segunda-feira

O que se quer de alguém que não sabe perder, alguém que no fundo é amor quando tudo o que fazes é crer, sentirás tu também dor ou apenas amas por prazer? E que mal tem amar por prazer? Tenho tantos dias para procurar respostas a tantas perguntas que aparecem sem querer, mas é hoje que procuro resolver o que julgo não saber, canto o que pensas porque me sinto capaz de fazer, tenho justificado a paixão, tenho justificado a ilusão, o tremor, o pavor, oh minha querida, nada do que somos parecerá finito, somos mais dois e acredita que justificado o meu amor te garanto que só a ti te quero adorar. Aflige-me a forma como se dispara, de olhos abertos sem remorsos, diz-se que é o mundo que temos mas fomos nós que o fizemos assim, em compensação quando se encontra tamanha emoção é o delírio, o caos, o bom caos, tanto se fala do bater de asas das borboletas e no fundo tão pouco se faz por esse prazer, angustiado puxei para o lado a sensação de que já não ia conseguir voar, se eu te conseguisse descrever a sensação quando comecei a pairar. É nos beijos que me dás que sinto comparável emoção, não julgues que nos procuro comparar, eu sei que somos amantes.

Amo-te,
Nada agora e sempre mais nada do que apenas palavras envoltas neste fumo que tende em não querer desaparecer com tanto sopro e esforço da minha parte para que isso aconteça, mas no fundo é no meio de toda este nevoeiro ou talvez suave neblina de pensamentos também eles não tão maus como se querem fazer parecer, digo isto pelo esforço que tiveram em fazerem-se nota, perdeu-se o vicio ou a linha, portanto perdeu-se a vontade e a força com que se seguia nesta viagem sem rumo mas que tanto gozo dá, viajar sem sentido portanto, divagar com um sorriso, tanto amor exposto nestes passos ainda sensíveis ao toque, oh a paixão que rejuvenesce e agradece a alma que não é pequena que cresce e floresce como se o sol nascesse só para mim, evito os olhares invejosos acreditando - piamante! - que cada pingo de inveja - adjacente nos sorrisos - é nada mais do que a ignorância prematura da falta de bom senso, esse que teima em só aparecer quando é conveniente, mas de que raio falamos, de que raio falamos se no fundo não sabemos do que falamos? Falamos por falar, divagamos por falar, e sabe tão bem, não é a importância da expressão ou a liberdade da mesma que me move, tão pouco existe qualquer tipo de necessidade de provar o que quer que seja a quem quer que seja, existe sim no fundo, uma forma de escape, uma necessidade de escape difuso que me anima, que me faz sentir no fundo feliz por saber que isto sou eu, que me tornei assim involuntariamente, que fui evoluindo e progredindo involuntariamente e que este bichinho que não pára nem quero que pare ou acabe continua por cá sem saber que involuntariamente com muita vontade da minha parte eu o alimento e invariavelmente ele me alimenta a mim, existe uma simbiose em que eu sou o que não sabia que um dia viria a ser, uma espécie de escritor que mal sabe do que fala mas que adora falar seja do que for apenas porque sim, porque existe essa possibilidade e porque essa felicidade por alguma razão me dá uma razão para continuar a acreditar que sei do que falo. Tenho em fé que sou boa pessoa, apesar de todas as condicionantes psicológicas às quais acredito ser anexo - quando no fundo é bárbaro dizer tal coisa tendo em conta que não sou sem a mente nem a mente é sem mim, penso.
Nada me dá mais prazer do que divagar por estas costuras de fala, por este meio que eu produzo e que no fundo é um pouco de mim, procuro sempre tentar ser mais do que sinto quando escrevo, tento exponenciar aquilo que num dado momento sou e fui para criar uma ilusão que possa parecer mais apelativa a quem me lê, a quem pensa que por cá vir, por cá passar, me conhece, me compreende, me percebe, mas tão errado é essa conclusão como pensar que o gravidade é responsável por fazer com que as pessoas se apaixonem, sou um pouco do que mostro mas não sou metade do que aparento, sou sensível e mimado, sou um apaixonado, sou histérico na falta de amor, sinto uma atracção enorme pelo bem, sou humano, sou rapaz, sou homem, sou pessoa, tenho fraquezas e já roubei, tenho ciúmes e já odiei, mas nada disto faz com alguém me conhece, embora essa ilusão possa parecer romântica eu sou apenas o que me deixam ser e é muito complicado alguém saber quem sou pelo que escrevo, sabendo à partida que nunca ouviram a minha voz, numa me viram a chorar ou a rir, numa partilharam um cigarro comigo, um café, uma noite mal dormida ou uma tarde com demasiado sono. Não pretendo meter ninguém num jarro e obrigar essa pessoa a viver comigo, mas é nisto que este blog se tornou, um bocado de mim, já grande, onde quem cá vem procura não apenas ler o que escrevo mas conhecer-me um pouco mais, os meus gostos e desgostos, e é isso que eu tenho dado, gostos e desgostos, opiniões, pouco mais, existem frustrações e emoções que não partilho nem acho que seja certo partilhar, este blog tornou-se algo muito querido para mim, tornou-se um canto onde desabafo e partilho e agradeço a toda a gente que por cá tem passado e doado um pouco do seu tempo para ler o que escrevo, é o maior presente que me podem dar, um pouco do vosso tempo, perdido nas minhas divagações sem sentido.

sexta-feira

Fico frustrado quando não consigo controlar certas situações que julgo serem injustas por ela não querer ser má pessoa, fico chateado quando vejo que de certa maneira se aproveitam da beleza que ela ostenta para a usarem em seu proveito, e deixa-me realmente triste e chateado aperceber-me que quem o faz são aqueles que jurei incapazes de o fazer, talvez esteja enganado, no fundo estou só assustado.

Amo-te.
Não sei quem disse que mais não sei do que só aquilo que sei mas sinceramente acho que devia estar a apanhar tão maior seca do que eu, o tempo não ajuda, sendo ele em excesso a cabeça não pára e pensa no que não deve, os amigos torna-se vilões com as suas atitudes falsas e que se vão tornando mais cínicas sempre que pensamos nelas, e tanto tempo temos para pensar nelas. Serei a única pessoa que quando escreve sente todo um mundo de cor a mudar conforme o que se vai escrevendo? À medida que vou transpondo - ou expondo - o que sinto, de acordo com o que vou escrevendo parece que todo o meu corpo se ressente numa cor diferente, crua e preta e estagnada quando quero muito cuspir uma sensação ou uma emoção que persiste em agoirar-me o espírito, começa a desenrolar-se uma espécie de nuvem fogosa que vem com a cor em si à medida do que vou escrevendo do que sinto ou do penso sentir, eu talvez não sinta o que escreva, talvez escreva apenas o que o eu é num determinado momento em que sentiu necessidade de escrever, talvez eu seja apenas um mero instrumento do meu pensamento para vos dizer que o eu tem algo para dizer, que o eu passou por algo, no fundo, as cores vão mudando à medida que vou escrevendo, se me pedirem uma paleta de cores, com matrizes de acordo com o estado em que o meu espírito se encontro não vos posso dar, acredito que cada um tem a sua roda de cores, a sua fantasia, o seu rodopio espiritual onde cada nuvem, cada nevoeiro, cada jangada fora de água tem o seu significado e onde em cada conto arrancado do eu ou do espírito ou simplesmente do nada tem o seu significado, a sua espécie de dom torna-se então numa confusão danada onde ninguém percebe onde ele quer chegar e, tão pouco ele sabe se algum dia chegará a algum lado, começam a aparecer então as questões sobre a viabilidade dos seus contos. Serão reais? Estará ele a dizer a verdade? Pois bem, serei eu real? Existo eu? Enquanto pessoa ou enquanto sonho? Serei eu o fruto de alguém que me quis ou a triste figura de alguém que todos os dias se esforça por melhorar? É complicado trazer para tão pouco espaço onde o espaço implica, no raciocínio que proponho que se siga tudo, e partindo do principio que tudo é o espaço que quero para que a lógica consiga seguir a sua linha, vamos partir de que nada do que disse até agora existiu, mas existirá só e quando tu te aperceberes que isto está cá. Para mim, no meu tudo, no meu espaço que eu acabei de construir isto é meu, isto é o que eu sou e o que eu quero que seja, para ti nesse lado, a olhar para mim agora com olhos de príncipe abandonado perguntas-te quem serás, quem és, em que espaço te encontras e de que maneira vais mostrar aos outros que o teu espaço, aquele que tu sempre achaste ser teu e apenas teu tem espaço para mais alguém?
Fascina-me não poder dar a ninguém a visão de quem sou sem que trabalhe para isso, não posso obrigar ninguém a aceitar tudo o que daí advém não só por falta de submissão mas também de preparação, de obstinação de uma ideia que seja plausível, mas certamente não é o plausivel que se procura ou que se pede aqui, neste caso talvez seja apenas a compreensão e a força de saber que se pode dar e não se pedir, no entanto eu peço que vejam, vejam tudo o que tenho, tudo o que sou, tudo o que quero que vejam que posso consigo ser ou vir a ser, perco o raciocínio e a lógica num espaço que é meu, procuro, vasculho nas mantas das memórias tudo o que sou mas não encontro mais do que um velho cinzeiro cheio, cheiro a abarrotar de cigarros mal apagados, ninguém neste tudo é o fumo de ninguém no entanto não admito que ninguém me diga que não posso ser a queimadura que arde dentro de alguém, será a paixão ou a ilusão de saber que sou amado, que consigo amar, que um dia vou ser apreciado não pelo que escrevi, não pelo que fiz ou disse mas por ter sido mais um que por cá passou, na reflexão da dor que agora passo pela incógnita que passei de não saber em que universo me sentia seguro, apercebi-me de que em todos no espaço que encontrei em cada um, foi nesse espaço, independentemente do tamanho que encontrei mais do que segurança alguma paz, não implica que o universo seja imenso, pode nesta lógica, neste meu todo seguindo ainda a minha linha o espaço ser maior do que o universo que procuro demonstrar, na senda da vitória sobre o meu tempo, espaço e universo, tento cada vez mais procurar um certo lugar onde o conforto é ordem, advenha ela do caos em que nada se irá seguir a conjuntura que pretendo ou a ordem em que espero que tudo corra bem, que seja apenas confortável e me dê forças para continuar nesta espécie de cruzada pessoal no meu espaço, no fio destas linhas que eu crio sem noção ou necessidade, talvez por afecto a alguém que desconheço e que no fundo acabo invariavelmente por ser eu essa pessoa.
Mas o eu é sempre tremido, é sempre um caso a descortinar, nem sempre é o eu que pretende que se siga neste espaço, à vezes o espírito sente-se mais incomodado do que eu e são raras as vezes em que me apercebo de que foi o eu que influenciou o espírito do que o oposto, poderei concluir que sem espírito o eu não se apercebe e a alma não funciona, sem cor a alma não reage o espírito não pensa e o eu não se manifesta, é a verdade que me dá luz , é no fundo a luz que me dá cor à alma, paz ao espírito e conforto ao eu.

terça-feira

É assim

Comecei a fumar demasiado novo, e ainda não aprendi a apagar os cigarros. Lá ficam eles acesos no cinzeiro para toda a gente apanhar com aquela baforada de fumo nojenta que vai comendo e queimando lentamente o filtro até o cheiro se tornar insuportável e alguém dizer "Foda-se Pedro, aprende lá a apagar cigarros!" - e eu muito intransigentemente respondo com toda a minha falta de classe acentuada pela falta de estudos e poucos dentes enquanto solto uma légua e meia de cuspo: "NÃO!"

Não gosto que o corrector ortográfico me transforme tão belas palavras como Foda-se, em roda, mas que merda é esta? Fode-te corrector ortográfico mais a tua mãe que provavelmente é uma virgula corcunda (ah! ah! gotcha ya!) - bitch ^^

Quem vem ao blog, provavelmente achará, pensará, "uau, este texto não é.. sei lá, normal" - pois não, mas o prazer é o mesmo. Esperanças estas que se perdem quando tudo parecia formar-se de uma maneira tão uniforme, mas a alma e a paixão das letras transformou-se em algo lesto e muito provavelmente dedicado a uma caça às bruxas, onde se troca a bruxa por um ponto final e as chamas que a consomem por uma baforada de filtro queimado. Haverá bela sem senão? Não, pois eu também nunca pretendi ser belo ou tão pouco um senão, talvez um enfim, mas nunca um abismo incapaz de ser escalado ou apreciado, sempre tão triste e embalado por estórias às vezes sem nexo que a ninguém seriam capazes de atingir, mas depois entra a regra de que a cada um e a cada qual cada situação atinge e afecta de maneira diferente tendo em conta toda uma série de factores - adversos ou não - no desenrolar da situação, e eu limitei-me a tentar descreve-los, tendo em conta que os vivi e que invariavelmente vou acabar por voltar a vive-los (espero eu), acredito na máxima de que sem dor não se consegue apreciar o amor.

Passei anos a procurar imaginar a mulher que queria ter a meu lado, encontrei-a e mais uma vez a realidade superou a ficção, por muito que te tenha imaginado nunca esperei ter a sorte de ter encontrado alguém como tu.

Amo-te, o resto fica para depois, por agora, é isto.

segunda-feira

Eras tudo o que procurava e acabaste por ser mais do que estava à espera,

Amo-te.

domingo

Uma questão de peso

Vítor Baía sentiu necessidade de se esclarecer ontem, depois de ter sido "descontextualizado" na véspera. Para não haver confusões desta vez, explicou, como quem faz um desenho a um miúdo, que há quem use pesos e medidas diferentes para avaliar aquilo que se consegue no FC Porto e aquilo que se consegue nos clubes da capital. Nada de novo. E nada de velho, também. Tome-se como exemplo esta jornada europeia, até porque ainda está fresca na memória. Imaginem-se as loas que não se teriam tecido se uma equipa da capital do império tivesse ganho por 3-1 num dos estádios mais complicados do mundo, em (dupla) inferioridade numérica, e contra uma arbitragem fora-da-lei. Que génio não seria o seu treinador? Que artistas os seus jogadores? Que sonhos não estariam ao seu alcance? E depois, imagine-se o que não se teria escrito se o FC Porto tivesse perdido contra o 14º classificado do campeonato francês por 2-0 sem ter conseguido criar uma única oportunidade de golo. Estão a perceber? É disso que Vítor Baía falava.

JORGE MAIA n`O Jogo (Portogal.blogspot.com)

segunda-feira

Agarrado a ti saboreando um abraço teu consigo de olhos fechados sentir o pulsar do mundo,

Amo-te.

quinta-feira

Mala Suerte

Se na procura de felicidade só encontramos frustração porque continuamos a tentar? Esperança? Acabo por continuar a não conseguir dirigir-me nos actos e nas palavras da melhor maneira que devia, atiro-me de cabeça e de coração aberto para um tormento de espinhos e quando me dou conta estou todo furado, deixo escorrer por cada buraco um sem fim de emoções onde o recipiente acabo por ser eu portanto não faz sentido, sabendo à partida que é isto que vai acontecer, que me continue a atirar com tanta esperança de que desta vez vai ser diferente, e onde o erro acaba por ser meu, toda uma razão me diz que não é apenas de mim que parte o erro mas toda uma razão me diz que só de mim parte a força para tentar mudar não só os meus erros mas também os dela, mas, tendo em conta os detalhes que me chegam e vendo que nela não existe força para que essa mudança vá em frente que opção me resta se não desistir de tentar mas não de continuar a sonhar de que um dia possa ser diferente? Digo isto sem vergonha: acho que errei outra vez, acho que voltei a não conseguir ser feliz e acabei por chegar a casa com um fardo de frustração quando tantas vezes sonhei voltar carregado de memórias frescas de beijos soltos e palavras ainda ditas, com alguma ansiedade. Mas não fico triste, não fico melancólico, não vou abaixo, não permito, não deixo, não quero, não estou, e quando só me apetece ganir uivo, uivo o mais alto que consigo e solto numa única nota todo este ardor deixando apenas esta paixão platónica por romances disfuncionais que tanto de mim faz parte como a unha na carne. Sou feliz por tentar, sou feliz por ter a possibilidade e a liberdade de tentar, e beijei, e Deus, digo-te agora em forma de desabafo, esmeraste-te com a mulher. Que forma que lábios que seios que olhos!! Haverá melhor maneira de nos sentirmos vivos do que com uma mulher nos braços? Poucas coisas neste mundo, poucas experiências neste universo batem a sensação do que quando ela me olha daquela maneira, aquela forma de dizer come-me, sou tua, podes, deixo. Não se trata de uma conquista, absurdo! Trata-se daquele momento em que o universo pára e somos só nós, trata-se de um segundo que nos demonstra que realmente existimos, trata-se do que é real, trata-se de nós, nós e nós e nós e nós, nós neste mundo, nós neste universo, nós sós para nós, é imprescindível nunca perder isso, é imperial nunca deixar de amar. E eu amo. Muito. Oh se tu soubesses o quanto eu te amo. É isto que um dia te prometo quando finalmente te encontrar, amar-te como se fosses o meu primeiro e último amor.

domingo

Caprichoso

Nada no fundo em vão, continua a parede de ferro a pairar sobre a nuvem de espuma, sobe sobe cavalinho sobre, pairando no ar qual gaivota sem mar, ah e o arrojo deste pássaro lunático e oscilante qual giroscópio falante, ordinário e fulminante, apaixonado sem dona do seu coração, triste e ansioso para que alguém lhe toque, o leve, leve levemente como quem chama por mim, ai de mim se não atendo ao toque e perco mais uma vez a chamada, dela, do sabor que tanta falta me faz, fica a ecoar na eternidade a pergunta do Jim, o que é que eles fizeram? Nada, por isso cá estamos. Quietos e na mesma, nada calmos, pelo contrário bastante agitados e tremidos, sem fé, com fé na loucura e rugimos e fugimos, por selvas de cimento oramos pela paz que tarda a chegar, e estamos malucos? Sim! SIM! Com as prioridades trocadas, aniquiladas, suprimidas e devastadas, ai deles, e ai de mim, oh o maluco que sou e que me tornei, o louco! LOUCO! Louco certo nesta sociedade de pessoas certas, incólumes de crimes, criminosos, traidores, avarentos, suculento prazer o carnal, a paixão trocada por rascunhos com bonecos, triste, tristeza, foderam a nobreza, e continuam a rugir na mesma selva sem dono, devastada e trucidada por palavras sem valor, e dá para rir, já ninguém sabe chorar e quem se lembra é morto a tiro por esquadrões da dita paz, essa que chega em tantas formas menos na original, e o olhar inocente pergunta de onde vem visto, eu procuro responder mas nada me sai, solto-me nesta envergadura indecente mas! inocente, caprichosa por um bom olhar daqueles que sei que me vão saber apreciar, por muito que tarde, só espero que cheguei, pois bem, caso não aconteça, acabará por invariavelmente poder-se dizer que ao menos foi escrito, que ao menos saiu de mim, que agora paira por aqui e por ali, tornando-se no fundo verdadeiro embora talvez sem pingo de verdade, torna-se único, meu, teu, nosso, mas não dos malucos.. dos loucos! Desses, desses que conheceram paz e que a souberam apreciar sem o barulho do gatilho, agora só resta os crente com dedos pesados que atiram sem razão ou omissão, pois agora ninguém omite, agora ninguém esconde, está à vista a verdade, a nua e a crua, está à espreita a crueldade, a nua e a crua, e ninguém ainda hoje sabe onde se enfiou a felicidade.

quarta-feira

Taram!

Salivo por ti meu ardor
Paixão que tanto quis
A que sabor me soubeste meu amor
Se foi a ti que te encontrei quando mais ninguém me quis

Procuro nas palavras um caminho e acabo por mentir, não só a ti mas meu deus, a mim, que luta, que desassossego, não consigo encontrar calma e já só vejo os dedos. Não param!
Empenham furiosamente esta caneta agora sem dono, ai de mim que sem saber o que fazer procuro apenas conseguir compreender de onde me chega este escritor que tal como eu só procura ser verdadeiro, ser o próprio o senhor em todo o seu esplendor de tamanha de magnifica alma que não se apaga e que me diz sem pudor que dela não sou dono mas apenas o seu amor.

domingo

Noites brancas

Ai de mim que procura agora um fim, escrevo num agoiro em que me regozijo com a esperança de que a cada letra o tempo passe depressa, rápido e bem. Mas não, não mando no tempo e lá vai ele andando sem que eu possa tomar algum crédito por isso, só pela escrita e talvez nem isso.
Não me sinto capacitado para entender o espaço do Vergílio , como pode ele usar tanta palavra não sabendo que por cada uma delas se deu mais ao mundo do que meia virgula dilacerada por algum tipo de carne mal assada, mais uma vez, agora tornando-se quase um padrão da minha parte, o que escrevo não tem sentido, disse-o Vergílio, só a escrita existe.
Pegando nisto, existo, mas confuso. Sub-alterno do meu próprio prazer, vivente, adaptado, enamorado até mim, ou para mim, por meios que desconheço e ignorantemente procuro ignorar.
Mas não! Ignorante não! Saber não sei, que quero sei, não sei é onde procuro chegar se não souber onde procurar. Em pouco tempo, pequeníssimo espaço de tempo literalmente tendo em conta que o meu tempo é o mesmo que o universalmente conhecido como nosso, vou cavalgando nesta tinta sem rédeas, onde deixei de ser o senhor passando a ser mais um obediente e fiel apaixonado desde modo de vida, desconhecido, favorecido por ondas passageiras que tão depressa se esbatem na foz como desaguam numa tagarelice ímpar e infundada.
Seguindo a lógica, esta, produzida agora com o apoio de vós, sou eu agora, aqui, com vós, que me dou a conhecer aprendendo a cada olhar que também vós se questionam sobre ser.
Não me reconheço apenas como Ser na escrita, mas em todas as manifestações que implicam o meu Ser, é através da escrita que se produz um canal para minimamente tentar conseguir descrever quem sou e o que sinto, embora, frustradamente, não sei o que sou.
Nem sempre a luz me auxilia nestes disparates, por vezes acaba por escurecer mais do que iluminar, ofusca-me o caminho do Ser, pretenciosamente ou não, fica por saber.
Pois, nada se perde, logo tudo o que manifesto enquanto Ser, tem que, ser aproveitado, logo a eternidade torna-se, assumidamente, possível, se não mesmo imprescindível para que não só o meu Ser se manifeste naquilo que conhecemos por "conhecimento universal" como não poderei perder nunca tudo o que fui e lutei por e para ser um Ser, que manifestamente se exprime agora por letras daquê pouco por nada, vagueando no insustentável e no invisível, numa realidade sub-alterna àquela que vejo não só como reflexo de mim numa estrutura qualquer.
Existiria não sendo escrita? Prevalecerá a ideia de que não sendo eu homem, apenas escrita, manifesta-se o Ser, o meu Ser, na figura de homem, e nunca o homem como Ser. É o homem Ser porque a escrita o permite, SERá o Ser homem porque a escrita o permite, que SERia eu sem a consciência e o conhecimento de que posso um dia Ser alguém?

sexta-feira

Texto de um menino

Embrenhado num ódio já característico tornam-se duvidosas as nossas reacções perante os outros. Conhecemos alguém? A esperança média de vida é de 70 anos, ou à volta disso. Temos realmente tempo de conhecer alguém? Hoje estuda-se e sempre se estudou personagens que marcaram a história humana. sabemos quem foram e o que fizeram, conhecemos os contributos que deram à humanidade, sabemos quem foram mas quem eram?
"Está morto, podemos elogiá-lo" - Disse-o Marco de Assis. Morreu Saramago, exilou-se em 1993 ao sentir que o governo do seu pais não o queria mais por cá, morreu Saramago e não há boca que não o elogie, assim se vê a hipocrisia de um pais.
Numa breve conversa com a minha avó, apercebi-me que não a conheço tão bem quanto julgava conhecer. Uma matriarca à antiga, dedicada, educou-me e valorizou-me enquanto pessoa e alma, e passou por dias que experiência só as tive nos livros de história. "Vejo que está tudo melhor, há agora tanto açúcar" - Disse-me. Quando era mais jovem, em tempos de guerra, caminhava quando sabia que havia, centenas de quilómetros mais a sua irmã para irem buscar um pão, que daria, tinha mesmo que dar para mais do que uma semana. Como alternativa, punha num cesto de verga um tacho, e ia para a porta do matadouro, esperançosa de que para ela ainda restasse algum sangue de boi. Cozia-se no mesmo tacho que serviu de transporte, juntava-se água e sal e esperava-se que engrossasse. Já grosso, cortava-se às fatias e fingia-se de pão, outros tempos.
Este é só mais um planeta ao qual os humanos deram os louros da sua criação a um Deus, que raios? Qual a razão para ter criado Marte? Terá criado Marte? E se criou com que propósito? O único que vejo é o de fantásticas imaginações para guionistas e investigações para cientistas. Nada mais. Peguemos num exercito, onde a doutrina é tão explicita que uma massa de gente se exalta com as ordens de um superior, seja comandante ou general, é ele o sábio que conduz um mar de gente com as suas ordens e mandamentos nunca posto em causa, associemos essa manifestação de comportamento à de uma religião. Se fosse sabida a Verdade mais cedo, talvez a ideia de que um homem, com duas placas e 10 mandamentos, figura da terra ou de um Deus que criou Marte sem razão não tivesse tanta atenção.
Somos escravos subtis num campo aberto de vicios materiais, trocamos o nosso tempo por notas e moedas que mais não fazem do que representar um determinado valor, estamos a contrato com entidades que nos exigem o que aos seus não desejam, somos usados por patrões que acreditam num sistema desmoralizador para o espirito, vemo-nos obrigados a confiar mais no que os outros nos podem dar, do que naquilo que podemos fazer por nós próprios, por nós próprios, por nós próprios, semeando e colhendo o que precisamos e não o que desejamos. Somos levados pelos veios, transportados para as vicissitudes carnais, imorais, mas ao domingo, procuramos perdão junto de um Deus, que tendo criado tão belo planeta, encontrou num homem e em duas placas de pedra a maneira ideal de comunicar aos seus "a-fim-de-ser" fiéis súbditos a sua doutrina.
Engraçado, apelidamo-nos de superiores perante os outros animais, mas somos nós que no fundo mais provas de inferioridade damos. Nunca uma espécie fez tão pouco por merecer este cantinho no Universo. A nenhuma conclusão pretendi chegar, vejo-nos tão encalhados em falsas razões e verdades, vejo-nos tão presunçosos, tão pouco ambiciosos, deverá partir de casa a mudança e a revolução, não será Deus que nos salva, não será Deus que nos salva-guarda, é apenas uma imagem, é essa imagem que tem que mudar, somos nós que cá estamos que sofremos pelo que fazemos, cabe-nos assumir uma postura diferente, pelo menos tentar pouco a pouco apreciar. O quê, a cada um lhe tocará saber, da mesma maneira que o quando a cada um acabará por tocar, e é pelo tempo que nos ficamos, acaba por ser pelo tempo que cá estamos.

segunda-feira

uff!

haveria de estar agora aqui, fazia tempo que já assim não sentia, tanto que se disse e ficou por dizer e numa letra tão bem esgalhada ficou tudo tão claro. agora tudo tão claro, claro como a claridade que tudo claro torna e entretanto fica, uma clareza de pensamentos e ideias, faças o que faças, é só nosso este pequeno desejo mais do que um segredo, procuras tudo, e cliché dos clichés: nada encontras. que andarás a fazer se não, cliché dos clichés: procurar mal? que saberei eu de.. disto, de tudo, nada sei de nada e julgo saber de algo, que no fundo nem eu sei o que é, que misto de emoção, solta-se mais um palavrão e canto, canto por ti a pensar em ti, oh o romântico que ele está, mas nada disto é certo, ninguém assume que seja errado é impossível que seja errado sabendo tão certo, e sabe tão bem..
feito zombie caminho pelo mesmo corredor de sempre, o da falsa aparência do engano e da confusão, eu sei o que sinto e sei o que sentes, e arde! nada sei saber porque não me lembro sequer de estar a escrever, sai-me a ritmo demorado cada uma destas, sei lá, palavras sem sentido, amorfas, amo-te. não sei mais descrever, não sei mais arranjar maneira de descrever amor, amor amor, nada de amorfo, nada de vulgar, nada de cliché, nada de sedução ou aproximação, nada! nada nada nada, amo-te, e é isto meu amor, nesta imensidão de amor onde tudo é paixão, onde nada! nada! é ilusão, que eu sei que te amo meu amor, que querido o sorriso que esboço ao ver o céu a sorrir para mim, sei que pensas em mim e em todas as nuvens as tuas feições tornam-se reais, nada disto é ilusão meu amor, é amor amor amor, e eu amo-te meu amor.
ao toque, suave suave, ao suave toque de mais uma batida entra-me pelo ouvido e chega-me ao cérebro aquilo que julgo ser a razão dos meus pecados, a podridão do meu ser, eu saber que sou fraco de espirito. mas que horror, ódio, temor, peco, peco por ti meu amor! e tudo isto é amor. minha adorada, amada, se tu soubesses a tranquilidade que me trazes, o bem que me fazes sentir quando estou a teu lado, é por estas alturas que esboço mais um sorriso, solto mais um suspiro. e ela, com toda a sua loucura, diabrura, fortalece-me o espírito, e ela, com toda a sua loucura, diabrura, fortalece-me o espírito, e ela é amor, é amor, amo-te meu amor. e é deste sabor que eu sinto falta, sentia, tinha saudades paixão obrigada.

John Coltrane Quintet with Eric Dolphy - Impressions

O Lobo e o Homem

"A raiz da inteligência assenta na capacidade de enganar e manipular; a moral alicerça-se no poder e na mentira; a consciência de que vamos morrer leva-nos a tomar decisões duvidosas, como lutar e ter sucesso, para dar um sentido à vida - o que nos torna infelizes."

- Mark Rowlands

sexta-feira

Sorrow

Na ânsia de sermos melhor do que os outros, de queremos superar alguém acabamos por não nos superarmos a nós mesmos, tornam-se os actos dos outros um objectivo nosso, mas não os relevantes. Ninguém se interessa por subir uma montanha, pfft, qualquer um sem dedos ou meio nariz faz isso, interessa-nos comer aquela chavala. Guiar aquele carro. Ter a atenção daquela pessoa. Enfim, produzimo-nos numa sociedade ecléctica sem dúvida, mas onde as diferenças são em tudo iguais (vá semelhantes, similares, merda), ando à algum tempo a esbater neste assunto porque acima de tudo fascina-me, não o adoro particularmente mais do que a outro assunto, admiro isso sim a sua persistência temática. Fazendo o esforço por ensinar o seu filho a ser melhor do que o filho do vizinho, incentiva o filho a esforçar-se procurando por vezes usar o seu filho para ver realizado um sonho ou um objectivo falhado por si, torna-se o filho o bode expiatório do insucesso dos pais, ou não. Dando ao filho tudo o que ele pede, exige, tornando-o o centro das atenções ignora o facto do filho ser um falhado em tudo menos no facto de ser adorado, só isso importa, ou não.
Pelo fumo de um cigarro ainda não feito logo ainda não aceso e sem qualquer tipo de bafo portanto fumado, torna-se preta a imagem que nos deixa esta gente, mal educados ou simplesmente habituados a um comodismo imposto? Será imposto?
É complicado abanar o sistema, resta-nos reagir, dar-mos conta de que estamos inconformados e obstinados a pelo menos tentar criar uma onda de mudança, de melhoramento, apressemos então a procissão das velas que tantas santidades zelam, será perigoso exigir de alguém comum, como eu, um mundo diferente? Em que medida posso eu ser um elo para a mudança? Porque razão duvido que não o possa ser? Há provas de que a força de vontade, em que a FORÇA de vontade mais do que a própria esperança ou fé (erro comum enfiar ambas no mesmo saco) se torna a maior arma contra a hipocrisia, o mal-dizer, a mesquinhice, e por ai fora contra todas as caralhadas que no dia-a-dia nos dão um travo de azia no estômago. De que me serve a esperança de que um dia algumas mentalidades e atitudes perante, tudo, se requalifiquem para melhor, se não partir de mim a FORÇA de vontade para que, grão a grão, melhore? E quem sou eu para dizer o que está certo ou errado? O que está mal ou bem? Ninguém. De que maneira é que me sinto diferente dos outros? Nenhuma. Superior? Nada. Inferior? Nunca.
Sem o feio nunca conseguiria apreciar o bonito, sem o mal nunca conseguiria perseguir o bem, neste contexto, neste mundo de dualidades e de livre arbítrio, sinto-me afortunado por ter FORÇA de vontade para me tornar num homem melhor.

terça-feira

Bica

Tento trocar uma bica por um sorriso, mas ninguém se ilude. De cara fechada a empregada pede-me um determinado valor, anseio pelo troco certo pois a minha matemática é nula e faz anos que me sinto enganado.
Nunca lá fui com contas, há quem não passe sem um relógio eu não vivo sem uma máquina de calcular. Mesmo para trocos ou contas de menor valor soltam-se uns quantos parafusos, é sempre uma sensação de frustração esta minha negação com as contas, não anseio ser gestor, contabilista ou professor, só normal, como diz a Nica vulgar, farto de sem abrir a boca provocar expectativas que tal como uma conta de 2+2 acaba por dar 3 e meio. Não correspondo às expectativas, demoro a criar confiança mas quando a tenho não a largo, procuro preservá-la.
Estou sentado num café a escrever, porque espero, porque oiço, porque vejo, porque quero. Fiz da mesa onde se pousam chávenas e frizes uma espécie de escritório cheio de pacotes de açúcar e cinza fora do sitio, enquanto isto o café tem estado a esfriar e a veia a arrefecer, todo este Português aqui estagnado, nunca seguindo o ditado "Apenas para inglês ver", pois daqui só sai pecado mas sempre delicado, sem promessas por cumprir limito-me a apreciar o branco tão recentemente fustigado por uma BIC de tom azulado, enfim sou um frustrado, um apaixonado, um bem-amado por aquelas pessoas que sei que estarão sempre a meu lado.
Mais uma vez é dessas que falo, é dessas que sinto uma necessidade que se veja algo escrito e aclamado, são essas que me fazem sorrir por as ter amado, por as amar e querer apreciar. Valerá isto uma bica?

Assim se produz um louco

Pobre miúdo, ainda nem chegou à idade da razão e a pessoa que ele mais ama não lhe dá atenção. Por um pequeno valor, um rio seco de prazer, pôs de parte a emoção de ensinar mas mais do que isso de aprender. Negligenciou aquele que mais lhe quer, aquele que por ela chora e por ela chama no momento de um dói-dói. Pobre miúdo esse que me disse que eu tinha um chapéu de rei, pobre miúdo esse que viu água onde ninguém vê ou alguém algum dia acabará por ver, alegre alma a deste miúdo que sem saber quem sou preocupou-se com o cigarro que eu tinha aceso.
Quem nos faz perder isto? Os patrões, abaixo as hierarquias, com o caralho as falsas filosofias e esta tão grande falta de senso comum para com aqueles que na verdade nos dão algum valor.

quinta-feira

MacGyver

José Caracol diz:
o MacGyver ensinou-me tudo o que sei

quarta-feira

Nolan's Cheddar

O Principezinho

"Na altura não fui capaz de compreender nada! Devia tê-la avaliado pelos actos e não pelas palavras. Ela perfumava-me e iluminava-me. Nunca devia ter fugido! Devia ter adivinhado a sua ternura por trás das suas pobres astúcias. As flores são tão contraditórias! Mas era demasiado jovem para saber amar."

segunda-feira

Clichê Clichês

Sem as escolhas que elas fazem, sentem-se apenas bem com uma certa presença, procuram uma experiência que se mantenha uma noite, que fique. Querem segurança dentro do modelo que acham certo para si, procuram felicidade dentro de um prisma criado por outros, sabendo que é "aquilo" que sabe bem ao ser feito, que é apreciado pelos outros ao ser feito, visto, acariciado portanto, nutrido entre tantos e talvez muitos, talvez mais do que se pensa. Eu, sinceramente, não sei. Não faço parte desse estilo, desse grupo definido ainda hoje sem algum tipo de definição, os jovens vá, aqueles os "fixes", os contemporâneos à sua maneira de uma forma estilizada por outros há alguns anos, uma linha de ideias que ficou, que cresceu, que prosperou nas cabeças de uns e acabou por encontrar a sua "razão-de-quê" na cabeça de outros.
São os que ao assumirem uma maneira de ser e um estilo de vida, deram aos outros nada mais do que falta de argumentos para os criticar. É muito mais fácil para os cépticos, aqueles que criticam, aceitar as diferenças dos outros quando os outros sabem quem são, se a dúvida partir dos outros terão os cépticos razão, afirmo isto sem medos, faz anos que olho e procuro em cada pessoa uma espécie de grupo, discrimino sem pudor. Fazem-no comigo, quem terá razão? Não me imagino parte de qualquer grupo nem me vejo inserido em nenhum, sinto-me desprovido de conceitos sociais, assumo-me como uma pessoa que procura intensamente a resposta à tal pergunta: quem somos, de onde viemos e para onde vamos? Tenho os meus complexos, as minhas dúvidas e os meus medos, os meus gostos e os meus segredos, sou alguém que mais não quer e mais não pede de que me deixem viver sem rótulos, sem presunções abismais, quero puder viver numa sociedade onde não tenha que me explicar se não o souber fazer, custará assim tanto?
Sem censura de lado a lado, vagueio novamente pelas palavras à procura de censo nas letras mas acabo por entrar em contradições, ora se discrimino, ora se escolho e se selecciono que moral tenho em pedir que não me apontem o dedo por não me sentir acolhido em nenhum grupo especifico daqueles pré-concebidos por anos e anos de publicidade supérflua e maciça por parte de grandes multi-nacionais dos media mundiais? Nada do que me chega pelas revistas, pela televisão ou por jornais me fascina no que toca a classes sociais, considero a maioria dos grupos sociais genuinamente ridículos e banais.
Quando se entra num desses grupos a sensação de integração acaba por esconder a sensação de solidão, acha-se e acredita-se que ao vestirmo-nos e agir-mos de uma determinada maneira consoante e conforme o que é suposto dentro daquele grupo nada nos vencerá. Somos invencíveis, temos amigos e fiéis companheiros. Mas o que acontece quando, tendo já confiança, mostramos um pouco de nós, fora do que é suposto? Cai a máscara. Hipócritas. Farsantes. Revelam-se os amigos de circunstância e pomposos amantes, a sensação de solidão acaba por esconder a sensação de integração, apercebem-se então que mentiram a si próprios, desiludidos pela auto-imposta traição encontram-se perdidos, sobra um ou outro ombro daqueles onde se poisa para chorar. Ombros esses que não fazem parte de qualquer grupo, de qualquer estilo ou imposta suposição.
Para mim o único grupo onde me vejo e onde me sinto bem é com os meus amigos, os poucos a quem eu genuinamente sei que posso chamar de amigos, mas esses demoram a encontrar, esses foram nutridos, com esses sei que há uma mutua satisfação por saber que existe uma amizade, com esses sei que posso contar, e o melhor de tudo é que sei que os meus amigos não são de modas. Esses sabem quem são e eles sabem quem sou. Obrigado por tudo.

quarta-feira

numa outra maré

foda-se, e diz o gajo. estupidez que toca no absurdo, oh ideias desconsideradas no pequeno fim que teve o seu breve inicio, e então fez-se a luz da ideia, aquela absurda, e foda-se disse o gajo. porém, palavra pouco usada por tais dedos já fartos, cansados, ansiosos por escrever e conseguir apreciar aquela ânsia (já de si ansiosa) de enfiar mais uma palavra à frente de mais uma letra. pois mas, nem tudo estará correcto a não ser que seja corrigido, mas porquê corrigir se normalmente fica-se pela questão do mal compreendido. mal consciente, ou então inconsciente, só triste ou pouco, vá, decadente. diz quem sabe que os outros nem tudo sabem, que aqueles tudo querem e que os demais tudo devem, mas quem começou tal dito? agora ninguém o acaba, agora alguém o inventou, não vale mais ditos stop, parou por aqui um dito agora no inicio terminado no seu breve fim. ficamos assim, mal compreendidos, intransigentes porém amados, acarinhados, acariciados, com saudades de certas palavras pronunciadas por determinados lábios, oh minha querida e singela mas sempre desastrada e intempestuosa paixão não me voltes a deixar em vão este tão morto coração. sangra por mim e vive por mim, bate por mim e divide-se em tempos por ti, diz-lhe o cérebro que continue, diz-lhe o cérebro que não morra, responde-lhe ele que tal não acontecerá enquanto existir amor por onde lavrar. e haverá, como sempre houve e sempre haverá.

domingo

Amo-te a custo zero

oh o terror, aquele pavor, escrevo outra vez sem nexo ou rumo, acordado e atordoado tal acéfalo pedrado, das origens do senhor aparece-me a questão pertinente de mais uma vez não saber com quem me dou. valerá a pena continuar a tratá-los como amigos? pergunto, porque ninguém sabe como estou, já ninguém sabe quem sou, têm uma ideia mas isso não me chega. preciso de segurança preciso que alguém me diga que sabe quem sou e que não se importam de continuar comigo independentemente do caminho que siga ou seja obrigado a seguir, isso bastava-me. mas não, continua intransigentes em aceitar que já não sou só parvo sou também frustrado e eu, inevitavelmente acabo por me sentir abandonado.
torna-se folgado o espaço dado uns aos outros, a proximidade da coisa (a tal amizade) parece a cada dia mais distante do que foi ou do que tinha sido até aqui, estranho e diferente é assim estou mas isto porque até então poucos ou quase ninguém me acompanhou (ou decidiu fazê-lo). eu posso ter mudado mas não fiquei transfigurado, sou a mesma pessoa, igual nas ideias mas talvez um pouco diferente nos sentimentos, mais apático. ganhei um ou outro gosto, perdi de vista um ou outro sabor, mas no fundo sou o mesmo, não sinto que tenha desperdiçado nada mas sinto que não realizei o que queria e sem sombra de dúvida sei que não realizei o que devia. de certa maneira mantive-me fechado, não consigo ter confiança naqueles que um dia daria um dedo ou um braço, mas que no fundo acabei sempre por dar a mão. na natureza nada se perde, tudo se transforma, aqueles a quem me refiro cresceram e mudaram, ganharam um ou outro gosto, perderam um ou outro sabor, cresceram mas eu também não os consegui acompanhar. ninguém se culpa e ninguém, ninguém fez nada, agora julga-se e assume-se, pressupõe-se a partir de ideias criadas no passado que agora estão ultrapassadas, mas que ninguém se deu ao trabalho de actualizar negligencia de ambas as partes nesse sentido.
e aparece outra vez o pavor, aquele tremor de escrever se rumo, mais uma vez sem pinga de rancor bebo deste copo cheio de ardente amor que me queima a garganta, sinto a cada gole uma tranquilidade abismal por saber que tudo o que fiz, fiz, na altura e no dado momento da melhor maneira que sabia, posso ter errado aos olhos de alguém, posso ter falhado aos olhos de alguém, mas não consigo aceitar ser desprezado por olhos de ninguém. é essa a pior sensação que me podem dar. por alguma razão que me é desconhecida tenho ideia de que julgam que tenho uma vida fácil, que nasci num berço de ouro com o cú virado para a lua, que tudo me corre bem, que sou uma pessoa endinheirada e abastada, nada mais falso. enfurece-me um pouco que me julguem pela capa, não sei que capa aparento pois só me conheço por dentro, sempre ignorei o meu exterior sempre me foquei mais em crescer como pessoa e nunca como figura.
das poucas relações que tive a última foi de certa maneira aquela que mais me aleijou, durante meses andei fodido, chateado, quase revoltado por não saber o que é que ela queria de mim, espremi os miolos até à exaustão para tentar perceber porque é, que ela, sem razão aparente me tratava assim. durante meses deixava-me a dormir a pensar na primeira coisa que lhe ia dizer de manhã e acordava exageradamente feliz por saber que talvez hoje ia ter a sorte de estar com ela, e ao longo do dia ia ficando gradualmente fodido por não perceber porque é que, sem razão aparente, tão depressa me amava como me desprezava, sem nunca perder a esperança acabei eventualmente por perder a confiança de que ela era a mulher para mim. um romântico de coração mole cada vez mais apático e frustrado por ainda não ter encontrado aquela que um dia diga que me ama, faz tempo que ninguém me diz isso, faz-me tanta falta esse segundo quando alguém nos olha e diz que nos Ama.
com um olhar apagado e um sorriso demorado ainda aqui estou, estou com fé que me saia um ou outro divinal verso à Álvaro de Campos, também eu estou entediado, também eu preciso de novas sensações, também eu quero esquecer o passado, também eu estou cansado e entediado, cansado e entediado. também eu ó Álvaro, quero ser amado.

quinta-feira

DRIM, DRUM, DRAM.

e então?

oh, sábio sabor do vento, tanta ilusão me trouxeste vinda lá do norte do rio, nada faz sentido, cuidado amor intransigente, acautela-te com tais palavras sorridentes, se chegam a sorrir com cara fechada que de bom podem trazer?

sem resposta lá vou eu, a galope, neste cavalo sem rédeas, desalvorado e louco neste mar de plantas efervescentes, loucura, loucura, possante loucura, perdida dinastia de Reis sedentos de açúcar, a canela já não favorece o paladar de tais línguas azuis, cruel o destino da canela que agora passou para o arroz, nada.

e é então, que ao sentir um leve toque no ombro me viro para trás, e tráus, um soco nas ventas como à muita não levava, nem vi bem de onde veio, parece-me que o individuou que me atacou foi lambido por uma vaca e gostou.

o despertador toca, e toca e toca e toca, acabo por acordar, queria tanto continuar a sonhar mas pronto, lá vou eu trabalhar.

domingo

Elementos

Bora ser os doors? Começa por aqui, porque desde o começo que tens estado por cá, obrigada (L)

Ah, a fantasia, a ilusão de que um dia tudo ficará bem. Um sonho, um sonho que eu tanto quero viver, ah a fantasia de um dia saber que um dia aprenderei a viver o sonho que sempre sonhei viver, e quando esse dia chegar, que chegará, saberei que poderei recriar tudo aquilo que deixei para trás.
Pondo as coisas neste ponto, ponto, aqui estou eu outra vez a pensar que as pessoas são estranhas, ofensivas e estranhas, mas porra serão todas? Tudo o que fazes, tudo pelo que passas, tudo o que és, parte de ti, sou eu agora assim um pouco de ti com um tanto de mim, saudades dos nossos beijos sem fim, aquelas loucuras, ah a loucura, calma e singela, apaixonante, suspirante, suspiros, suspiro de saudade, oh aquela paixão, louca e singela, a loucura singela de saber que a paixão singela cá continua louca por explodir outra vez.
Chegamos à podridão, a cena nefasta de não saber como tirar este cheiro este odor nauseabundo de dor misto de paixão, cruel tentação de te querer beijar e possuir, mas não posso, quero, mas não posso, portanto acabam as ideias e a simpatia de te querer dizer e consolar de não te interromper ou denunciar as porcas palavras e cruéis ideias que em ti florescem que em ti vivem e nascem sem pudor, sempre com a sensação de ódio e rancor sem razão, apenas porque sim, porque sim faz-te bem porque sim é-te fácil apenas porque sim, poderíamos discutir até alguma estrela se acabar por apagar que no fim ganharias porque sim, sem razão ou nexo, sem sentido certo ou inverso apenas porque sim, puta sem sentido, certo ou inverso apenas porque sim, o sim enjoa, apenas porque sim.
Sem sentido esta narrativa que mais não faz do que deixar quem lê a pensar que nada disto faz sentido, não tem corpo nem cabeça, não tem membros nem ponta por onde se lhe pegue, é uma narrativa que flutua à toa, não é um oásis de bondade nem uma ilha deserta cheia de boas aspirações ou sensação, é apenas e nada mais do que uma narrativa que flutua à toa, à nora e sem sentido, anda por aqui cheia de letras e palavras escritas porque sim, apenas porque sim, vou agora pelo sentido hexagonal da prostituição caseira, profissão essa tomada pelo pulso trabalhador das senhoras da vida, dá para todos os lados mas sempre com um sentido, o de ganhar prazer e não amor.
Putas estas gajas que amam sem amor, que sentem sem pudor, que fodem sem folgor, por onde andam as deusas que tanto oiço falar nas histórias de amor, naquelas fantasias em que tudo acaba bem, onde a pior parte é o fim, não por acabar mal mas porque acaba, quando queremos mais, quando a ânsia por mais é maior do que qualquer pensamento lógico, mas no fundo o fim acaba sempre por chegar, o que me custa, pelo menos a mim, é nunca saber quando fechar o livro, um dia espero aprender, um dia espero ensinar, um dia vou queimar estas folhas onde a desilusão é rainha e o amor é rei, onde a paixão é a amante e a falta de pudor é o senhor. Rainhas, Reis, Deusas e o Senhor, queimados, esquecidos e perdidos, hoje queimados amanhã fodidos.

quarta-feira

Madeira

COMO AJUDAR A MADEIRA

PT e TMN
Ao enviar uma sms para o número 61906 ou a ligar para o 760206070, a partir de um telefone fixo ou móvel, está a fazer chegar um donativo à Caritas Diocesana do Funchal, no valor de 0,60 euros mais IVA.

Montepio
Abriu a conta "Cáritas Ajuda Madeira", com o número 000 10 587824‐3 e NIB 0036 0000 9910 5878 2439 4

Millennium BCP
Abriu a conta solidariedade "Vítimas do Temporal da Madeira", com o NIB 0033 0000 00251251244 05

BBVA
Criou a conta "Solidariedade BBVA ‐ Colabore com a Madeira" com o NIB 0019 0001 00200181689 15 e disponibilizou 25 milhões de euros numa linha de crédito de apoio às famílias e às empresas madeirenses.

Barclays
Realiza uma campanha de angariação de fundos a favor da Madeira, através da conta com o NIB 0032 0470 0020 3252 26041

BES
Criou um plano de apoio que integra medidas a favor das autarquias afectadas pela intempérie. O NIB é 0007 0000 0083 4282 93623

Santander
O Banco Santander Totta abriu a “Conta BST Solidariedade com a Madeira” para angariar fundos de apoio às vítimas, com o NIB 0018 0003 2271 3788 0202 1

Banif
O Banif disponibilizou uma conta de solidariedade para com as vítimas do temporal da Madeira. NIB: 0038 0040 5007 0070 7711 1

terça-feira

The Doors - People Are Strange

State of approach

Um vazio inesperado num verão por começar, as tardes passadas no ar acabaram à toa sem qualquer tipo de aviso onde as horas passavam a voar e enfim, tanto tempo dedicado a um estilo de vida que sempre pensei que nunca fosse mudar. E sei lá, agora que vejo o que realmente acabou por acontecer apercebo-me que fui recambiado para outro lugar porque não fazia falta ou simplesmente, sei lá (outra vez) não era suposto, sem capacidade para argumentar ponho de lado qualquer teoria parva e pouco coesa, sei apenas que sinto falta daquela segurança de saber que para sempre ia ter aquela espécie de irmão, e agora que me apercebo que vivi a pensar que um dia alguém se ia lembrar de mim, que me podiam vir buscar com saudades de tanta merda dita sem sentido mas com tanta liberdade sem censura ou moções gritantes contra a livre expressão dos gatafunhos por norma deliberadamente odiados pelos demais por serem demasiado anormais.
Estou-me a abrir, sem sentido nexo ou razão, apenas porque sinto que começo a fraquejar do coração, sozinho, perdido mas sem aquele sentimento estúpido de abandono ressentido ou sei lá (outra vez) ressentimento de abandono. Mas será que não consigo dizer nada de jeito hoje? Carrego nas teclas à procura de uma linha de raciocínio com alguma lógica, mas só me saem palavras disparatadas e sem sentido, que falta de senso destas unhas mascaradas de púdicos escritores, leitores danados por não saberem escrever com inveja de quem, com duas breves passagens pelas teclas conseguem dizer o que ninguém se apercebe, nem eu, no fundo.. nem eu. Serei eu o leitor ou o escritor? Que puta de pergunta a quem mal sabe fazer a cama, mas faço-a! Não há dia que saia de casa sem fazer a cama, mal ou bem, esforço-me, e faço-a, e fica feita, depois chego a casa, e desfaço-a, e todo este processo recorrente é-me indiferente, nem sei porque aqui o escrevi talvez apenas por busca de atenção, aquela que preciso, aquela que já tentei comprar nos chineses mas disseram-me sempre que não a vendiam a imigrantes, puta de sorte a minha, se nem os chineses me safam mais vale seguir em frente, sozinho e sem, COM rumo, mas que rumo o meu? Se dantes, SE DANTES, não o sabia e acabei por o agarrar quem me diz a mim que tão depressa não aparecerá, da mesma maneira que se foi aquele rumo que eu um dia acabei por perder?
A falta de confiança levou-me a acreditar que todos os pensamentos que me entravam pelos ouvidos adentro, ADENTRO, eram realidades em que podia confiar, sem por em causa tais realidades acabei por viver dentro de uma mentira criada por outros, pintada e estilizada por mim, onde os décors eram perfeitos e a crueldade da realidade no fundo real, acaba por ser posta de parte tendo em conta a negação categórica de quem não queria ser mas que no fundo acabava por parecer, fui um fantoche pelos meus ouvidos aos olhares dos outros, enfrasquei-me em negativismo por negar que o positivismo da coisa acabava por ficar negado relativamente ao que os outros achavam nunca sabendo que ao acreditar que no fundo o dono de mim sou eu comando eu o meu eu pondo imediatamente de parte a noção de que não é a realidade que me controla mas é a realidade que produz em mim tudo aquilo em que nunca acreditei por não julgar ser possível.

Arf.. enfim.

sábado

FRITO! - best of volume 48271214241

Ora ora, então mas tu não estavas por aqui.

Ora ora, podridão podridão.

Foste o que foste.

Não me vou pôr com lamúrias, essas tristes vagas de sentimentos tristes e inquestionavelmente pouco favoráveis a um crescimento agúdo e precoce, mas que sentido faz isto? Ri-se o bobo, ri-se o palhaço, tosse o rei.Passo por parvo porque no fundo é isso que sou, e fui, pronto, admito que sou. Mas valha o que valha é de ti que gosto, ainda, por mais estúpido que seja ou pareça, fazer o quê. Foste o que foste mas não deixas de ser parte integral do meu tal neurónio, aquele que supostamente pensa agora cheio de saudades, mortinho por um beijo.
E se o mundo por acaso girasse a meu favor e tudo não passasse de um breve sufoco que passará com um rodopio tranquilo e leve, inesperado e esperançoso? Mas será que nada disto faz sentido? Claro que não, sou eu que o digo, sou eu que o escrevo. Se digo que não faz sentido, se escrevo que não faz sentido, óbvio que tenho razão.

Um esboço voraz cheio de rabiscos de solidão e desespero por um lugar no teu coração, oh triste emoção que não me deixa da mão, largai-me besta! Mas não larga, peganhosa bardajona sedenta de frutos proibidos removidos directamente do meu umbigo, mas que frito é este? Diria-me alguém que é um frito honesto e sem dúvida romântico, pois eu digo a esse alguém que ponha o romancismo no cú porque o que eu quero mesmo é cona.

Fica assim em aberto uma bela história de amor entre duas árvores verdejantes e cheias de vida, as árvores como é sabido por todos morrem de pé, morrem sozinhas, eu serei e morrerei como aquela árvore que teve a sorte de morrer a teu lado.

Foste tanto por tão pouco, acredites ou não continuas a ser-me muito.

Incomplete Manifiesto for Growth de Bruce Mau

Escrito em 1998, o "Incomplete Manifiesto for Growth" é uma articulação de declarações exemplificando crenças de Bruce Mau, estratégias e motivações. Colectivamente, eles são como nós nos devemos aproximar de cada projecto.


1. Allow events to change you.

You have to be willing to grow. Growth is different from something that happens to you. You produce it. You live it. The prerequisites for growth: the openness to experience events and the willingness to be changed by them.

2. Forget about good.
Good is a known quantity. Good is what we all agree on. Growth is not necessarily good. Growth is an exploration of unlit recesses that may or may not yield to our research. As long as you stick to good you’ll never have real growth.

3. Process is more important than outcome.
When the outcome drives the process we will only ever go to where we’ve already been. If process drives outcome we may not know where we’re going, but we will know we want to
be there.

4. Love your experiments (as you would an ugly child).
Joy is the engine of growth. Exploit the liberty in casting your work as beautiful experiments, iterations, attempts, trials, and errors. Take the long view and allow yourself the fun of failure every day.

5. Go deep.
The deeper you go the more likely you will discover something of value.

6. Capture accidents.
The wrong answer is the right answer in search of a different question. Collect wrong answers as part of the process. Ask different questions.

7. Study.
A studio is a place of study. Use the necessity of production as an excuse to study. Everyone will benefit.

8. Drift.
Allow yourself to wander aimlessly. Explore adjacencies. Lack judgment. Postpone criticism.

9. Begin anywhere.
John Cage tells us that not knowing where to begin is a common form of paralysis. His advice: begin anywhere.

10. Everyone is a leader.
Growth happens. Whenever it does, allow it to emerge. Learn to follow when it makes sense. Let anyone lead.

11. Harvest ideas.
Edit applications. Ideas need a dynamic, fluid, generous environment to sustain life. Applications, on the other hand, benefit from critical rigor. Produce a high ratio of ideas
to applications.

12. Keep moving.
The market and its operations have a tendency to reinforce success. Resist it. Allow failure and migration to be part of your practice.

13. Slow down.
Desynchronize from standard time frames and surprising opportunities may present themselves.

14. Don’t be cool.
Cool is conservative fear dressed in black. Free yourself from limits of this sort.

15. Ask stupid questions.
Growth is fueled by desire and innocence. Assess the answer, not the question. Imagine learning throughout your life at the rate of an infant.

16. Collaborate.
The space between people working together is filled with conflict, friction, strife, exhilaration, delight, and vast creative potential.

17. ____________________.
Intentionally left blank. Allow space for the ideas you haven’t had yet, and for the ideas
of others.

18. Stay up late.
Strange things happen when you’ve gone too far, been up too long, worked too hard, and you’re separated from the rest of the world.

19. Work the metaphor.
Every object has the capacity to stand for something other than what is apparent. Work on what it stands for.

20. Be careful to take risks.
Time is genetic. Today is the child of yesterday and the parent of tomorrow. The work you produce today will create your future.

21. Repeat yourself.
If you like it, do it again. If you don’t like it, do it again.

22. Make your own tools.
Hybridize your tools in order to build unique things. Even simple tools that are your own can yield entirely new avenues of exploration. Remember, tools amplify our capacities, so even a small tool can make a big difference.

23. Stand on someone’s shoulders.
You can travel farther carried on the accomplishments of those who came before you. And the view is so much better.

24. Avoid software.
The problem with software is that everyone has it.

25. Don’t clean your desk.
You might find something in the morning that you can’t see tonight.

26. Don’t enter awards competitions.
Just don’t. It’s not good for you.

27. Read only left-hand pages.
Marshall McLuhan did this. By decreasing the amount of information, we leave room for what he called our “noodle.”

28. Make new words.
Expand the lexicon. The new conditions demand a new way of thinking. The thinking demands new forms of expression. The expression generates new conditions.

29. Think with your mind.
Forget technology. Creativity is not device-dependent.

30. Organization = Liberty.
Real innovation in design, or any other field, happens in context. That context is usually some form of cooperatively managed enterprise. Frank Gehry, for instance, is only able to realize Bilbao because his studio can deliver it on budget. The myth of a split between “creatives” and “suits” is what Leonard Cohen calls a ‘charming artifact of the past.’

31. Don’t borrow money.
Once again, Frank Gehry’s advice. By maintaining financial control, we maintain creative control. It’s not exactly rocket science, but it’s surprising how hard it is to maintain this discipline, and how many have failed.

32. Listen carefully.
Every collaborator who enters our orbit brings with him or her a world more strange and complex than any we could ever hope to imagine. By listening to the details and the subtlety of their needs, desires, or ambitions, we fold their world onto our own. Neither party will ever be the same.

33. Take field trips.
The bandwidth of the world is greater than that of your TV set, or the Internet, or even a totally immersive, interactive, dynamically rendered, object-oriented, real-time, computer graphic–simulated environment.

34. Make mistakes faster.
This isn’t my idea – I borrowed it. I think it belongs to Andy Grove.

35. Imitate.
Don’t be shy about it. Try to get as close as you can. You’ll never get all the way, and the separation might be truly remarkable. We have only to look to Richard Hamilton and his version of Marcel Duchamp’s large glass to see how rich, discredited, and underused imitation is as a technique.

36. Scat.
When you forget the words, do what Ella did: make up something else … but not words.

37. Break it, stretch it, bend it, crush it, crack it, fold it.

38. Explore the other edge.
Great liberty exists when we avoid trying to run with the technological pack. We can’t find the leading edge because it’s trampled underfoot. Try using old-tech equipment made obsolete by an economic cycle but still rich with potential.

39. Coffee breaks, cab rides, green rooms.
Real growth often happens outside of where we intend it to, in the interstitial spaces – what Dr. Seuss calls “the waiting place.” Hans Ulrich Obrist once organized a science and art conference with all of the infrastructure of a conference – the parties, chats, lunches, airport arrivals – but with no actual conference. Apparently it was hugely successful and spawned many ongoing collaborations.

40. Avoid fields.
Jump fences. Disciplinary boundaries and regulatory regimes are attempts to control the wilding of creative life. They are often understandable efforts to order what are manifold, complex, evolutionary processes. Our job is to jump the fences and cross the fields.

41. Laugh.
People visiting the studio often comment on how much we laugh. Since I’ve become aware of this, I use it as a barometer of how comfortably we are expressing ourselves.

42. Remember.
Growth is only possible as a product of history. Without memory, innovation is merely novelty. History gives growth a direction. But a memory is never perfect. Every memory is a degraded or composite image of a previous moment or event. That’s what makes us aware of its quality as a past and not a present. It means that every memory is new, a partial construct different from its source, and, as such, a potential for growth itself.

43. Power to the people.
Play can only happen when people feel they have control over their lives. We can’t be free agents if we’re not free.

Site oficial de Bruce Mau (manifesto)
Site super engraçado em flash com o manifesto

segunda-feira

Sim, eu gosto do Dragon Ball..

Mas não tanto como estes gajos!

Numa daquelas aventuras cybernéticas do "vamos lá meter qualquer coisa no google e ver o que aparece" pus dragon ball vs super man, o que eu fui fazer..

Apareceu logo a imagem mais brutal de todos os tempos:



Pretty nice hum?

Acabei por encontrar um fórum brasileiro com um tópico com 14 páginas de discussão no qual se discutia quem acabaria por ganhar, se eventualmente, o Son Goku e o Super Homem andassem realmente à porrada. Vou passar para aqui um dos argumentos mais fantásticamente fabulosos que encontrei (sim.. admito, eu li as 14 páginas, e acreditem está o rir):

"Tá errado, pois os kryptons não tem o dom de ter um poder infinito de força como evolução, isso já foi dito (não vale as histórias paralelas, né.) e como vai dizer que tem isso??
Eu já lí várias HQs (e olha que são várias sagas e tem muitos números, mas a maioria é tudo invenção, por isso está o calcanhar de Aquiles: vários buracos no enredo ou também tem coisas que não coexistem com outras coisas) e até já li e assisti o Dragon Ball. Então, complementando com o que vem em mente usando a base do que foi dito na realidade das histórias verdadeiras, como é que vai se dizer que um Superman é mais forte que o Goku, basicamente?? Não tem como, cara... porque um krypton não dá suposição de que a força aumente cada vez mais, e olha que o Apocalipse tem o dom de ficar cada vez mais poderoso a cada morte, agora como é que fica pro Superman?? Se não tem saída pro Superman contra o Apocalipse, chame o Goku que ele tem o dom de superar o limite, cara.
Um sayajin, cara... a raça sayajin tem este dom e vc já viu o lendário Brolly que tem fuderosos poderes que deixam qualquer um amedrontando, mas não sucumbiu por burrice, então, vejamos bem, se o Goku tem o dom de superar o limite, pode até superar (ou até já superou) o Brolly, mas digo de um super Brolly que não aconteceu. E lembre-se de uma coisa, o Goku recebeu convite para ser um deus, mas não quis, então, o Goku é muito mais poderoso que os próprios deuses do universo, cara. Se depender do Goku, ele pode chegar até SSJ10, porque não tem um limite máximo de um sayajin, só vai depender deles para se empenhar na evolução mesmo."

Brutal não está?

GOKU VS. SUPERMAN!

quarta-feira

Haiti

Segundo a Defesa Civil haitiana anunciou esta terça-feira, já estão confirmados 75 mil mortos, 250 mil feridos e um milhão de desabrigados.

Links onde se pode doar algum dinheiro para ajudar na reconstrução do Haiti e não só, doar dinheiro para ajudar os médicos em campo e as equipas de salvamento:

Unicef
AMI
Médicos do Mundo
Cruz Vermelha
Google

AJUDAR O HAITI: LIGAR PARA O FUNDO DE EMERGÊNCIA DA CRUZ VERMELHA PORTUGUESA: 760 20 22 22 (CUSTA 0,60€)

terça-feira

Sem Título

Escrevo isto enquanto oiço aquele tal bro que penso que percebe o que digo, foda-se que raio de mundo é este onde parece que tudo anda sem rumo? Aqueles risos de gozo vindos lá do fundo, ela não perdeu a noção sabe o que está a fazer e sabe que é errado, mas foda-se sabe tão bem. Toda a gente se diverte com a desgraça alheia, é fácil, porque não conseguimos sorrir com as conquistas alheias? Sentimo-nos inferiorizados ao ver outros alcançarem o que queríamos que fosse nosso, então tentamos destruir o que eles conquistaram. Seja de que maneira for, o que é deles mesmo que não seja nosso deles também não será, porque aqui o que importa não é a conquista é a sensação de vitória perante os outros. Quando nos esquecemos que quem importa somos nós? Que o importante é preocupar-nos connosco em vez de vivermos a olhar os outros? Que assunto tão cego mas tão certo, onde queremos chegar assim? Quem queremos ser? É isto? É isto que somos agora aquilo que realmente conseguimos ser? Todos estes complexos e dogmas sociais, todas estas nóias e bazófias infernais sem sentido mas sempre com dados colaterais, à toa? Foda-se é isto? Que digo.. fico sem palavras ao pensar, fico sem saber ao pensar, não sei o que dizer porque sinceramente pensei que fossemos melhor do que isto.
Criámos mentes degeneradas, mal construídas com ideias mal elaboradas, não conseguimos conter de formar aceitável a nossa fome por fome alheia, aquela ânsia de saber que os outros não têm o que nós possuímos, sendo nós os outros mas nunca os mesmos. Deixem-me eu ser eu, como eu quero ser, fora do vosso ambiente cuja mentalidade em nada me revejo, mas e as tais crianças? Mães à toa, sem noção da sua falta de sentido na educação daqueles que um dia lhes vão pedir dinheiro para tabaco e roubar dinheiro para smokings pretas, essas mães distraídas sem saída porque nunca souberam procurar uma entrada, de onde vieram estas mães? Estarão elas pré-destinadas a educar toda uma geração de forma errónea? Somos o fruto de uma má educação? Mas quem? Se quem governa hoje teve uma boa educação ontem, então foda-se.. estamos fodidos com esta nova fornalha de ideias vorazes e cruéis com sede de glória perante os outros onde a personificação do orgulho pessoal se esbarra na medida em que o que eu tenho tu não podes ter e o que tu tens, terei eu melhor, mas sempre, sempre, no sentido capitalista da coisa, materialista da coisa, no sentido negligente e em todo o sentido, mau da coisa. Que é feito daquelas ideias onde realmente, sem sombra de dúvida, ajudar o próximo é algo normal? Onde criar laços de esperança é algo normal? Onde um sorriso recém chegado chega para que a tarde tenha sido bem passada?
Não consigo compreender onde se foi buscar tanta raiva e intolerância, óbvio que ninguém nos percebe, estamos todos fodidos! E os danos que estamos a fazer hoje nunca os vamos admitir amanhã, seja, nunca vamos admitir que fizemos isto ou aquilo, seja, quando nos tocar a nós educar os nossos vamos fazer tudo igual ou pior, porque se a educação dos de hoje já foi má, a nossa foi pior e a de amanhã será ainda pior. Haverá esperança? Eu acredito que sim, conheço felizmente algumas pessoas que consigo ver que estão dispostas a mudar toda esta situação nefasta, sinto-me tranquilo ao saber isso porque tenho quase a certeza que os poucos bem educados de hoje trarão uma nova esperança para a próxima fornalha de mal-educados de amanhã. Começo a tomar consciência ou então foi a consciência que se encostou a mim, não sei, mas cansa-me e fustiga-me não saber que ideias ai vêm, porque as que tenho visto assustam-me. Ninguém se apercebe, no fundo ninguém quer saber porque no fundo ninguém sabe, estão todos tão embutidos na sua vida pré-feita, na sua sociedade pré-feita, com as suas ideias pré-feitas que não se dão ao trabalho de ir procurar algo mais, claro que não, estamos tão bem assim.
Existem boas ideias, sem dúvida, eu penso que existe é uma má junção de ideais. A minha ideia é a seguinte: um ambiente cria uma mentalidade, uma mentalidade é uma junção de ideias, boas ou más, incutidas num ambiente a propagação será inequivocamente passada de cabeça em cabeça até que se torne num ideal comum desapercebido por todos, defendem uma ideia mas não sabem onde a foram buscar, nem se lembram a partir de que momento começaram a pensar ou a agir de uma determinada maneira, sabem apenas que são assim. Entra o ambiente em acção, e o que temos hoje em demasia? Inveja, traição, rancor, falta de senso comum e ignorância, necessidade de ver o estado dos outros cair em desgraça, apontar para o poço que ajudámos a cavar enquanto nos rimos de quem lá se enterra, desgraçados. Caíram em desgraça sem se aperceber, foram levados por uma maré que lhes parecia confortável porque era assim que se sentiam adaptados e amados, confundiram emoções e sentimentos, em estado de negação aprenderam a odiar porque é fácil, puseram o amor de lado porque é fácil, aperceberam-se que é mais fácil apontar do que ajudar, caíram na tentação de não fazer nada porque já está tudo feito, deixaram-se ficar na mediocridade, pararam para olhar mas não para pensar, mais uma vez deixaram-se ficar na mediocridade, pararam, basicamente foi isso.
Tanta ideia gira, tanta gente gira, tanto sitio por onde ir sem nunca seguir, pensar em amar sem nunca pedir, é tão fácil gostar e compreender, a compreensão é uma arma que só os tolos menosprezam, que almas são estas, porque sofrimento passaram para hoje tanto quererem ver os outros sofrer? Façam-se gente, criem laços e amor, criem amizades, criem minutos que se possa falar durante horas, criem momentos que se possam falar durante dias, apreciem o que têm sabendo que o que é vosso chega, para que precisamos nós das jóias de outrem sabendo que um dia poderemos estar no coração de alguém?

Despiste Técnico

Operador: 'Desligue e ligue a powerbox e já deve ficar a funcionar'
Cliente: 'Já fiz e não dá nada!!'
Operador: 'Depois de ligar a powerbox, que luzes é que tem acesas?'
Cliente: A da sala e a da cozinha, porquê, faz interferência?'

sexta-feira

Contrastes


Mercedes-Benz SL600s, ou Luxury Crystal Benz, cravados com com 300 mil vidros cristais Swarovski no pavilhão de carros transformados da Garson/D.A.D no Tokyo Auto Salon 2010, Japão.


Um homem caminha por entre ruínas de edifícios de Port au Prince depois do abalo sísmico que atingiu o Haiti na terça-feira. O primeiro-ministro do país, Jean-Max Bellerive, disse ontem que poderão ter morrido "bem mais de cem mil pessoas" no terramoto que teve uma magnitude de 7.0.

imagens retiradas do Público online


sábado

stananananaaaaaaaa!!

ah untz putz

yeah yeah yeaaah

aaaah uuuntz putz putz hm hm hmmmmm

hmmmmmm hmmm hmmmm hmmmm

yeah yeah yeeaaaah

hmm hmmm hmmmm

hump hump hump

come come come aaaaah untz untz pum pum puum

yeaah

quarta-feira

lagarto na parede

voraz, passageiro, cruel pássaro que bate as suas asas sabendo que magoa
crias uma breve ilusão
nada, nada, nada, peixe nada
pergunta o bolo ao belo pavão

voas por cima de uma multidão
lá de cima vês amor
tentas suspirar paixão
mas sais melindrado e com pavor

sonhaste que conseguiste voar
pairaste sobre um céu claro
acreditaste que acabarias por amar
soubeste agora que deixaste cair o teu pote de barro

mas que barro, que barro é este?
a dúvida persiste
mas que barro será este?
a tentação persiste
serei eu o barro, ou será que o barro não existe?
até que a questão desiste
nunca o saberás porque fugiste

time frame

Apareço num instante sem ti a meu lado mas sempre no meu pensamento. Não quero praguejar, mas que opções tenho? Oh foda-se caralhos, conas húmidas e mamilos entusados, que coisa é esta, hormonas. D de fígado, meu amigo agora quem sou? Já não me vejo, sinto-me, mas sei lá, agora que fica turvo chegam as águas do passado, tento ofuscar com um parafuso já desapertado. Nada disto faz sentido, pudera, nunca vez.

Procuro procurar o que sinto nunca conseguir encontrar, praguejo, oh foda-se, oh foda-se oh foda-se, pinto porque lá está, a tela lá estava. Estava ela ali desnuda, quase pelada com pele de galinha, faz frio, faz muito frio, ela aquece-me com o seu suor delicado, oh o fascínio, que imensidão de sensações, só espero que seja segunda para estar com ela outra vez, oh meu anjo, minha bela, paixão efervescente como pastilha num copo meio cheio, como pastilha num copo meio vazio, como pastilha num copo a meio. Nem sei que dia é hoje, mas espero que seja segunda, olho para o relógio e vejo que é quarta, foda-se, praguejo.

Dizem que não sou mais do que um otário, do que um fedelho mimado, pois sou! Assumido, e não há nada que mais goste do que sentir em mim a delicia de uma mulher, paixão, amor, loucura agora, desilusão depois, e então? Somos assim, loucos, nem otários nem mimados, somos loucos, somos pessoas mimadas com mimos dados por pessoas amadas, outras perdidas, outras que apenas chegaram a ser geniais.

Saudades dos tempos em que éramos dois sendo nós apenas um, lembras-te? Aquelas tardes passadas a ver o nosso rio, a ver a nossa praia, a ver o nosso sol, tudo isto era nosso porque o momento era nosso, só nosso, não o comprámos, conquistámo-lo à força de beijos e abraços, foda-se que sensação perdida que tanta falta me faz, mas agora perdeu-se e nenhum de nós parece querer reconquistá-la. Não há nada que o tempo não cure, e parece-me que também cura a paixão.

Sempre quis negá-lo, mas já não consigo. Eu amo. Amo demasiado. Dou-me demasiado, mas sinto sempre que nunca o vivi o suficiente. Ia acabar esta frase com um "E agora?", mas chega de perguntas, é tempo de ir em frente, seguir a maré do vento, voar nas ondas da praia tentar por um bocado não pensar no que virá depois, se calhar, talvez, vou sentir saudades de ponderar cada passo, cada olhar e cada beijo, se calhar nem vai ser preciso, veremos.

Pois bem, e agora? Oh, praguejo, puta que a pariu, lá veio a puta da pergunta. E agora? Oh, praguejo, puta que a pariu cá está ela outra vez. Agora nada, e rio-me, rio-me não apenas porque posso mas sim porque quero. Se me dissessem que hoje ia estar assim eu não acreditava, limitava-me a pedir um beijo.

É só isso que quero, um beijo. Eu e o beijo, mas então.. sou assim, habituem-se. Não gostam.. fodam-se, não faço planos de agradar a todos, até, porque já me disseram, é impossível. Mas eu tentei, que nunca ninguém ouse dizer que não tentei agradar, que não fiz por agradar, se não o consegui já não me diz respeito, perdão não peço porque pelo que vi, nem sempre foi por mim.

Farto de tentar as esperanças sempre na mesma pessoa ou às vezes na pessoa errada, mas já está, já foi, provavelmente vai ser e será, que seja, agora é assim. Também sinto falta de ser gente, e perco muito por vocês, sofro muito por vocês. Quem pensam que sou? Um saco de porrada? Um bicho sem alma ou sentimentos incapaz de saber que o magoam e aleijam? Foda-se, fiz o que pude, sei que tenho as minhas falhas mas se não fiz mais foi porque não consegui, acreditem que tentei.

Que terá sido por sinal? Falta de comunicação? Medo? Amor? Loucura ou temor de algo mais grave? Não sei, sei que correu mal, agora já está. Seguimos em frente com sorrisos novos e ideias distintas, fizemo-nos gente, pessoas com personalidade, acreditam que não queria ter perdido um segundo mas lá está, agora já está.

Adorei cada tarde, adorei cada palavra, adorei cada sorriso, amei o tempo em que nada se deu por perdido, amei tudo e quando me lembro sei porque amei, amei porque foi bom, e para mim sempre o será.

Obrigado por tudo, dizia nomes, dizia caras, dizia frases e palavrões mas agora não vale a pena.

Boa sorte, nada mais desejo, felicidade, nada mais procuro.