domingo

I say

Quando acordo de manhã amor penso sempre em ti, mas hoje foi diferente, o mundo hoje mudou quando os primeiros raios de sol bateram-me na cara. Parecia-me impossível que fosse possível mas finalmente o meu desejo tornou-se real: o mundo está bem comigo.
Apetece-me gritar, cantava se soubesse, por isso danço parado numa estrela estacionada no tecto, oiço na minha cabeça uma suave melodia que me recorda de todos os meus amores e pela primeira vez apercebo-me de que nunca são demais. Amo-a, vivo-a, mas só te quero a ti.
Durante anos pensei que era a ti e apenas a ti que te queria, mas apercebi-me que não podes parar a chuva e agora já não te amo. És muito, és especial, és demasiado, então de ti não me consigo exprimir porque já não te amo, torna-se difícil pensar em ti de uma maneira transparente porque vejo-te como uma nuvem cinzenta cheia de interrogações, uma nuvem demasiado densa e espessa que não me permite ver para além da mesma, tornas-te uma mancha.
Costumava olhar para ti amor, como um sorriso acabado de acordar: simples e verdadeiro. E era tudo isso e nada mais que eu via em ti, algo simples mas principalmente algo verdadeiro, por isso, ver que ficas assim, chateada e aborrecida, com vontade de vingança prematura apenas com o pensamento de me fazeres sentir mal por escassos momentos enfadonhos deixa-me triste. Quero sempre, para sempre, eternamente, levar-te comigo no pensamento como alguém que brilhou, alguém que comigo voou sem pedir licença.

Se por algum momento eu olhar para trás possivelmente vejo a mesma nuvem densa e cinzenta que ocupa neste momento o teu lugar e talvez seja por isso que quando penso em ti só consiga pensar no presente e não no futuro, embora sinta bastantes saudades do nosso passado.
Aprendi agora, neste preciso momento, a aprender. Acabei de aprender portanto, que jamais irei permitir que não me deixes sonhar, pois eu sou um sonhador, pois eu sou artista que desenha sem lápis, pois eu sou um pensador que pensa sem saber, e tu estás a tornar-te numa borracha que me apaga as folhas brancas, estás a tornar-te num poço negro sem fundo que me tenta arrastar os sonhos ainda por sonhar, estás-te a tornar em alguém que me quer obrigar a saber no que pensar sem nunca saberes porque é que eu devo pensar, és uma incógnita e eu não sei porque te amei.

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