quinta-feira

Lets get it on

Isto já nao é nada.

Tornou-se inconstante e merdoso, parece um daqueles blogs parvos cheios de imagens e videozinhos do youtube, no que isto se tornou, mas enfim a culpa é toda minha. Vou-me deixar destas merdas, prefiro demorar mais algum tempo a meter aqui qualquer coisa de jeito do que meter qualquer merda.

Nao é que ande aborrecido, ou chateado, ando sei lá chateado, é daquelas cenas, fazer o quê. É deixar andar mas nao deixar passar nao é? É estúpido no fundo, nao queria escrever mas cá estou eu, mais uma vez, enfim. Mediocre, é o que sinto. É ir em frente nao é? Seguir em frente.. Cá vou eu.

segunda-feira

Imagens daquelas

Melhor caricatura de sempre


Pior festa de anos de sempre

sexta-feira

Tom Waits - Way Down In The Hole

Hey, I've been trying to meet you.

Nao sei se quero ir por ai, vagueio agora por aqui, prefiro agora vaguear por aqui. Saiem-me as palavras à toa, nao sei o que dizer nem sei porque o digo sei que digo, mas nao sei porquê. Que serei eu agora, foda-se, um papagaio? Que raio de nóia é esta com os papagaios? Por outro lado tem algum sentido pois sempre quis voar e nao paro de falar, que estranha sensaçao esta de nao saber o que digo seja o que falo. Agora que quero parar nao consigo, os dedos estao em constante movimento, cima baixo esquerda direita, o tipico nesta coisa dos teclados. Oh que ideias novas me trazes hoje tu sem eu te ter pedido nada, nao sei como te agradeça a ti meu amigo todas as gloriosas e impestuosas ideias, nascidas e criadas a partir de pedras esmigalhada seja, nada. Continuo sem saber quem és mas nao perco a esperança de um dia te encontrar. Se alguém agora, neste momento me perguntasse o que estou a fazer eu diria que nao sei, sei lá o que estou a fazer, eu nao estou a fazer nada, estou aqui sentado a ganhar sono, talvez seja essa a melhor desculpa. Pois, desculpa.
Estou no entanto sem fazer nada, a ganhar coragem para me levantar desta cadeira já sem algumas porcas e ir deitar-me. Que triste vida esta de escritor desempregado que nao sabe o que escrever e lamentavelmente nao sabe porque escreve, limita-se a escrever porque acha que nao sabe fazer mais nada, quando no entanto nem escrever sabe. MAS ESCREVE! Escreve e nao vai abaixo, NAO! Nao se vai deixar abater por tamanhas indiscrepâncias psicológicas e pouco naturais, que será agora entao? Mais um sentimento comum ou uma sensaçao estrangeira? Estranha? Oh que penor, que temor, que pavor, que estarei eu a fazer se nada sei fazer? Escrevo. E gosto. E cá estou eu a escrever, porque gosto, muitas vezes nao sei, sei apenas que gosto, e escrevo. Haverá melhor sensaçao do que fazer o que se gosta?
Bem me parecia que as letras estavam mais pequenas, olhei para todos os recantos e nada achei, comecei a estranhar mas depressa ignorei, nao desisti, nao vacilei, ignorei, comvidei-me a mim mesmo à ignorância porque ignorante nao é aquele que nao sabe é aquele que nao quer saber, e eu, meus amigos e amigas, meus companheiros nesta noite de guerra sem balas, eu, eu nao quis saber.

And if you save yourself, you will make him happy.

Oiço lá do fundo uma voz sem alma, oh quanto ela canta. Tento aproximar-me mas encontro um rio, um pequeno rio demasiado grande para mim, sento-me numa margem e só espero conseguir perceber o que ela canta, passam pássaros e coelhos, correm todos para o mesmo sitio mas tal como eu os coelhos também nao conseguem passar para a outra margem, passado algum tempo tenho à minha volta toda a espécie de bichos e animais, desde jacarés a mulas, todos em paz, parecem em paz, mas que raio será esta paz? Como pode uma voz criar tanta paz? Senta-se a meu lado alguém que de alguma maneira nao me é estranho e pergunta-me o que estou ali a fazer.
- A ouvir.
- Porquê?
- Sinto-me intrigado.
- Entao nao fazes ideia do que tudo isto significa?
- Nao.
- Que pensas que será?
- Nao sei.. nao percebo esta paz..
- Paz?
- Sim paz, temos à nossa volta toda a espécie de bichos e animais sentados a ouvir uma única voz, incrivel nao é?
- Talvez. Mas ninguem está aqui à procura de paz.
- Entao?
- Estao à espera.
- Como assim à espera?
- Estao à espera que a hora chegue.
- Que hora?
- A hora deles.
- A hora deles?
- Sim.
- Vao morrer?
- Posso-te apenas dizer que estao todos à espera da hora deles.
- Nao faz sentido..
- À bocado também nao.
- Mas agora faz menos sentido.
- Porquê?
- Qual é a lógica de se juntarem todos na margem de um rio a ouvir uma voz, sabe Deus de onde vem, e ficaram aqui à espera da morte?
- Deus nao tem nada a ver com isto, e eles nao estao à espera da morte.
- Entao estao à espera do quê?
- Estao à espera que as margens se unam e possam viver.
- O quê?
- Esta margem onde estás nao é nada, é uma fantasia, uma realidade criada por ti como a quiseste viver, como a soubeste viver. Quando as margens se unirem vais dar por ti com o seguinte dilema: Continuas a viver num sonho criado por ti, ou enfrentas uma realidade criada por outros.

Fico em espanto. Nao sei o que dizer, nao estava à espera, que digo? Que lhe digo? Parece tao certo nas suas palavras mas nada disto faz sentido.

- Talvez.. prefira viver num sonho criado por mim.
- Mas assim, nunca vais conhecer mais nenhuma realdiade.
- Eu sei, mas talvez nao seja isso que eu queira.
- Preferes entao viver seguro e tranquilo?
- Sim.
- Entao porque vieste parar à margem?
- Nao sei..
- Mas é obvio. Estás farto do teu sonho, sabes que queres e que precisas de entrar na realidade dos outros, de te provar no mundo dos outros, sabes mas nao queres assumir porque tens medo dos erros que cometeste.
- Mas tu conheces-me?
- Se te conheço? Eu criei-te.
- Criaste-me?
- Sou a voz que nunca quiseste ouvir. Vieste parar a esta margem porque ouviste uma voz, estavas perdido no teu sonho e correste para aqui, sabes que nao tens alternativa, desde que te falei da junçao das margens que nao tens parado de equacionar todas as hipoteses e já chegaste à conclusao que nao te resta outra soluçao que nao seja enfrentares quem és, saires da tua ilusao e encarares quem no fundo nunca soubeste ser. Tu sabes que precisas disto, mais do que ninguem, mais do que nunca, sabes que precisas disto, já nao falta muito para as margens se unirem, que vais fazer? Voltar para o teu sonho ideal fabricado segundo os teus principios, ou encarar toda uma nova experiência de medo, de amor, de paixao, de sofrimento, de rancor, de conhecimento, de honra e sacrificio? Já nao há muito para sonhar.. o teu sonho chegou ao fim e estás agora aqui, podes sempre sonhar em qualquer margem, numa vives num sonho e na outra aprendes novamente a sonhar.

Nada me parece certo, nao sei o que fazer, sinto-me preso mas começo a compreender. Talvez agora nao compreendar na totalidade mas compreendo o suficiente para ter consciência de que o melhor que tenho a fazer é passar para a outra margem. Chega de viver num mundo idealizado por mim onde todas as barreiras se ultrapassam com um simples olá ou um breve adeus, preciso disto.. preciso de enfrentar os meus medos e os meus erros, tenho que ter força para ir em frente e continuar esta minha batalha.

- Eu passo.
- Sim?
- Sim eu vou passar para a outra margem.
- Óptimo, decides a tempo, a voz está quase a calar-se.
- Eu sei.
- Sabes?
- Sim sei, sei que te vais calar.
- E como podes ter tanta certeza?
- Porque eu criei-te.
- Aprendeste rápido.
- Agora vai-te embora.
- Já nao me queres?
- Nao.
- Porquê?
- Nao fazes falta, obrigado pela breve simpatia e pela racionalidade, vou sozinho porque é sozinho que quero ir, é sozinho que sinto que devo ir e é sozinho que vou. Talvez um dia me arrependa mas neste momento é isto que sinto, por isso vai e nao voltes, se algum dia voltares é sinal que perdi a razao e se tiver que perder alguma coisa que seja a mim antes que à razao. Nao esperes que morra, porque nao morro, nao morro por ti nem por ninguem, nao esperes mais de mim do que possas esperar de alguém, no fundo sou humano e sei que vou errar. Contraditório passar para a outra margem para corrigir os meus erros sabendo à partida que vou errar mas nao me importo porque sei que vou amar.
- Tu e o amor..
- Que mal tem?
- Acho estúpido ainda acreditares que é o amor que te vai salvar.
- Eu sei que nao é.
- Entao porque tens tanta fé no amor?
- Porque é de amor que mais sinto falta, nao é uma questao de fé é uma questao de saudade.
- Tens pessoas que te adoram e que te amam.
- Também sei disso.
- Entao.. porque dizes que sentes falta de amor?
- Nao sinto falta de receber, sinto falta de dar.
- Mas nao amas?
- Amo, muito, mas faz tempo que nao o sinto entre mim e ela, entre alguém que possa ter nos meus braços e dizer que é com ela que quero ficar, é desse amor que sinto falta.
- Esse amor às vezes tarda a chegar, ou pode mesmo nunca aparecer.
- Eu sei e nao me importo de esperar, tentei apressar e correu mal, agora vou simplesmente aprender a apreciar o tempo que passo sem amar para que quando encontre alguém para amar lhe possa dar todas as garantias que nunca a vou deixar de amar, que a vou apreciar e adorar, aclamar e mimar.
- Boa sorte.

"(...) Morte é o fim da vida, e toda a gente teme isso, só a Morte é temida pela Vida, e as duas reflectem-se em cada uma (...)" Oscar Wilde

Sasha Grey



Quem é a Sasha Grey perguntam vocês? Pois bem a Sasha é uma amiga minha, nao é bem minha amiga, mas posso dizer que sinto alguma intimidade com a moça. A Sasha é uma actriz porno, nasceu em 1988 e já fez mais de 180 filmes, entrou na pornografia aos 18 anos tendo ganho alguns prémios:

PRÉMIOS AVN (Adult Video News)

2008 – Melhor na categoria “Best Oral Sex Scene – Video”
2008 – Melhor na categoria “Female Performer of the Year”
2007 – Melhor na categoria “Best Three Way Sex Scene”
2007 – Melhor na categoria “Best Group Scene – Video”

PRÉMIOS XRCO (X-Rated Critics Organization)
2009 – Melhor na categoria “Mainstream Adult Media Favorite”
2008 – Melhor na categoria “Best New Starlet”
2007 – Melhor na categoria “Female Performer of the Year”

Impressionante nao é? Podia-se pensar que ela nao passa de uma bandalhoca, mais uma que viu na pornografia uma oportunidade para ganhar dinheiro fácil, mas nao é bem assim. A Sasha é uma menina cheia de ideias e com cabecinha, pode-se ler no myspace dela o seguinte:

(...) I was born in Sacramento, CA and moved to LA when I turned 18 to pursue a career as a porn star. I grew up in North Highlands (a part of Sacramento). It is a disenfranchised, lower-to-middle class neighborhood. I never allowed myself to be a negative product of that environment. I used it as a source of inspiration to challenge myself. (...)

(...) many people in society believe that I am a victim. I was not sexually abused. I am not on drugs. The acts I perform are always consensual. I am a woman who strongly believes in what she does - it is time that our society comes to grips with the fact that "normal" people (women especially) enjoy perverse sex (...)

(...) Many people mistake this thought and believe that I desire all women to do porn and fuck like rabbits, ignoring all health risks. (...)

Pretty cool nao? A Sasha é uma senhora :)


Fui ao IMDB, e houve alguém (xxlunchtreyxx) que abriu um thread no forum com a seguinte pergunta: Does anyone else think she has serious psychological? e a questao dele é a seguinte: I mean the girl has already said porn is too soft for her, she said she enjoys having two cocks in her mouth and getting punched in the stomach and choking. That's just some messed up *beep* that just doesn't seem sane to me at all. Anyone else?

De entre tantos comentários, a maioria a confirmar que SIM, que ela tem problemas psicológicos por foder como uma leoa e gostar de levar socos no estômago quando está a foder nao é normal, que SIM, que ao fim ao cabo têm pena dela por ser apenas mais uma MULHER na indústria pornográfica, houve alguém (la_fleur) que comentou e disse o seguinte:
Watching the Tyra Banks show and the Soderberg film we can see that Sasha Grey has a pretty mature personality, she is also very bright.

Este thread é aquele clássico exemplo de pessoas sem nada para fazer que acham uma piada do caralho fazer julgamentos sobre alguém só porque esse alguém fode, e neste caso fode muito. O que será? Frustraçao? Provavelmente 99% dos usuários do IMDB querem comer a Sasha (womens included), acho simplesmente estúpido, deixem a miúda em paz, preocupem-se sim com aquelas tristes almas que sao raptadas e vendidas e depois usadas na industria de pornografia ilegal, essas sim precisam de uma voz, agora a Sasha? Essa aguenta-se bem.
Acho que quem vai ficar com problemas psicologicos sao as tais almas que entram na industria obrigadas, que perdem a virgindade com um homem gordo e cabeludo com idade para ser avô e uma câmera, isso sim é nojento e cruel, é na minha opiniao das piores amostras do que o capitalismo fez à sociedade, tirar a inocência a alguém por um par de euros, sinistro..

OH GOD.

quarta-feira

Estupidez

Houve um apagão no Brasil, o portal de noticias da Microsoft brasileiro (msn brasil) tinha como noticia logo na primeira página que devido ao apagão a Madonna teve que jantar às escuras.. Eu quero comentar, mas não consigo, é demasiado estúpido, que foi o editor que disse "Sim, isso é uma óptima noticia!" - Pá..

O jogador Russo Roman Pavlyuchenko disse que quer sair do Tottenham já no mercado de Inverno (link), dá como justificação a falta de minutos que o treinador lhe dá e que por isso tem passado o ano inteiro no banco. No entanto diz que só quer sair se a proposta for de uma equipa da Rússia, porque diz ele, não quer ir para uma equipa Espanhola e Alemã, e porquê? Cito: "Se houver uma boa oferta da Rússia aceito-a. É que se assinar com uma equipa da Alemanha ou de Espanha perco a primeira temporada na aclimatação e na minha idade isso não é muito desejável""

OU SEJA ESTE CABRÃO DO CARALHO, COITADINHO, GANHA LITERALMENTE POR MÊS O QUE EU NUNCA VOU CONSEGUIR GANHAR NUM ANO E TÁ-SE A QUEIXAR DA ACLIMATAÇÃO?? FODA-SE!!

Aclimatação: Aclimatação, ou aclimatização são termos gerais usados para descrever o processo de um organismo ajustar-se a mudanças em seu habitat, geralmente envolvendo temperatura ou clima. Isso pode ser algo bem discreto ou ser parte de um ciclo periódico, como troca da pelagem de inverno de mamíferos para uma pelagem mais leve no verão. Aclimatação usualmente ocorre por um curto período, e dentro do período de vida de um organismo. (fonte: Wikipedia)

Então e aqueles gajos que vão apanhar morangos para Espanha e são chulados à força toda por 2 euros à hora ou às vezes nem isso? Então e todos aqueles miúdos que são forçados a trabalhar clandestinamente sem terem direito a uma infância? E aquelas mulheres que por serem mulheres em certos países não têm mais direitos do que trabalhar numa fábrica de sapatos onde o único pagamento que lhes é dado é um prato de sopa e meia carcaça?

O que é isto? Não percebo, tão ridículo..

quarta-feira

Verständlich

- Então escreve.
- Pois mas não consigo.
- Não consegues ou não queres?
- Sei lá, um misto dos dois talvez.
- Organiza-te então.
- Sei lá se quero, estou bem assim.
- Não estás nada.
- Pois não..
- Então.. estás à espera do quê?
- De um cigarro.
- Estás sem tabaco?
- Não, estou só sem paciência para enrolar um cigarro.
- Eu enrolava mas não sei.
- Na boa.
- Tens consciência que.. se alguém ler isto, para além de achar estúpido vai achar desnecessário?
- Admira-me se alguém ler isto, por isso não me interessa.
- Então whats the point em escrever?
- Sei lá, é daquelas coisas, gosto, apetece-me, viciozinho.
- Estás só a ser random e vago.
- Eu sei, costumo ser assim.
- Pois, eu acho que percebo.
- Achas?
- Sim acho que sim.
- Então?
- Sei lá, acho que percebo, mas não percebo, percebo assim-assim.
- Pois mas repara, assim-assim não vale.
- Então pronto, percebo.
- Ai é? Então Explica.
- Foda-se pronto não percebo.
- Queres que explique?
- Consegues?
- Não..
- Então cala-te.
- Não me apetece, quero escrever, gritar, hoje acordei com vontade de gritar.
- Erm puto.. estás a dormir.
- Eu sei, mas não quero que acabe aqui.
- Então quando queres que acabe?
- Quando acordar.
- Ainda falta um bocado, acabaste arrochar.
- Pois eu sei, vamos ter que arranjar assunto então.
- Queres falar do quê?
- Hmm.. merda.
- Merda random?
- Sim sei lá, cenas, merda, hipopótamos sei lá, cenas.
- Porque raio haverias de querer falar de hipopótamos?
- Porque fazem-me lembrar porcos grandes.
- Não têm nada a ver com porcos grandes.
- Foda-se que implicante soce deixa-me sonhar.
- Não sei se será bom para ti sonhares com hipopótamos parecidos com porcos grandes.
- Porquê? Queres que sonhe com o quê?
- Sei lá com hipóteses, com palavras, com papagaios parecidos com caturras.
- WTF? Para que raio vou eu sonhar sonhar com papagaios parecidos com caturras?
- Perguntas bem mas não sabes a quem.
- Pergunto a quem então?
- Pergunta a ti.
- Pois é o que tenho estado a fazer mas só me saem respostas de merda.
- Aguenta-te.
- Estou a tentar.
- Tenta com mais força.
- Vou tentar.
- TENTA COM MAIS FORÇA.
- EPÁ CARALHO LARGA-ME.
- Não dá.
- Pois eu sei.
- O que é aquilo?
- O quê?
- Foda-se não estás a ver?
- Não..
- Olha ali puto!
- Foda-se não vejo nada!
- Está a diminuir..
- Ham?
- A sério está a ficar mais pequeno, mas parece que vai esticar.
- Não te estou a perceber..
- Parece que ao esticar fica mais pequeno, mais compreensível, mais aconchegador..
- O quê?!
- Aquela ceninha ali oh..
- Não sei, não consigo ver nada.
- Pois mas devias tu é que estás a criar esta merda toda.
- E então?
- E então?
- Sim e então?
- Então devias conseguir explicar-me o que é isto.
- Pois mas não consigo.
- Tenta.
- Vou tentar.
- Tenta com mais força.
- Mas tu estás parvo?
- Parvo? Porquê?
- Será que queres perceber o que é aquilo?
- Quero.. não devia?
- Pá.. é complicado..
- Então?
- Como raio te vou explicar um sonho..
- Não consegues?

Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.

- Eish Mãe.. estava a ter um sonho..

Falta-lhe um título

Queremos seguir ou queremos evoluir? Existem sempre aqueles senhores com pensamentos a mais, aqueles que chegam a ideia geniais mas olho para tudo e só vejo ideias banais, criações banais, parece que é na ignorância que está a doença. Todos os dias vejo caras, muitas caras, e todas parecem humedecidas neste mundo de ideias empobrecidas parece que se deixaram ficar nesta panóplia disfuncional de vivências quadradas e ideias adoptadas, vejo assim o mundo tão escuro e sem futuro, tão mal amado e sem vontade de continuar armado de boas vibes e paixões embora que passageiras, que sejam paixões!
Nós já nos apercebemos que gostam de odiar, deixem-nos então sonhar e compreendam por um segundo que gostamos de amar. Queremos então demonstrar que podemos mudar, basta querer e sorrir por um segundo, que stress é este? Que complicação é esta? Vamos mudar, vamos tentar criar, faz falta paz, faz tanta falta paz, concordem que discordam e pronto, aceitem as diferenças mas não lutem por elas, deixem-nas fluir, já cá cantam e agora? Pelo menos a mim, parece-me mais enriquecedor viver por uma ideia do que morrer por uma, mas lá está, nunca passei por certos sufocos e apertos, não posso opinar sobre a frustração a que alguém tem que chegar ao ponto em que pensa "Dou hoje a minha vida por uma ideia." Talvez mais um pouco de compreensão tivesse evitado algumas mortes, mas nós gostamos de violência, somos violentos por natureza mas tentamos esconder esse lado com idas a supermercados onde nos deixamos levar por todo aquele sentimento de poder de compra, onde nos sentimos bem ao comprar um pacote de leite ou uma televisão nova. Mas foda-se é isto que somos? Animais com uma carteira?
Vivemos para comprar, vivemos segundo um horário restrito ao qual não podemos falhar senão não temos dinheiro para pagar e comprar, para gastar e esbanjar, uns apertam o cinto comprado na loja do chinês outros compram um cinto na Louis Vitton, mas é aqui que estamos, é esta agora a nossa sociedade idealizada por senhores com ideias banais, se tivéssemos seguido algumas ideias geniais estávamos agora numa cabana junto à praia, sem pressa a admirarmos cada onda que bate na praia, mas enfim, isto sou eu que sou um idealista.
Temos visto uma evolução enorme de ideologias lógicas e concretas, infelizmente são minorias sempre abafadas por maiorias estéticas, poucos são aqueles que se dão ao trabalho de procurar ou de se informar, mantêm-se com o que lhes chega pois é-lhes suficiente (acham elas, pensam elas) - o mais interessante é elas saberem que há mais, que existe mais, mas não querem ir em frente, sentem-se bem aqui acomodados no seu paraíso stressado, gostam do caos e às vezes parece que procuram a confusão não por gosto mas por hábito, quando lhes é dado um pouco de paz entram em paranóia, a sociedade precisa de um inimigo comum para se manter unida, vem então a pergunta: o que é uma sociedade? Segundo a descrição sociedade é: conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade.
Eu saio à rua e vejo todo um mar de gente apenas preocupados consigo, completamente nas tintas para os propósitos dos outros, completamente nas tintas para os gostos dos outros em que única interação acontece em caso de necessidade, seja para pedir isqueiro, para perguntar se o autocarro já passou ou se faz muito tempo que está à espera para ser atendido na segurança social, onde os costumes que partilham entre si são só e apenas as épocas festivais em que mais uma vez as celebram por hábito raramente por gosto, somos uma sociedade? Não, somos humanos. Confusos por não saberem quem são, seguem então outras linhas de ideias que não as deles porque por serem demasiado preguiçosos e por não terem sido educados para pensar limitam-se a copiar e a imitar, assunto tão desgastado e batido mas foda-se irrita e chateia, mas enfim, isto sou eu que sou um idealista.

segunda-feira

Encontrei uma palavra

diatribe
Termo de origem grega (diatribe, “discurso ou conversação filosófica”) que, inicialmente, se refere aos discursos preambulares moralistas dos filósofos estóicos e cínicios na Grécia antiga. Deste tipo de discursos, possuímos hoje as Diatribai de Epitecto. Um filósofo próximo dos cínicos, Bion de Borístenes (século IV a. C.) introduz o sentido que hoje damos a diatribe: texto agressivo ou premeditadamente ofensivo para com um determinado interlocutor. A sátira greco-latina haverá de recorrer a este tipo discursivo, como nas Sátiras Menipeas de Varrão, ou as Tusculanas de Cícero. Entre nós, a diatribe literária confunde-se com a sátira ou com a comum invectiva, não sendo frequente a referência directa ao género, a não ser em casos pontuais, como o de Joaquim José da Costa e Sá (1740-1803), que nos deixou uma Diatribe critica sobre a latinidade dos poetas: extrahidas das obras de Joao Jorze Walquio (Lisboa, 1775). O tom de invectiva de As Farpas, de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão, aproximam-nos facilmente do modelo da diatribe

" O denubciante, com diatribes, busca invectivar homem sério e probo."

-

Decidi meter na barra de endereço www.diatribe.blogspot.com, só tem um post de 2002:

Sunday, April 07, 2002

This is my first entry.
Does this mean my life is now public? Does this mean that the probablity of someone listening to me is now a function of the number of people who use the Internet?