sexta-feira

Cultura Geral - Parte 2

A Clockwork Orange



Mais Informaçoes sobre Stanley Kubrick

Cultura Geral - Parte 1

Arctic Monkeys - Fluorescent Adolescent




Mais informações sobre a banda

C'mon son, how can you be so stupid?

Mais uma vez, uma página em branco.

É triste para mim, tentar aceitar que sempre que preciso falar com um amigo, vejo-me quase que obrigado a recorrer a uma folha em branco, e às minhas palavras apenas, quando procuro palavras de conforto para além das minhas.
Quando mais preciso de vocês, vejo-vos tão longe. Chateia-me (imenso) a minha situação, sinto-me cada vez mais distante de vocês, sinto que a cada dia torno-me menos importante, mais "dispensável" .
É normal e estranho seria se não o fosse. No meio de tanta preocupação e confusão, consigo aceitar que assim o seja, porque a partir do momento em que vi o sinal de trânsito com uma linha negra por cima de Portugal tornou-se claro que assim o seria.

Hoje apercebi-me que tudo aquilo que desejei que nunca acontecesse, está a acontecer. Desde o primeiro dia que cá cheguei, que temia por isto. Temia não pelas amizades, mas pelo sentimento de revolta que estou a sentir. Não é assim tão difícil de descrever o sentimento, mas sim é difícil descrever o sentimento que estou a sentir por não querer senti-lo.
Olho para as minhas mãos e vejo-vos a escapar, vocês meus amigos, vocês meus abraços, vocês meus beijos, vocês meus minutos passados com aqueles que a mim me são muito, vocês que a mim me deram mais do que aquilo que alguma vez pensei vir a ter, porque apesar de nunca vos ter dito, pondo o feitio de merda à parte, pondo as minhas nóias pessoais à parte, as minhas asneiras, os meus erros, os meus ditos e dizeres, as minhas palavras menos apropriadas, os meus actos menos próprios, amo-vos. Todos a todos, e a ninguém indiferente. Jóia guardo no meu nome até à cova, e a vós, guardo-vos no coração.

De irei a cheguei não passou muito tempo. Embora já cá esteja à quase dois anos, o primeiro ano passei quase que a sonhar com a chegada do verão. Chegado o verão era altura de "imigrar" por poucos dias para o meu país de origem. Dias esses que se tornaram em semanas, que depressa se tornaram em meses. Dois meses. Em dois meses vivi, vivi com aqueles que gosto, com aqueles que parecem fazer o tempo parar. Achei estranho que em certas ocasiões combinar um café ou algo semelhante que pudesse resultar em socialização, pairasse no ar uma certa sensação de desconforto. Não dei a mínima importância ao caso (pensava eu) , queria apenas aproveitar ao máximo sabendo que mais cedo ou mais tarde, iria voltar para longe de vocês.

O verão passou, restava-me então sonhar com a chegada do inverno e da quadra natalícia para poder voltar a Portugal. E assim voltei. QUE SAUDADES! Saudades dos cheiros, dos sabores, de tudo o que ficou e de tudo o que deixei, mais explicito não ser. Foi estranho sentir mais do que ver, que num ano e pouco, tanto mudou. Mantiveram-se os cheiros e os sabores, mas os sentimentos simplesmente já lá não estavam, pelo menos alguns.

Admito que das poucas vezes que fui a Portugal forcei algumas coisas, tentei com que outras funcionassem e tentei corrigir outras, mas ao que parece só fiz merda, porque hoje em dia, já nada é como costumava ser, e aí pergunto-me: será que alguma vez o foi? É legítimo perguntar.

Portanto, o que eu tenho vindo a querer perguntar é: Qual é o problema? Qual é o meu problema que parece que tenho tendência a afastar e magoar aqueles que a mim me são mais próximos? É a maneira como digo as coisas? É a maneira como reajo quando me dizem as coisas? Será que é pelo facto de falar de muito de mim? Falo muito sobre mim? Falo pouco sobre vocês? Sou mau ouvinte? Sou bom ouvinte?


Desde que cheguei a Espanha não fiz mais nada do que pensar em situações que deixei em Portugal, situações que me ocupam a cabeça o dia inteiro, as semanas inteiras, os meses inteiros, situações às quais, se eu fosse uma pessoa normal talvez não desse tanta importância, situações que não me têm deixado viver como eu quero, e como eu acho que devia viver, devia estar a viver sem pensar tanto em vocês mas não consigo, simplesmente não consigo.


Assusta-me imenso não saber o que cada um de vós pensa de mim, e embora isto possa parecer um pouco egocêntrico e toque na linha do narcisismo, a única razão pela qual eu quero saber se existe algo que me queiram dizer, algo que ficou por dizer, seja o que for por mais pequeno e insignificante que possa parecer, digam-me, para que eu possa mudar, para que eu possa tornar-me numa pessoa melhor, porque já é difícil eu estar aqui sem vocês, e o simples pensamento de que algum dia vos possa vir a perder por algo que disse ou fiz, seria a pior coisa que me podia acontecer.

Mas depois pergunto-me: será que vale a pena lutar por todos vocês, quando nenhum de vocês luta por mim?

Deus que é Deus não agradou a todos, então porque raio é que eu tenho que tentar agradar a todos vocês?
Só peço que nunca me dêem razão, porque se algum dia o fizerem, significa que estão a passar pelo que eu estou a passar neste momento (e não o desejo a nenhum de vocês). E talvez nessa altura, compreendam na totalidade aquilo que eu escrevi.
Nunca vos agradeci o tempo que despenderam por ou/e para estarem comigo, mas muito sinceramente, também nunca me tinha apercebido que isso vos incomodava de uma maneira ou de outra.
Nunca obriguei ninguém a passar tempo comigo, se se sentiram por algum momento numa situação de obrigação, não vos peço desculpa, muito pelo contrário, apenas tenho que realçar a vossa parvoíce por nunca me terem dito nada.


Acham que não custa que desde que cá estou, que nunca ninguém me tenha enviado um email não contando com aqueles cujo titulo da mensagem é "A MENINA DA TELCEL (POIS, É INTERESSANTE)" ?
Acham que não custa ligar o MSN (por mais ridículo que isto possa parecer) e entre as 60 pessoas que estão online ninguém me dizer nada?





Foda-se a mim, custa-me.





Estava a achar bastante difícil manter tudo isto cá dentro por muito mais tempo.
Não estou a escrever isto para me armar em vítima, não me quero auto-martirizar com as minhas próprias dúvidas perante os meus amigos, apenas desabafei.

domingo

you can't be serious

- tou com dores de estomago
- o que é estranho
- visto que nao faço nada da puta da vida
- passo os dias sentado a comer
- e a fumar
- logo.. im not fat
- im just, unfit
- this BIG TIRE over here its just..
- hm..
- ok maybe im a litle bit tiny fattty
- and ..
- so, how's that marriage coming along ?
- im a jew ..
- that can't mean you can't get married
- IM A JEW LIVING IN GERMANY IN THE 40'S !
- HEY, WE ARE ABOUT TO GET KILLED, IM JUST TRYING TO TALK BEFORE I DIE
- IS THAT TOO MUCH TO ASK ?
- ok ok, sorry ..

dedicado ao meu melhor amigo, que nao quis a minha ajuda com a sua carta de suicidio.

pfff.. headache, fuck, oh, my toughts..

Paira no ar a sensação de vazio. Sinto-me entranhado numa mescla de estranheza e pouco amanhã. O hoje, banal e intransigente, intensifica-se a cada dia. Tédio sufocante e um pouco de laxante, ideia genial para limpar o estômago, e não deixar passar outra tarde em branco. A dor que aparece em sítios diferentes, sempre à mesma hora, sempre no mesmo momento, naquele instante ignorante e bruto. Fugaz fogueira cintilante, no pico escuro da noite, que me faz querer ser uma labareda, laranja e incandescente. Problemas inconscientes, dados inconsistentes e insuficientes que me dificultam o caminho, e não me deixam seguir em frente. Farto, farto de desilusões que me chegam a partir de ilusões. Mudo conforme penso, ora sou optimista ao ponto de tentar encontrar uma estrela num dia de verão quente, ora sou pessimista e não acredito que o Papa seja crente. Esse, o amor que afecta tanta gente, de mim esconde-se, e nunca o vi com cara de contente. Tenho pena de viver num mundo, onde a única certeza que tenho, é que 300 gramas de estrelitas, contêm 123 calorias (pelo menos é o que diz no pacote).

terça-feira

THE RUSSIANS ARE COMING!

ooooooooohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh adorava conseguir escrever neste momento!

aquelas pessoas com quem eu gostava de estar todos os dias, pelo menos 26 horas, CREDO!
saudades daqueles risos, daquelas conversas parvas que tornam as tardes perfeitas (demasiado teenager?) aaaaaahhhhhh mas é verdade!

que se passa agora que toda a gente quer-se fazer parecer super sofisticado, na forma de escrever, falar, vestir, POR AMOR DE DEUS!

this must be heaven, 'cause you look like an angel.. nunca me disseram isto. de acordo com uma sondagem minha nunca disseram isto a ninguém que eu conheça, até porque actualmente estou a viver em espanha, e se alguém dissesse isso a um espanhol, ele simplesmente fazia cara de parvo e retorquia com o lábio superior arqueado para cima juntamente com a sobrancenlha: "¿¿¿¿¿¿ CÁ'DICHOOOOOOO ??????"

bem é estranho, eu estar aqui com saudades de tantas pessoas, ok não são assim tantas, PRONTO, dá para contar pelos dedos.. das mãos.. da mão direita..

não faço puta ideia porque é que ainda continuo a escrever no blog, acho que tenho esperança que alguém o leia um dia destes. bem não alguém anónimo, mas alguém que eu conheça, sei lá..

weird little dude, RUUUNNNNNN NIGGGAAAAAAA RUUNNNNNNNN!!!!!

I WAS STONE THAT NIGHT OK?

Jesus ..

sexta-feira

Do you still have that bag I give you?

- Ok tipo, imagina um corredor.
- Ok ok, tudo bem, um corredor, tou a imaginar.
- ÓPTIMO! Um corredor escuro, tás a ver?
- Nao.. tou a tentar ver o jogo mas não consigo por alguma razão..
- Tou-te a chatear.
- CÁ-NADA!
- ÓPTIMO!
- Err..
- Que foi?
- Esquece.
- Ok. Tás a ver o corredor?
- Tou.
- Um corredor escuro, tás a ver?
- Mas para que raio queres que eu veja um corredor escuro?
- Já lá chego!
- Já lá chegavas..
- Ok pronto, tipoooooooooo hmmmmmmm..... tipo coiso, a modos que eu no outro dia, tava no pc tas a ver, e deu-me bué fome, mas já era bué tarde, e as luzes estavam apagadas, e eu nao via nada porque tava escuro, e foda-se, amando um cacetadão no balde da esfregona, e cheguei a uma conclusao.
- Qual?
- Sabes aquele ditado que é tipo "coração que não vê, olhos que não sentem" ?
- É ao contrário.
- O que?
- O Ditado..
- É?
- Ya.
- Tas stone?
- Ya.




PS: Qualquer semelhança com a realidade será mera coincidência.