terça-feira

Tornamo-nos pessoas.

Tornamo-nos pessoas e sabemos para onde vamos e o que queremos mas nem sempre sabemos quem somos, então procuramos saber mas entretanto acabamos por morrer sem nunca realmente saber o que fomos: pessoa ou humano? Quem és tu então? Saberás algum dia responder ou tal como eu não sentes necessidade de saber pois apenas te preocupas com o teu incansável medo de morrer? A verdade é que morres, e tendo isso sempre presente no teu pensamento a única coisa com a qual neste momento te preocupas é em saber quem és porque apesar de já saberes quem queres ser tens medo de morrer e nunca saber quem foste.
Acabei de me aperceber que amo pessoas (quando no entanto à cinco minutos as odiava), são todas tão diferentes e únicas cada qual à sua maneira que apesar de não sermos mais do que uma enorme infecção num planeta antes de nós idolatrado pela natureza, que merecem ser amadas, talvez seja por isso que se apelide de almas gémeas quando duas individualidades semelhantes se encontram por força do acaso muitas vezes tratado por destino.
Não gosto de acreditar no destino porque tenho medo de me tornar demasiado preguiçoso, se o destino realmente "funciona", se realmente existe então para quê sair de casa? Mais cedo ou mais tarde alguém vai bater à porta e mudar a minha vida radicalmente, que estupidez. Os Founding Fathers escreveram que todos temos o direito de perseguir a felicidade no entanto eu não acredito na felicidade acredito apenas em momentos, em momentos de felicidade. Se alguém te perguntar se és feliz o que respondes? Depende do momento, se na altura da pergunta tiveres entornado café acabadinho de fazer em cima das calças de certeza que não estarás muito feliz, vice-versa.
Hoje gostava de sentir mais um bocadinho do que costumava sentir ontem pois hoje sinto pouco, muito sinceramente hoje não sinto que consiga realmente sentir coisa alguma e acho estranho não me sentir preocupado mas depressa penso: "Mas se não sinto..". E hoje, hoje sinto-me bem.

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