quarta-feira

Cagões

Somos mais inteligentes que os espertos, por alguma razão nascemos com um fio de carne do umbigo à progenitora (a meu ver é uma espécie de indirecta do tipo: amo a minha mãe, mas só o demonstro quando estou bêbado) mas teimamos em armamo-nos em estúpidos.
Espreguiço-me porque estou cansado, inclino o corpo para a esquerda, levanto levemente o rabo, cago-me como um porco, dou um bafo no cigarro, olho para a garrafa de água com fogo nos olhos e digo-lhe: "Já é a terceira vez hoje". Isto em menos de 4 segundos, sou recordista nacional nesse aspecto (estou seguro disso), aliás, é das poucas coisas que tenho a certeza que sou bom: culpar objectos pelos peidos que dou.

Mas o que é certo, é que só os dou porque ninguém os compra. Se houvesse quem os comprasse, talvez hoje os Portugueses não estivessem na merda. Assumam, somos cagões. Pelo menos alguns são, outros simplesmente bufam-se. Bufos. Não gosto dos bufos, mas odeio especialmente os cagões. Admito que "odiar" seja uma palavra um tanto forte, mas a verdade é que o meu sentimento por eles é bastante equivalente.

Cagões são aqueles putos cujos pais têm uma estabilidade económica suficientemente maior que a maioria de nós, que se podem dar ao luxo de passarem o liceu inteiro a fumar e a beber álcool como se o amanhã só chegasse daquí a 20 anos. Esses que ignoram o futuro porque possivelmente nunca ouviram falar dele, esses que em cada verão têm uma namorada descartável cada uma mais bonita que a outra, esses que aproveitam as ofertas do presente, aliciantes e entusiasmantes.

Esses que sem se preocuparem são os primeiros a terem a carta e o carro, esses que sem se preocuparem (e claro sem saberem como) são os que acabam sempre o curso à rasquinha, mas que no final têm sempre uma oferta de trabalho fixo, com um ordenado considerávelmente óptimo e com capacidade para crescerem dentro da empresa e subirem de posto numa questão de meses. Esses fazem-me lembrar o Richie Rich, mas muito, muito mais estúpidos.

Depois há os bufos, esses. Há esses..

Esses aindam conseguem ser mais estúpidos, porque querem ser tudo o que os outros são, e terem tudo o que os outros têem, sem considerarem a hipótese que talvez, os seus pais não consigam suportar certos luxos do mimado em questão. Está tudo dito, (...) fuckers!

Eu não suporto esse tipo de pessoas. Começam a fumar aos 11 anos e só aprendem a travar aos 13 anos (é um bom sinal demorarem apenas dois anos a aprenderem a travar, talvez não sejam assim tão estúpidos), começam a beber aos 12 (não podem perder muito tempo porque a vida é curta), roubam o carro ao papá pela primeira vez aos 15 anos (porquê tão tarde? bem porque eles necessitam de tempo, já sabem travar, agora não queiram abusar da sorte..), e têm relações sexuais pela primeira aos 14 anos! Prematuramente para a sociedade, para eles muito tarde, ou não tivesse ela tido o período na noite em que ele fez 12.

De facto eles não perdem a virgindade aos 14, mas como na altura ainda têm a pilinha (caralho) mole e sem pêlos púbicos (pintelhos), confundem a seda molhada, com a sensação de tocarem numa vagina (cona), e como não dura tanto como estão habituados a ver (ou estavam) no canal 18, não conseguem realmente descobrir a sensação de penetrar o interior quente e húmido de uma vagina (cona). Até que numa noite chuvosa de Inverno na casa da prima aos 19 anos gritam: "AAAAH! Então é isto..". Claro que para todos os efeitos, perderam a virgindade aos 14, mas a prima apercebe-se que não após 5 minutos.

Moral da "estória", os cagões são prematuros em todos os aspectos, menos na estupidez, essa perdura até à cova. Dos 11 aos 14 anos, começam a fumar e a beber, dizem que já fodem, fumam e tomam drogas, dos 11 aos 14 anos aceleram o processo de aprendizagem que devia demorar pelo menos até aos 20. A verdade é que ninguém (em que idade seja) devia sequer começar a fumar.

São a meu ver, vegetais que se movem, influenciados pelo que é ditado pelas empresas que apenas os usam como meros peers para gastarem o dinheiro dos seus queridos papás a comprarem tudo o que é demais desnecessário. Mas para eles, na sua consciência narcisista pseudo-consumista meramente obstinada a ser escravidazada pelas leis da ditadura comercial e capitalista, são nada mais do que: jovens que não gostam da ministra da educação (óptima desculpa para fazer greves e faltar às aulas), e que se acham no direito de evocarem o seu direito de manifestação e protesto enquanto cidadãos para se fazerem ouvir, quando na verdade nem falar sabem.

Não conseguem ter a sua própria opinião, a forma como se vestem varia de ano para ano, e a melhor maneira que têm para expressar a sua personalidade é meterem músicas dos seus artistas preferidos (ou pelo menos aqueles que artistas que num certo mês do ano lançaram um single que fez sucesso) no perfil do hi5.



São irresponsáveis, brutos, e broncos, são eles o futuro de Portugal.

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