sábado

Explico

Quando começo a escrever e não gosto do que escrevo apago tudo o que escrevi e volto a escrever outra vez até que o texto que escrevi me agrade. Um belo exemplo é este texto, antes de escrever estas palavras já tinha escrito e apagado pelo menos 5 textos completamente diferentes uns dos outros.
Um desses textos falava sobre os meus textos, confuso? Nem por isso, eu explico. Às vezes escrevo textos sobre alguém que parece estar apaixonado, mas nem sempre estou apaixonado quando escrevo sobre alguém que está apaixonado. Confuso? Eu explico.
À poucos dias escrevi um texto - o "Sei que te amo" - sobre uma amiga, nesse texto eu declarava-me apaixonado por ela. A verdade é que não estou apaixonado por ela, nem nunca o estive.
O que aconteceu, como normalmente acontece, foi ter visto uma foto dela e um segundo da vida dela, isso bastou-me para que ganhasse inspiração, a imaginação subiu-me à cabeça e comecei a escrever, pronto! Nada mais do que isto.
Para escrever preciso de inspiração, de sentimentos, de paixão, de tristeza, foda-se preciso de matéria e quando não tenho nada disto procuro, seja em fotos, numa música, num filme, numa frase onde quer que seja. Se não encontro nada disto, lá tenho que inventar.
Fico bastante agradecido quando alguém lê um texto meu e pergunta-me se estou bem mas a verdade é que não escrevo para me aproveitar da vossa piedade e muito menos uso o blog para bater coros.

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