sábado

Sei que te Amo.

Coisas giras, é o que está no meu pensamento. São. Aquelas coisas bonitas, engraçadas, jeitosas, bem feitas, muito bem feitinhas, saudades dessas coisas jeitosinhas. Oh orientação, perdida porque está sozinha, mas encontra-se, pudera, é jovem.
É jovem porque tem pouca idade, mas verdade verdadinha, é mesmo boazinha. Nas orelhas tens pendurados aqueles brincos maravilhosos, para a maioria das gentes são horriveis, pois não passam de velhas argolas de ferro, para mim, são um belo pormenor numa mulher linda.
Foste de repente, alguém que entrou do nada e até agora ainda não saiu por nada. A culpa não é minha e muito menos tua, a culpa é daquela seta maldita. Tenho por hábito culpar o cupido por me apaixonar demasiado depressa, tenho por hábito queixar-me de ainda não ter encontrado um bode expiatório por raramente me esquecer de quem não quero amar.
As coisas que te quero dizer já te as disse mas tu não as ouviste, disse-as para mim e tu nunca te apercebeste. Amo-te, foi a palavra que mais te disse, mas foi bonita a única que ouviste.
Aos anos que tento descrever-te e aos anos que falho sempre que tento. Existiu sempre um medo enorme de tentar dizer-te na íntegra o que sinto, talvez por nunca saber ao certo e ter medo de proferir as palavras erradas num certo momento quase-certo.
Sempre que estava ao teu lado, sentia-me preparado. Preparado para te dizer "Amo-te faz anos" , por sina ou não, no momento em que o lábio de cima começava a libertar-se do lábio de baixo era então que aparecia aquele poço enorme de insegurança, medo. Em menos de 2 segundos passava-me pela mente todos os minutos que tivemos juntos, tudo, com pormenores tão pequenos e inúteis que dava comigo a pensar "Estou apaixonado".
Acabava sempre por permanecer apenas a intenção de mover os lábios, antes que o pudesse fazer tu dizias o-do-costume, que acabava sempre por me calar mesmo sem que tivesse dito o que quer que fosse: "Pedro.. ai desculpa, ias dizer alguma coisa?"

- Não (mas sim).

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