sexta-feira

Primeiro de 2009

Vocês são as pessoas mais deprimentes de sempre. Pá não a sério, conseguem ser mais deprimentes? Para este ano que chegou não vos quero ao pé de mim, estou farto de tantas complicações e mesquinhices sem fundamento e razão, chega de pressas sem sentido basta de mandar palavras para o ar com esperança que alguém encontre nelas um pingo de dor e vos dê conforto sem que isso seja necessário, não estão a fazer mais nada do que exigir de alguém o esforço que podia gastar em alguém que realmente precisa de apoio.
Começo a pensar que têm medo de perder tempo, querem ver e fazer tudo ao mesmo tempo e quando vêm o relógio a andar mais depressa do que estavam à espera pronto! Param no tempo e ficam parvos a olhar para o ponteiro das horas como se de repente se esquecem-sem de quem são, mas no entanto tão ou mais depressa voltam a quem costumam ser: pessoas sem sentido ou razão cujo único sentido que conseguem levar à vida dos outros é fazer-lhes ver o mal que as coisas têm quando tudo parecia bem.
Eu acho que são doentes, todos, a sério eu acho mesmo que são todos doentes, que agem sem saber porquê ou melhor que agem sem saber como agir e então inventam, mas corre mal e continuam a inventar até que têm que recorrer à mentira e então perdem-se e não sabem onde estão e começam a meter os pés pelas mãos e chega a um ponto, chega a uma altura em que não sabem quem são, mas entretanto já passaram e encarnaram tantas personagens diferentes que foram destruindo o ponto de vista e as respostas de tantas pessoas que acabaram de mudar o curso da história simplesmente mudando as perguntas de alguém com a vossa sede de atenção.
Por isso não, não vos quero ao pé de mim. Porquê? Porque tenho medo. Tenho algumas perguntas, sei que perguntas são e já consigo cheirar algumas respostas e vocês a única coisa que me podiam trazer seria dúvidas e questões, MAIS, E MAIS, e ainda mais dúvidas e questões e eu estou tão farto de dúvidas e questões que de vocês só quero espaço, distância, liberdade para respirar e puder ser eu a criar as minhas próprias dúvidas, medos e temores, sem ter que viver as vossas dúvidas, medos e temores. Fujam de mim, tenham medo de mim, se eu vos apanho a tentar contaminar ou sequer conspirar em tentarem fazer de mim pouco menos do que aquele ou aquilo que sou, vos-vos perseguir, e perseguirei meus amigos e fúteis inimigos, perseguirei-vos até nunca mais.
Perguntei a mim mesmo o que penso e a primeira palavra que me ocorre é triste. Este mundo é triste, torna-se triste e torna-nos triste com uma rapidez alucinante. Não importa que padrões tens, não sei como te guias a ti ou como guias a tua maneira de lidar com os outros, mas independentemente dos teus padrões no fim e ao cabo acabamos por ser todos tristes, porque repara, e repara mesmo: se alguém acha que tu és triste simplesmente porque fizeste ou lidaste com alguém de uma maneira que ele achou triste, enquanto que para ele a maneira de lidar era a ideal, e se para ti a maneira como ele quer lidar é a maneira mais triste, quem é o triste então? Chegas-te a mim com um cara triste, estás triste, passou-se algo triste, logo ao aproximares-te de mim consigo sentir a tua tristeza e passo a ficar triste por ti e contigo. Se estás triste, chega-te mas por favor peço-te que não me ponhas triste também. Não me importo de compartir a mesma tristeza que tu, não me importo de partilhar contigo a tristeza que transportas, mas por favor peço-te: pede-me apenas para te ajudar porque sou e muito provavelmente serei incapaz de te salvar. Se chegas a um café e vais para a mesa com o teu grupo de habitual de amigos e estão todos a rir vais-te por de trombas e meter toda a gente triste? Não sejas egoísta, a sério se alguém quiser partilhar a dor contigo tudo bem, mas não assumas que toda a gente tem o direito de sofrer o mesmo que tu só porque num dado momento precisas de apoio. O mundo é enorme, gigante, e felizmente não é todo para vocês, pessoas deprimentes que por não conseguirem ter aquilo que gostavam tentam transformar a vida dos outros na coisa mais miserável que consigam simplesmente porque não sabem ser ninguém.

Portanto o que eu quero mesmo, o que eu realmente espero e desejo para este novo ano é muita descomplicação e muita fartura de coisas boas e bonitas.

1 comentário:

Anonymous disse...

Há aí raiva suficiente para os próximos 365 dias. Aprecie com moderação.