quinta-feira

Erm

Há coisas giras mas há outras mesmo mesmo muito engraçadas. Às vezes sinto-me aflito quando as pessoas não percebem o meu sentido de humor ou a minha lógica e depois passo por parvo só porque os outros são burros e ignorantes, se calhar estou a ofender alguém ou a julgar-me acima de quem eu realmente sou ou penso ser mas sinceramente: caguei.
Primeiro porque já não consigo aceitar certas frases, certas ideias, porque faz-me bastante confusão como raio é que em 2009, onde a globalização está mais do que entranhada nas nossas vidas, onde a informação nos chega de tantos lados e onde aliás a informação está presente e acessível de tantas e variadas maneiras, faz-me mesmo muita confusão como é que a ignorância tende em persistir na cabeça de tanta gente.
Odeio aquelas pessoas que são incapazes de pensar, que se limitam a assumir e a julgar, assumem que sim mas sem argumentos, postas à prova engasgam-se porque a opinião formada sobre o assunto em questão singe-se a nada, a zero, a única razão é a absoluta: sim porque sim, não porque não. Eu não sou mais do que ninguém, e isto é um ponto que gosto de frisar porque não me quero armar em superior, mas tento ser acima do que supostamente se espera de alguém da minha idade. Ignorante não é aquele que não sabe, é aquele que não quer saber, e eu pelo menos posso-me dar ao luxo de poder dizer que tento fazer por saber, e quando não sei, então foda-se calo-me.
Custa-me não conseguir encontrar ninguém para conversar, a maioria das pessoas com que tenho falado ultimamente quando começo a puxar um bocadinho mais por elas ou atrofiam-se ou não percebem o que eu digo, e normalmente quando não percebem o que eu digo dizem que eu não estou a fazer sentido, claro que estou a fazer sentido, tu é que não percebeste o que eu disse e devido à tua incapacidade para pensares ou reflectires um bocadinho limitas-te a negar porque não sabes fazer mais nada, negas porque custa-te a assumir que se calhar, talvez vá, o mundo seja mais vasto do que Portugal e correndo o risco de cair em exageros, o Atlântico. São incapazes de parar e perguntar algo do género: "Espera, não percebi podias repetir?" - MAS NÃO! Continuam com a sua ânsia de não querer saber porque dá trabalho, sou apologista da ideia de que tudo se resolve a conversar, mas não me fodam, se sou o único que pensa assim vou começar a mandar palitadas no pessoal. Se não perguntas, se não te interessas podias pelo menos tentar perceber o ponto de vista da pessoa com que estás a falar, visto que, se estás no meio de uma conversa e não percebes o que se está a dizer então como vais conseguir conversar com alguém?

Um bocadinho exagerado da minha parte? Não, nem por isso, parece-me óbvio que estou a ser bastante franco e sincero, se por acaso tomaste atenção ao texto e não o lês-te apenas porque vá na altura parecia-te mais interessante do que ir raspar a merda das unhas ou ver os intervalos da TVI, neste momento chegaste à conclusão que a moral deste paleio todo é: falar não aleija, conversar não magoa, mas dizer merda doí à brava.
Eu estou farto de merda a voar por todos os lados, pá eu acho que se o que saí da boca das pessoas fosse um pingo de merda eu chegava a casa todo cagado todos os dias, não tenho medo nenhum em dizer isto porque é a minha maneira de ver as coisas, e vou defendê-la porque neste momento esta opinião faz parte de quem sou.
E aquelas pessoas que estão à espera que tu digas algo fora do que é comum ou normal apenas para ter o regozijo de dizer que erraste? Esse tipo de pessoas são por norma conflituosas, esse tipo de pessoas que ficam satisfeitas quando erras, esse tipo de pessoas que se mostram civilizadas mas que de civilização só conhecem Lisboa? Bem essas.. essas nem merecem mais palavras.

"Sou ridículo ao ponto de constantemente fazer monólogos comigo mesmo pelo simples facto de não ter pessoas suficientemente interessantes com quem ter conversas suficientemente interessantes, profundas, serias e/ou livres de juízos de valor ou preconceitos."

- pumsmentais @ blogspot

2 comentários:

Andre Cabrita o reguila disse...

pute, awesome. Não, a sério, bem apanhado. pena teres tanta razão

Joana Canas disse...

aah, eu detesto é quando não conseguem distinguir se estou a falar a sério ou a brincar (não sei se isto tem ou não a ver c o texto, mas foi o q me veio à cabeça, depois de o ler)