quinta-feira

Save the cables





Tinha vários comandos que estavam estragados e outros antigos da DreamCast e da Sega Saturn (consolas que já não as tenho, entre tantas mudanças acabei por perdê-las infelizmente) e decidi cravá-los literalmente na parede, ao principio não gostei da ideia e depois lembrei-me de pendurar também os cabos. Ainda me faltam dois comandos para acabar a parede toda, ficaram uns espaços vazios nos dois extremos da parede. Acabou por ficar engraçado e é uma boa alternativa em vez de atirar os comandos para o caixote do lixo.

Entretanto talvez mude a configuração da coisa, gosto da ideia mas acho que posso torná-la mais gira se mudar a posição de um comando ou outro e os cabos dos mesmos.

segunda-feira

Ammu-Nation


- Então e a tua mãe?
- Que tem?
- Já arranjou trabalho?
- Ya.
- Onde?
- A vender gelados.
- E a tua irmã?
- Não a podes comer, ela é tua prima..
- E depois? Eu sou teu cunhado..
- Já te explicámos que isso aconteceu porque eu estava bêbedo.
- Então a nossa familia é toda alcoolica.
- Pudera, acampámos as caravanas ao pé de uma cervejaria.
- Hey, aquela não é a tua mãe?
- Nop, é a carrinha dos gelados.
- Hmmm.. Ia jurar que ela estava mais magra.

domingo

I say

Quando acordo de manhã amor penso sempre em ti, mas hoje foi diferente, o mundo hoje mudou quando os primeiros raios de sol bateram-me na cara. Parecia-me impossível que fosse possível mas finalmente o meu desejo tornou-se real: o mundo está bem comigo.
Apetece-me gritar, cantava se soubesse, por isso danço parado numa estrela estacionada no tecto, oiço na minha cabeça uma suave melodia que me recorda de todos os meus amores e pela primeira vez apercebo-me de que nunca são demais. Amo-a, vivo-a, mas só te quero a ti.
Durante anos pensei que era a ti e apenas a ti que te queria, mas apercebi-me que não podes parar a chuva e agora já não te amo. És muito, és especial, és demasiado, então de ti não me consigo exprimir porque já não te amo, torna-se difícil pensar em ti de uma maneira transparente porque vejo-te como uma nuvem cinzenta cheia de interrogações, uma nuvem demasiado densa e espessa que não me permite ver para além da mesma, tornas-te uma mancha.
Costumava olhar para ti amor, como um sorriso acabado de acordar: simples e verdadeiro. E era tudo isso e nada mais que eu via em ti, algo simples mas principalmente algo verdadeiro, por isso, ver que ficas assim, chateada e aborrecida, com vontade de vingança prematura apenas com o pensamento de me fazeres sentir mal por escassos momentos enfadonhos deixa-me triste. Quero sempre, para sempre, eternamente, levar-te comigo no pensamento como alguém que brilhou, alguém que comigo voou sem pedir licença.

Se por algum momento eu olhar para trás possivelmente vejo a mesma nuvem densa e cinzenta que ocupa neste momento o teu lugar e talvez seja por isso que quando penso em ti só consiga pensar no presente e não no futuro, embora sinta bastantes saudades do nosso passado.
Aprendi agora, neste preciso momento, a aprender. Acabei de aprender portanto, que jamais irei permitir que não me deixes sonhar, pois eu sou um sonhador, pois eu sou artista que desenha sem lápis, pois eu sou um pensador que pensa sem saber, e tu estás a tornar-te numa borracha que me apaga as folhas brancas, estás a tornar-te num poço negro sem fundo que me tenta arrastar os sonhos ainda por sonhar, estás-te a tornar em alguém que me quer obrigar a saber no que pensar sem nunca saberes porque é que eu devo pensar, és uma incógnita e eu não sei porque te amei.

Cherry Mary Mary

Cada vez mais as pessoas parecem preferir ouvir uma mentira em detrimento da verdade. São poucos aqueles que têm coragem para dizer o que realmente pensam, ao invés dos que nos preferem seduzir com pequenas mentiras cheias de verdade para não provocar uma reacção menos boa na pessoa em causa (nós e os outros, afinal somos todos).
Seria muito mais prático dizer que o penteado ficou horrível do que inventar adjectivos para o descrever de uma maneira simpática: Não não ficou óptimo, parece um penteado superpop e muito voxhair dos anos 60, fashion mesmo.
Não dizer o que se pensa num dito momento é o mesmo que beber café sem açúcar, faz bem mas sabe-nos mal.
Ultimamente tenho optado por dizer sempre o que penso e as respostas à minha postura têm sido meio estranhas. Sempre fui um amigo disposto a desculpar os erros dos outros, disposto a arranjar desculpas e inventar soluções para que os seus erros não parecessem tão graves, inúteis, fúteis, infantis e banais. O que é certo é que ninguém gosta de ouvir as verdades (nem eu), mas elas têm que ser ditas mais ainda, precisam de ser ditas porque seguramente ninguém gosta de hipocrisia, mas parece que já se acostumaram a viver num mundo em que a palavra de ordem é essa.
Não sou mais do que ninguém mas tenho direito a ter a minha opinião e se são vocês que me a pedem e mas não gostam da resposta, então porque é que a pedem?

Ok imaginem isto: a vossa professora manda-vos fazer um projecto sobre algo ou alguém que vos seja muito e estabelece uma data limite de 5 dias úteis (uma semana), isto na primeira segunda semana de escola.
Durante duas semanas a turma inteira ainda se está a conhecer, os grupos ainda não estão formados e o primeiro contacto com os colegas ainda só aconteceu pelo menos duas vezes no intervalo e um desses contactos foi apenas um olhar clássico do tipo: "Olá colega da minha turma que eu nem sei o nome mas sei que é da minha turma e por isso vejo-me quase que obrigado/a a sorrir sempre que estabelecemos contacto visual".
Passado os 5 dias úteis desde o prazo de entrega dado pela professora para entregar o tal trabalho entretanto já ganhaste alguma simpatia com uma colega e o pensamento de poderes vir a ter uma relação com a dita colega cresce sempre que o despertador toca de manhã.
A colega começa a sentir o mesmo e elabora o tal trabalho em que o tema és tu. E tu na tua, elaboras o tal trabalho e o tema é uma amiga tua, alguém que a ti te é muito, ou mesmo que não te seja muito, é alguém que te dá inspiração suficiente para teres vontade de elaborares um trabalho sobre ela.
A colega que começou a sentir alguma coisa por ti fica literalmente fodida e cheia de ciúmes, mas mostra-se forte e em 10 minutos transforma o trabalho e muda o tema para o ex namorado xunga com 8 colares fora da tshirt e 10 colares dentro da tshirt.
Tu, mais uma vez na tua, apresentas o teu trabalho sobre a tal tua amiga que apesar de não te ser assim tanto é-te o suficiente para que te dê inspiração para fazeres um trabalho sobre ela. Tu recebes um 15 pela elaboração do projecto, a dita colega recebe um 8.

Entretanto o que se passou? Passou-se em três semanas aquilo que se pode passar em dois anos ou mais (ou menos, dá igual), uma pessoa chegar a apaixonar-se por outra e por um pequeno erro, crasso, infantil, deita tudo a perder, pondo para trás dias e semanas de amor, romance, e um pouco de loucura.
A dita colega presumiu que tu estavas ou estiveste apaixonado, presumiu que tu gostas ou ainda gostaste da tal amiga e como não teve coragem de perguntar deitou a perder uma amizade porque presumiu antes de perguntar.
Se tivesse perguntado ia ouvir a verdade, assim, criou uma mentira que fosse de acordo com aquilo que ela queria e pensava que fosse a verdade para mais tarde poder argumentar que a razão está do lado dela.

Isto tudo por ciúmes e presunção.

V for Vendetta

sábado

Explico

Quando começo a escrever e não gosto do que escrevo apago tudo o que escrevi e volto a escrever outra vez até que o texto que escrevi me agrade. Um belo exemplo é este texto, antes de escrever estas palavras já tinha escrito e apagado pelo menos 5 textos completamente diferentes uns dos outros.
Um desses textos falava sobre os meus textos, confuso? Nem por isso, eu explico. Às vezes escrevo textos sobre alguém que parece estar apaixonado, mas nem sempre estou apaixonado quando escrevo sobre alguém que está apaixonado. Confuso? Eu explico.
À poucos dias escrevi um texto - o "Sei que te amo" - sobre uma amiga, nesse texto eu declarava-me apaixonado por ela. A verdade é que não estou apaixonado por ela, nem nunca o estive.
O que aconteceu, como normalmente acontece, foi ter visto uma foto dela e um segundo da vida dela, isso bastou-me para que ganhasse inspiração, a imaginação subiu-me à cabeça e comecei a escrever, pronto! Nada mais do que isto.
Para escrever preciso de inspiração, de sentimentos, de paixão, de tristeza, foda-se preciso de matéria e quando não tenho nada disto procuro, seja em fotos, numa música, num filme, numa frase onde quer que seja. Se não encontro nada disto, lá tenho que inventar.
Fico bastante agradecido quando alguém lê um texto meu e pergunta-me se estou bem mas a verdade é que não escrevo para me aproveitar da vossa piedade e muito menos uso o blog para bater coros.

terça-feira

The Wire

Set de filmagens da minha série preferida The Wire, infelizmente já acabou. A 5º e última temporada foi filmada este ano, e assim, a única série que eu realmente posso dizer que me deixou agarrado ao ecrã chegou ao fim. A série não é muito conhecida em Portugal o que é fantástico, significa que se alguém conhece a série e gosta da série, gosta porque criou uma opinião sobre a mesma enquanto a viu e não porque era anunciada de 5 em 5 minutos.

segunda-feira

Geração Rebelde

Hoje, e como já vem sendo hábito de à uns anos para cá, assisto aos morangos com açúcar religiosamente durante pelo menos 2 minutos, tempo mais do que suficiente para atordoar quatro elefantes adultos no pico da virilidade na época do acasalamento com conas de 5 metros de diâmetro a babarem-se em terras africanas.

Ora durante esses mágicos e super-lúdicos 2 minutos aprendi que é possível dormir numa tenda de campismo e acordar no outro dia com o mesmo penteado, UAU! Mesmo que o penteado em causa seja uma crista enorme cheia de pormenores exemplares. Mas a fórmula é bastante simples (na teórica): basta dormires sem mexeres a cabeça.
Aprendi também que quando se é homem só se pode escrever poemas se adoptarmos um pseudónimo, e no caso desta super-estrela da televisão nacional portuguesa o pseudónimo adoptado para a personagem assinar os poemas foi: Anjo Negro.
Seria giro se Camões tivesse assinado as suas escritas com um pseudónimo, Ass: O zarolho sabichão. Claro, e por razões mais do que óbvias jamais se pode comparar os guiões dos morangos com a arte de Camões. No máximo podemos compará-los a um menu do MacDonalds, e porquê? Porque mentem. É impossível um hamburguer quase com 2 quilos ter tão poucas calorias. C'mon, sou gordo mas não sou estúpido.

Voltando aos pseudo-cromos da panini. Faz tempos vi uma das personagens, que interpreta um pseudo-rocker, o dito cujo chateou-se durante o pequeno almoço com a sua mãe porque esta não entendia a maneira como ele se vestia. Irritado por ver posta em causa a sua maneira de se vestir e consequentemente a sua personalidade, num acto de rebeldia louca e cheia de antagonismos responde à mãe com todas as letras: "Eu sou quem eu quero, e não me importa que tu, mãezinha me digas quem eu deva ser".
Ora note-se que os guionistas dos morangos são muito à frente, e puseram logo em prática o novo código ortográfico muito antes de ele ser ratificado (ainda não o foi e espero que nunca seja), e escreveram uma frase sem qualquer tipo de sentido ou conclusão prática.
Dito isto, ainda com a veia no pescoço grossa e vermelha pela massiva circulação de sangue em tão pouco tempo, em vez de beber um shot ou dois de tequilla e acender quatro cigarros ao mesmo tempo, o pseudo-rocker rebelde mete leite numa chávenazinha amarela e azul com cereais.

Onde é que eles vão buscar material para escrever os guiões? Vão a uma creche, dão plasticina aos putos e passado duas horas de análise dizem uns para os outros: Viram aquele puto que misturou a plasticina verde com a vermelha? É essa filosofia que queremos na próxima época dos morangos!
Os morangos não são de todo uma série educativa, são uma série retrógrada cheia de complexos e tabus com uma persistência enorme para fazer os jovens portugueses parecerem ainda mais estúpidos e ignorantes, o que se formos a ver bem, é uma façanha enorme. Ninguém fala como eles metem os putos a falar ou a discutir:

"Então és tu que fazes os poemas?"
"Sou, porquê?"
"Nada, mas eu ao menos não sou sonso como tu"

Sonso como tu? A sério? Já alguma vez ouviram alguém dizer a palavra sonso sem imediatamente dar um soco a si mesmo? É tudo tão estúpido, falso, irritante, hipócrita, cheio de insignificâncias ridículas, dá vontade de gritar para a televisão: NINGUÉM DIZ ISSO! NINGUÉM AGE DESSA MANEIRA! A TUA PERSONAGEM É IGUAL ÀS OUTRAS, SÓ MUDA O PENTEADO!

Outra coisa que nunca percebi neste tipo de séries juvenis, é quando se lembra de fazer com que uma personagem se chateie, a dita personagem vai para o seu quarto, fecha a porta com alguma força (não muita, senão parte o cenário tal não é a qualidade dos mesmos) e senta-se na cama ou de cabeça para baixo ou a olhar para a parede. Porque é que não metem o pessoal a fumar um charrinho? Ou a ver um filme porno? O que é que a parede tem assim de tão especial que quando alguém se chateia numa novela ou série fica a olhar para a parede?
E porque é que quando mostram uma personagem a enrolar uma ganza, parece que fazem um especial disso e quase que chega a ser anunciado com meses de antecedência? Não percam no dia 28 de Setembro (reparem que estamos em maio) O JORGE VAI FAZER UMA GANZA! WWWWWWOOOOOOOOOOOOOOOOOOWWWWW!
E lá ficam eles durante 20 minutos a mostrarem a personagem a queimar o haxixe colado ao filtro de um cigarro com saliva, misturar com o tabaco na palma da mão direita, meter a mortalha em cima da sopa, meter uma mão em cima da outra, rodar as mãos no sentido dos ponteiros do relógio (ou ao invés), meter o filtro na ponta da mortalha enrolar e acender?
Atenção, só demorou 20 minutos porque eles não mostraram o processo de fabrico de um filtro a partir de um bocado de cartão em S, caso contrário tinham-nos roubado 50 minutos das nossas vidas.
E depois para cumulo dos cúmulos, assim que a personagem dá um bafo na ganza sem travar quase que automaticamente da-lhe uma trip de LSD e fica 10 episódios stone, WHAT THE FUCK?
O mais estranho é que eles quando toca ao consumo de álcool ainda conseguem ser mais extraordinariamente absurdos, tanto que para falar sobre o efeito do álcool nos morangos com açucar é caso para nos precavermos contra danos cerebrais devido à estupidez da coisa.
E quando juntam as duas? Eish.. Se mostrassem um episódio dos morangos ao Bush ele dizia: "And they say that I'm stupid. MOM! Where's my XBOX360? I want to catch that Laden guy..".

Acho espantoso como é que ainda ninguém se apercebeu que os morangos não são nada mais do que um anuncio comercial com quase 2 horas. D'zrt, os outros que agora não me lembro do nome e agora esta banda de raparigas. Os D'zrt são tão comerciais que lançaram uma edição especial do último concerto: É pessoal, nós vamos acabar a banda, até porque só fizemos dois cd's de originais e todas as letras foram escritas por um grupo de pessoas que não nós, visto que a maioria de nós só sabe assinar o nosso próprio nome e mesmo assim tivemos que ter aulas para o fazer, quanto mais criar músicas, por isso comprem já a edição especial do nosso ultimo concerto para que nós consigamos sacar-vos mais dinheiro antes de acabarmos.

Para além disso, as personagens têm tanto de rebelde como o OJ tem de inocente (coitado do homem, mas a verdade é que esta piada ainda não perdeu a validade). Um rebelde não se vende (lembram-se do Bruce Willis no Die Hard 3, estava a conduzir um camião carregado com 6 biliões em barras de ouro? NÃO SE VENDEU!), os actores desta "Geração Rebelde" vendem-se por menos de 500 euros mensais. Acima de tudo é triste.

PS: Este blog condena o uso de drogas. Fumem erva, cresce da terra como as alfaces.

sábado

Super-(hiper)-Dia(s)

Há dias em que me sinto feliz por ter dedos. Há dias em que sonho que não tenho dentes. Há dias assim. Há dias em que acordo à rasca para mijar, há dias que acordo mal disposto, há dias que preferia não ter acordado, claro que, há dias assim. Acima de tudo há dias, em que nos apercebemos que nem todos os dias são iguais. Posteriormente, acordamos num daqueles dias em que queríamos que todos os dias fossem iguais. Existe sempre aqueles dias, cinzentos que nos fazem ter saudades dos dias calorosos, mas depois quando chegam os calorosos ficamos com umas saudades enormes dos dias cinzentos. Definitivamente há mesmo muitos dias.
Há dias em que preferíamos que não houvessem mais dias, há dias em que, em virtude do que se conhece hoje em dia, queiramos ser emos e odiar os nossos pais. Há dias em que pensamos que mais depressa nos suicidaríamos do que pintaríamos as unhas de preto. Há dias em que gostávamos de ter nascido num país diferente. Há dias, em que. adoraríamos que todos os dias, fossem como um certo dia que passou e que temos consciência de que nunca mais vai haver outro dia igual, parecido, ou semelhante.
Quando acordamos nunca sabemos que dia vai ser ou como vai ser, podemos ter uma breve noção de acordo com o que está apontado na agenda, mas nunca, jamais, podemos adivinhar na íntegra como é que o dia vai ser, normal. Fazemos figas para que passe rápido, noutros, fazemos figas para que nunca mais acabe. Há dias em que só queremos dormir, dormir o dia todo, ficar a partir choco no sofá ou na cama, sozinhos ou acompanhados. No entanto, há dias em que a palavra dormir parece saída de um livro do Tolken, é pura ficção.
Há dias em que sentimos umas vontades enormes de fazer qualquer coisa que sempre tivemos vontade de fazer mas continuámos sempre a adiar para outro dia.

Podia continuar o dia inteiro a escrever sobre como podem ser os nossos dias. No entanto, e no meio de tantos dias, queria apenas deixar bem explicito que, não há um único dia que passe que não pense em ti.

Sei que te Amo.

Coisas giras, é o que está no meu pensamento. São. Aquelas coisas bonitas, engraçadas, jeitosas, bem feitas, muito bem feitinhas, saudades dessas coisas jeitosinhas. Oh orientação, perdida porque está sozinha, mas encontra-se, pudera, é jovem.
É jovem porque tem pouca idade, mas verdade verdadinha, é mesmo boazinha. Nas orelhas tens pendurados aqueles brincos maravilhosos, para a maioria das gentes são horriveis, pois não passam de velhas argolas de ferro, para mim, são um belo pormenor numa mulher linda.
Foste de repente, alguém que entrou do nada e até agora ainda não saiu por nada. A culpa não é minha e muito menos tua, a culpa é daquela seta maldita. Tenho por hábito culpar o cupido por me apaixonar demasiado depressa, tenho por hábito queixar-me de ainda não ter encontrado um bode expiatório por raramente me esquecer de quem não quero amar.
As coisas que te quero dizer já te as disse mas tu não as ouviste, disse-as para mim e tu nunca te apercebeste. Amo-te, foi a palavra que mais te disse, mas foi bonita a única que ouviste.
Aos anos que tento descrever-te e aos anos que falho sempre que tento. Existiu sempre um medo enorme de tentar dizer-te na íntegra o que sinto, talvez por nunca saber ao certo e ter medo de proferir as palavras erradas num certo momento quase-certo.
Sempre que estava ao teu lado, sentia-me preparado. Preparado para te dizer "Amo-te faz anos" , por sina ou não, no momento em que o lábio de cima começava a libertar-se do lábio de baixo era então que aparecia aquele poço enorme de insegurança, medo. Em menos de 2 segundos passava-me pela mente todos os minutos que tivemos juntos, tudo, com pormenores tão pequenos e inúteis que dava comigo a pensar "Estou apaixonado".
Acabava sempre por permanecer apenas a intenção de mover os lábios, antes que o pudesse fazer tu dizias o-do-costume, que acabava sempre por me calar mesmo sem que tivesse dito o que quer que fosse: "Pedro.. ai desculpa, ias dizer alguma coisa?"

- Não (mas sim).

Os meus preferidos

Pretensioso ou não, decidi fazer uma lista daqueles que para mim são os meus textos preferidos. O resto, vem por acréscimo.

Osh..

Cata.. erm.. Cataclsissimo.. hmm.. Autoclismo?

C'mon son, how can you be so stupid?

pfff.. headache, fuck, oh, my toughts..

you can't be serious

Do you still have that bag I give you?

Onde?

o aborrecimento mata o tempo

"As meninas da ribeira do sado é que é.."

Porto Seguro

Textos Assim?

Aquela pessoa

Individualidade Estranha

Ah!

Não sei do que falo, e também não sei se quero falar!

Indesejável Dor..

É fodido..

Apetece-me escrever..

LJAHSDGJHBSOHBSORB!!!!!!!!!!!!!!

Retrocesso temporal?

Sentimento

PITAX!

Isn't that funny

hi5-ologia

Tempo

Ooooops!

quinta-feira

Internacional Situacionista

A 28 de Julho de 1957 surgiu numa vila Italiana chamada Cosio d'Arroscia (Liguria), uma fusão de várias tendências artísticas que se auto-definiam a vanguarda da época. Esta fusão (e mais tarde um movimento) incluía influências adicionais do movimento COBRA, dadaísmo, surrealismo e Fluxus. Foi inspirado pelo Conselho operário e pela Revolução Hungara de 1956.

O movimento criado chama-se "Internacional Situacionista" (IS), uma vertente da Anarquia. Dos membros mais famosos destaca-se Raul Vaneigen e Guy Debord. Vaneigen e Debord não eram propriamente amigos, tanto que mais tarde Vaneigen foi expulso da IS por Debord. Num livro publicado por Vaneigen em 1967, "A Arte de Viver para as Novas Gerações" , Vaneigen questionava todos os pilares da sociedade, a inversão da perspectiva foi sistematicamente exposta, tal como o momento em que a subversão constrói um novo mundo.

Debord foi muitas vezes descrito como aquele que deu clareza intelectual ao movimento, mas para muitos, ele era considerado um ditador que controlava a escolha dos membros e o desenvolvimento do grupo. Era um bom escritor, outros diziam que era apenas um pensador secundário, mas partilhavam todos da mesma opinião, de que Debord foi um grande activista politico.

A IS, via como propósito a redefinição radical do papel da arte no século 20, os situacionistas tinham um ponto de vista dialéctico e assumiam a tarefa de "superar" a arte, abolindo a noção da mesma como uma actividade especializada e separada transformando-a naquilo que seria parte da construção da vida quotidiana. Para os situacionistas, a arte ou era revolucionária ou não era nada.



"O espectáculo não é uma colecção de imagens, mas uma relação social entre pessoas intermediada por imagens... O espectáculo no geral, como uma concreta inversão da vida, é um movimento autónomo daquele que não vive... O mentiroso mentiu para si mesmo" - Guy Debord

-


Por esta altura, a maioria de vocês deve estar a bocejar, e muito provavelmente estão a pensar precisamente o mesmo que pensam nas aulas de matemática: "Isto não me vai ajudar quando eu for adulto e precisar de arranjar um emprego"

A verdade - e para ser muito sincero - é que não. Não, nada do que acabaram de ler vai ajudar-vos a arranjar um emprego quando forem adultos, muito menos se se aplicarem para o macdonalds e durante a entrevista disserem: "Ah, mas eu sei quem foi o Guy Debord!" , o mais certo é que a resposta do outro lado seja: "Pois, mas não tens aptidões para fritar um hamburger" (WOW!) .

A conclusão a que eu quero chegar é muito simples: saber nunca é demais. Eu também não sei muita coisa, mas interesso-me por tudo, embora não saiba nem metade.

Embora isso não me garanta um posto de trabalho no macdonalds, garante-me no entanto uma certa felicidade ao saber que embora não possa fritar hamburguers, consigo argumentar seja com quem for, qual seja o assunto. Ignorante não é aquele que não sabe, é aquele que não quer saber. Eu não sei, mas ao menos dou-me ao trabalho de questionar.









Tomem o exemplo da BELLLLISSSSIMAAA Natalie Portman. É linda, é famosa, tem um corpo completamente (AAAAAAAAH) espectacular. É capaz de ser das poucas actrizes que usou a cabeça para subir na vida. Enquanto a maioria as usou para os flácios, ela formou-se em Harvard com um bachalerato em psicologia.



Foto: http://www.amazon.com/
Informações retiradas da Wikipedia

domingo

Isn't that funny

Estou farto que me vejam como descartável. Eu não espero nem quero que mudem, muito menos por mim, mas não admito que me vejam como alguém com quem acham engraçado falar quando estão mal, quando se chatearam com alguma coisa ou com alguém.
Estou farto de ser aquela pessoa que só serve para apoio de alguém quando estão a necessitar de ajuda, porque parece que quando estão bem eu não existo.
Eu falo com vocês esteja bem ou mal, esteja a rir ou a chorar, procuro-vos não apenas quando estou mal, e procuro-vos mais vezes quando estou bem, para não terem que aturar com o meu feitio quando não estou bem disposto ou chateado com alguma coisa.

Para um homem, não foder com a rapariga que acabou de conhecer, é uma noite para esquecer, e para uma mulher, foder com um rapaz que acabou de conhecer, é uma noite para esquecer. Isto é meio estúpido, mas não deixa de ser verdade.

Mais estúpido, mas mesmo mesmo muito estúpido, são vossas lamurias quando ele vos mete um belíssimo par de cornos. Durante uma semana ele é o gajo mais nojento do mundo porque vos traiu com alguém mais gorda. Vocês, na vossa depressão e tristeza, comem! E como que por milagre, passado uma semana ele pede desculpa, e vocês com um cheseecake na mão, aceitam o pedido.

No outro lado, o gajo que vos traiu, traiu-vos porque tinha recebido uma SMS de alguém a dizer que vos tinha visto a meter-lhe os cornos, quando na verdade a SMS é uma mentira, o gajo que lhe enviou a SMS tem inveja dele porque queria andar com vocês. Ora, ele (o traído), na sua masculinidade perfeita e fã dos morangos com açúcar, mete-vos os cornos com a vossa prima para vos fazer inveja.

Ele resolve pedir-vos desculpa, quando a prima da vossa prima, vos conta que a vossa prima enviou-lhe uma mensagem a dizer que vos tinha visto a meter-lhe os cornos, só para ficar com o vosso namorado.
Por força das estatísticas, a culpada é sempre a prima.

Este é um dos muitos casos que já passaram pelo meu consultório online, ao que eu chamo: Mas Será Normal? (MSN). O que é engraçado no meio disto tudo meus caros amigos e amigas, é que eu não sou de maneira algum psicólogo, foda-se nem sequer acabei o 12º ano, mas sou com toda a certeza vosso amigo.
Portanto, se só e apenas me vêm como alguém que serve como mera escapatória emocional para os vossos pares de cornos semanais, não vale a pena falarem mais comigo.

terça-feira

Guillermo Vargas Habacuc

Em 2007, Guillermo Vargas Habacuc, colheu um cão abandonado da rua, atou-o a uma corda curtíssima na parede de uma galeria de arte e deixou-o, a morrer lentamente de fome e sede. Durante vários dias, tanto o autor de semelhante crueldade, como os visitantes da galeria de arte presenciaram impassíveis à agonia do pobre animal. Até que finalmente morreu seguramente depois de ter passado por um doloroso, absurdo e incompreensível calvario.












A prestigiosa Bienal Centroamericana de Arte decidiu, incompreensivelmente, que a selvageria que acabava de ser cometida por tal sujeito era arte e deste modo tão incompreensível, Guillermo Vargas Habacuc foi convidado a repetir a sua cruel acção na dita Bienal en 2008. Criou-se uma petição online para que Guillermo não repetisse a suposta crueldade, já assinada por mais de dois milhões de pessoas.

Entretanto Juanita Bermudez (o director da galeria) veio a público dizer que o animal estava sempre solto excepto durante as três horas que durava a exposição, que era alimentado regularmente por Guillermo Vargas, e que acabou por fugir pouco depois de um dia.

Vargas disse que "a peça" servia para testar o público e que nenhum dos visitantes teve qualquer tipo de intervenção de modo a ajudar o animal. Vargas não quis revelar se o animal acabou por sobreviveu durante a exposição e garante que recebeu várias ameaças de morte.

-

Eu acho estranho que no inicio se diga "Durante vários dias", que no fim o director da galeria diga que "o cão fugiu no primeiro dia", e ainda no último parágrafo Vargas "não revela se o animal sobreviveu" .
Se Guillermo Vargas tomou mesmo a atitude de deixar o cão morrer à fome e sede como acusam os activistas e defensores dos direitos dos animais, então ele devia ser posto num tribunal e condenado.
Mas se Guillermo Vargas de facto alimentou o cão e o soltava fora das horas da exposição, mas mantinha-o preso numa corda curtíssima, apesar de ser um bocadinho incómodo para o animal, não me parece que tenha cometido qualquer tipo de crime.


fontes: http://www.artinfo.com/ (noticia)
http://www.theviciousviolet.blogspot.com/

OOOOOOOOHH!!!!

hi5-ologia

O que raio é o hi5 hoje em dia ?

Pareceu tão prometedor ao inicio, uma rede engraçada com o objectivo de criar amizades e re-encontrar amigos. Hoje? Hoje parece ser uma prova de estatuto social e tema de conversa de café como se se tratasse de algo importante e significante para a imagem da pessoa.

Eu pessoalmente acho estranho, acho mesmo muito estranho, que alguém fique chateado por não estar no top de outro alguém. Da última vez que estive em Portugal, das frases mais ocorrentes que ouvi foi: porque é que não estou no teu top?

Quando estava na escola antes de vir para Espanha, lembro-me que um colega da minha ex-turma passava (no mínimo) 40% do tempo prático da aula no hi5 a ver fotos, comentar fotos, comentar perfis, enviar mensagens. Chegava mesmo a ficar aborrecido se ninguém lhe fizesse comentários às fotos ou ao perfil.

E agora com a chegada do verão vamos ver uma inundação de fotos no hi5. É nesta altura que toda a gente luta para ser cada um mais original que o outro. Procuram musicas que sejam "fashions" para roubarem uma parte do refrão da mesma, meterem nas descrições das fotos do hi5 para darem um ar mais "in" à coisa.
O hi5 tornou-se numa excelente maneira de cada um demonstrar quem é ao mundo, sem abrir a boca, basta para isso editarem os interesses, os filmes, jogos, livros preferidos, até mesmo as citações preferidas. Quando alguém me vir na rua e me reconheça vai dizer: "Olha aquele chavalo também gosta do Pulp Fiction".


E o factor surpresa?

Quando eu conheço uma pessoa nova, não sei nada sobre ela. Começo por saber o nome, a idade, se é da mesma cidade que eu ou não, e vai daí estamos a tomar café. A curiosidade surge e vai-se perguntado, cria-se ali uma intimidade, cria-se acima de tudo uma amizade.

E o que é que o hi5 nos dá? Tudo!

Conheço uma pessoa, não sei nada sobre ela, começo por saber o nome a idade, se é da mesma cidade que eu ou não e vai daí, estamos a tomar café. A curiosidade não surge, e porquê? Porque entretanto eu já fui ver o perfil do hi5 dessa pessoa, e sei os livros que gosta, os filmes que gosta e inclusivé sei a sua citação preferida.

Amigos amigos amigos, hi5 à parte. Fazer do hi5 uma parte integrante do nosso dia-a-dia é doentio, sentir a necessidade de auto-afirmação e de satisfação pessoal com o hi5 como factor determinante nesse aspecto é catastrófico.

Isto aplica-se ao YouTube, ao MySpace, ao Facebook, ao Orkut, e a todas as outras redes sociais cuja função é aproximar as pessoas, mas ao invés está a aproximá-las do computador.



O mundo hoje é de facto uma aldeia global, mas o mais certo é daqui a menos de 50 anos nenhum vizinho se falar.

domingo

Osh..

Há (de haver) dias assim, e eu hoje estou num deles. Acordei com vontade de ir dormir para o dia passar depressa, soube logo assim que despertei que o dia de hoje ia ser um dia daqueles, e foi.

E cá estou eu hoje, num daqueles dias. Ora o que é certo, e talvez engraçado no meio desta história toda (que não é nenhuma), seja o simples facto de me ter apercebido que o dia hoje não ia ser bom, não! Soube logo que ia ser medíocre, fraquinho, assim-assim, já-tive-melhores. Eu sempre fui daquelas pessoas que adoram dormir, venero o sono, venero a minha cama, venero lençois de flanela no inverno, mas também sempre fui daquelas pessoas que consideram que dormir é uma perda de tempo nalgumas ocasiões.
Por exemplo, irmos passar férias e dormirmos metade dos dias, é estúpido, é claro que ninguém o faz, mas se o fizesse, seria uma pessoa estúpida, estúpido.

De há uns dias para cá, estava eu a ouvir a minha música e uma espanholita pediu-me se podia ouvir o que eu estava a ouvir. Ela pega no fone esquerdo, e começa a ouvir Nirvana.
Passado uns bons 10 segundos vira-se e diz-me (em castelhano): Desculpa mas não gosto, não percebo Português.
Isto revoltou-me de certa maneira. Compreendo perfeitamente que não conheça a banda, mas não conseguir distinguir o Inglês do Português, é.. foda-se toca no limite da ignorância animal.

Vivi e cresci numa cidade pescatória, com um dos maiores portos de Portugal, grandes empresas industrais (caso da Secil e da Inapa), uma serra com uma fauna única no mundo, virada para o estuário do Sado e depois da peninsula da Tróia o Oceano Atlântico. Hoje estou enfiado numa terra mais pequena que Palmela, a 11 quilómetros está a capital mundal do azeite, a maior cidade mais perto fica a 80 quilómetros, e num raio de mais de 200 quilómetros quadrados não se vê nada para além de oliveiras. Para ajudar à festa, o Q.I. da população no geral num raio de 500 quilómetros quadrados não ultrapassa os 30 pontos.

Sinto necessidade de aprender coisas novas, ouvir novas músicas, conhecer novas maneiras, novos sabores, sinto necessidade de me expressar, sinto necessidade de chegar seja onde fôr desde que chegue lá sozinho. Sinto necessidade de gritar, de respirar fundo, de viver, acima de tudo de viver. Para mim viver é criar, criar é aprender, aprender é viver.
À medida que aprendemos vamos tomando conhecimento, e o conhecimento é tudo. A ti, podem-te tirar tudo, menos o conhecimento. E eu sinto que aqui não aprendi nem aprendo nada.

Custa-me passar por isto sem o vosso apoio, mas já aprendi a lidar com a situação. Não tive outro remédio, se tivesse a morrer de sede e precisasse de algum de vós para me dar um copo de água, o mais certo era ter que recorrer a um cacto. A verdade é que isto tudo custa, não é a primeira vez que o desabafo, mas que é chato é, dormir para passar a angústia de saber que já não sei quem sou.

Voltando ao porto de partida que nunca foi realmente um ponto mas sim uma letra (o H), eu adoro dormir, mas hoje em dia é completamente ridiculo que dormir se tenha tornado a melhor parte do meu dia.

sexta-feira

Albert Hofman

sabias que morreu o inventor do LSD?
Albert Hofman, aos 102 anos
foi a primeira pessoa no mundo a tomar LSD
quando ele era puro, imaculado e virgem
conclusão: a trip acabou aos 102 anos.
__________________________

a verdade, é que este homem foi um grande senhor.


"Eu produzi a substância como um remédio. Não é culpa minha se as pessoas abusavam dele"
__________________________



11 de Janeiro de 1906 - 29 de Abril de 2008