quinta-feira

Nirvana - Seasons In The Sun

Rascunho

Fazes de mim um boneco pois entristeces-me ó solidão. Sabes bem que desespero por atenção, preciso de mimos ó tristeza, sem ti vou acabar por morrer amor sem ti é-me bastante difícil conseguir sobreviver ó paixão.
Queimas-me a alma e deixas-me a arder numa pedra ao sol, a única coisa que me lembro de perguntar é porquê? Porquê? Porquê maldição? Nunca te pedi nada mas peço-te agora, por favor deixa-me, deixa-me viver, deixa-me ser, por favor peço-te: deixa-me querer.
Ninguém acredita, eu própria teria dificuldades em acreditar em tal absurdo mas eu oiço-te à noite quando a lua está calada e converso contigo quando as estrelas se apagam, no entanto não sei quem és nem quero procurar saber, tenho medo de me apaixonar sabendo que nunca ninguém me iria deixar amar-te.

domingo

Uma simples reacção

Oh, será hoje? Oh, e não é que acertei? Diz-me tu meu puto: quem és? Quem queres ser? Tu também não sabes e pouco ou nada fazes por saber, essa questão, esse tipo de dúvidas e não faças essa cara porque eu sei que as tens. Eu? Oh.. Eu meu caro amigo vivo para te dar as respostas, agora a vida.. bem essa vai foder-te as perguntas todas.
És, pensas que és um jovem incandescente e algo condescendente mas ai, ai é que te enganas caro, não és nada mais do que um pobre decadente.
Ainda perguntas? Ah.. mas que deplorável ser, já não chega, já não te basta triste pessoa? Não tentes argumentar comigo pois eu mais não sou algo, tão pouco sou alguém inóspito humano, NÃO! Eu sou apenas um reflexo dos teus pensamentos, um pouco da tua mente, és portanto o meu criador e no entanto sou eu que te ensino.
Engraçado como as coisas se tornam tão mais menos confusas quando te apercebes que de mim apenas consegues retirar um pouco de ti, SIM! Sou-te a ti mesmo um pouco de mim vice-versa. E isso assusta-te porque nunca pensaste ou achaste que tu, na tua cobarde tentativa de quereres ser alguém eu aparecesse e te dissesse: se fores esperto eu desapareço.
Eu mais não sou, miúdo, eu mais não sou do que um ponto branco, translucido, no meio de um nevoeiro, sou então uma gota de água que ao primeiro raio de sol se vai, e vou, não por medo ou rancor (ou falta dele) apenas por uma reacção, uma simples, pequena, ínfima reacção inconsciente de súbita consciência abatida sobre mim, de que o meu sonho, de que o meu sonho de voar acabou e tu, tu meu querido irmão foste alguém, foste aquele que me deu asas e agora meu lindo irmão é a tua vez de voar.