domingo

Falta-lhe um livro

Talvez por seres demasiado gira, não sei, és-me para mim neste momento o meu ponto franco, o meu amargamente doce ponto fraco.
Não consigo raciocinar por dois segundos sem passar três segundos a pensar em ti, não sei se pela tua beleza ou pelo desdém com que me tratas, desejo-te.
Fazes de mim alguém frustrado, alguém pelo qual ninguém tem dó porque apesar de tudo sou visto como apenas mais um parvo, fazes de mim alguém sem alma, alguém francamente angustiado.
Talvez, e sim uma vez mais, talvez pela tua beleza, pela tua doce, sincera e franca beleza, foi assim que fizeste com que eu perdesse a alma, ficou inundada na tua subtil leveza de ser, ficou apaixonada pela forma como o ar te contorna apenas porque tem medo de te magoar e pânico se sentir que de alguma maneira tocou em ti sem devida permissão.
Nem é muito pelos teus belos olhos que me param qualquer batimento cardíaco que entretanto surgiram no momento em que para mim olhaste, não, muito menos será pelas tuas sardas barulhentas, sardas essas que quando as oiço o mundo inteiro torna-se mudo ou quiçá sou eu que me torno surdo, seja como for não se calam.
Porque será então? Oh triste dúvida, meu Deus mas que sádica questão. Oh se eu soubesse, se soubesse dormia nas palhinhas, mas não, ultimamente ressono numa cama de pedras onde não paro, não consigo deixar de pensar em ti. Se eu não soubesse dizia que estou apaixonado, é então que começo a rir que nem um louco porque sei que te amo.

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