora cheio de saudades, mortinho por um beijo.
E se o mundo por acaso girasse a meu favor e tudo não passasse de um breve sufoco que passará com um rodopio tranquilo e leve, inesperado e esperançoso? Mas será que nada disto faz sentido? Claro que não, sou eu que o digo, sou eu que o escrevo. Se digo que não faz sentido, se escrevo que não faz sentido, óbvio que tenho razão.

Um esboço voraz cheio de rabiscos de solidão e desespero por um lugar no teu coração, oh triste emoção que não me deixa da mão, largai-me besta! Mas não larga, peganhosa bardajona sedenta de frutos proibidos removidos directamente do meu umbigo, mas que frito é este? Diria-me alguém que é um frito honesto e sem dúvida romântico, pois eu digo a esse alguém que ponha o romancismo no cú porque o que eu quero mesmo é cona.

Fica assim em aberto uma bela história de amor entre duas árvores verdejantes e cheias de vida, as árvores como é sabido por todos morrem de pé, morrem sozinhas, eu serei e morrerei como aquela árvore que teve a sorte de morrer a teu lado.

Foste tanto por tão pouco, acredites ou não continuas a ser-me muito.