quarta-feira

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Apareço num instante sem ti a meu lado mas sempre no meu pensamento. Não quero praguejar, mas que opções tenho? Oh foda-se caralhos, conas húmidas e mamilos entusados, que coisa é esta, hormonas. D de fígado, meu amigo agora quem sou? Já não me vejo, sinto-me, mas sei lá, agora que fica turvo chegam as águas do passado, tento ofuscar com um parafuso já desapertado. Nada disto faz sentido, pudera, nunca vez.

Procuro procurar o que sinto nunca conseguir encontrar, praguejo, oh foda-se, oh foda-se oh foda-se, pinto porque lá está, a tela lá estava. Estava ela ali desnuda, quase pelada com pele de galinha, faz frio, faz muito frio, ela aquece-me com o seu suor delicado, oh o fascínio, que imensidão de sensações, só espero que seja segunda para estar com ela outra vez, oh meu anjo, minha bela, paixão efervescente como pastilha num copo meio cheio, como pastilha num copo meio vazio, como pastilha num copo a meio. Nem sei que dia é hoje, mas espero que seja segunda, olho para o relógio e vejo que é quarta, foda-se, praguejo.

Dizem que não sou mais do que um otário, do que um fedelho mimado, pois sou! Assumido, e não há nada que mais goste do que sentir em mim a delicia de uma mulher, paixão, amor, loucura agora, desilusão depois, e então? Somos assim, loucos, nem otários nem mimados, somos loucos, somos pessoas mimadas com mimos dados por pessoas amadas, outras perdidas, outras que apenas chegaram a ser geniais.

Saudades dos tempos em que éramos dois sendo nós apenas um, lembras-te? Aquelas tardes passadas a ver o nosso rio, a ver a nossa praia, a ver o nosso sol, tudo isto era nosso porque o momento era nosso, só nosso, não o comprámos, conquistámo-lo à força de beijos e abraços, foda-se que sensação perdida que tanta falta me faz, mas agora perdeu-se e nenhum de nós parece querer reconquistá-la. Não há nada que o tempo não cure, e parece-me que também cura a paixão.

Sempre quis negá-lo, mas já não consigo. Eu amo. Amo demasiado. Dou-me demasiado, mas sinto sempre que nunca o vivi o suficiente. Ia acabar esta frase com um "E agora?", mas chega de perguntas, é tempo de ir em frente, seguir a maré do vento, voar nas ondas da praia tentar por um bocado não pensar no que virá depois, se calhar, talvez, vou sentir saudades de ponderar cada passo, cada olhar e cada beijo, se calhar nem vai ser preciso, veremos.

Pois bem, e agora? Oh, praguejo, puta que a pariu, lá veio a puta da pergunta. E agora? Oh, praguejo, puta que a pariu cá está ela outra vez. Agora nada, e rio-me, rio-me não apenas porque posso mas sim porque quero. Se me dissessem que hoje ia estar assim eu não acreditava, limitava-me a pedir um beijo.

É só isso que quero, um beijo. Eu e o beijo, mas então.. sou assim, habituem-se. Não gostam.. fodam-se, não faço planos de agradar a todos, até, porque já me disseram, é impossível. Mas eu tentei, que nunca ninguém ouse dizer que não tentei agradar, que não fiz por agradar, se não o consegui já não me diz respeito, perdão não peço porque pelo que vi, nem sempre foi por mim.

Farto de tentar as esperanças sempre na mesma pessoa ou às vezes na pessoa errada, mas já está, já foi, provavelmente vai ser e será, que seja, agora é assim. Também sinto falta de ser gente, e perco muito por vocês, sofro muito por vocês. Quem pensam que sou? Um saco de porrada? Um bicho sem alma ou sentimentos incapaz de saber que o magoam e aleijam? Foda-se, fiz o que pude, sei que tenho as minhas falhas mas se não fiz mais foi porque não consegui, acreditem que tentei.

Que terá sido por sinal? Falta de comunicação? Medo? Amor? Loucura ou temor de algo mais grave? Não sei, sei que correu mal, agora já está. Seguimos em frente com sorrisos novos e ideias distintas, fizemo-nos gente, pessoas com personalidade, acreditam que não queria ter perdido um segundo mas lá está, agora já está.

Adorei cada tarde, adorei cada palavra, adorei cada sorriso, amei o tempo em que nada se deu por perdido, amei tudo e quando me lembro sei porque amei, amei porque foi bom, e para mim sempre o será.

Obrigado por tudo, dizia nomes, dizia caras, dizia frases e palavrões mas agora não vale a pena.

Boa sorte, nada mais desejo, felicidade, nada mais procuro.

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