sexta-feira

Meio Dia

Olha foda-se, mais um daqueles. Aproveito para pensar mas não faço mais nada, meio farto ora. Quero muito, bastante, oh quero tanto, sonhar. Mas já não consigo, fecho os olhos e acordo 8 horas depois, não senti nada sinto-me em branco, escuro, vazio, mais um dia, oh cá vou eu. Agora que queria, sei lá se queria, claro que queria, agora que quero levanto-me da cama, calço os chinelos e lá vou eu para a casa de banho ver o estado do meu cabelo, às vezes a dormir fico com o cabelo todo torto, podia tomar um banho e resolvia a questão mas arf.. banho.. Mijo, lavo os dentes, visto-me, ponho um boné (forma que encontrei para escapar ao banho, fartei-me de usar gel) e lá vou eu levar a cadela à rua. Envio uma sms a alguém, ultimamente ganhei o hábito de falar com alguém de manha de certa maneira dá-me alguma estabilidade, comunicar, embora sejam sempre poucas palavras se forem boas dão-me algum alento, se forem más lá fico eu carrancudo e parvo, estúpido como sempre, é daquelas coisas, feitios.
Chichi e cócó, altura de ir para casa tomar o pequeno almoço. Chego a casa, penduro a trela e lá vou comer qualquer coisa. Nojo. Não gosto disto, não quero isto, não me apetece isto, quero água. Mas depois vou ter fome. Fruta? Hm.. Levo uma maça e uma pêra para o caminho, ligo os headphones à PSP, escolho o álbum para o caminho, ponho em shuffle, bloqueio a PSP, vou ao quarto dou um beijinho à minha mãe e lá vou eu para a escola, o tal caminho. A musica ajuda-me a caminhar ainda com o sono pesado sobre mim, com os olhos meio tortos do sono dou a ultima trinca na maça e atiro-a para a terra, tenho fé que um dia crie uma macieira à toa, começo a comer a pera, lá mais para a frente atiro a pêra para o contentor do lixo, era isso ou o chão não há terra nesta parte do bairro.
Continuo a andar e lá chego aquele portão, sempre as mesmas criaturas as mesmas ideias, as mesmas filosofias sempre iguais e dependentes umas das outras, ainda não se aperceberam que não são mais do que um grão de areia? Tento ignorar, pessoas, mas não consigo, sempre que alguma abre a boca e começa a cuspir virgulas sinto todos os pêlos do meu corpo arrepiados e penso "Foda-se, acordei agora, vá lá.." Gosto de chegar atrasado de manha, não gosto de ficar na escola à espera do toque e ter que ficar ali no meio de todos aqueles narizes a pingar, entro para o bloco, subo as escadas vou para a sala, não levei falta, paz, sento-me e aprecio a disciplina.
Adoro aprender, repito-me, adoro aprender, a sério, faz-me sentir sei lá, humano, aprendemos alguma coisa ou só aquilo que nos interessa? Às vezes parece que só ligamos ao que nos convém (às vezes?), mas não sei é-me incerto, por agora é-me incerto.
Toca para a saída e não tenho fome, tenho vontade de fumar mas não sei se quero ir para aquele misto de pulmões incandescentes à espera de fumo, que remédio. Está bem. Lá saio eu do bloco com cigarro na boca e caminho por entre um mar de gente oca, ou serei eu o oco? Não sei, é-me incerto. Tenho cinco SMS para responder, na aula não pude responder a professora não acha piada, é daquelas tais aulas que não dá para usar o telemóvel, vou a escrever a mensagem e a caminhar para o portão, cá estou eu, encosto-me acendo o cigarro e fico à espera que toque outra vez para a entrada, rotina? Não, vida de estudante. O cigarro acaba mas ainda não tocou para a entrada e agora? Enrolo outro cigarro? Fico só aqui a enviar mensagens? Não está aqui ninguém para falar e não me apetece falar de drogas, de carros, de gajas, sempre os mesmos tópicos, queria mesmo era falar sobre pokemons mas foda-se ninguém me compreende, como é possível não gostarem do Blastoise? Bastardos.
Toca finalmente para a entrada e lá vou eu, são os últimos 90 antes do almoço, vou para a aula e nos primeiros 30 minutos consigo prestar atenção, os outros 60 fico só a pensar no almoço, fico a pensar nalguns momentos perdidos, nalgumas coisas que disse, noutras que não disse, situações passageiras mas que me marcaram, pequenos trechos de tempo que ficaram uns trazem-me um sorriso outros fecham-me o rosto.
Começo a pensar no que vi ontem na paragem quando estava à espera do autocarro depois de ter ido beber café com o Carlos e a Tânia. Lá estava eu à espera do 12, do outro lado da rua está uma mãe, sei que é mãe, nota-se, tem ao colo uma menina loira, de olho claro, parecia-me ser um verde acastanhado a mãe no entanto tinha os olhos azuis mas eram as duas loiras. Reparo que o homem que estava sentado no banco ao meu lado fica meio agitado quando as vê, levanta-se e encosta-se a uma das laterais da paragem à espera que elas atravessem a estrada, era o pai da menina. Aspecto chungoso, boné da Nike, tshirt branca do Cristiano Ronaldo, calças de ganga azuis e uns ténis da abibas (sim abibas), a mãe mete a menina no chão, o pai baixa-se para a beijar mas ela docilmente afasta a cara da do pai, parece envergonhada - falta de convivência talvez - o pai pega na menina ao colo e a mãe vai-lhe dizendo todo o tipos de cuidados que ela precisa, está doente, precisa de tomar o medicamento a horas e não se pode deitar tarde, algo no bolso do pai começa a vibrar é o telemóvel, ele apoia a menina com o braço esquerdo, leva a mão direita ao bolso e atende o telemóvel, num instante provou que é mau pai, preferiu atender o telemóvel do que ouvir a mãe sobre os cuidados que a filha precisa neste fim de semana doente. Desliga o telemóvel passado uns dois minutos, não teve pressa, a mãe nota-se que está fragilizada e não pretende sair do pé da sua filha enquanto não tiver certezas de que o ex-marido percebeu o recado. A mãe finalmente dá um beijinho à filha e o pai afasta-se, começa a andar acabando por desaparecer no fim da rua, a mãe ficou o tempo todo no mesmo sitio a ver a filha ir-se embora, quando viu que já não ia conseguir ver a filha hoje vai-se embora com uma lágrima no olho, entretanto o autocarro chega e acabou de tocar para a saída, lá vou eu almoçar.
Arrumo o estojo e o dossier na mochila, desejo bom fim de semana à professora e lá vou eu para casa. Desço as escadas enquanto ligo a PSP e escolho a soundtrack para ir para casa, saio do bloco com o tal cigarro na boca, tiro o telemóvel do bolso e só tenho duas SMS para responder, respondo às duas com aquele já caracterizador humor parvo e estúpido da minha parte, penso que dei a melhor resposta possível (quando na verdade tinha 16020 respostas possíveis para dar e todas melhores do que aquelas que dei - sim fiz as contas-) e chego ao portão, e lá está, a mesma imagem de sempre: mesmas pessoas, mesmas caras, mesmas filosofias, dependência generalizada, portanto uma massa e excluindo um ponto aqui e ali, talvez umas minorias bacanas, mas infelizmente não geniais como eu gosto, acusem-me de ser arrogante, sejam hipócritas.
Lá vou eu pelo tal caminho. A caminho de casa encontro uma folha no chão que me chama à atenção, paro em frente à folha e provavelmente a minha primeira reacção seria pisá-la e mostrá-la que o ser superior sou eu mas não consegui, peguei na folha e olhei em volta, não havia nenhuma árvore num raio de 500 metros que tivesse aquele tipo de folhas, acho estranho e peculiar por isso decido ficar com ela, ou será que foi ela que ficou comigo? Antes de chegar a casa assobio duas vezes a minha cadela vem à varada e fica super contente por me ver, é tão difícil encontrar nas pessoas felicidade tão genuína como aquela que encontro naquele doce animal. Abro a porta de baixo, subo as escadas, já a oiço encostada à porta à minha espera, mal ponho a chave na porta sinto logo a porta a abanar, rodo a chave abro a porta e lá está ela em êxtase porque nao me vê à 180 minutos, é tão difícil encontrar nas pessoas felicidade tão genuína como esta que encontro neste doce animal.
Vou à cozinha ponho a mala em cima da cadeira, tiro os headphones e vou à sala dar dois beijinhos aos meus pais, volto para a cozinha e aqueço o almoço, vou à casa de banho lavar as mãos e oiço o som do microondas, tiro o prato e antes de o por em cima da mesa ligo a máquina de café para que vá aquecendo, gosto sempre de tomar café depois do almoço acompanhado pelo belo cigarro, o terceiro do dia (lá para as 5 da tarde já perdi a conta aos cigarros). Acabo de almoçar ponho o prato e os talheres dentro da maquina de lavar loiça, respondo a uma SMS e tiro um cafézinho, enrolo um cigarrinho e fico ali na cozinha acompanhado da minha cadela a fumar e a beber café e a enviar SMS, gosto que o café dure, inclusive gosto dele frio, por isso este cafézinho vai-me durar até voltar para a escola. O cigarro acaba e lá vou eu à rua com ela. Pego na trela e nas chaves, abro a porta, desço as escadas, abro a porta da rua e lá vai ela toda maluca à corrida para a terra. Ela adora correr e adora especialmente correr atrás de pedras, à hora de almoço fico pouco tempo, atiro umas pedras mas não a canso muito costuma estar calor, chichi e cócó e voltamos para casa, ela não quer prefere ficar a cheirar tudo, chamo chamo chamo mas não quer vir, ignora as minhas ordens por uma erva daninha, vejo-me obrigado a ir ao pé dela meter-lhe a trela e trazê-la para casa.
Chego a casa, penduro a trela, tiro os ténis passo pela cozinha para ir buscar o café e vou para o meu quarto. Vejo se tenho alguma SMS, por acaso tenho, respondo e entretanto acendo um incenso (de coco) , ligo o PC, enrolo um cigarro enquanto o enquantoPC liga e inicia o Ubuntu, abro o rhythmbox e escolho uma musica, ponho em shuffle e deixo-o a tocar. Abro o Firefox e vou ver os sites do costume verificar os emails, depois da breve navegação fecho o Firefox e simplesmente fico a ouvir musica à espera que seja altura de voltar para a escola, envio mais uma SMS ou outra e aproveito para tirar da mochila os cadernos que já não preciso.

São horas de ir para a escola, mas não me apetece. Que remédio, vou e amanha cá estou.

terça-feira

Pouco a pouco

Cedo chega, não tão depressa como desejei mas acabou por chegar. Agarro-me agora a este sentimento com o coração e os dentes, não o quero largar agora é meu. Sinto a noite a chegar, preta e escura mas com a iluminação suficiente para que te consiga ver, pensei que estivesses lá mais ao fundo nesta noite escurecida por sentimentos opostos mas aqui estás tu bem perto de mim. Que poesia deslavada é esta? Começo a fartar-me de tanto sentimento de tanta paixão de tanto amor, de tanto falar de emoções e falsas sensações, chega, afasta-te, foge comigo. Como vês, é contigo que quero fugir. Fugir disto e daquilo fugir de tudo e ficar só contigo, abraçar-te, ou sei lá amar-te, será que te quero amar? Será que te amo? O que será então todo este amor? Pergunto bem mas não sei bem a quem, será certo perguntar-me a mim o que sinto quando não sei a resposta? Que idiotice pensar que poderia responder a isto, começo outra vez a pensar, e penso penso penso penso penso, e tufas, lá vem outra parede. Esta é grande, alta mas não me parece que seja espessa, como a vou escalar? Vou ao bolso mas não encontro nada, nem pregos nem martelos nem uma escada imaginária. Saudades do tempo em que tinha o meu lápis mágico, podia agora desenhar uma porta e simplesmente passar para o outro lado, enfim, não o tenho, troquei-o por um beijo. Agora arrependo-me porque o beijo não foi assim grande coisa.
Será que tão cedo vou conseguir saltar esta parede? Sento-me e aprecio, no fundo isto é giro, estar aqui sentado em admiração de tamanha obra criada por mim que agora não consigo ultrapassar, ora crio, ora destruo, ora abandono, ora tento dar-lhe um soco, não sei.. que faço agora?
Ganho coragem, levanto-me e vou em frente, nada mais me passa pela cabeça, por alguma razão tenho um palpite que se for em frente ela vai-se afastar, mas não sei.. (outra vez não sei) será que resulta? Poderei eu ir em frente, poderei eu deitar abaixo uma parede criada por mim apenas com a força de um palpite no fundo também feito por mim, meu? Que lógica.. Vou em frente. Ganho balanço desde lá de trás, paro por um segundo para pensar e começo a correr. Tento deixar para trás todas as influencias más e qualquer tipo de negativismo, corro corro corro corro, a parede está cada vez mais próxima, a cada passo parece que se torna maior, os medos que deixei lá atrás começam a ultrapassar-me e lá estão eles mesmo à minha frente, mas não quero parar não consigo parar, mesmo antes de chocar contra a parede grito "NÃO!".

Passei.

Estou no outro lado, que fascínio. Existe agora aqui toda uma nova linha de ideias e de raciocínio por onde me guiar, estou neste momento num mundo meu, também meu, criado por mim, fiz isto sozinho? Apenas acreditei, apenas sonhei, apenas tentei ver e parece que acabei por ver, agora que vejo tudo me parece tão surreal, não sei (agora sei), serei eu isto? Agora sinto-me à vontade para me responder: Sim és isto, no fundo foste tudo, só não foste o que não quiseste, acredita um pouco, esforça-te um pouco, reage um pouco, pouco a pouco acabas por descobrir mais um pouco de ti, pouco a pouco conheces-te mais um pouco, se vires que demora não apresses limita-te a apreciar.
Não sei se quero que acabe aqui, a minha resposta não me parece plausível, não a percebo, deveria? Afinal fiz uma pergunta a mim mesmo, e como reflexo disso acabei por obter uma resposta também dada por mim mesmo, mas não a percebo. Estarei certo? Será certo seguir a minha própria resposta quando no fundo continuo com tantas perguntas? Mas.. será que algum dia vou ter todas as respostas ou apenas mais perguntas? Vida.. quando parece que temos todas as respostas lá vem ela e muda-nos todas as perguntas. Que viagem, que passagem. Agora só me apetece aproveitar, e criar e amar sei que me repito, mas é isto que quero, e cada vez me parece que sempre que o digo significa que acabei de perceber algo, de entender algo, parece que sempre que o digo ou perdi, ou cresci ou amadureci, no fundo sinto apenas que aprendi, e sabe tão bem aprender..

sexta-feira

Na na naa naaaa naaaaaa na

Minto. Claro que minto apetece-me. Correm mal às vezes, a mentira tem perna curta e as minhas costumam ser coxas, coitadas não prestam. Decidi ser sincero, frontal, honesto, foda-se também não gostam. Que faço? Nada, limito-me a pensar, depois abro a boca. Perfeito.
Não digo que penso sempre, as vezes pronto, lá sai uma gaffe ou duas, e então? Reservo-me a esse direito, sou pessoa, ups humano. E se fosse pessoa? Posso errar ou não? Será que só os humanos é que o fazem? Hm.. Quero ser pessoa então, não aquele Fernando, ser eu a minha pessoa, não me confundam estou farto que não me confundam, façamos como na aula, dúvidas? Dedo no ar eu respondo. Se calhar demoro, mas respondo, vamos com calma para evitar disparates.
Começa a tocar aquela musica, aquele batuque entra-me pelos ouvidos o cérebro processa e o pé começa a bater "na na naa naaa naaaaaaa na", sabe tão bem estar agora aqui ao pé de ti, aconchegado nas tuas palavras, não me chateia nada saber que te vais embora porque sei que voltas. Ai de ti que não voltes, morro. Aqui aconchegado nos teus braços sinto-me tão seguro, procuro um sinal de esperança, não me preocupo muito, agora, já te vi sei que estás aqui, às vezes tenho medo que não passe de uma ilusão, é então que me beijas e meu deus.. torna-se tudo tão real, tão verdadeiro, sincero.
Arruíno certas ideias, tento partir certos conceitos e agora que mudei certos aspectos olho para trás e vejo que tudo o que sonhei continua aqui. Chama-me mentiroso, diz que não te amo, que não te quero, peço-te que não o faças sabes que não é verdade. Silencio? Não é isso que quero, não é isso que peço, quero pegar no que sinto, esticá-lo, e colá-lo no peito e na testa, depois é sair à rua e ver caras de choque e de satisfação "OH.. Hoje o Amor passou por mim." .

domingo

Tenho eu

Vejo peixinhos a voar, são assim meio a puxar para o laranja. Goldfishs voadores, uau. Creio que a partir de hoje acredito em ti, mas NÃO! Uma vaca com manchas. Quem diria. Tento procurar tudo o que não sei, mas não encontro nada. Quem diria. Há quem diga que estou a gozar, e eu não me queixo, sei que estou. Se gosto aguento, podias ser tu, mas a situação mudou, e eu faço o mesmo sempre. Aquele quadro na parede está torto, passo meio hora da minha vida, agora perdida, a ajeitá-lo, mas foda-se continua torto. Cago no quadro e vou perder mais tempo, enrolo um cigarro, menos 1 minuto, procuro o isqueiro, menos 5 minutos (estava na casa de banho), entretanto como fui à casa de banho fico mais uns 2 minutos a pensar se desfaço a barba ou não, acabo por não a fazer, volto para o quarto e sento-me, procuro uma boa musica para ouvir enquanto fumo, mais 10 minutos perdidos, perco-me sempre quando procuro aquela musica perfeita que acabo sempre por não encontrar e que só aparece quando meto o rhythmbox em shuffle. Há quem diga que vai jogar com outro boneco, eu não me preocupo sei que essa pessoa vai ganhar, é 1337, vou dando uns bafinhos no cigarro, as mortalhas são smoking pretas, apagam-se sempre putas, ou seja este cigarro em vez de 7 minutos quase que me durou para a tarde toda. E eu sei que não posso mentir, não minto, sou sincero, as vezes prefiro mentir, e se te disser que me sinto assim? Tu acreditas, oh, mas não gostas, e agora? Agora nada. Por favor não envelheças quero-te assim durante algum tempo. Por favor envelhece, mas comigo. Parei por um segundo, pensei, apercebi-me que está tudo aqui, braços, pernas, dedos, mãos, olha falta-me a cabeça. E agora? Vou à corrida aos perdidos e achados, nada. Um estranho, daqueles que parece que aparecem à toa mas que no fundo era suposto aparecerem olha para o meu peito de espanto (não tenho cabeça, tenho que usar o peito para mostrar emoções) pergunta-me:
- Onde está a tua cabeça?
- Não sei..
- Onde a perdeste?
- Se soubesse não estava aqui a falar contigo.
- Eu vi uma cabeça à pouco.
- Como era?
- Cabelo preto, olhos azuis..
- SIM! É a minha! Onde a viste?
- Estava a comprar um bilhete.
- Um bilhete? Que bilhete?
- Um daqueles que se oferecem nos aniversários.
- .. Um postal?
- Sim.
- Viste o que dizia?
- Não.

Corro, tento voar mas acabo sempre por cair, que dor de cabeça. Espera! Dor de cabeça? Oh, minha querida voltaste para mim. Ela diz-me agora que não tentou fugir, quis apenas espaço para pensar. Eu pergunto porquê. Ela diz-me que o coração a atrofia. Eu digo-lhe que não se preocupe, que por uns tempos vamos ser só nós. Tem calma minha querida, por uns tempos vamos ser só nós. O coração dá-me um soco no estômago e pergunta-me: "Então e eu?". Eu digo para ele não se preocupar, digo-lhe que agora não tem nada com que se preocupar, digo-lhe que agora está tudo bem. Ele continua confuso, parece chateado. Eu digo-lhe que não se preocupe, um dia vai ter dona.

Da Weasel - Mata-me de Novo



Cinco da manha,cerveja martini e morfex
Não consigo relaxar precisava do teu sex
Quando a cabeça não tem juízo
Consomes mais do que é preciso
Variações cantou e eu realizo.
O corpo é que paga,deixó pagar deixó pagar.
Se tas a gostar puto há qu' aguentar.
O preço é bem caro mas vale a pena bébé.
Sabes do que tou a falar,
Sabes bem como é que é.
Não tou contigo há três noites,
Mais parece uma eternidade,
Nunca pensei que pudesse sentir tanta saudade.
Só tu me conseguias acalmar neste momento,acredita,
Já tentei tudo o resto e só me serve a minha pita,
De cigarro em cigarro a cacilhar brutalmente,
Tenho a tua foto à minha frente ,
E parece que de repente,
Sorriste para mim, piscaste o olho molhaste a boca.
Sabes que me matas e eu ja tou meio touca.

Mata-me de novo
Só mais um bocadinho
Preciso do teu KÊÊÊÊÊ
Só mais um bocadinho

Electronics, soulsonic, massagem cerebral,
Sem fazer esforço algum: o resultado é genial.
A tv shop tá a dançar numa imagem meio turva,
No mini bar do hotel.
Já acabou a minha surva
Deito-me ao teu lado
Começo a fazer-te festas
Só posso tar a flashar, para te dar a dar destas,
Venho-me para cima de ti, desculpa lá o mau jeito
Não tava à espera,
Mas o que tá feito, tá feito
Foi tao bom para ti,como foi para mim?
Por favor diz-me que sim,por favor diz-me que sim.
Não te importas que adormeça,
Fica do meu lado,vou sonhar contigo
Mata-me mais um bocado

Mata-me de novo
Só mais um bocadinho
Preciso do teu KÊÊÊÊÊ
Só mais um bocadinho

By Seth

Sádica forma de vida
Que assombra o mundo comum
Estranha noite sentida
Onde sentido existe nenhum

Flores desabrocham para a morte
Abismo enriquecido pelas trevas
Fome de algo mais puro
E algo que traga norte

Desespero criado sem intenção
Consumou a ruptura da realidade
Casamento entre amor e traição
Tentando aguentar a saudade

Solidão repleta de multidões
Amizades influenciadas por mentiras
Instintos mortiforos inocentes
Provocam delírio nos corações...


O Seth fez o poema, eu gostei do poema, o poema tá aqui. Obrigado puto, sabes bem a importância que tens. (Forgotten Hope)

Há frases e frases

"A minha garrafa de estupidez ja esgotou, agora sobrevive a frieza"

by Alguém num momento inspirador *

sábado

Violent Femmes - Confessions



People worry, what are they worrying about today
Seems like there's a good reason to worry worry worry
Seems like there's a damn good reason to worry worry worry
I'd sit around, I'd listen to your story
If I wasn't in such a hurry hurry hurry
And I'm so lonely, I don't think I can take it anymore
And I'm so lonely, I just don't know what to do
And I'm so lonely, feel like I'm gonna crawl away and die
And I'm so lonely, feel like I'm gonna hack hack hack hack it apart
Seems like there's a good reason to be lonely lonely lonely

I gotta get someone or something to make me feel less lonely lonely lonely
I know I could do it if just wasn't so lonely lonely lonely
Have we got an army, we'll teach you to act like aman
Have we got an army, I mean to tell you we can fight
Have we got an army, and we're gonna do it tonight
Do do do do it tonight
yeah, they're gonna pay pay pay it tonight
Do do do do it tonight
People worry, what are they worrying about today
People worry
Now you see I've learned my lessons
And I don't even want to hear about your confessions

quinta-feira

Segundo Arf.

Nepia, estou todo arranhado. É bom para aprender, aprende-se com os erros né? Fiz algumas cenas mal sabes? Pode ser que no futuro me corra melhor, mas agora já está..
Já não me lembrava deste sentimento é bué estranho, parece que tinha saudades de sofrer, parece que me faz falta, que raio de pessoa sou eu puto? Super fraco nos sentimentos, tanto falo de amor que quando o encontro não sei o que fazer com ele.
Tudo tão estranho mas tão bonito, uma vez disseram-me quando era bué puto que não sabia o que era o amor, que o amor era um lugar estranho, mas eu sei lá achei isso tão parvo, via na televisão todas aquelas paixões queria bué amar tás a ver? Acho que só hoje percebi o que é o amor, é tipo.. uma espécie de tudo em que nada é certo, ou então não. O mais certo é daqui a 20 anos lembrar-me deste dia e pensar "que infantilidade" e daí talvez não, tudo tão incerto. Que estupidez da minha parte pensar que percebi o que é o amor.

Arf.

Ontem durante todo o tempo em que estive ao telefone com o meu melhor amigo disse-lhe que tinha desligado o telemóvel porque tinha medo de receber uma mensagem e não saber lidar com isso, disse-lhe que não estava preparado, só queria voltar a lidar com tudo isto amanhã de manhã. Agora dizem-me que devo seguir em frente mas não quero, primeiro quero aprender porque sei que magoei alguém, depois talvez quando vir que aprendi a lição pense em seguir em frente, mas agora sinceramente não consigo mesmo.
Afasto-me de conversas, afasto-me de pessoas, não consigo encarar ninguém, não consigo falar com ninguém, é tudo tão estranho, eu disse que estava preparado.. na altura não sabia que ia ser assim senão tinha estado calado. Quando te vir.. vai ser o pior. Não sei mesmo o que fazer, vou-me tentar fazer de forte, armar-me em sei lá adulto? Foda-se.. não sei mesmo, isto era a última coisa que queria, talvez por isso agora não saiba o que fazer nem como agir.
Não quero dar o braço a torcer, provavelmente achas que devo, o mais certo é não quereres saber porque já não te importa (ou não.. não sei.. foda-se..), estava de cabeça quente, chateado, aborrecido, triste, estava equivocado. No fundo tudo o que escrevi não faz parte do que penso, esta é a frase que quero que percebas: No fundo, nada do que escrevi, faz parte do que penso.

quarta-feira

E agora tempo?

No principio era o sonho.

Não consigo pensar, basicamente é isto, logo, não me sinto a existir. Quero escrever porque gosto da sensação que tenho quando o faço, é a maneira mais certa que encontrei para tirar pesos, para expulsar preocupações, para questionar medos, para falar de amores e paixões com alguém que sei que não me ouve. Tenho necessidade de olhar para o relógio para saber há quanto tempo estou a pensar em ti mas não o faço, oiço o barulho do cassio a indicar que acabou de passar mais uma hora e pareceu-me que passou apenas um minuto, é estranho, quando penso em ti o tempo passa a correr mas quando estou contigo o tempo pára, todo o mundo é nosso num perfeito instante. Eu disse-te no outro dia mas tu não pareceste convencida. Já te disse tudo, já te dei todas as minhas certezas, já te mostrei todos os meus medos e desilusões, contei-te todas as minhas paixões, tentei dar-te tudo sabes? Tentei fazer com que te apercebesses que se me desses uma hipótese eu podia-te mostrar que sei amar, fiz-te ver que até à bem pouco tempo não conseguia ou que pelo menos não sabia se queria voltar a amar alguém, contigo a meu lado fizeste-me ver que sim, que estou preparado para voltar a amar, que estou preparado para me dedicar a alguém, que queria dar-te a ti um pouco de mim, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre para sempre, mas tu não pareces convencida.
Eu sei, eu sei os teus medos, as tuas dúvidas, as tuas aflições, a tua ansiedade, embora não saiba a 100% tudo o que sentes sei que sentes algo, peço-te que partilhes comigo a tua dor, confia em mim, garanto-te que se me amares um terço daquilo que te amo ficaremos juntos para sempre, infelizmente este sempre é finito, engraçado.. quando penso em nós penso que é infinito.
Acredito e compreendo que não seja fácil abandonar um mar de certezas e emoções, de bonitas palavras, de bonitas memórias para entrares num lago pequeno, recém feito por uma tempestade de beijos e mimos quando no fundo a única certeza que te posso dar é que nunca te vou deixar afogar.

E então apareceu o medo.

Neste momento, agora e talvez desde sempre tudo o que quero, tudo o que sempre quis é que sejas feliz, que continues a ser aquela pessoa por quem me apaixonei mas ao ver-te assim cheia de dúvidas, angustiada, aflita, deixas-me reticente e apreensivo, fico eu então com a pergunta: Será que devo? (Sei apenas que quero) Será que devo continuar a lutar por ti sabendo que toda esta situação te põe dessa maneira, ou desisto? Ao desistir, ao afastar-me de ti certamente que a tua confusão desaparecerá, voltarás a ser quem eras, feliz, sem dúvidas nem aflições, apenas com esse teu lindo sorriso e uma mão cheia de certezas. A última coisa que quero é que te sintas pressionada, que te sintas assustada por não saber o que fazer, não precisas de fazer nada, basta que me digas que estás farta, diz-me "Não, chega" , sabes que compreendo, tu é que ainda não compreendeste que apenas te quero ver a sorrir.

De repente mostraste um pouco de ti.

Tive a atitude mais parva que podia ter tido contigo, fui num dado momento sem me aperceber o tipo de pessoa que detesto e costumo meter de parte, fui insensível, fui aquilo que não mereces, acredita que não me apercebi, talvez por isso tenha ficado tão chateado, como é que não vi? Dei-te então num momento uma data de razões para que me odiasses, se o quiseres fazer não te condeno sinceramente acho que mereço.
No entanto foste injusta, bastante injusta. Sabes que não o fiz por mal, não sabia o que querias e agi como normalmente o faria, se me o tivesses dito no momento tudo seria diferente, tinha-te dado as minhas razoes, perguntaste apenas depois, mais tarde, por isso é normal que tudo o que te disse te tivessem parecido desculpas, acredita que não o foram. Não soube como reagir porque não sabia como querias que reagisse, estavas à espera de mais de mim e não fui capaz de te o dar portanto comparaste, arranjaste ali uma razão plausível, certa dentro de ti para que tudo isto acabasse. Acredita que significou mais para mim do que julgas, se te pareceu que não o demonstrei pela forma como reagi só prova que não me conheces.

Um pedido de Desculpa, talvez dois.

O que eu quero mesmo, aquilo pelo que mais anseio é pelo dia em que me digas que sou quem queres, que sou aquele que amas, que sou eu quem vais procurar quando precisares de falar sobre os teus medos e receios, quando tiveres que chorar, rir, tudo o que quero é que me ames, tendo sempre em mente que isso não vai acontecer pouco mais me resta do que suportar esta dor, suportar a ideia e o pânico de saber que nunca te vou ter. Canso-me de pensar em ti, canso-me de repetir palavras e frases sobre ti, sobre nós, tudo comigo aqui sozinho com a caneta, super engraçado só me aperceber agora que só o faço porque neste momento não me consigo ver a fazer mais nada.

Apaixonado.

Parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo. Tudo isto em poucas horas, enfim, Amo-te.

Hoje sei que já não te quero (ou não).

Acredita, já não consigo. Não quero ser nos teus braços um fantoche que usas para escapar da monotonia da tua relação, mereço mais do que isso, preciso mais do que isso. Não sei como me vês nem como me queres ver mas sei, sinto, que não me vês como devias. Por quem me tomas? Achas que apenas te amo por saber que não te posso ter? Hoje vi que não vale a pena, tentei, lutei, mas sinto mesmo que acabou. Isto era a ultima coisa que queria pensar, isto era a última coisa que queria escrever, mas não consigo mais, não aguento mais, achas que também não sofro com tudo isto? Dizem-me que devo esperar, que devo dar tempo ao tempo, que devo esperar que o tempo dê tempo ao tempo, que o tempo precisa de tempo, que tempo sem tempo.. Que merda isto do tempo. És tu quem eu quero, estava decidido a esperar, mas não sei se consigo dar mais tempo ao tempo.

PS:

Para os mais incautos, isto não foi um texto foi um desabafo. Um sentimento em contenção que acabou por sair. Não é a primeira vez que tenho alguns desabafos, é sim a primeira vez que tenho um deste tamanho. Sinceramente não me sinto confortável ao vê-lo aqui exposto assim, ao ver-me assim exposto. Sinto-me esgotado verbalmente, estou sem paciência para escrever ou para pensar. Sinto que disse tudo o que tinha para dizer, sinto que já não há nada que possa ser dito em relação a isto, a sério que não sei o que fazer, estou confuso, vou dormir.

Limbo de Apaixonados

Nada disto tem alguma coisa a ver com o que se passou, no entanto não consigo deixar de pensar em tudo, ou em nada, sinceramente neste momento não sei bem o que sinto ou o que deva sentir. Estou aqui sozinho a ouvir Violent Femmes e há uma frase que me ficou na cabeça: I would love to love you lover.

Hoje amo-te, amanha não sei. Hoje quero-te, amanha não sei. Hoje sou parvo, hoje sou completamente parvo. Apaixonei-me, pareceu-me tão simples na altura, tornei-me apenas mais um apaixonado neste mundo, mas agora amo-te, e sinto-me tão parvo. Parvo porque já sabia que não devia, parvo que já sabia que não era correcto, parvo porque já sabia que mais cedo ou mais tarde ia acabar por acontecer mas mesmo assim não me contive, decidi deixar todo este turbilhão emocional entrar em confronto com o que no fundo sabia que não devia fazer, mas não resisti, no fundo era o que queria mas estava com vergonha de o admitir.

Sento-me e penso, procuro conforto nalgumas ideias antigas e observo em quem me tornei, não sei se gosto, sinceramente não sei mesmo, estou aqui a olhar para o meu reflexo e vejo alguém completamente embebido em ti, gostava de te chamar apenas de Inspiração mas tenho medo que detestes. Os meus dentes começam a ranger, está frio, está tanto frio cá fora, procuro abrigo dentro de uma praça escondida, lá ninguém julga, lá ninguém acusa, lá todos percebem o porque, lá todos tem a mesma razão de estar e de ser, apercebo-me que acabei de encontrar um antro de apaixonados não-reclamados, uma espécie de perdidos e achados cheio de corações partidos e almas feridas, loucura, estou em êxtase, sinto-me em casa, sinto-me compreendido, sinto-me reconhecido. Eles sabem o sofrimento que é não ser amado, não ser acarinhado, não ser mimado, e é tão estranho.. todos eles se parecem comigo..

Em choque levo as mãos à cabeça, nada disto é o que estava à espera.. Não sei como reagir, será que devo reagir? Não compreendo, não tem lógica, não faz sentido. Cada uma destas pessoas sou eu num tempo passado, cada desgosto está aqui, cada paixão, tudo.. Que estranha sensação, que admirável emoção.. Tenho hoje a possibilidade de rever tudo o que sofri por amor, será que quero? Sim, sim acho que quero, será que devo? Não sei mas.. tenho saudades de uma certa dor, tenho saudades daquele pequeno ardor que me entra e faz-me sentir vivo, e ali, ali com todo aquele ardor sinto que posso continuar a sonhar.

E que sonho é este? Portanto agora sonho, já consigo. Não te quero ver à frente, não te quero sequer imaginar, quero esquecer que um dia pensei em amar-te, mas és-me tanto. Confuso, trocado e baralhado, começo a andar, apenas a andar, ando sempre em frente, ultrapasso todos os obstáculos: sol, vento, chuva, fome, feridas, e faço-o com a convicção de que um dia te vou voltar a ver. Pelo caminho um desconhecido pergunta-me se te perdi, eu digo que não, ele conhecendo a minha historia, de um homem perdido que anda sem parar e sem ter consciência para onde vai pergunta-me qual é o meu objectivo, visto que não te perdi, eu respondo-lhe que não é a ti que te procuro é a mim.

Peanut Butter Jelly Love

terça-feira

Certas Pessoas

A certa altura, arrogância à parte, apercebo-me de que certas pessoas já não fazem parte, que o tempo delas passou, que foi giro enquanto durou. Tivemos as nossas conversas, necessárias e adequadas para a altura, e sim foi giro, sem sombra de dúvida foram as melhores horas passadas, os melhores tempos, mas hoje, nada do que dizem parece fazer sentido, não consigo encaixar as ideias delas e consequentemente nem elas as minhas, ao falar com alguém do passado aparece sempre aquela sensação do género "Boa, já não te via ao tempo" mas acaba depressa quando os lábios se movem, quando o tempo pára e apercebemo-nos que no fundo o tempo realmente parou, para mim, para ti, para nós, seja, eu fiquei parado no espaço tempo em que me conheceste, e eu também te vejo assim: como a mesma pessoa que deixei desde a ultima vez que te vi, ignorando todas as tuas novas ideias, novos amores, novos desgostos. Tendo sempre em mente a pessoa que conheci custa-me agora largar a imagem que tinha de ti, e não consigo aceitar tudo o que me queres dar de novo, frustração. Será assim tão difícil? Não a acompanhei mas desejo tanto conseguir voltar a alcança-la.
No entanto pergunto-me: mas que desejo é este? Vi-te durante tão pouco tempo e mesmo assim não consigo parar de pensar em ti, felizmente tudo o que me disseste naquele curto espaço de tempo em que estive contigo foi suficiente para perceber que não estavas preparada para me perceber, para me conhecer, e sendo assim, recorrendo ao bom Português, que remédio tenho eu senão aceitar, aceitar que foi bom, que o passado que tivemos ainda é suficiente para sorrirmos de vez em quando quando pensamos no que foi, mas que provavelmente quem somos hoje não é suficiente para sorrirmos amanhã ou mesmo agora, no entanto sorriste, não porque me viste mas porque me ouviste.
Foi isto que eu senti, tudo porque no fundo foi esta a mensagem que passaste, agora que sei o que sentes que sei que amadureceste apenas de peito, não sei o que me resta fazer senão admitir que de ti não devo esperar mais do que aquela pessoa que conheci.

Nirvana - Sappy



And if you save yourself
You will make him happy
He'll keep you in a jar
And you'll think you're happy
He'll give you breathing holes
Then you'll think you're happy
He'll cover you with grass
And you'll think you're happy
Now

You're in a laundry room,
You're in a laundry room
Conclusion came to you, oh

And if you cut yourself
You will think you're happy
He'll keep you in a jar
Then you'll make him happy
He'll give you breathing holes
Then you'll think you're happy
He'll cover you with grass
Then you'll think you're happy
Now

You're in a laundry room,
You're in a laundry room
Conclusion came to you, oh (x2)

(solo)

And if you fool yourself
You will make him happy
He'll keep you in a jar
And you'll think you're happy
He'll give you breathing holes
Then you will seem happy
You'll wallow in your shit
Then you'll think you're happy
Now

You're in a laundry room (x3)
Conclusion came to you, oh