quarta-feira

Falta-lhe um título

Queremos seguir ou queremos evoluir? Existem sempre aqueles senhores com pensamentos a mais, aqueles que chegam a ideia geniais mas olho para tudo e só vejo ideias banais, criações banais, parece que é na ignorância que está a doença. Todos os dias vejo caras, muitas caras, e todas parecem humedecidas neste mundo de ideias empobrecidas parece que se deixaram ficar nesta panóplia disfuncional de vivências quadradas e ideias adoptadas, vejo assim o mundo tão escuro e sem futuro, tão mal amado e sem vontade de continuar armado de boas vibes e paixões embora que passageiras, que sejam paixões!
Nós já nos apercebemos que gostam de odiar, deixem-nos então sonhar e compreendam por um segundo que gostamos de amar. Queremos então demonstrar que podemos mudar, basta querer e sorrir por um segundo, que stress é este? Que complicação é esta? Vamos mudar, vamos tentar criar, faz falta paz, faz tanta falta paz, concordem que discordam e pronto, aceitem as diferenças mas não lutem por elas, deixem-nas fluir, já cá cantam e agora? Pelo menos a mim, parece-me mais enriquecedor viver por uma ideia do que morrer por uma, mas lá está, nunca passei por certos sufocos e apertos, não posso opinar sobre a frustração a que alguém tem que chegar ao ponto em que pensa "Dou hoje a minha vida por uma ideia." Talvez mais um pouco de compreensão tivesse evitado algumas mortes, mas nós gostamos de violência, somos violentos por natureza mas tentamos esconder esse lado com idas a supermercados onde nos deixamos levar por todo aquele sentimento de poder de compra, onde nos sentimos bem ao comprar um pacote de leite ou uma televisão nova. Mas foda-se é isto que somos? Animais com uma carteira?
Vivemos para comprar, vivemos segundo um horário restrito ao qual não podemos falhar senão não temos dinheiro para pagar e comprar, para gastar e esbanjar, uns apertam o cinto comprado na loja do chinês outros compram um cinto na Louis Vitton, mas é aqui que estamos, é esta agora a nossa sociedade idealizada por senhores com ideias banais, se tivéssemos seguido algumas ideias geniais estávamos agora numa cabana junto à praia, sem pressa a admirarmos cada onda que bate na praia, mas enfim, isto sou eu que sou um idealista.
Temos visto uma evolução enorme de ideologias lógicas e concretas, infelizmente são minorias sempre abafadas por maiorias estéticas, poucos são aqueles que se dão ao trabalho de procurar ou de se informar, mantêm-se com o que lhes chega pois é-lhes suficiente (acham elas, pensam elas) - o mais interessante é elas saberem que há mais, que existe mais, mas não querem ir em frente, sentem-se bem aqui acomodados no seu paraíso stressado, gostam do caos e às vezes parece que procuram a confusão não por gosto mas por hábito, quando lhes é dado um pouco de paz entram em paranóia, a sociedade precisa de um inimigo comum para se manter unida, vem então a pergunta: o que é uma sociedade? Segundo a descrição sociedade é: conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade.
Eu saio à rua e vejo todo um mar de gente apenas preocupados consigo, completamente nas tintas para os propósitos dos outros, completamente nas tintas para os gostos dos outros em que única interação acontece em caso de necessidade, seja para pedir isqueiro, para perguntar se o autocarro já passou ou se faz muito tempo que está à espera para ser atendido na segurança social, onde os costumes que partilham entre si são só e apenas as épocas festivais em que mais uma vez as celebram por hábito raramente por gosto, somos uma sociedade? Não, somos humanos. Confusos por não saberem quem são, seguem então outras linhas de ideias que não as deles porque por serem demasiado preguiçosos e por não terem sido educados para pensar limitam-se a copiar e a imitar, assunto tão desgastado e batido mas foda-se irrita e chateia, mas enfim, isto sou eu que sou um idealista.

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