quinta-feira

disponha, mas nao abuse

a partir do momento em que nos dispomos a aceitar algo que na verdade é apenas como queremos que seja, essa coisa torna-se verdadeira aos nossos olhos por mais falsa que seja, nao vemos as coisas como sao vemo-las como somos (Anais Nin), por isso parem para pensar.

analisem, rebobinem o cérebro uns segundos para evitar disparates, as palavras sao elásticas e flexiveis num dia significam uma coisa outro dia outra, evitemos a confusao de nao sermos aquilo que na verdade nao somos por uma virgula mal compreendida, façamos o que nao fazemos, falemos, conversemos, apreciemos o momento no qual comunicamos sem medo da acçao que possa derivar da reacçao mal incompreendidade num dado momento, por favor pensem, válá.

chega de remorsos pessoais por falta de coragem pessoal, foda-se, chega de intrasigência por falta de transparência nas palavras, admitam o erro por mais pequeno que seja, se os homens erram os grandes homens admitem que erraram (Voltaire), façam-se homens e mulheres, façam-se pessoas, que nao se crie mais bichos de sete cabeças com duas pernas e um coraçao sem razao, aprendam a utilizar os lábios para falar e nao os punhos, chega, chega, chega, chega.

por agora é isto, sem mais a acrescentar (Nica).

Master At Work

Lets get it on

Isto já nao é nada.

Tornou-se inconstante e merdoso, parece um daqueles blogs parvos cheios de imagens e videozinhos do youtube, no que isto se tornou, mas enfim a culpa é toda minha. Vou-me deixar destas merdas, prefiro demorar mais algum tempo a meter aqui qualquer coisa de jeito do que meter qualquer merda.

Nao é que ande aborrecido, ou chateado, ando sei lá chateado, é daquelas cenas, fazer o quê. É deixar andar mas nao deixar passar nao é? É estúpido no fundo, nao queria escrever mas cá estou eu, mais uma vez, enfim. Mediocre, é o que sinto. É ir em frente nao é? Seguir em frente.. Cá vou eu.

segunda-feira

Imagens daquelas

Melhor caricatura de sempre


Pior festa de anos de sempre

sexta-feira

Tom Waits - Way Down In The Hole

Hey, I've been trying to meet you.

Nao sei se quero ir por ai, vagueio agora por aqui, prefiro agora vaguear por aqui. Saiem-me as palavras à toa, nao sei o que dizer nem sei porque o digo sei que digo, mas nao sei porquê. Que serei eu agora, foda-se, um papagaio? Que raio de nóia é esta com os papagaios? Por outro lado tem algum sentido pois sempre quis voar e nao paro de falar, que estranha sensaçao esta de nao saber o que digo seja o que falo. Agora que quero parar nao consigo, os dedos estao em constante movimento, cima baixo esquerda direita, o tipico nesta coisa dos teclados. Oh que ideias novas me trazes hoje tu sem eu te ter pedido nada, nao sei como te agradeça a ti meu amigo todas as gloriosas e impestuosas ideias, nascidas e criadas a partir de pedras esmigalhada seja, nada. Continuo sem saber quem és mas nao perco a esperança de um dia te encontrar. Se alguém agora, neste momento me perguntasse o que estou a fazer eu diria que nao sei, sei lá o que estou a fazer, eu nao estou a fazer nada, estou aqui sentado a ganhar sono, talvez seja essa a melhor desculpa. Pois, desculpa.
Estou no entanto sem fazer nada, a ganhar coragem para me levantar desta cadeira já sem algumas porcas e ir deitar-me. Que triste vida esta de escritor desempregado que nao sabe o que escrever e lamentavelmente nao sabe porque escreve, limita-se a escrever porque acha que nao sabe fazer mais nada, quando no entanto nem escrever sabe. MAS ESCREVE! Escreve e nao vai abaixo, NAO! Nao se vai deixar abater por tamanhas indiscrepâncias psicológicas e pouco naturais, que será agora entao? Mais um sentimento comum ou uma sensaçao estrangeira? Estranha? Oh que penor, que temor, que pavor, que estarei eu a fazer se nada sei fazer? Escrevo. E gosto. E cá estou eu a escrever, porque gosto, muitas vezes nao sei, sei apenas que gosto, e escrevo. Haverá melhor sensaçao do que fazer o que se gosta?
Bem me parecia que as letras estavam mais pequenas, olhei para todos os recantos e nada achei, comecei a estranhar mas depressa ignorei, nao desisti, nao vacilei, ignorei, comvidei-me a mim mesmo à ignorância porque ignorante nao é aquele que nao sabe é aquele que nao quer saber, e eu, meus amigos e amigas, meus companheiros nesta noite de guerra sem balas, eu, eu nao quis saber.

And if you save yourself, you will make him happy.

Oiço lá do fundo uma voz sem alma, oh quanto ela canta. Tento aproximar-me mas encontro um rio, um pequeno rio demasiado grande para mim, sento-me numa margem e só espero conseguir perceber o que ela canta, passam pássaros e coelhos, correm todos para o mesmo sitio mas tal como eu os coelhos também nao conseguem passar para a outra margem, passado algum tempo tenho à minha volta toda a espécie de bichos e animais, desde jacarés a mulas, todos em paz, parecem em paz, mas que raio será esta paz? Como pode uma voz criar tanta paz? Senta-se a meu lado alguém que de alguma maneira nao me é estranho e pergunta-me o que estou ali a fazer.
- A ouvir.
- Porquê?
- Sinto-me intrigado.
- Entao nao fazes ideia do que tudo isto significa?
- Nao.
- Que pensas que será?
- Nao sei.. nao percebo esta paz..
- Paz?
- Sim paz, temos à nossa volta toda a espécie de bichos e animais sentados a ouvir uma única voz, incrivel nao é?
- Talvez. Mas ninguem está aqui à procura de paz.
- Entao?
- Estao à espera.
- Como assim à espera?
- Estao à espera que a hora chegue.
- Que hora?
- A hora deles.
- A hora deles?
- Sim.
- Vao morrer?
- Posso-te apenas dizer que estao todos à espera da hora deles.
- Nao faz sentido..
- À bocado também nao.
- Mas agora faz menos sentido.
- Porquê?
- Qual é a lógica de se juntarem todos na margem de um rio a ouvir uma voz, sabe Deus de onde vem, e ficaram aqui à espera da morte?
- Deus nao tem nada a ver com isto, e eles nao estao à espera da morte.
- Entao estao à espera do quê?
- Estao à espera que as margens se unam e possam viver.
- O quê?
- Esta margem onde estás nao é nada, é uma fantasia, uma realidade criada por ti como a quiseste viver, como a soubeste viver. Quando as margens se unirem vais dar por ti com o seguinte dilema: Continuas a viver num sonho criado por ti, ou enfrentas uma realidade criada por outros.

Fico em espanto. Nao sei o que dizer, nao estava à espera, que digo? Que lhe digo? Parece tao certo nas suas palavras mas nada disto faz sentido.

- Talvez.. prefira viver num sonho criado por mim.
- Mas assim, nunca vais conhecer mais nenhuma realdiade.
- Eu sei, mas talvez nao seja isso que eu queira.
- Preferes entao viver seguro e tranquilo?
- Sim.
- Entao porque vieste parar à margem?
- Nao sei..
- Mas é obvio. Estás farto do teu sonho, sabes que queres e que precisas de entrar na realidade dos outros, de te provar no mundo dos outros, sabes mas nao queres assumir porque tens medo dos erros que cometeste.
- Mas tu conheces-me?
- Se te conheço? Eu criei-te.
- Criaste-me?
- Sou a voz que nunca quiseste ouvir. Vieste parar a esta margem porque ouviste uma voz, estavas perdido no teu sonho e correste para aqui, sabes que nao tens alternativa, desde que te falei da junçao das margens que nao tens parado de equacionar todas as hipoteses e já chegaste à conclusao que nao te resta outra soluçao que nao seja enfrentares quem és, saires da tua ilusao e encarares quem no fundo nunca soubeste ser. Tu sabes que precisas disto, mais do que ninguem, mais do que nunca, sabes que precisas disto, já nao falta muito para as margens se unirem, que vais fazer? Voltar para o teu sonho ideal fabricado segundo os teus principios, ou encarar toda uma nova experiência de medo, de amor, de paixao, de sofrimento, de rancor, de conhecimento, de honra e sacrificio? Já nao há muito para sonhar.. o teu sonho chegou ao fim e estás agora aqui, podes sempre sonhar em qualquer margem, numa vives num sonho e na outra aprendes novamente a sonhar.

Nada me parece certo, nao sei o que fazer, sinto-me preso mas começo a compreender. Talvez agora nao compreendar na totalidade mas compreendo o suficiente para ter consciência de que o melhor que tenho a fazer é passar para a outra margem. Chega de viver num mundo idealizado por mim onde todas as barreiras se ultrapassam com um simples olá ou um breve adeus, preciso disto.. preciso de enfrentar os meus medos e os meus erros, tenho que ter força para ir em frente e continuar esta minha batalha.

- Eu passo.
- Sim?
- Sim eu vou passar para a outra margem.
- Óptimo, decides a tempo, a voz está quase a calar-se.
- Eu sei.
- Sabes?
- Sim sei, sei que te vais calar.
- E como podes ter tanta certeza?
- Porque eu criei-te.
- Aprendeste rápido.
- Agora vai-te embora.
- Já nao me queres?
- Nao.
- Porquê?
- Nao fazes falta, obrigado pela breve simpatia e pela racionalidade, vou sozinho porque é sozinho que quero ir, é sozinho que sinto que devo ir e é sozinho que vou. Talvez um dia me arrependa mas neste momento é isto que sinto, por isso vai e nao voltes, se algum dia voltares é sinal que perdi a razao e se tiver que perder alguma coisa que seja a mim antes que à razao. Nao esperes que morra, porque nao morro, nao morro por ti nem por ninguem, nao esperes mais de mim do que possas esperar de alguém, no fundo sou humano e sei que vou errar. Contraditório passar para a outra margem para corrigir os meus erros sabendo à partida que vou errar mas nao me importo porque sei que vou amar.
- Tu e o amor..
- Que mal tem?
- Acho estúpido ainda acreditares que é o amor que te vai salvar.
- Eu sei que nao é.
- Entao porque tens tanta fé no amor?
- Porque é de amor que mais sinto falta, nao é uma questao de fé é uma questao de saudade.
- Tens pessoas que te adoram e que te amam.
- Também sei disso.
- Entao.. porque dizes que sentes falta de amor?
- Nao sinto falta de receber, sinto falta de dar.
- Mas nao amas?
- Amo, muito, mas faz tempo que nao o sinto entre mim e ela, entre alguém que possa ter nos meus braços e dizer que é com ela que quero ficar, é desse amor que sinto falta.
- Esse amor às vezes tarda a chegar, ou pode mesmo nunca aparecer.
- Eu sei e nao me importo de esperar, tentei apressar e correu mal, agora vou simplesmente aprender a apreciar o tempo que passo sem amar para que quando encontre alguém para amar lhe possa dar todas as garantias que nunca a vou deixar de amar, que a vou apreciar e adorar, aclamar e mimar.
- Boa sorte.

"(...) Morte é o fim da vida, e toda a gente teme isso, só a Morte é temida pela Vida, e as duas reflectem-se em cada uma (...)" Oscar Wilde

Sasha Grey



Quem é a Sasha Grey perguntam vocês? Pois bem a Sasha é uma amiga minha, nao é bem minha amiga, mas posso dizer que sinto alguma intimidade com a moça. A Sasha é uma actriz porno, nasceu em 1988 e já fez mais de 180 filmes, entrou na pornografia aos 18 anos tendo ganho alguns prémios:

PRÉMIOS AVN (Adult Video News)

2008 – Melhor na categoria “Best Oral Sex Scene – Video”
2008 – Melhor na categoria “Female Performer of the Year”
2007 – Melhor na categoria “Best Three Way Sex Scene”
2007 – Melhor na categoria “Best Group Scene – Video”

PRÉMIOS XRCO (X-Rated Critics Organization)
2009 – Melhor na categoria “Mainstream Adult Media Favorite”
2008 – Melhor na categoria “Best New Starlet”
2007 – Melhor na categoria “Female Performer of the Year”

Impressionante nao é? Podia-se pensar que ela nao passa de uma bandalhoca, mais uma que viu na pornografia uma oportunidade para ganhar dinheiro fácil, mas nao é bem assim. A Sasha é uma menina cheia de ideias e com cabecinha, pode-se ler no myspace dela o seguinte:

(...) I was born in Sacramento, CA and moved to LA when I turned 18 to pursue a career as a porn star. I grew up in North Highlands (a part of Sacramento). It is a disenfranchised, lower-to-middle class neighborhood. I never allowed myself to be a negative product of that environment. I used it as a source of inspiration to challenge myself. (...)

(...) many people in society believe that I am a victim. I was not sexually abused. I am not on drugs. The acts I perform are always consensual. I am a woman who strongly believes in what she does - it is time that our society comes to grips with the fact that "normal" people (women especially) enjoy perverse sex (...)

(...) Many people mistake this thought and believe that I desire all women to do porn and fuck like rabbits, ignoring all health risks. (...)

Pretty cool nao? A Sasha é uma senhora :)


Fui ao IMDB, e houve alguém (xxlunchtreyxx) que abriu um thread no forum com a seguinte pergunta: Does anyone else think she has serious psychological? e a questao dele é a seguinte: I mean the girl has already said porn is too soft for her, she said she enjoys having two cocks in her mouth and getting punched in the stomach and choking. That's just some messed up *beep* that just doesn't seem sane to me at all. Anyone else?

De entre tantos comentários, a maioria a confirmar que SIM, que ela tem problemas psicológicos por foder como uma leoa e gostar de levar socos no estômago quando está a foder nao é normal, que SIM, que ao fim ao cabo têm pena dela por ser apenas mais uma MULHER na indústria pornográfica, houve alguém (la_fleur) que comentou e disse o seguinte:
Watching the Tyra Banks show and the Soderberg film we can see that Sasha Grey has a pretty mature personality, she is also very bright.

Este thread é aquele clássico exemplo de pessoas sem nada para fazer que acham uma piada do caralho fazer julgamentos sobre alguém só porque esse alguém fode, e neste caso fode muito. O que será? Frustraçao? Provavelmente 99% dos usuários do IMDB querem comer a Sasha (womens included), acho simplesmente estúpido, deixem a miúda em paz, preocupem-se sim com aquelas tristes almas que sao raptadas e vendidas e depois usadas na industria de pornografia ilegal, essas sim precisam de uma voz, agora a Sasha? Essa aguenta-se bem.
Acho que quem vai ficar com problemas psicologicos sao as tais almas que entram na industria obrigadas, que perdem a virgindade com um homem gordo e cabeludo com idade para ser avô e uma câmera, isso sim é nojento e cruel, é na minha opiniao das piores amostras do que o capitalismo fez à sociedade, tirar a inocência a alguém por um par de euros, sinistro..

OH GOD.

quarta-feira

Estupidez

Houve um apagão no Brasil, o portal de noticias da Microsoft brasileiro (msn brasil) tinha como noticia logo na primeira página que devido ao apagão a Madonna teve que jantar às escuras.. Eu quero comentar, mas não consigo, é demasiado estúpido, que foi o editor que disse "Sim, isso é uma óptima noticia!" - Pá..

O jogador Russo Roman Pavlyuchenko disse que quer sair do Tottenham já no mercado de Inverno (link), dá como justificação a falta de minutos que o treinador lhe dá e que por isso tem passado o ano inteiro no banco. No entanto diz que só quer sair se a proposta for de uma equipa da Rússia, porque diz ele, não quer ir para uma equipa Espanhola e Alemã, e porquê? Cito: "Se houver uma boa oferta da Rússia aceito-a. É que se assinar com uma equipa da Alemanha ou de Espanha perco a primeira temporada na aclimatação e na minha idade isso não é muito desejável""

OU SEJA ESTE CABRÃO DO CARALHO, COITADINHO, GANHA LITERALMENTE POR MÊS O QUE EU NUNCA VOU CONSEGUIR GANHAR NUM ANO E TÁ-SE A QUEIXAR DA ACLIMATAÇÃO?? FODA-SE!!

Aclimatação: Aclimatação, ou aclimatização são termos gerais usados para descrever o processo de um organismo ajustar-se a mudanças em seu habitat, geralmente envolvendo temperatura ou clima. Isso pode ser algo bem discreto ou ser parte de um ciclo periódico, como troca da pelagem de inverno de mamíferos para uma pelagem mais leve no verão. Aclimatação usualmente ocorre por um curto período, e dentro do período de vida de um organismo. (fonte: Wikipedia)

Então e aqueles gajos que vão apanhar morangos para Espanha e são chulados à força toda por 2 euros à hora ou às vezes nem isso? Então e todos aqueles miúdos que são forçados a trabalhar clandestinamente sem terem direito a uma infância? E aquelas mulheres que por serem mulheres em certos países não têm mais direitos do que trabalhar numa fábrica de sapatos onde o único pagamento que lhes é dado é um prato de sopa e meia carcaça?

O que é isto? Não percebo, tão ridículo..

quarta-feira

Verständlich

- Então escreve.
- Pois mas não consigo.
- Não consegues ou não queres?
- Sei lá, um misto dos dois talvez.
- Organiza-te então.
- Sei lá se quero, estou bem assim.
- Não estás nada.
- Pois não..
- Então.. estás à espera do quê?
- De um cigarro.
- Estás sem tabaco?
- Não, estou só sem paciência para enrolar um cigarro.
- Eu enrolava mas não sei.
- Na boa.
- Tens consciência que.. se alguém ler isto, para além de achar estúpido vai achar desnecessário?
- Admira-me se alguém ler isto, por isso não me interessa.
- Então whats the point em escrever?
- Sei lá, é daquelas coisas, gosto, apetece-me, viciozinho.
- Estás só a ser random e vago.
- Eu sei, costumo ser assim.
- Pois, eu acho que percebo.
- Achas?
- Sim acho que sim.
- Então?
- Sei lá, acho que percebo, mas não percebo, percebo assim-assim.
- Pois mas repara, assim-assim não vale.
- Então pronto, percebo.
- Ai é? Então Explica.
- Foda-se pronto não percebo.
- Queres que explique?
- Consegues?
- Não..
- Então cala-te.
- Não me apetece, quero escrever, gritar, hoje acordei com vontade de gritar.
- Erm puto.. estás a dormir.
- Eu sei, mas não quero que acabe aqui.
- Então quando queres que acabe?
- Quando acordar.
- Ainda falta um bocado, acabaste arrochar.
- Pois eu sei, vamos ter que arranjar assunto então.
- Queres falar do quê?
- Hmm.. merda.
- Merda random?
- Sim sei lá, cenas, merda, hipopótamos sei lá, cenas.
- Porque raio haverias de querer falar de hipopótamos?
- Porque fazem-me lembrar porcos grandes.
- Não têm nada a ver com porcos grandes.
- Foda-se que implicante soce deixa-me sonhar.
- Não sei se será bom para ti sonhares com hipopótamos parecidos com porcos grandes.
- Porquê? Queres que sonhe com o quê?
- Sei lá com hipóteses, com palavras, com papagaios parecidos com caturras.
- WTF? Para que raio vou eu sonhar sonhar com papagaios parecidos com caturras?
- Perguntas bem mas não sabes a quem.
- Pergunto a quem então?
- Pergunta a ti.
- Pois é o que tenho estado a fazer mas só me saem respostas de merda.
- Aguenta-te.
- Estou a tentar.
- Tenta com mais força.
- Vou tentar.
- TENTA COM MAIS FORÇA.
- EPÁ CARALHO LARGA-ME.
- Não dá.
- Pois eu sei.
- O que é aquilo?
- O quê?
- Foda-se não estás a ver?
- Não..
- Olha ali puto!
- Foda-se não vejo nada!
- Está a diminuir..
- Ham?
- A sério está a ficar mais pequeno, mas parece que vai esticar.
- Não te estou a perceber..
- Parece que ao esticar fica mais pequeno, mais compreensível, mais aconchegador..
- O quê?!
- Aquela ceninha ali oh..
- Não sei, não consigo ver nada.
- Pois mas devias tu é que estás a criar esta merda toda.
- E então?
- E então?
- Sim e então?
- Então devias conseguir explicar-me o que é isto.
- Pois mas não consigo.
- Tenta.
- Vou tentar.
- Tenta com mais força.
- Mas tu estás parvo?
- Parvo? Porquê?
- Será que queres perceber o que é aquilo?
- Quero.. não devia?
- Pá.. é complicado..
- Então?
- Como raio te vou explicar um sonho..
- Não consegues?

Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.
Pedro acorda.

- Eish Mãe.. estava a ter um sonho..

Falta-lhe um título

Queremos seguir ou queremos evoluir? Existem sempre aqueles senhores com pensamentos a mais, aqueles que chegam a ideia geniais mas olho para tudo e só vejo ideias banais, criações banais, parece que é na ignorância que está a doença. Todos os dias vejo caras, muitas caras, e todas parecem humedecidas neste mundo de ideias empobrecidas parece que se deixaram ficar nesta panóplia disfuncional de vivências quadradas e ideias adoptadas, vejo assim o mundo tão escuro e sem futuro, tão mal amado e sem vontade de continuar armado de boas vibes e paixões embora que passageiras, que sejam paixões!
Nós já nos apercebemos que gostam de odiar, deixem-nos então sonhar e compreendam por um segundo que gostamos de amar. Queremos então demonstrar que podemos mudar, basta querer e sorrir por um segundo, que stress é este? Que complicação é esta? Vamos mudar, vamos tentar criar, faz falta paz, faz tanta falta paz, concordem que discordam e pronto, aceitem as diferenças mas não lutem por elas, deixem-nas fluir, já cá cantam e agora? Pelo menos a mim, parece-me mais enriquecedor viver por uma ideia do que morrer por uma, mas lá está, nunca passei por certos sufocos e apertos, não posso opinar sobre a frustração a que alguém tem que chegar ao ponto em que pensa "Dou hoje a minha vida por uma ideia." Talvez mais um pouco de compreensão tivesse evitado algumas mortes, mas nós gostamos de violência, somos violentos por natureza mas tentamos esconder esse lado com idas a supermercados onde nos deixamos levar por todo aquele sentimento de poder de compra, onde nos sentimos bem ao comprar um pacote de leite ou uma televisão nova. Mas foda-se é isto que somos? Animais com uma carteira?
Vivemos para comprar, vivemos segundo um horário restrito ao qual não podemos falhar senão não temos dinheiro para pagar e comprar, para gastar e esbanjar, uns apertam o cinto comprado na loja do chinês outros compram um cinto na Louis Vitton, mas é aqui que estamos, é esta agora a nossa sociedade idealizada por senhores com ideias banais, se tivéssemos seguido algumas ideias geniais estávamos agora numa cabana junto à praia, sem pressa a admirarmos cada onda que bate na praia, mas enfim, isto sou eu que sou um idealista.
Temos visto uma evolução enorme de ideologias lógicas e concretas, infelizmente são minorias sempre abafadas por maiorias estéticas, poucos são aqueles que se dão ao trabalho de procurar ou de se informar, mantêm-se com o que lhes chega pois é-lhes suficiente (acham elas, pensam elas) - o mais interessante é elas saberem que há mais, que existe mais, mas não querem ir em frente, sentem-se bem aqui acomodados no seu paraíso stressado, gostam do caos e às vezes parece que procuram a confusão não por gosto mas por hábito, quando lhes é dado um pouco de paz entram em paranóia, a sociedade precisa de um inimigo comum para se manter unida, vem então a pergunta: o que é uma sociedade? Segundo a descrição sociedade é: conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade.
Eu saio à rua e vejo todo um mar de gente apenas preocupados consigo, completamente nas tintas para os propósitos dos outros, completamente nas tintas para os gostos dos outros em que única interação acontece em caso de necessidade, seja para pedir isqueiro, para perguntar se o autocarro já passou ou se faz muito tempo que está à espera para ser atendido na segurança social, onde os costumes que partilham entre si são só e apenas as épocas festivais em que mais uma vez as celebram por hábito raramente por gosto, somos uma sociedade? Não, somos humanos. Confusos por não saberem quem são, seguem então outras linhas de ideias que não as deles porque por serem demasiado preguiçosos e por não terem sido educados para pensar limitam-se a copiar e a imitar, assunto tão desgastado e batido mas foda-se irrita e chateia, mas enfim, isto sou eu que sou um idealista.

segunda-feira

Encontrei uma palavra

diatribe
Termo de origem grega (diatribe, “discurso ou conversação filosófica”) que, inicialmente, se refere aos discursos preambulares moralistas dos filósofos estóicos e cínicios na Grécia antiga. Deste tipo de discursos, possuímos hoje as Diatribai de Epitecto. Um filósofo próximo dos cínicos, Bion de Borístenes (século IV a. C.) introduz o sentido que hoje damos a diatribe: texto agressivo ou premeditadamente ofensivo para com um determinado interlocutor. A sátira greco-latina haverá de recorrer a este tipo discursivo, como nas Sátiras Menipeas de Varrão, ou as Tusculanas de Cícero. Entre nós, a diatribe literária confunde-se com a sátira ou com a comum invectiva, não sendo frequente a referência directa ao género, a não ser em casos pontuais, como o de Joaquim José da Costa e Sá (1740-1803), que nos deixou uma Diatribe critica sobre a latinidade dos poetas: extrahidas das obras de Joao Jorze Walquio (Lisboa, 1775). O tom de invectiva de As Farpas, de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão, aproximam-nos facilmente do modelo da diatribe

" O denubciante, com diatribes, busca invectivar homem sério e probo."

-

Decidi meter na barra de endereço www.diatribe.blogspot.com, só tem um post de 2002:

Sunday, April 07, 2002

This is my first entry.
Does this mean my life is now public? Does this mean that the probablity of someone listening to me is now a function of the number of people who use the Internet?

sexta-feira

Meio Dia

Olha foda-se, mais um daqueles. Aproveito para pensar mas não faço mais nada, meio farto ora. Quero muito, bastante, oh quero tanto, sonhar. Mas já não consigo, fecho os olhos e acordo 8 horas depois, não senti nada sinto-me em branco, escuro, vazio, mais um dia, oh cá vou eu. Agora que queria, sei lá se queria, claro que queria, agora que quero levanto-me da cama, calço os chinelos e lá vou eu para a casa de banho ver o estado do meu cabelo, às vezes a dormir fico com o cabelo todo torto, podia tomar um banho e resolvia a questão mas arf.. banho.. Mijo, lavo os dentes, visto-me, ponho um boné (forma que encontrei para escapar ao banho, fartei-me de usar gel) e lá vou eu levar a cadela à rua. Envio uma sms a alguém, ultimamente ganhei o hábito de falar com alguém de manha de certa maneira dá-me alguma estabilidade, comunicar, embora sejam sempre poucas palavras se forem boas dão-me algum alento, se forem más lá fico eu carrancudo e parvo, estúpido como sempre, é daquelas coisas, feitios.
Chichi e cócó, altura de ir para casa tomar o pequeno almoço. Chego a casa, penduro a trela e lá vou comer qualquer coisa. Nojo. Não gosto disto, não quero isto, não me apetece isto, quero água. Mas depois vou ter fome. Fruta? Hm.. Levo uma maça e uma pêra para o caminho, ligo os headphones à PSP, escolho o álbum para o caminho, ponho em shuffle, bloqueio a PSP, vou ao quarto dou um beijinho à minha mãe e lá vou eu para a escola, o tal caminho. A musica ajuda-me a caminhar ainda com o sono pesado sobre mim, com os olhos meio tortos do sono dou a ultima trinca na maça e atiro-a para a terra, tenho fé que um dia crie uma macieira à toa, começo a comer a pera, lá mais para a frente atiro a pêra para o contentor do lixo, era isso ou o chão não há terra nesta parte do bairro.
Continuo a andar e lá chego aquele portão, sempre as mesmas criaturas as mesmas ideias, as mesmas filosofias sempre iguais e dependentes umas das outras, ainda não se aperceberam que não são mais do que um grão de areia? Tento ignorar, pessoas, mas não consigo, sempre que alguma abre a boca e começa a cuspir virgulas sinto todos os pêlos do meu corpo arrepiados e penso "Foda-se, acordei agora, vá lá.." Gosto de chegar atrasado de manha, não gosto de ficar na escola à espera do toque e ter que ficar ali no meio de todos aqueles narizes a pingar, entro para o bloco, subo as escadas vou para a sala, não levei falta, paz, sento-me e aprecio a disciplina.
Adoro aprender, repito-me, adoro aprender, a sério, faz-me sentir sei lá, humano, aprendemos alguma coisa ou só aquilo que nos interessa? Às vezes parece que só ligamos ao que nos convém (às vezes?), mas não sei é-me incerto, por agora é-me incerto.
Toca para a saída e não tenho fome, tenho vontade de fumar mas não sei se quero ir para aquele misto de pulmões incandescentes à espera de fumo, que remédio. Está bem. Lá saio eu do bloco com cigarro na boca e caminho por entre um mar de gente oca, ou serei eu o oco? Não sei, é-me incerto. Tenho cinco SMS para responder, na aula não pude responder a professora não acha piada, é daquelas tais aulas que não dá para usar o telemóvel, vou a escrever a mensagem e a caminhar para o portão, cá estou eu, encosto-me acendo o cigarro e fico à espera que toque outra vez para a entrada, rotina? Não, vida de estudante. O cigarro acaba mas ainda não tocou para a entrada e agora? Enrolo outro cigarro? Fico só aqui a enviar mensagens? Não está aqui ninguém para falar e não me apetece falar de drogas, de carros, de gajas, sempre os mesmos tópicos, queria mesmo era falar sobre pokemons mas foda-se ninguém me compreende, como é possível não gostarem do Blastoise? Bastardos.
Toca finalmente para a entrada e lá vou eu, são os últimos 90 antes do almoço, vou para a aula e nos primeiros 30 minutos consigo prestar atenção, os outros 60 fico só a pensar no almoço, fico a pensar nalguns momentos perdidos, nalgumas coisas que disse, noutras que não disse, situações passageiras mas que me marcaram, pequenos trechos de tempo que ficaram uns trazem-me um sorriso outros fecham-me o rosto.
Começo a pensar no que vi ontem na paragem quando estava à espera do autocarro depois de ter ido beber café com o Carlos e a Tânia. Lá estava eu à espera do 12, do outro lado da rua está uma mãe, sei que é mãe, nota-se, tem ao colo uma menina loira, de olho claro, parecia-me ser um verde acastanhado a mãe no entanto tinha os olhos azuis mas eram as duas loiras. Reparo que o homem que estava sentado no banco ao meu lado fica meio agitado quando as vê, levanta-se e encosta-se a uma das laterais da paragem à espera que elas atravessem a estrada, era o pai da menina. Aspecto chungoso, boné da Nike, tshirt branca do Cristiano Ronaldo, calças de ganga azuis e uns ténis da abibas (sim abibas), a mãe mete a menina no chão, o pai baixa-se para a beijar mas ela docilmente afasta a cara da do pai, parece envergonhada - falta de convivência talvez - o pai pega na menina ao colo e a mãe vai-lhe dizendo todo o tipos de cuidados que ela precisa, está doente, precisa de tomar o medicamento a horas e não se pode deitar tarde, algo no bolso do pai começa a vibrar é o telemóvel, ele apoia a menina com o braço esquerdo, leva a mão direita ao bolso e atende o telemóvel, num instante provou que é mau pai, preferiu atender o telemóvel do que ouvir a mãe sobre os cuidados que a filha precisa neste fim de semana doente. Desliga o telemóvel passado uns dois minutos, não teve pressa, a mãe nota-se que está fragilizada e não pretende sair do pé da sua filha enquanto não tiver certezas de que o ex-marido percebeu o recado. A mãe finalmente dá um beijinho à filha e o pai afasta-se, começa a andar acabando por desaparecer no fim da rua, a mãe ficou o tempo todo no mesmo sitio a ver a filha ir-se embora, quando viu que já não ia conseguir ver a filha hoje vai-se embora com uma lágrima no olho, entretanto o autocarro chega e acabou de tocar para a saída, lá vou eu almoçar.
Arrumo o estojo e o dossier na mochila, desejo bom fim de semana à professora e lá vou eu para casa. Desço as escadas enquanto ligo a PSP e escolho a soundtrack para ir para casa, saio do bloco com o tal cigarro na boca, tiro o telemóvel do bolso e só tenho duas SMS para responder, respondo às duas com aquele já caracterizador humor parvo e estúpido da minha parte, penso que dei a melhor resposta possível (quando na verdade tinha 16020 respostas possíveis para dar e todas melhores do que aquelas que dei - sim fiz as contas-) e chego ao portão, e lá está, a mesma imagem de sempre: mesmas pessoas, mesmas caras, mesmas filosofias, dependência generalizada, portanto uma massa e excluindo um ponto aqui e ali, talvez umas minorias bacanas, mas infelizmente não geniais como eu gosto, acusem-me de ser arrogante, sejam hipócritas.
Lá vou eu pelo tal caminho. A caminho de casa encontro uma folha no chão que me chama à atenção, paro em frente à folha e provavelmente a minha primeira reacção seria pisá-la e mostrá-la que o ser superior sou eu mas não consegui, peguei na folha e olhei em volta, não havia nenhuma árvore num raio de 500 metros que tivesse aquele tipo de folhas, acho estranho e peculiar por isso decido ficar com ela, ou será que foi ela que ficou comigo? Antes de chegar a casa assobio duas vezes a minha cadela vem à varada e fica super contente por me ver, é tão difícil encontrar nas pessoas felicidade tão genuína como aquela que encontro naquele doce animal. Abro a porta de baixo, subo as escadas, já a oiço encostada à porta à minha espera, mal ponho a chave na porta sinto logo a porta a abanar, rodo a chave abro a porta e lá está ela em êxtase porque nao me vê à 180 minutos, é tão difícil encontrar nas pessoas felicidade tão genuína como esta que encontro neste doce animal.
Vou à cozinha ponho a mala em cima da cadeira, tiro os headphones e vou à sala dar dois beijinhos aos meus pais, volto para a cozinha e aqueço o almoço, vou à casa de banho lavar as mãos e oiço o som do microondas, tiro o prato e antes de o por em cima da mesa ligo a máquina de café para que vá aquecendo, gosto sempre de tomar café depois do almoço acompanhado pelo belo cigarro, o terceiro do dia (lá para as 5 da tarde já perdi a conta aos cigarros). Acabo de almoçar ponho o prato e os talheres dentro da maquina de lavar loiça, respondo a uma SMS e tiro um cafézinho, enrolo um cigarrinho e fico ali na cozinha acompanhado da minha cadela a fumar e a beber café e a enviar SMS, gosto que o café dure, inclusive gosto dele frio, por isso este cafézinho vai-me durar até voltar para a escola. O cigarro acaba e lá vou eu à rua com ela. Pego na trela e nas chaves, abro a porta, desço as escadas, abro a porta da rua e lá vai ela toda maluca à corrida para a terra. Ela adora correr e adora especialmente correr atrás de pedras, à hora de almoço fico pouco tempo, atiro umas pedras mas não a canso muito costuma estar calor, chichi e cócó e voltamos para casa, ela não quer prefere ficar a cheirar tudo, chamo chamo chamo mas não quer vir, ignora as minhas ordens por uma erva daninha, vejo-me obrigado a ir ao pé dela meter-lhe a trela e trazê-la para casa.
Chego a casa, penduro a trela, tiro os ténis passo pela cozinha para ir buscar o café e vou para o meu quarto. Vejo se tenho alguma SMS, por acaso tenho, respondo e entretanto acendo um incenso (de coco) , ligo o PC, enrolo um cigarro enquanto o enquantoPC liga e inicia o Ubuntu, abro o rhythmbox e escolho uma musica, ponho em shuffle e deixo-o a tocar. Abro o Firefox e vou ver os sites do costume verificar os emails, depois da breve navegação fecho o Firefox e simplesmente fico a ouvir musica à espera que seja altura de voltar para a escola, envio mais uma SMS ou outra e aproveito para tirar da mochila os cadernos que já não preciso.

São horas de ir para a escola, mas não me apetece. Que remédio, vou e amanha cá estou.

terça-feira

Pouco a pouco

Cedo chega, não tão depressa como desejei mas acabou por chegar. Agarro-me agora a este sentimento com o coração e os dentes, não o quero largar agora é meu. Sinto a noite a chegar, preta e escura mas com a iluminação suficiente para que te consiga ver, pensei que estivesses lá mais ao fundo nesta noite escurecida por sentimentos opostos mas aqui estás tu bem perto de mim. Que poesia deslavada é esta? Começo a fartar-me de tanto sentimento de tanta paixão de tanto amor, de tanto falar de emoções e falsas sensações, chega, afasta-te, foge comigo. Como vês, é contigo que quero fugir. Fugir disto e daquilo fugir de tudo e ficar só contigo, abraçar-te, ou sei lá amar-te, será que te quero amar? Será que te amo? O que será então todo este amor? Pergunto bem mas não sei bem a quem, será certo perguntar-me a mim o que sinto quando não sei a resposta? Que idiotice pensar que poderia responder a isto, começo outra vez a pensar, e penso penso penso penso penso, e tufas, lá vem outra parede. Esta é grande, alta mas não me parece que seja espessa, como a vou escalar? Vou ao bolso mas não encontro nada, nem pregos nem martelos nem uma escada imaginária. Saudades do tempo em que tinha o meu lápis mágico, podia agora desenhar uma porta e simplesmente passar para o outro lado, enfim, não o tenho, troquei-o por um beijo. Agora arrependo-me porque o beijo não foi assim grande coisa.
Será que tão cedo vou conseguir saltar esta parede? Sento-me e aprecio, no fundo isto é giro, estar aqui sentado em admiração de tamanha obra criada por mim que agora não consigo ultrapassar, ora crio, ora destruo, ora abandono, ora tento dar-lhe um soco, não sei.. que faço agora?
Ganho coragem, levanto-me e vou em frente, nada mais me passa pela cabeça, por alguma razão tenho um palpite que se for em frente ela vai-se afastar, mas não sei.. (outra vez não sei) será que resulta? Poderei eu ir em frente, poderei eu deitar abaixo uma parede criada por mim apenas com a força de um palpite no fundo também feito por mim, meu? Que lógica.. Vou em frente. Ganho balanço desde lá de trás, paro por um segundo para pensar e começo a correr. Tento deixar para trás todas as influencias más e qualquer tipo de negativismo, corro corro corro corro, a parede está cada vez mais próxima, a cada passo parece que se torna maior, os medos que deixei lá atrás começam a ultrapassar-me e lá estão eles mesmo à minha frente, mas não quero parar não consigo parar, mesmo antes de chocar contra a parede grito "NÃO!".

Passei.

Estou no outro lado, que fascínio. Existe agora aqui toda uma nova linha de ideias e de raciocínio por onde me guiar, estou neste momento num mundo meu, também meu, criado por mim, fiz isto sozinho? Apenas acreditei, apenas sonhei, apenas tentei ver e parece que acabei por ver, agora que vejo tudo me parece tão surreal, não sei (agora sei), serei eu isto? Agora sinto-me à vontade para me responder: Sim és isto, no fundo foste tudo, só não foste o que não quiseste, acredita um pouco, esforça-te um pouco, reage um pouco, pouco a pouco acabas por descobrir mais um pouco de ti, pouco a pouco conheces-te mais um pouco, se vires que demora não apresses limita-te a apreciar.
Não sei se quero que acabe aqui, a minha resposta não me parece plausível, não a percebo, deveria? Afinal fiz uma pergunta a mim mesmo, e como reflexo disso acabei por obter uma resposta também dada por mim mesmo, mas não a percebo. Estarei certo? Será certo seguir a minha própria resposta quando no fundo continuo com tantas perguntas? Mas.. será que algum dia vou ter todas as respostas ou apenas mais perguntas? Vida.. quando parece que temos todas as respostas lá vem ela e muda-nos todas as perguntas. Que viagem, que passagem. Agora só me apetece aproveitar, e criar e amar sei que me repito, mas é isto que quero, e cada vez me parece que sempre que o digo significa que acabei de perceber algo, de entender algo, parece que sempre que o digo ou perdi, ou cresci ou amadureci, no fundo sinto apenas que aprendi, e sabe tão bem aprender..

sexta-feira

Na na naa naaaa naaaaaa na

Minto. Claro que minto apetece-me. Correm mal às vezes, a mentira tem perna curta e as minhas costumam ser coxas, coitadas não prestam. Decidi ser sincero, frontal, honesto, foda-se também não gostam. Que faço? Nada, limito-me a pensar, depois abro a boca. Perfeito.
Não digo que penso sempre, as vezes pronto, lá sai uma gaffe ou duas, e então? Reservo-me a esse direito, sou pessoa, ups humano. E se fosse pessoa? Posso errar ou não? Será que só os humanos é que o fazem? Hm.. Quero ser pessoa então, não aquele Fernando, ser eu a minha pessoa, não me confundam estou farto que não me confundam, façamos como na aula, dúvidas? Dedo no ar eu respondo. Se calhar demoro, mas respondo, vamos com calma para evitar disparates.
Começa a tocar aquela musica, aquele batuque entra-me pelos ouvidos o cérebro processa e o pé começa a bater "na na naa naaa naaaaaaa na", sabe tão bem estar agora aqui ao pé de ti, aconchegado nas tuas palavras, não me chateia nada saber que te vais embora porque sei que voltas. Ai de ti que não voltes, morro. Aqui aconchegado nos teus braços sinto-me tão seguro, procuro um sinal de esperança, não me preocupo muito, agora, já te vi sei que estás aqui, às vezes tenho medo que não passe de uma ilusão, é então que me beijas e meu deus.. torna-se tudo tão real, tão verdadeiro, sincero.
Arruíno certas ideias, tento partir certos conceitos e agora que mudei certos aspectos olho para trás e vejo que tudo o que sonhei continua aqui. Chama-me mentiroso, diz que não te amo, que não te quero, peço-te que não o faças sabes que não é verdade. Silencio? Não é isso que quero, não é isso que peço, quero pegar no que sinto, esticá-lo, e colá-lo no peito e na testa, depois é sair à rua e ver caras de choque e de satisfação "OH.. Hoje o Amor passou por mim." .

domingo

Tenho eu

Vejo peixinhos a voar, são assim meio a puxar para o laranja. Goldfishs voadores, uau. Creio que a partir de hoje acredito em ti, mas NÃO! Uma vaca com manchas. Quem diria. Tento procurar tudo o que não sei, mas não encontro nada. Quem diria. Há quem diga que estou a gozar, e eu não me queixo, sei que estou. Se gosto aguento, podias ser tu, mas a situação mudou, e eu faço o mesmo sempre. Aquele quadro na parede está torto, passo meio hora da minha vida, agora perdida, a ajeitá-lo, mas foda-se continua torto. Cago no quadro e vou perder mais tempo, enrolo um cigarro, menos 1 minuto, procuro o isqueiro, menos 5 minutos (estava na casa de banho), entretanto como fui à casa de banho fico mais uns 2 minutos a pensar se desfaço a barba ou não, acabo por não a fazer, volto para o quarto e sento-me, procuro uma boa musica para ouvir enquanto fumo, mais 10 minutos perdidos, perco-me sempre quando procuro aquela musica perfeita que acabo sempre por não encontrar e que só aparece quando meto o rhythmbox em shuffle. Há quem diga que vai jogar com outro boneco, eu não me preocupo sei que essa pessoa vai ganhar, é 1337, vou dando uns bafinhos no cigarro, as mortalhas são smoking pretas, apagam-se sempre putas, ou seja este cigarro em vez de 7 minutos quase que me durou para a tarde toda. E eu sei que não posso mentir, não minto, sou sincero, as vezes prefiro mentir, e se te disser que me sinto assim? Tu acreditas, oh, mas não gostas, e agora? Agora nada. Por favor não envelheças quero-te assim durante algum tempo. Por favor envelhece, mas comigo. Parei por um segundo, pensei, apercebi-me que está tudo aqui, braços, pernas, dedos, mãos, olha falta-me a cabeça. E agora? Vou à corrida aos perdidos e achados, nada. Um estranho, daqueles que parece que aparecem à toa mas que no fundo era suposto aparecerem olha para o meu peito de espanto (não tenho cabeça, tenho que usar o peito para mostrar emoções) pergunta-me:
- Onde está a tua cabeça?
- Não sei..
- Onde a perdeste?
- Se soubesse não estava aqui a falar contigo.
- Eu vi uma cabeça à pouco.
- Como era?
- Cabelo preto, olhos azuis..
- SIM! É a minha! Onde a viste?
- Estava a comprar um bilhete.
- Um bilhete? Que bilhete?
- Um daqueles que se oferecem nos aniversários.
- .. Um postal?
- Sim.
- Viste o que dizia?
- Não.

Corro, tento voar mas acabo sempre por cair, que dor de cabeça. Espera! Dor de cabeça? Oh, minha querida voltaste para mim. Ela diz-me agora que não tentou fugir, quis apenas espaço para pensar. Eu pergunto porquê. Ela diz-me que o coração a atrofia. Eu digo-lhe que não se preocupe, que por uns tempos vamos ser só nós. Tem calma minha querida, por uns tempos vamos ser só nós. O coração dá-me um soco no estômago e pergunta-me: "Então e eu?". Eu digo para ele não se preocupar, digo-lhe que agora não tem nada com que se preocupar, digo-lhe que agora está tudo bem. Ele continua confuso, parece chateado. Eu digo-lhe que não se preocupe, um dia vai ter dona.

Da Weasel - Mata-me de Novo



Cinco da manha,cerveja martini e morfex
Não consigo relaxar precisava do teu sex
Quando a cabeça não tem juízo
Consomes mais do que é preciso
Variações cantou e eu realizo.
O corpo é que paga,deixó pagar deixó pagar.
Se tas a gostar puto há qu' aguentar.
O preço é bem caro mas vale a pena bébé.
Sabes do que tou a falar,
Sabes bem como é que é.
Não tou contigo há três noites,
Mais parece uma eternidade,
Nunca pensei que pudesse sentir tanta saudade.
Só tu me conseguias acalmar neste momento,acredita,
Já tentei tudo o resto e só me serve a minha pita,
De cigarro em cigarro a cacilhar brutalmente,
Tenho a tua foto à minha frente ,
E parece que de repente,
Sorriste para mim, piscaste o olho molhaste a boca.
Sabes que me matas e eu ja tou meio touca.

Mata-me de novo
Só mais um bocadinho
Preciso do teu KÊÊÊÊÊ
Só mais um bocadinho

Electronics, soulsonic, massagem cerebral,
Sem fazer esforço algum: o resultado é genial.
A tv shop tá a dançar numa imagem meio turva,
No mini bar do hotel.
Já acabou a minha surva
Deito-me ao teu lado
Começo a fazer-te festas
Só posso tar a flashar, para te dar a dar destas,
Venho-me para cima de ti, desculpa lá o mau jeito
Não tava à espera,
Mas o que tá feito, tá feito
Foi tao bom para ti,como foi para mim?
Por favor diz-me que sim,por favor diz-me que sim.
Não te importas que adormeça,
Fica do meu lado,vou sonhar contigo
Mata-me mais um bocado

Mata-me de novo
Só mais um bocadinho
Preciso do teu KÊÊÊÊÊ
Só mais um bocadinho

By Seth

Sádica forma de vida
Que assombra o mundo comum
Estranha noite sentida
Onde sentido existe nenhum

Flores desabrocham para a morte
Abismo enriquecido pelas trevas
Fome de algo mais puro
E algo que traga norte

Desespero criado sem intenção
Consumou a ruptura da realidade
Casamento entre amor e traição
Tentando aguentar a saudade

Solidão repleta de multidões
Amizades influenciadas por mentiras
Instintos mortiforos inocentes
Provocam delírio nos corações...


O Seth fez o poema, eu gostei do poema, o poema tá aqui. Obrigado puto, sabes bem a importância que tens. (Forgotten Hope)

Há frases e frases

"A minha garrafa de estupidez ja esgotou, agora sobrevive a frieza"

by Alguém num momento inspirador *

sábado

Violent Femmes - Confessions



People worry, what are they worrying about today
Seems like there's a good reason to worry worry worry
Seems like there's a damn good reason to worry worry worry
I'd sit around, I'd listen to your story
If I wasn't in such a hurry hurry hurry
And I'm so lonely, I don't think I can take it anymore
And I'm so lonely, I just don't know what to do
And I'm so lonely, feel like I'm gonna crawl away and die
And I'm so lonely, feel like I'm gonna hack hack hack hack it apart
Seems like there's a good reason to be lonely lonely lonely

I gotta get someone or something to make me feel less lonely lonely lonely
I know I could do it if just wasn't so lonely lonely lonely
Have we got an army, we'll teach you to act like aman
Have we got an army, I mean to tell you we can fight
Have we got an army, and we're gonna do it tonight
Do do do do it tonight
yeah, they're gonna pay pay pay it tonight
Do do do do it tonight
People worry, what are they worrying about today
People worry
Now you see I've learned my lessons
And I don't even want to hear about your confessions

quinta-feira

Segundo Arf.

Nepia, estou todo arranhado. É bom para aprender, aprende-se com os erros né? Fiz algumas cenas mal sabes? Pode ser que no futuro me corra melhor, mas agora já está..
Já não me lembrava deste sentimento é bué estranho, parece que tinha saudades de sofrer, parece que me faz falta, que raio de pessoa sou eu puto? Super fraco nos sentimentos, tanto falo de amor que quando o encontro não sei o que fazer com ele.
Tudo tão estranho mas tão bonito, uma vez disseram-me quando era bué puto que não sabia o que era o amor, que o amor era um lugar estranho, mas eu sei lá achei isso tão parvo, via na televisão todas aquelas paixões queria bué amar tás a ver? Acho que só hoje percebi o que é o amor, é tipo.. uma espécie de tudo em que nada é certo, ou então não. O mais certo é daqui a 20 anos lembrar-me deste dia e pensar "que infantilidade" e daí talvez não, tudo tão incerto. Que estupidez da minha parte pensar que percebi o que é o amor.

Arf.

Ontem durante todo o tempo em que estive ao telefone com o meu melhor amigo disse-lhe que tinha desligado o telemóvel porque tinha medo de receber uma mensagem e não saber lidar com isso, disse-lhe que não estava preparado, só queria voltar a lidar com tudo isto amanhã de manhã. Agora dizem-me que devo seguir em frente mas não quero, primeiro quero aprender porque sei que magoei alguém, depois talvez quando vir que aprendi a lição pense em seguir em frente, mas agora sinceramente não consigo mesmo.
Afasto-me de conversas, afasto-me de pessoas, não consigo encarar ninguém, não consigo falar com ninguém, é tudo tão estranho, eu disse que estava preparado.. na altura não sabia que ia ser assim senão tinha estado calado. Quando te vir.. vai ser o pior. Não sei mesmo o que fazer, vou-me tentar fazer de forte, armar-me em sei lá adulto? Foda-se.. não sei mesmo, isto era a última coisa que queria, talvez por isso agora não saiba o que fazer nem como agir.
Não quero dar o braço a torcer, provavelmente achas que devo, o mais certo é não quereres saber porque já não te importa (ou não.. não sei.. foda-se..), estava de cabeça quente, chateado, aborrecido, triste, estava equivocado. No fundo tudo o que escrevi não faz parte do que penso, esta é a frase que quero que percebas: No fundo, nada do que escrevi, faz parte do que penso.

quarta-feira

E agora tempo?

No principio era o sonho.

Não consigo pensar, basicamente é isto, logo, não me sinto a existir. Quero escrever porque gosto da sensação que tenho quando o faço, é a maneira mais certa que encontrei para tirar pesos, para expulsar preocupações, para questionar medos, para falar de amores e paixões com alguém que sei que não me ouve. Tenho necessidade de olhar para o relógio para saber há quanto tempo estou a pensar em ti mas não o faço, oiço o barulho do cassio a indicar que acabou de passar mais uma hora e pareceu-me que passou apenas um minuto, é estranho, quando penso em ti o tempo passa a correr mas quando estou contigo o tempo pára, todo o mundo é nosso num perfeito instante. Eu disse-te no outro dia mas tu não pareceste convencida. Já te disse tudo, já te dei todas as minhas certezas, já te mostrei todos os meus medos e desilusões, contei-te todas as minhas paixões, tentei dar-te tudo sabes? Tentei fazer com que te apercebesses que se me desses uma hipótese eu podia-te mostrar que sei amar, fiz-te ver que até à bem pouco tempo não conseguia ou que pelo menos não sabia se queria voltar a amar alguém, contigo a meu lado fizeste-me ver que sim, que estou preparado para voltar a amar, que estou preparado para me dedicar a alguém, que queria dar-te a ti um pouco de mim, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre para sempre, mas tu não pareces convencida.
Eu sei, eu sei os teus medos, as tuas dúvidas, as tuas aflições, a tua ansiedade, embora não saiba a 100% tudo o que sentes sei que sentes algo, peço-te que partilhes comigo a tua dor, confia em mim, garanto-te que se me amares um terço daquilo que te amo ficaremos juntos para sempre, infelizmente este sempre é finito, engraçado.. quando penso em nós penso que é infinito.
Acredito e compreendo que não seja fácil abandonar um mar de certezas e emoções, de bonitas palavras, de bonitas memórias para entrares num lago pequeno, recém feito por uma tempestade de beijos e mimos quando no fundo a única certeza que te posso dar é que nunca te vou deixar afogar.

E então apareceu o medo.

Neste momento, agora e talvez desde sempre tudo o que quero, tudo o que sempre quis é que sejas feliz, que continues a ser aquela pessoa por quem me apaixonei mas ao ver-te assim cheia de dúvidas, angustiada, aflita, deixas-me reticente e apreensivo, fico eu então com a pergunta: Será que devo? (Sei apenas que quero) Será que devo continuar a lutar por ti sabendo que toda esta situação te põe dessa maneira, ou desisto? Ao desistir, ao afastar-me de ti certamente que a tua confusão desaparecerá, voltarás a ser quem eras, feliz, sem dúvidas nem aflições, apenas com esse teu lindo sorriso e uma mão cheia de certezas. A última coisa que quero é que te sintas pressionada, que te sintas assustada por não saber o que fazer, não precisas de fazer nada, basta que me digas que estás farta, diz-me "Não, chega" , sabes que compreendo, tu é que ainda não compreendeste que apenas te quero ver a sorrir.

De repente mostraste um pouco de ti.

Tive a atitude mais parva que podia ter tido contigo, fui num dado momento sem me aperceber o tipo de pessoa que detesto e costumo meter de parte, fui insensível, fui aquilo que não mereces, acredita que não me apercebi, talvez por isso tenha ficado tão chateado, como é que não vi? Dei-te então num momento uma data de razões para que me odiasses, se o quiseres fazer não te condeno sinceramente acho que mereço.
No entanto foste injusta, bastante injusta. Sabes que não o fiz por mal, não sabia o que querias e agi como normalmente o faria, se me o tivesses dito no momento tudo seria diferente, tinha-te dado as minhas razoes, perguntaste apenas depois, mais tarde, por isso é normal que tudo o que te disse te tivessem parecido desculpas, acredita que não o foram. Não soube como reagir porque não sabia como querias que reagisse, estavas à espera de mais de mim e não fui capaz de te o dar portanto comparaste, arranjaste ali uma razão plausível, certa dentro de ti para que tudo isto acabasse. Acredita que significou mais para mim do que julgas, se te pareceu que não o demonstrei pela forma como reagi só prova que não me conheces.

Um pedido de Desculpa, talvez dois.

O que eu quero mesmo, aquilo pelo que mais anseio é pelo dia em que me digas que sou quem queres, que sou aquele que amas, que sou eu quem vais procurar quando precisares de falar sobre os teus medos e receios, quando tiveres que chorar, rir, tudo o que quero é que me ames, tendo sempre em mente que isso não vai acontecer pouco mais me resta do que suportar esta dor, suportar a ideia e o pânico de saber que nunca te vou ter. Canso-me de pensar em ti, canso-me de repetir palavras e frases sobre ti, sobre nós, tudo comigo aqui sozinho com a caneta, super engraçado só me aperceber agora que só o faço porque neste momento não me consigo ver a fazer mais nada.

Apaixonado.

Parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo, parvo. Tudo isto em poucas horas, enfim, Amo-te.

Hoje sei que já não te quero (ou não).

Acredita, já não consigo. Não quero ser nos teus braços um fantoche que usas para escapar da monotonia da tua relação, mereço mais do que isso, preciso mais do que isso. Não sei como me vês nem como me queres ver mas sei, sinto, que não me vês como devias. Por quem me tomas? Achas que apenas te amo por saber que não te posso ter? Hoje vi que não vale a pena, tentei, lutei, mas sinto mesmo que acabou. Isto era a ultima coisa que queria pensar, isto era a última coisa que queria escrever, mas não consigo mais, não aguento mais, achas que também não sofro com tudo isto? Dizem-me que devo esperar, que devo dar tempo ao tempo, que devo esperar que o tempo dê tempo ao tempo, que o tempo precisa de tempo, que tempo sem tempo.. Que merda isto do tempo. És tu quem eu quero, estava decidido a esperar, mas não sei se consigo dar mais tempo ao tempo.

PS:

Para os mais incautos, isto não foi um texto foi um desabafo. Um sentimento em contenção que acabou por sair. Não é a primeira vez que tenho alguns desabafos, é sim a primeira vez que tenho um deste tamanho. Sinceramente não me sinto confortável ao vê-lo aqui exposto assim, ao ver-me assim exposto. Sinto-me esgotado verbalmente, estou sem paciência para escrever ou para pensar. Sinto que disse tudo o que tinha para dizer, sinto que já não há nada que possa ser dito em relação a isto, a sério que não sei o que fazer, estou confuso, vou dormir.

Limbo de Apaixonados

Nada disto tem alguma coisa a ver com o que se passou, no entanto não consigo deixar de pensar em tudo, ou em nada, sinceramente neste momento não sei bem o que sinto ou o que deva sentir. Estou aqui sozinho a ouvir Violent Femmes e há uma frase que me ficou na cabeça: I would love to love you lover.

Hoje amo-te, amanha não sei. Hoje quero-te, amanha não sei. Hoje sou parvo, hoje sou completamente parvo. Apaixonei-me, pareceu-me tão simples na altura, tornei-me apenas mais um apaixonado neste mundo, mas agora amo-te, e sinto-me tão parvo. Parvo porque já sabia que não devia, parvo que já sabia que não era correcto, parvo porque já sabia que mais cedo ou mais tarde ia acabar por acontecer mas mesmo assim não me contive, decidi deixar todo este turbilhão emocional entrar em confronto com o que no fundo sabia que não devia fazer, mas não resisti, no fundo era o que queria mas estava com vergonha de o admitir.

Sento-me e penso, procuro conforto nalgumas ideias antigas e observo em quem me tornei, não sei se gosto, sinceramente não sei mesmo, estou aqui a olhar para o meu reflexo e vejo alguém completamente embebido em ti, gostava de te chamar apenas de Inspiração mas tenho medo que detestes. Os meus dentes começam a ranger, está frio, está tanto frio cá fora, procuro abrigo dentro de uma praça escondida, lá ninguém julga, lá ninguém acusa, lá todos percebem o porque, lá todos tem a mesma razão de estar e de ser, apercebo-me que acabei de encontrar um antro de apaixonados não-reclamados, uma espécie de perdidos e achados cheio de corações partidos e almas feridas, loucura, estou em êxtase, sinto-me em casa, sinto-me compreendido, sinto-me reconhecido. Eles sabem o sofrimento que é não ser amado, não ser acarinhado, não ser mimado, e é tão estranho.. todos eles se parecem comigo..

Em choque levo as mãos à cabeça, nada disto é o que estava à espera.. Não sei como reagir, será que devo reagir? Não compreendo, não tem lógica, não faz sentido. Cada uma destas pessoas sou eu num tempo passado, cada desgosto está aqui, cada paixão, tudo.. Que estranha sensação, que admirável emoção.. Tenho hoje a possibilidade de rever tudo o que sofri por amor, será que quero? Sim, sim acho que quero, será que devo? Não sei mas.. tenho saudades de uma certa dor, tenho saudades daquele pequeno ardor que me entra e faz-me sentir vivo, e ali, ali com todo aquele ardor sinto que posso continuar a sonhar.

E que sonho é este? Portanto agora sonho, já consigo. Não te quero ver à frente, não te quero sequer imaginar, quero esquecer que um dia pensei em amar-te, mas és-me tanto. Confuso, trocado e baralhado, começo a andar, apenas a andar, ando sempre em frente, ultrapasso todos os obstáculos: sol, vento, chuva, fome, feridas, e faço-o com a convicção de que um dia te vou voltar a ver. Pelo caminho um desconhecido pergunta-me se te perdi, eu digo que não, ele conhecendo a minha historia, de um homem perdido que anda sem parar e sem ter consciência para onde vai pergunta-me qual é o meu objectivo, visto que não te perdi, eu respondo-lhe que não é a ti que te procuro é a mim.

Peanut Butter Jelly Love

terça-feira

Certas Pessoas

A certa altura, arrogância à parte, apercebo-me de que certas pessoas já não fazem parte, que o tempo delas passou, que foi giro enquanto durou. Tivemos as nossas conversas, necessárias e adequadas para a altura, e sim foi giro, sem sombra de dúvida foram as melhores horas passadas, os melhores tempos, mas hoje, nada do que dizem parece fazer sentido, não consigo encaixar as ideias delas e consequentemente nem elas as minhas, ao falar com alguém do passado aparece sempre aquela sensação do género "Boa, já não te via ao tempo" mas acaba depressa quando os lábios se movem, quando o tempo pára e apercebemo-nos que no fundo o tempo realmente parou, para mim, para ti, para nós, seja, eu fiquei parado no espaço tempo em que me conheceste, e eu também te vejo assim: como a mesma pessoa que deixei desde a ultima vez que te vi, ignorando todas as tuas novas ideias, novos amores, novos desgostos. Tendo sempre em mente a pessoa que conheci custa-me agora largar a imagem que tinha de ti, e não consigo aceitar tudo o que me queres dar de novo, frustração. Será assim tão difícil? Não a acompanhei mas desejo tanto conseguir voltar a alcança-la.
No entanto pergunto-me: mas que desejo é este? Vi-te durante tão pouco tempo e mesmo assim não consigo parar de pensar em ti, felizmente tudo o que me disseste naquele curto espaço de tempo em que estive contigo foi suficiente para perceber que não estavas preparada para me perceber, para me conhecer, e sendo assim, recorrendo ao bom Português, que remédio tenho eu senão aceitar, aceitar que foi bom, que o passado que tivemos ainda é suficiente para sorrirmos de vez em quando quando pensamos no que foi, mas que provavelmente quem somos hoje não é suficiente para sorrirmos amanhã ou mesmo agora, no entanto sorriste, não porque me viste mas porque me ouviste.
Foi isto que eu senti, tudo porque no fundo foi esta a mensagem que passaste, agora que sei o que sentes que sei que amadureceste apenas de peito, não sei o que me resta fazer senão admitir que de ti não devo esperar mais do que aquela pessoa que conheci.

Nirvana - Sappy



And if you save yourself
You will make him happy
He'll keep you in a jar
And you'll think you're happy
He'll give you breathing holes
Then you'll think you're happy
He'll cover you with grass
And you'll think you're happy
Now

You're in a laundry room,
You're in a laundry room
Conclusion came to you, oh

And if you cut yourself
You will think you're happy
He'll keep you in a jar
Then you'll make him happy
He'll give you breathing holes
Then you'll think you're happy
He'll cover you with grass
Then you'll think you're happy
Now

You're in a laundry room,
You're in a laundry room
Conclusion came to you, oh (x2)

(solo)

And if you fool yourself
You will make him happy
He'll keep you in a jar
And you'll think you're happy
He'll give you breathing holes
Then you will seem happy
You'll wallow in your shit
Then you'll think you're happy
Now

You're in a laundry room (x3)
Conclusion came to you, oh

segunda-feira

Teatro

Como pode um homem enganar, roubar, partir, odiar por gosto, amar por interesse, mentir com tanta certeza a uma mulher tão linda?
Ela ri-se ao ouvir a explicação, as ideias e as teorias, ela sabe agora que tudo não passou de um acto, de uma encenação, sabendo ela como a peça vai acabar, neste momento o seu único desejo é conseguir morrer em glória perante a audiência.
Ele não desiste, continua na personagem selvagem mas real, ele torna-se na verdadeira palavra um homem: humano, previsível, interesseiro, ganancioso e obstinado perante a sua ideia.
Contudo, deixa-se influenciar pelos sentimentos e emoções da sua presa, torna-se então o homem a presa, e a mulher, com todo o seu esplendor, o predador.

Admirável.

sexta-feira

A caminho de casa

Short story

Salva-me, depressa pois começo a desaparecer, mas tu não te dás conta, permaneces feliz, satisfeita com as tuas ilusões sem te aperceberes que eu preciso de ti. Nunca te pedi mais do que um simples beijo, o meu único desejo é um beijo teu, mas tu viras a cara. Finges não ouvir, finges não te aperceber.
Não me vejo como uma voz experiente, não me vejo como um ser iluminado, mas vejo-me suficientemente preparado para te pedir um beijo, um beijo que me pode, NÃO! Um beijo que sei que me vai salvar, e grito, grito por ti, tento chamar-te à razão de que só um beijo teu me pode salvar, mas tu não ouves, desta vez não me parece que estejas a fingir, não queres mesmo ouvir.
Talvez um dia eu consiga perceber o teu medo, a razão pela qual não me queres beijar, de onde vem o teu receio? Tens medo de gostar? De te apaixonar? Não tenhas, é precisamente isso que eu quero.
Eu prometo amar-te, prometo cuidar de ti, prometo ser-te fiel, mas é mentira meu amor, só te quero por dois segundos, um segundo para te beijar e outro para te abandonar. Eu não gosto de ti eu nunca gostei de ti, eu apenas preciso de sentir que gosto de alguém. Do que eu realmente gosto é da sensação de gostar de alguém e tu, tu és um isco para a minha alma sedenta de atenção, um engodo que eu usei para me afastar da realidade.
Na minha realidade, no meu mundo, viver sem amor, viver sem paixão é pavor, pânico acentuado com todas as letras e acentuação gramatical, na minha realidade, no meu mundo, viver sem amor simplesmente não existe.
Eu preciso disto, é um vicio, preciso de acordar todos os dias e pensar em alguém que não em mim, em mim não penso pois não preciso, vejo-me todos os dias, imagino-me todos os dias, receio, respiro, adoro, como, fumo, faço tudo comigo todos os dias por isso passo os dias a imaginar como seria fazer tudo isto com outra pessoa, e hoje és tu, hoje preciso de um beijo teu para quebrar o feitiço, para encher a minha alma de paixão por um segundo, acredita ela alimenta-se pouco mas quando se alimenta, caraças, é tão.. ah, não sei, custa-me um bocado descrever o que sinto com tanta paixão.

Imagina que és uma pedra, parada no mesmo sitio à centenas de milhares de anos, sempre a apreciar a mesma vista, a mesma paisagem, talvez as mesmas caras, mas adoras, adoras cada segundo porque a paisagem é linda, imutável, e em tudo tu te identificas com aquela visão porque claro não conheces mais nada, o teu mundo é tudo o que os teus olhos vêm mas certo dia um sacana decide que tu és a melhor pedra para pontapear e tumba, és atirada para um lugar completamente diferente, e de repente todo um mundo se abre perante ti, tudo é diferente agora, as tuas ideias as tuas opiniões os teus preconceitos os teus medos, tudo muda e apercebes-te que tudo o que precisavas era de um pequeno empurrão de um sacana qualquer.

O sacana meu amor, é o beijo. Agora que me apercebi que esse beijo nunca vai chegar vou encerrar este capitulo, tenho pena porque no fundo sei que te ia amar por outro lado fico feliz porque realmente consegui ver quem és.
Tu sabias tudo o que eu queria mas recusaste-te a dar. No fundo sabias que ias gostar e com medo de não saber o que fazer decidiste não tentar. Meu amor, agora que sei quem és já não te consigo amar, agora sei que não arriscas com medo de gostar parece-me estúpido que algum dia te possa vir a amar.

segunda-feira

Mais um

Até agora está a ser como eu previa, vamos ver como estou no fim do dia.

Foi bom, foi óptimo, foi genial, obrigado a todos e a todas que fizeram com que este dia especial se tornasse verdadeiramente especial, Obrigado.

sábado

Um ponto.

Odeio estar horas à procura de alguma coisa para fazer e passado umas horas aperceber-me que não fiz nada.

Blogue encerrado por tempo indeterminado,

quinta-feira

Gotan Project - Epoca

Será raiva?

Portanto podia dizer tanta coisa mas à tanta coisa que nao quero nem me apetece dizer, este texto nem vai levar formataçao ou spell-checking, caguei completamente porque este texto nao vai ser nada mais do que todos os textos deste cantinho deviam ser: coisas giras.
Hoje estou fodido, chateado, irritado, super-mal humorado, a vida nao me está a correr bem sei que isto passa mas como toda a gente tenho o direito de estar fodido e neste momento estou e usufruir desse mesmo direito no seu esplendor máximo: foda-se foda-se foda-se foda-se, cabrao do caralho nojento de merda, amanha apanho-te à frente e levas o maior arrepio da tua vida e se abres a boca arrebento contigo meu grandissimo filho de uma incógnita grande puta.

Estou fodido e sinto-me bem com isso HAM?

Yeap, é raiva.

Outro dia

Há dias assim e hoje é um deles, outro. Custa-me a aceitar que esteja a passar por isto outra vez, bastou baixar um pouco a guarda e catrapum, lá anda esta merda aos saltos. Mas desta vez sinto-me um bocado mais preparado, sei lá maduro. Mas nao, na realidade sou um triste frustrado incapaz de assumir posição quando devo e não quando o tempo passa e já não há nada a fazer. Portanto acho que é por esta altura devo fazer aquela tal pergunta: y ahora quê?
Pois.. e agora? Agora nada não é? Vou ficar aqui a maltratar-me por não ter tido coragem suficiente para me afirmar num dado momento, por não ter tido coragem de assumir a minha opinião oportunamente e mais uma vez ando a deixar escapar todos os tempos que sei que mais tarde me vão fazer tanta falta.
Por isso não sei, talvez me refugie numa personalidade depressiva e triste como é norma, talvez me refugie numa personalidade "grumpy" e enfadonha, porque ao fim sei que não sei ser mais ninguém: alguém depressivo, grumpy e enfadonho. O que é bastante triste, mas mesmo muito triste porque tinha prometido a mim mesmo não pensar tanto, não me deixar levar tanto, mas não consegui, não consigo, e tanto que tentei.
Vou assumir portanto que sou um triste apaixonado, um frustrado apaixonado, alguém satisfatório nos primeiros tempos mas que pelo que me tenho apercebido chato e pressionante à medida que o tempo come o tempo, segundo por segundo. Mas não tenho culpa, terei? Ah.. terei? Pois então que faço? Procuro mudar outra vez sabendo que não consigo? Mas eu quero, o mais estranho é que quero, sinto que quero e sinto que posso mas não me sabe a nada sei lá, só sinto, nada.
Vejo-te, passas por mim e anseio que me toques mas não o fazes e é tão frustrante, tão.. tão caricato ter-te a uns escassos centímetros de mim e não ter permissão para te tocar sem primeiro arranjar uma desculpa. E lá estou eu outra vez a desculpar-me por não te ter sabendo que nunca te disse que é a ti que te quero e porquê? Porque me sinto receoso do enorme não, do (por esta altura nada-extraordinário não) não que já nem me devia atingir.
Neste momento eu sou aquela pessoa sem moral, sem estima, sem amor, sem paz, sem carinho, neste momento eu sou aquela pessoa outra vez à deriva tudo porque num certo momento me apareceste à frente da maneira como eu sempre imaginei.

terça-feira

Duas coisas

Que merda é esta com o twitter?
Meti "portugal music" no youtube e apareceu-me Santa Maria e Iran Costa..

FODA-SE!

sexta-feira

Corcobado - Pídele a Dios que me muera

Pídele a Dios que me muera
para quitarte de encima al más terrible enemigo,
dile que tienes conmigo una deuda tan enorme
que jamás podrias pagarme.

yo por mi parte le pido
que por mucho tiempo existas
que de vivir no desistas
porque no hay nada más difícil que vivir
y más fácil que morir.

Que no conozcas la pena de llorar,
la dicha de soñar y el don de suspirar,
que te alimenten de risa y falsedad,
que no tengas piedad
que crezca tu maldad.

Pídele a Dios que me muera
para quitarte de encima al más terrible enemigo,
que yo viva es tu castigo
pues mientras siga viviendo
te voy a estar maldiciendo.

Coisas do Youtube

"women can love you for a reason or another, but if they dont liked you from the very beginning, there's no way in hell you will gain their love doing things for them

all men who think they can WIN a woman's heart by doing things for her are wrong. they will only USE you and ditch you like trash when they dont need you anymore.

and that's because love cant be earned.
love just happens, without reason most of time, in women's case."

Locardowns @ Youtube.com - Video

Coisas

quinta-feira

Erm

Há coisas giras mas há outras mesmo mesmo muito engraçadas. Às vezes sinto-me aflito quando as pessoas não percebem o meu sentido de humor ou a minha lógica e depois passo por parvo só porque os outros são burros e ignorantes, se calhar estou a ofender alguém ou a julgar-me acima de quem eu realmente sou ou penso ser mas sinceramente: caguei.
Primeiro porque já não consigo aceitar certas frases, certas ideias, porque faz-me bastante confusão como raio é que em 2009, onde a globalização está mais do que entranhada nas nossas vidas, onde a informação nos chega de tantos lados e onde aliás a informação está presente e acessível de tantas e variadas maneiras, faz-me mesmo muita confusão como é que a ignorância tende em persistir na cabeça de tanta gente.
Odeio aquelas pessoas que são incapazes de pensar, que se limitam a assumir e a julgar, assumem que sim mas sem argumentos, postas à prova engasgam-se porque a opinião formada sobre o assunto em questão singe-se a nada, a zero, a única razão é a absoluta: sim porque sim, não porque não. Eu não sou mais do que ninguém, e isto é um ponto que gosto de frisar porque não me quero armar em superior, mas tento ser acima do que supostamente se espera de alguém da minha idade. Ignorante não é aquele que não sabe, é aquele que não quer saber, e eu pelo menos posso-me dar ao luxo de poder dizer que tento fazer por saber, e quando não sei, então foda-se calo-me.
Custa-me não conseguir encontrar ninguém para conversar, a maioria das pessoas com que tenho falado ultimamente quando começo a puxar um bocadinho mais por elas ou atrofiam-se ou não percebem o que eu digo, e normalmente quando não percebem o que eu digo dizem que eu não estou a fazer sentido, claro que estou a fazer sentido, tu é que não percebeste o que eu disse e devido à tua incapacidade para pensares ou reflectires um bocadinho limitas-te a negar porque não sabes fazer mais nada, negas porque custa-te a assumir que se calhar, talvez vá, o mundo seja mais vasto do que Portugal e correndo o risco de cair em exageros, o Atlântico. São incapazes de parar e perguntar algo do género: "Espera, não percebi podias repetir?" - MAS NÃO! Continuam com a sua ânsia de não querer saber porque dá trabalho, sou apologista da ideia de que tudo se resolve a conversar, mas não me fodam, se sou o único que pensa assim vou começar a mandar palitadas no pessoal. Se não perguntas, se não te interessas podias pelo menos tentar perceber o ponto de vista da pessoa com que estás a falar, visto que, se estás no meio de uma conversa e não percebes o que se está a dizer então como vais conseguir conversar com alguém?

Um bocadinho exagerado da minha parte? Não, nem por isso, parece-me óbvio que estou a ser bastante franco e sincero, se por acaso tomaste atenção ao texto e não o lês-te apenas porque vá na altura parecia-te mais interessante do que ir raspar a merda das unhas ou ver os intervalos da TVI, neste momento chegaste à conclusão que a moral deste paleio todo é: falar não aleija, conversar não magoa, mas dizer merda doí à brava.
Eu estou farto de merda a voar por todos os lados, pá eu acho que se o que saí da boca das pessoas fosse um pingo de merda eu chegava a casa todo cagado todos os dias, não tenho medo nenhum em dizer isto porque é a minha maneira de ver as coisas, e vou defendê-la porque neste momento esta opinião faz parte de quem sou.
E aquelas pessoas que estão à espera que tu digas algo fora do que é comum ou normal apenas para ter o regozijo de dizer que erraste? Esse tipo de pessoas são por norma conflituosas, esse tipo de pessoas que ficam satisfeitas quando erras, esse tipo de pessoas que se mostram civilizadas mas que de civilização só conhecem Lisboa? Bem essas.. essas nem merecem mais palavras.

"Sou ridículo ao ponto de constantemente fazer monólogos comigo mesmo pelo simples facto de não ter pessoas suficientemente interessantes com quem ter conversas suficientemente interessantes, profundas, serias e/ou livres de juízos de valor ou preconceitos."

- pumsmentais @ blogspot

NoMeansNo - Small Parts Isolated and Destroyed

segunda-feira

Lixívia sem sentido

"Todos temos uma ferida aberta e tentamos cobri-la ao máximo para que ninguém lhe toque. Entramos em pânico quando pensamos que alguém por um segundo a vislumbrou e entramos num estado de calma diferente de qualquer outro quando apercebemos-nos de que foi apenas um breve susto."

É triste viver numa sociedade onde os mais necessitados só são lembrados durante breves segundos nos intervalos das novelas. Podia jurar que algumas pessoas eram diferentes, que algumas por mero acaso sonhavam em criar um mundo perfeito cheio de utopias perfeitas com uma paleta de cores entre os amarelos e liláses mas enganei-me pois parece que toda a gente deixou de sonhar. O que é feito desses? Desses que sonhavam e que lutavam pelos seus sonhos apenas com vontade de conquistar as pessoas, as mentes, a pensarem, nada mais do que isso, lembro-me de quando os sonhadores apenas queriam que as pessoas pensassem.
Agir é fácil, basta querer, mas pensar já requer mais trabalho portanto agir enquanto se pensa tornou-se bastante difícil, complicado, tornou-se algo que requer demasiado tempo e forças e hoje em dia ninguém parece querer despender um pouco do seu precioso tempo ou forças para pensar em mudar o que quer que seja, começo a pensar que já ninguém pensa que pensar pode mudar algo e isso assusta-me.
Onde andam as mentes que gostam de conversar, de trocar ideias por mais parvas ou ridículas que sejam mas sair da monotonia do que é normal, do que nos é dado para comer pela caixinha mágica, pela internet e pela rádio? Já não se cansaram de se alimentarem de fast-food mental preparada para não terem que se esforçar ao ponto de apenas terem que concordar ou discordar? Foda-se acordem desse estado pseudo-zombático, vocês que têm da mania que são superiores porque ouviram dizer na televisão algo que agora passam o dia a pregar como se fosse uma ideia vossa, começo a ter medo quando alguém abre a boca, a sério, tanta merda a sair disparada ao mesmo tempo. Não vos apetece saltar, gritar, sei lá serem parvos? Nunca vos passou pela cabeça esta linha: "Hoje vou ser eu." - Nunca? Sempre que olho para um de vocês nota-se tão bem que estão a fingir, que estão a fazer passar uma imagem completamente diferente e acho nojento, pura e simplesmente nojento.
Vocês deixaram de ser humanos para passarem a ser o alvo, nada mais do que isso, vocês agora são apenas o alvo de empresas sedentas de dinheiro que sabem que vocês vão comer tudo o que estiver o prato. Pessoas, odeio pessoas.
Não não não e foda-se não! Hoje não estou a conseguir, não era nada disto que eu queria. Outra vez: Vocês não são nada, sabem porquê? Porque vocês tornaram-se em nada, são estranhos nem sei é tudo tão complexo que é complicado escrever sobre isto sobre vocês, tornaram-se um subject, torna-se tudo ainda mais ridículo quando vos tentam avaliar, descrever, sempre que alguém o tenta fazer chega-se sempre a conclusões diferentes a resultados diferentes talvez porque ninguém tem coragem de assumir o que são: nada. Portanto o que será? Presumo que nada, mas não sei, eu sei o que quero mas não estou a conseguir chegar lá e isso irrita-me.

Argh, argh, argh.

Roiu as unhas em desespero de causa, quero tanto descrever o que sinto mas não consigo, começo a pensar que estou a ficar maluco com esta obsessão mas depressa apercebo-me que secalhar sou apenas e justamente a pessoa mais saudável do mundo, ou isso ou os comprimidos para a depressão estão fora de data não sei. Se quiseres, tudo, toma. É teu, dou-te, mas vai-te não sei, se quiseres dou-te o prazer de me roubares, viro a cara e não vejo ou então fecho os olhos e não vejo, faz como quiseres mas por favor não me atrapalhes, não me confundas não me toques. Viste? É assim que estou, é assim que mudo, troco as voltas às minhas próprias palavras para tentar disfarçar a minha dor, o meu sofrimento e a minha raiva, ó se tu soubesses o quanto te amo. Mas não sabes. Já não me afecta, já se foi acho eu, só que o medo de que volte.. Custa-me a dormir, sei lá coisas, mas tu não, tu.. meu deus tu és perfeita, se eu ao menos pudesse tocar-te como queria.

Wish Away.

Dor, é. Nada mais neste momento, dor, apenas isso. Sinto alegria simplesmente por sentir, faz-me sentir vivo, mas não acordado e era assim que eu desejava estar neste momento: acordado. Sinto-me sonolento e sem forças mas dormi bem por isso não percebo. Telefono a alguém anónimo, vou às paginas amarelas escolho um número ao calhas e converso durante horas com alguém que não conheço e provavelmente nunca vou conhecer. Fantástico saber que existes. Começo por ti então: acabas-te depressa, pensei que durasses mais. Como pudeste? Ah.. já nem comento, desisto, desisto de ti, de todos menos de alguns mas prometo, juro-te, nunca vou desistir de mim. Porque sei que posso, porque sei que quero, porque sei, sei que sim, sei que sim e isso basta-me, agora sim, por isso se algum dia me vires bem sorri, se não merecer mais nada que mereça pelo menos um sorriso. Quando estive na merda ninguém sorriu, hoje ninguém sorriu, se amanhã estiver bem ou pelo menos melhor vou sorrir, porque eu não julgo ninguém pelas posses, tal como tu e vocês fazem, tenho tanta pena de só ser gente quando tenho. Odeio-te, mas o vento muda e obriga-me a mudar, amo-te. Amanhã serei diferente, hoje sou feliz e amanhã também. Por quem me tomas apenas porque não tenho? Nunca te julguei pelo que tinhas, Ó MUNDO É CONTIGO! Magoas-me.

So he rifles, so he does.

Quero sentir o mesmo que os deuses. Certos mortais tornaram-se deuses num certo momento da sua vida, talvez um dia eu também o consiga. Talvez um dia, enquanto cá estou eu seja um bocadinho de ti. Não percebo e tenho medo, vejo-te todas as noites, dormes e sonhas e todos os dias acordas liberta e viva, ardente e transparente. Que bela imagem que tu me dás. Só te quero por um bocado, de ti não quero nada só te quero a ti por um bocado, ama-me, amem-me, mostrem-me amor por favor, mostrem-me amor.