terça-feira

Vais ser nada

Desisto, não a sério desta vez é a sério. Desisto de tentar ser alguém que não sou para vos tentar agradar. Dito isto já nada digo. Mas porquê? Porquê tantas discrepâncias, já não chega? Não me perguntes nem me ponhas em causa, não tens cara para levar uma chapada e nem deves saber arrumar o teu quarto, e queres-me questionar, a mim? Que ousadia a tua seu reles, sua reles, tu reles, não te rales por tanto quando na verdade és tão pouco bicho insaciável pela fome dos outros, pela vergonha dos outros, pela loucura e desgraça dos outros.
Mas espera, juro-te, acredita em mim pois eu não minto apenas omito, espera e pára. Escuta, sentes? O Lume? O Lume brando que veio para te queimar traidor, vil, odioso ser pasmado e incrédulo cheio de paninhos quentes postos em cima por quem te quer mas de ti foge, porque tem medo, nojo, pavor, oh quantos já fugiram de ti sem necessidade ou nexo, pura e simplesmente por falares demasiado, às vezes pouco muitas vezes muito.
Diz-se que somos todos filhos de Deus, mas tu, tu não és nada. Não és homem nem pastor, não és amor nem pintor, és apenas um bocado de carne que por aqui vagueia e espalha horror, espalha tédio, pânico, lágrimas e pavor. Não és mais alto, não és dois, és tu, um ser insignificante cheio de questões, julgas ter todas as respostas, mas porquê? Porque é que julgas ser mais do que os demais? És igual, és igual. Relaxa besta, não acordes todos os dias a pensar que o mundo inteiro é uma bola de neve enorme que conspira contra ti, abre os olhos o mundo nem sabe que tu existes, este mundo apenas permite que tu respires porque o ar é de todos não é teu, nada é teu como tu julgas.
Tu não vais ser nada porque não sabes ser alguém, és triste, revoltado, cheio de raiva sem sentido, raivoso inconsciente, parvo, se ninguém se sente bem ao pé de ti a culpa não é dos outros não gostarem de ti, a culpa é tua de só teres olhos para ti. Fazes tudo em teu proveito sem olhares a jeitos, ameaças a quem te ama só apenas porque achas que tens esse direito. Que argumentas tu? Já não chega? Chega, CALA-TE! Farto, farto de ti não te suporto, és feio, és uma pessoa feia, engraçada por fora completamente oca por dentro, és uma versão concentrada de tudo o que há de mau num corpo quase perfeito. No fim ficas sozinho, afinal já não és ninguém, acusas, apontas o dedo a quem presumes que te fez mal, mas se alguém te fez alguma coisa foi porque tu já fizeste pior, bem pior.

1 comentário:

Joana Canas disse...

q puta de texto, foda-se. amo-te