segunda-feira

Há frases e frases

"Entre o 'Dá-me o telemóvel já' e o 'Dás-me positiva ou levas um tiro' chegou a altura de avaliar a ministra de acordo com os seus próprios padrões."

Mário Crespo, "Jornal de Notícias", 29-12-2008 (retirado do Público online)

terça-feira

Exponho

Sinto raiva por não conseguir expor a raiva que sinto de ti. Por agora é só isto, mais tarde talvez fale um pouco sobre ti.

Janis Joplin - Try



Live at Woodstock - 1969

Que ideia.

Que ideias tens tu dos outros se quando te perguntam que ideia tens tu de ti ficas mais vermelha que um tomate simplesmente pela falta de capacidade que tens em falar e pensar ao mesmo tempo? Não sei onde queres chegar, a verdade é que quanto tentas não chegas a lado nenhum limitas-te a ficar pelo caminho, cortas o teu próprio raciocionio com ideias ultrapassadas pelo tempo e ideologias já desmascaradas pela sociedade, se formos pela ciência nem te dá direito de te sentares na cadeira.
Chega de monopolização ideológica usada para manipular massas com dizeres, fazeres, acordos e poderes com a falsa glória da liberdade a partir de um mártir criado por cujos hoje apelidados de guionistas. Eu sei que é natal, mas foda-se estou farto do vaticano. Só concordo com a igreja numa coisa: devíamos proibir o uso do preservativo.
- Então.. mas a igreja não tem nenhuma alternativa.
- Como assim?
- Então.. a igreja quer abolir o uso do preservativo através de incentivos morais com ideias imorais, mas não dá nenhuma alternativa ao uso do preservativo, que é uma das principais formas de combater o alastramento da SIDA.
- A sério? Então qual é a ideia deles?
- Nenhuma, simplesmente não aprovam o uso do preservativo.
- Mas isso é estúpido..
- Pois é.
- OLHA! Atão, pronto, não concordo com a igreja.. espera.. não, não concordo mesmo com a igreja em nada.

Só Amor, só.

Minha pequena, minha querida. Corro em pânico aos gritos, quem olha para mim diz que o mais certo é estar maluco mas eu não ligo e lá vou eu a gritar: "ONDE ANDAS? ONDE ANDAS?"*.
Sinto-me perdido, tenho passado estes últimos tempo a pensar numa conversa que tivemos que me fez mudar completamente a percepção que eu tinha sobre ti e sobre nós, que horror já não saber o que pensar ou dizer sobre ti e sobre nós. O mais certo é não saberes do que falo, o mais certo é nem sequer te teres apercebido do que se passou, o mais certo é não se ter passado nada mas o que tu disseste, a forma como reagiste, as acções que assumiste e acabaste por tomar fizeram-me aperceber que estou, estive e possivelmente ainda estarei enganado sobre ti.
Minha pequena e mais que querida, minha linda e amorosa princesa eu amo-te, amo-te bastante, amo-te demasiado e no entanto questiono se o que realmente sinto é amor ou apenas uma doce ilusão. Deixa-me por favor, deixa-me amar-te, deixa-me fazer com que te sintas rainha num mundo criado por nós e para nós, eu quero amar-te como nunca quis nada na vida, nunca te quis tanto como te quero agora por favor imploro-te de joelhos, ajoelho-me perante ti, puxo-te pela mão para me dares um pouco de atenção e quando finalmente a obtenho olhas-me nos olhos e eu pergunto-te: "Será isto amor, diz-me se será isto amor?".
Tu não respondes e foges assustada com ar de quem sabe mais do que deve, e não sentes dó em deixar-me abandonado e ajoelhado no meio de uma praça cheia de dedos apontados a mim, permaneço ajoelhado enquanto te vejo cada vez mais longe à espera que olhes para trás, à espera que num breve momento de consciência te apercebas que me deixaste perdido outra vez mas tu simplesmente não paras, e mais uma vez acabo por te perder por te querer amar.
Já não consigo mais, perdi as forças, estou farto de tentar, começo a pensar que já não vale a pena querer estar contigo, querer como eu te quero ninguém te quer e tu, sabendo que eu sei que tu sabes magoas-me quase de propósito, parece que de certo modo me queres esgotar para depois me puderes curar e puderes dizer que foste tu quem me salvou, mas eu vou dizer a toda a gente que foste tu quem me magoou.
Basta de ti por favor. Já não te quero mais pois magoas-me mas sinto que preciso de ti, não te vejo como um vicio vejo-te como uma necessidade, vejo-te como alguém que me faz sorrir, amar, brincar, cantar, brindar, vejo-te como não vejo mais ninguém mas tu apenas me vês como um zé ninguém. És-me demasiado para me saberes a tão pouco, tenho tanta pena de nunca te ter tido por um milésimo que fosse, nada mais peço. Já não acredito que um dia te possa ter, já não sei o que fazer nem o que dizer, já não sei quem hei de ser para te ter, complicas-me, baralhas-me, confundes-me, e eu mascaro-me, adapto-me, digo, faço, e nada e no entanto outros chegam e com um estalar de dedos lá vais tu de queixo caído.
Depois de tanto procurar, depois de tanto gritar, depois de tanto correr finalmente encontrei o porquê de já não saber quem és e quem somos, e nunca pensei que pudesse ser tão simples : não sei porque apenas és e nunca o fomos, não sei porque nunca o havemos de ser.
Queria-te ofender, queria tanto ofender-te, chamar-te nomes e insultar-te mas já nem isso consigo e tenho pena porque merecias mais do que um já gasto puta.

quarta-feira

Bush-amos



Animação GIF da autoria de printmeister (b3ta.com) +

terça-feira

Tornamo-nos pessoas.

Tornamo-nos pessoas e sabemos para onde vamos e o que queremos mas nem sempre sabemos quem somos, então procuramos saber mas entretanto acabamos por morrer sem nunca realmente saber o que fomos: pessoa ou humano? Quem és tu então? Saberás algum dia responder ou tal como eu não sentes necessidade de saber pois apenas te preocupas com o teu incansável medo de morrer? A verdade é que morres, e tendo isso sempre presente no teu pensamento a única coisa com a qual neste momento te preocupas é em saber quem és porque apesar de já saberes quem queres ser tens medo de morrer e nunca saber quem foste.
Acabei de me aperceber que amo pessoas (quando no entanto à cinco minutos as odiava), são todas tão diferentes e únicas cada qual à sua maneira que apesar de não sermos mais do que uma enorme infecção num planeta antes de nós idolatrado pela natureza, que merecem ser amadas, talvez seja por isso que se apelide de almas gémeas quando duas individualidades semelhantes se encontram por força do acaso muitas vezes tratado por destino.
Não gosto de acreditar no destino porque tenho medo de me tornar demasiado preguiçoso, se o destino realmente "funciona", se realmente existe então para quê sair de casa? Mais cedo ou mais tarde alguém vai bater à porta e mudar a minha vida radicalmente, que estupidez. Os Founding Fathers escreveram que todos temos o direito de perseguir a felicidade no entanto eu não acredito na felicidade acredito apenas em momentos, em momentos de felicidade. Se alguém te perguntar se és feliz o que respondes? Depende do momento, se na altura da pergunta tiveres entornado café acabadinho de fazer em cima das calças de certeza que não estarás muito feliz, vice-versa.
Hoje gostava de sentir mais um bocadinho do que costumava sentir ontem pois hoje sinto pouco, muito sinceramente hoje não sinto que consiga realmente sentir coisa alguma e acho estranho não me sentir preocupado mas depressa penso: "Mas se não sinto..". E hoje, hoje sinto-me bem.

quinta-feira

Coisinhas

- os anos 90 nunca deviam ter passado
- agora é que disseste algo que devia ser ouvido pelo mundo
- quando tou à rasca para cagar saem-me coisas destas

quarta-feira

les courants d'air



Completamente apaixonado por esta música. Descrição do videoclip: "Music video of GRAND TOURISM 'song "les courants d'air" featuring Terry Callier shot by D. Kerbrat"

I'm so into the things we share
Like floating in the air
Like a magic carpet ride
Nowhere to run, nowhere to hide

I step into a looking glass
See the future and the past
The room is blue and cold as ice
And I'm lost in paradise

Allons ensemble dans l'atmosphere
Laissons passer les courants d'air
We have no time to waste my friend

Yes, Come on!
Let's get in the wind
Let's get in the wind

The music gives speedy groove
I relax and watch you move
If I close my eyes instead
You're dancing in my head
In my head

I step into this looking glass
See the future and the past
The room is blue and cold as ice
And I'm lost in paradise

Allons ensemble dans l'atmosphere
Laissons passer les courants d'air
We have no time to waste my friend

Come on!
Let's get in the wind
Let's get in the wind


PS: Não tenho tido tempo nem para vir à net nem para actualizar o blogue.

Ó, Animal.

Estou perdido no paraíso*, sei que sim, mas estou cheio de raiva perante os outros, sinto que os meus sentimentos pelos outros se estão a tornar animalescos, já não consigo raciocinar limito-me a usar o instinto e assusto todos os que se aproximam de mim, faço-o apenas com uma palavra: odeio-te.
E odeio mesmo, é tão puro como saber que estou vivo e no entanto mais depressa questiono a vida do que o ódio que sinto por ti, nunca pensei que pudesse vir a sentir isto por alguém, realmente nunca gostei de algumas pessoas, mas odiar-te assim tanto como te odeio a ti é algo novo e refrescante.
Finalmente sinto que realmente conheço os meus sentimentos, tenho pena que tenha começado pelo ódio mas talvez assim dê mais prazer quando num determinado momento aperceba-me que estou apaixonado, talvez aí possa dizer: "Ah! Então é isto".
Hoje em dia sempre que acordo a primeira coisa que me vem à cabeça é: "Foda-se, mais um dia..". Mas sempre que me vou deitar a única coisa que realmente consigo pensar é que um dia vou morrer, e isso assusta-me de tal forma que passo horas na cama de um lado para o outro com medo que esse dia chegue, a morte em si não me assusta, assusta-me sim o total desconhecimento que tenho dela.
Lembro-me de ser uma pessoa com um voraz apetite para tentar agradar os outros querer fazer sempre tudo bem, querer chegar sempre a horas lembro-me também de ser uma pessoa simpática e acessível, mas depois de tudo o que passei não me lembro-me nem de dei conta do momento em que me tornei alguém tão frio e insensível. Não tenho pena, nem vou tentar mudar ou voltar a ser quem era, não, muito pelo contrário até porque estou bem assim, sinto-me bem assim, estou bem comigo mesmo e isso chega-me, os outros, esses, não merecem um segundo perdido, não merecem uma palavra dita sem pensar, não merecem um caralho, eu estive na merda, senti e passei por situações e momentos que nunca pensei algum dia vir a passar ou sentir e da única vez que lancei a mão ao ar de forma a obter ajuda, um carinho que fosse ou apenas uma palavra amiga, a única coisa que obtive foi merda de pombo no meio dos dedos, mas no entanto não deixa de ser engraçado que goste mais de pombos do que humanos.
Foi estranho, foi, foi mesmo muito estranho e em certas alturas foi tudo tão estúpido e incoerente que dava por mim a pensar: "Não, pá.. não, simplesmente não, não é assim que as coisas são, não pode ser assim".
Mas assim foi e assim são e isso assusta-me, quem diz que só acontece aos outros está a ser a pessoa mais quadrada deste infinito universo, temos que estar preparados para tudo, nós não esperamos por certas situações mas as situações também não esperam por nós, passam por nós, dão-nos murros, pontapés, enfiam-nos num poço de agonia e angústia e a única ajuda que nos é dada é algo que nasce connosco e não é nada mais do que a nossa força interior, é nestas alturas que aprendemos que só podemos contar connosco, com a nossa força e crença em querer ultrapassar o penoso caminho que temos pela frente.
Tenho pena de não saber escrever porque adorava realmente conseguir expor por palavras aquilo que realmente senti e passei, de verbalizar o que sinto, mas não consigo e isso foi outra coisa que aprendi: certos momentos são inexpressáveis. No entanto fico feliz por ter passado por tanto, sinto que tudo isto de certa forma me ajudou a crescer, sinto-me mais preparado, mais forte, mais maduro, mais adulto, mais feliz por saber que me tornei numa pessoa melhor.
Voltando ao ódio, a essa vil palavra que a cada vez que a oiço se torna mais agradável e acessível, o ódio que neste momento é forma preponderante em mim, talvez alguém se questione quem eu tanto odeio, o mais certo é ninguém se questionar porque o mais certo é ninguém se importar, no entanto sinto uma enorme vontade de tirar isto do peito, e pôr cá para fora esta frase que tanto me aflige e ao mesmo tempo tanto me agrada: odeio-te ser humano.
Mas sim sei dar valor, claro que sei dar valor a todos os quais me ajudaram e me apoiaram mas que acima de tudo se preocuparam genuinamente comigo, sei e vou dar valor até à minha última gota de sangue porque é nestas alturas que se vê os verdadeiros amigos, portanto desta experiência toda tirei grandes lições e aprendi, aprendi muito mas fundamentalmente cresci. Obrigado.


* Não sei como cá cheguei, não acho católico deixarem-me entrar no paraíso, logo a mim, alguém com tanto ódio a transbordar, e então sinto um suave toque no ombro direito, viro-me para trás e em vez de encontrar São Pedro, encontro o Kurt Cobain. Fico espantado e eufórico, aos gritos a gemer e a contorcer-me todo por dentro e com a voz mais calma de sempre digo:
- WHAT?
- Bem vindo ao inferno, por acaso não tens ervinha? O cabrão do Sid Viscious rasou o mercado todo, anda o inferno todo completamente limpo de drogas à pàla dele.
- WHAT?
- Pois, isto de poder consumir drogas e não morrer foi o melhor que aconteceu ao Sid.
- WHAT?
- Ok man tu és estranho, vou voltar para o meu casulo gigante feito com musgo de caracol e fios de lã de ovelha virgem do Sri-Lanka.
- WHAT?

Toque no ombro

Faz tempo que não te digo algo que normalmente fazia questão te de o dizer todos os dias. Talvez, pelo simples acaso me tenha esquecido do que te dizia, talvez apenas, na verdade não tenho a certeza.
Isto vem ao propósito de hoje ao acordar, ter olhado para ti agarrada à almofada e notava-se que estavas a sonhar, não sei bem como mas notava-se, tinhas um sorriso de orelha a orelha e no entanto tinhas chegado a casa à duas horas estafada do trabalho, e foi ai que me lembrei que havia algo por dizer.
Levanto-me da cama e vou tomar um duche, abro a torneira de água quente deixo correr um pouquinho e quando noto que está quente, abro um bocadinho a água fria, atiro os boxers para o chão e enfio-me debaixo do chuveiro. Deixo a água correr pelo corpo ainda meio adormecido e não consigo deixar de pensar que falta algo, que ando a deixar alguma coisa para trás, a água massaja-me o corpo e sabe-me tão bem, rapidamente esqueço-me de tudo e fico apenas de pé a sentir o suave repuxo do chuveiro a bater-me nos ombros.
Saio do chuveiro, pego na minha sempre fiel toalha de banho azul-turquesa e seco-me, a barba já com um dia deixo-a por fazer, gosto de a ver assim, visto uns boxers novos, visto as minhas queridas calças de ganga com aquele típico azul gasto, visto a minha tshirt preferida, as meias, calço os ténis, ponho um pouco de perfume e lembro-me que me esqueci de escovar os dentes. Lá os escovo rápido porque já estou meio atrasado e vou para a cozinha. Pego no pacote de pão de forma, meto duas fatias a torrar e ponho água a aquecer no microondas para fazer um chá de cidreira.
Acabo de comer, vou ao quarto buscar o casaco, pego nas chaves, abro a porta, fecho a porta e é ai que me lembro, que finalmente me vem à cabeça. Abro a porta outra vez, pouso o casaco em cima do sofá da sala, dirigo-me ao quarto, abro a porta devagar, chego-me ao pé da cama, encosto-me a ti, dou-te um ligeiro toque no ombro com a mão:
- "Amor, desculpa ter-te acordado.. Amo-te."

quinta-feira

Nirvana - Seasons In The Sun

Rascunho

Fazes de mim um boneco pois entristeces-me ó solidão. Sabes bem que desespero por atenção, preciso de mimos ó tristeza, sem ti vou acabar por morrer amor sem ti é-me bastante difícil conseguir sobreviver ó paixão.
Queimas-me a alma e deixas-me a arder numa pedra ao sol, a única coisa que me lembro de perguntar é porquê? Porquê? Porquê maldição? Nunca te pedi nada mas peço-te agora, por favor deixa-me, deixa-me viver, deixa-me ser, por favor peço-te: deixa-me querer.
Ninguém acredita, eu própria teria dificuldades em acreditar em tal absurdo mas eu oiço-te à noite quando a lua está calada e converso contigo quando as estrelas se apagam, no entanto não sei quem és nem quero procurar saber, tenho medo de me apaixonar sabendo que nunca ninguém me iria deixar amar-te.

domingo

Uma simples reacção

Oh, será hoje? Oh, e não é que acertei? Diz-me tu meu puto: quem és? Quem queres ser? Tu também não sabes e pouco ou nada fazes por saber, essa questão, esse tipo de dúvidas e não faças essa cara porque eu sei que as tens. Eu? Oh.. Eu meu caro amigo vivo para te dar as respostas, agora a vida.. bem essa vai foder-te as perguntas todas.
És, pensas que és um jovem incandescente e algo condescendente mas ai, ai é que te enganas caro, não és nada mais do que um pobre decadente.
Ainda perguntas? Ah.. mas que deplorável ser, já não chega, já não te basta triste pessoa? Não tentes argumentar comigo pois eu mais não sou algo, tão pouco sou alguém inóspito humano, NÃO! Eu sou apenas um reflexo dos teus pensamentos, um pouco da tua mente, és portanto o meu criador e no entanto sou eu que te ensino.
Engraçado como as coisas se tornam tão mais menos confusas quando te apercebes que de mim apenas consegues retirar um pouco de ti, SIM! Sou-te a ti mesmo um pouco de mim vice-versa. E isso assusta-te porque nunca pensaste ou achaste que tu, na tua cobarde tentativa de quereres ser alguém eu aparecesse e te dissesse: se fores esperto eu desapareço.
Eu mais não sou, miúdo, eu mais não sou do que um ponto branco, translucido, no meio de um nevoeiro, sou então uma gota de água que ao primeiro raio de sol se vai, e vou, não por medo ou rancor (ou falta dele) apenas por uma reacção, uma simples, pequena, ínfima reacção inconsciente de súbita consciência abatida sobre mim, de que o meu sonho, de que o meu sonho de voar acabou e tu, tu meu querido irmão foste alguém, foste aquele que me deu asas e agora meu lindo irmão é a tua vez de voar.

Falta-lhe um livro

Talvez por seres demasiado gira, não sei, és-me para mim neste momento o meu ponto franco, o meu amargamente doce ponto fraco.
Não consigo raciocinar por dois segundos sem passar três segundos a pensar em ti, não sei se pela tua beleza ou pelo desdém com que me tratas, desejo-te.
Fazes de mim alguém frustrado, alguém pelo qual ninguém tem dó porque apesar de tudo sou visto como apenas mais um parvo, fazes de mim alguém sem alma, alguém francamente angustiado.
Talvez, e sim uma vez mais, talvez pela tua beleza, pela tua doce, sincera e franca beleza, foi assim que fizeste com que eu perdesse a alma, ficou inundada na tua subtil leveza de ser, ficou apaixonada pela forma como o ar te contorna apenas porque tem medo de te magoar e pânico se sentir que de alguma maneira tocou em ti sem devida permissão.
Nem é muito pelos teus belos olhos que me param qualquer batimento cardíaco que entretanto surgiram no momento em que para mim olhaste, não, muito menos será pelas tuas sardas barulhentas, sardas essas que quando as oiço o mundo inteiro torna-se mudo ou quiçá sou eu que me torno surdo, seja como for não se calam.
Porque será então? Oh triste dúvida, meu Deus mas que sádica questão. Oh se eu soubesse, se soubesse dormia nas palhinhas, mas não, ultimamente ressono numa cama de pedras onde não paro, não consigo deixar de pensar em ti. Se eu não soubesse dizia que estou apaixonado, é então que começo a rir que nem um louco porque sei que te amo.

Férias

Estou de férias e não tenho tido tempo para o blogue, só para mim (bastante egoísta da minha parte eu sei).

Enviaram-me um comentário que só hoje vi e tive pena que a pessoa em causa não tenha deixado email de contacto.

Se por acaso o comentário for fake e seja apenas um acto de rebeldia naquela onda do "muhuahua apetece-me gozar" fico bastante contente, porque epa, se tiraram tempo das vossas vidas inúteis cobertas de morangos para gozarem comigo é sinal que de uma maneira ou outra se preocupam.
Por outro lado, se estiver completamente enganado relativamente a quem me enviou o comentário, então quero agradecer tão amáveis palavras. Acredita que não estava à espera que realmente existisse alguém que leia e aprecie o que escrevo, muito muito obrigada.

[ah e coiso] yeap, era mesmo contigo. se pudesses deixar o email era do melhor, obrigada.

Pelo menos tentar

Ainda agora não fui mas já estou carregado de dúvidas. Tenho uma pequena ideia daqueles que espero encontrar mas tenho mais receio daquilo que realmente possa vir a encontrar. Vejo uma pequena nuvem de fumo mas está completamente desenquadrada e fora de contexto, no entanto não sei se chega, chego a casa e arrebento, entretanto a nuvem acaba por se dissipar, pouco, mas o suficiente para conseguir ver algumas pessoas que me amam, são essas pois e sem sombra de qual nuvem nas quais sei que me vou focar.
Dou mais um gole no café, é o último gole que sei que vou dar naquele café por isso aproveito, demoro mais tempo a inclinar a pequena chávena e saboreio o gole do principio ao fim, o primeiro contacto com os lábios, o contacto com a língua, com os dentes, sinto o sabor amargo do café e faço cara feia, é então que me vens à cabeça, pareces-me diferente mas no entanto estás igual, logo ai penso e assusta-me, assusta-me saber que me vou aproximar de ti, e de ti, e de ti, e de ti, de ti, de ti, de ti de ti de ti de ti e claro de ti, e depois, ai e depois, foda-se nunca mais sei o que vem depois.
Fico chateado porque não quero mais dúvidas, desta vez quero e sei que vou sair daqui cheio de certezas. Desta vez vai ser tudo diferente sem nunca ter medo de poder vir a perder o doce sabor da tão agradável repetição, o repetir de certas sensações, momentos e emoções. Desta vez vou aprender, vou ensinar, desta vez vou tentar criar.

segunda-feira

Há frases e frases

"Não estamos a falar de idosos, dos típicos desempregados, mas de pessoas com menos de 40 ou 45 anos que se calhar não deixam de pagar a netcabo nem desmarcam as férias na agência de viagens mas passam fome".

Manuel de Lemos (presidente da União das Misericórdias) - Fonte: Diário de Noticias Online - 20-07-2008

quinta-feira

15 minutos de ti

Acendi o incenso e fechei a janela do quarto, quero um ambiente bem cheiroso, calmo, tranquilo, formidável. Enrolei um cigarro muito calmamente, vesti uma roupa mais larga sentei-me frente ao computador abri a pasta dos FF e escolhi a "Learn To Fly", tu um dia prometeste que me ias ensinar a voar e juro que te vou fazer cumprir essa promessa.
Adicionei a "There Goes My Hero" e a "Times Like These", levantei-me da cadeira e comecei a dançar. Durante quase 15 minutos dancei contigo sem estares ao pé de mim, fumei apenas porque não estavas ao pé de mim até porque te prometi que não fumo ao pé de ti, durante 15 minutos fechei-me no meu quarto, durante 15 minutos fechei-me num mundo só meu, só nosso, onde só estavamos nós os dois, durante 15 minutos foste minha, durante 15 minutos fomos os dois apenas um sem estarmos juntos, durante 15 minutos disse-te tudo, fiz-te tudo, mimei-te com todas as minhas armas, toquei-te em todos os sentidos, durante 15 minutos amei-te, durante 15 minutos vivi só para ti.
São momentos como estes que nos ensinam a aprender, são momentos como este que nos dão vontade de amar e de chorar, de correr e gritar, são momentos como este que dão vontade de fugir sem saber bem para onde apenas com a sensação de querer descobrir algo novo, algo simplesmente algo. São momentos como este que eu sinto sempre que sorris, sempre que me olhas, sempre que te vejo, são momentos como este que tu me fazes sentir sempre que estou a teu lado.
Durante 15 minutos fui divino, durante 15 minutos voei e apreciei, durante 15 minutos fui algo e fui alguém, fui qualquer coisa sei que fui qualquer coisa, durante 15 minutos senti o que sinto contigo em apenas dois segundos, durante 15 minutos senti que me amaste.

Os dias não interessam

Acabou-se o tempo em que os dias tinham algum significado, o tempo tornou-se relativamente fácil de passar conforme a escuridão entrava para espreitar. As coisas que eu pensava que tinha a certeza que nunca iam mudar acabaram eventualmente por mudar, óbvio, não pensei duas vezes, limitei-me a ficar parado, agarrado, a um bocadinho de tempo que eu queria que nunca passasse.
Tenho que começar a pensar, não para saber que existo mas para ter a certeza que te foste, não me quero crer que já cá não estás, tenho medo sequer de que um dia me digas: "Pedro, fui-me".
Não! Por favor não te vás, porque te foste? Nunca devias ter ido, mas foste. Deixaste-me aqui sozinho abandonado desencontrado desenquadrado, enfiado numa jarra de barro. Claro que estou a chorar, abandonaste-me! Ainda hoje penso que nunca devia ter deixado cair nem uma lágrima que fosse quando te foste, porque hoje não consigo chorar, naquele dia toda santa lágrima saiu de mim, naquele dia a minha alma perdeu a sombra, naquele dia o sol deixou de nascer para mim.
Hoje estou a sorrir porque hoje esqueci-te, já basta, já chega, porquê? Tudo o que eu queria era um bocadinho de ti, tu és tanto, tu és demais, só pedia um bocadinho de ti e nunca nada mais do que isso, mas não, nunca me questionaste, nunca me perguntaste o porquê de eu tanto querer um pouco de ti, terias vergonha, tu? Sempre que acordava pensava em ti, sempre que pensava ter uma resposta sobre ti lá vinhas tu e mudavas-me todas as perguntas, sempre que, sempre nada porque já não te quero, porque já não te amo, já não.
Durante largos anos menti a mim mesmo, sempre que te via com outro e tu modificavas as tuas atitudes perante mim eu pensava "não deve ser por isso", só mais tarde é que me apercebi que quando tu estavas feliz eu era obrigado a fingir que não te amava. Usaste-me nos teus momentos menos fortuitos, vias em mim uma escapatória, uma calha na qual podias usar escoar as tuas lágrimas cheias de remorsos e palavras não-ditas. Se estavas bem, feliz, contente, eu era posto em segundo plano, pelo contrário, se estivesses triste, afogada no teu ranho de princesa requintada eu tornava-me na melhor coisa que te tinha acontecido.
Os dias que perdi contigo, os dias que literalmente perdi contigo, e volto a frisar, os dias que perdi contigo hoje não interessam, porque hoje és passado, porque hoje morri um bocadinho, porque hoje apercebi-me que queria fazer parte do teu futuro mas vejo que acabei de te perder no presente. Usaste-me quando precisaste de companhia mas pior do que isso descartaste-me sempre que já tinhas alguém.
Acredito que tu não me vejas apenas como uma calha, acredito que me ames (na função de amigo) como já me o disseste, mas desculpa pois isso não chega. Nunca exigi nada de ti, nunca te pedi nada em troca, não quero nem posso pensar que me tenhas que amar apenas porque eu te amo, mas vejo-me no direito de te pedir um pedido de desculpas, não pelo facto de não sentirmos a mesma coisa mas pelo facto de não sentires a mesma coisa e às vezes agires como tal, foste bastante descuidada com a nossa amizade porque tu sabias, tu sabias o que eu sentia por ti, mas fingias não ver porque sabias que o que eu mais queria era estar ao pé de ti.

terça-feira

Vais ser nada

Desisto, não a sério desta vez é a sério. Desisto de tentar ser alguém que não sou para vos tentar agradar. Dito isto já nada digo. Mas porquê? Porquê tantas discrepâncias, já não chega? Não me perguntes nem me ponhas em causa, não tens cara para levar uma chapada e nem deves saber arrumar o teu quarto, e queres-me questionar, a mim? Que ousadia a tua seu reles, sua reles, tu reles, não te rales por tanto quando na verdade és tão pouco bicho insaciável pela fome dos outros, pela vergonha dos outros, pela loucura e desgraça dos outros.
Mas espera, juro-te, acredita em mim pois eu não minto apenas omito, espera e pára. Escuta, sentes? O Lume? O Lume brando que veio para te queimar traidor, vil, odioso ser pasmado e incrédulo cheio de paninhos quentes postos em cima por quem te quer mas de ti foge, porque tem medo, nojo, pavor, oh quantos já fugiram de ti sem necessidade ou nexo, pura e simplesmente por falares demasiado, às vezes pouco muitas vezes muito.
Diz-se que somos todos filhos de Deus, mas tu, tu não és nada. Não és homem nem pastor, não és amor nem pintor, és apenas um bocado de carne que por aqui vagueia e espalha horror, espalha tédio, pânico, lágrimas e pavor. Não és mais alto, não és dois, és tu, um ser insignificante cheio de questões, julgas ter todas as respostas, mas porquê? Porque é que julgas ser mais do que os demais? És igual, és igual. Relaxa besta, não acordes todos os dias a pensar que o mundo inteiro é uma bola de neve enorme que conspira contra ti, abre os olhos o mundo nem sabe que tu existes, este mundo apenas permite que tu respires porque o ar é de todos não é teu, nada é teu como tu julgas.
Tu não vais ser nada porque não sabes ser alguém, és triste, revoltado, cheio de raiva sem sentido, raivoso inconsciente, parvo, se ninguém se sente bem ao pé de ti a culpa não é dos outros não gostarem de ti, a culpa é tua de só teres olhos para ti. Fazes tudo em teu proveito sem olhares a jeitos, ameaças a quem te ama só apenas porque achas que tens esse direito. Que argumentas tu? Já não chega? Chega, CALA-TE! Farto, farto de ti não te suporto, és feio, és uma pessoa feia, engraçada por fora completamente oca por dentro, és uma versão concentrada de tudo o que há de mau num corpo quase perfeito. No fim ficas sozinho, afinal já não és ninguém, acusas, apontas o dedo a quem presumes que te fez mal, mas se alguém te fez alguma coisa foi porque tu já fizeste pior, bem pior.

Not crazy yet

Não faças por te fazeres ver, ao fim ao cabo não és ninguém zé. Fazes parte do povo, do povinho ignorante que se finge preocupar com o meio ambiente mas que nunca se reprime em mandar mais uma bufinha. És estúpido, admite, caso não consigas ser mais do que isso tudo bem, é o que há e já está, agora não te ponhas com falsas modéstias nem me venhas com essa hipocrisia já marcante das pessoas da tua geração.
Diz-me meu amigo, caro jovem da minha geração, até então apelidada com "nicknames" já famosos como "Geração Rasca" ou "Geração dos 500 euros", diz-me, diz-me porque insistes em ser ignorante, bronco e estúpido? Custa-te assim tanto aprender? Tens falta de vontade para aprender porque andas a trabalhar e a ser explorado pelo teu patrão? Foda-se aposto que davas o cú e sete tostões para seres tu o patrão explorador. Então porquê as lágrimas de crocodilo palhaço social? Revolta-te se te sentes capaz mas não amues, amuar não paga dividas nem faz com que o teu patrão explorador tenha pena de ti.
Se não tens jeito para estrela de rock'n'roll singe-te às tuas capacidades profissionais: compra uma ford transit e mete-te a vender cortinados nos mercados. Ou então vai a um casting para os morangos, com sorte és selecionado e em menos de nada TUFAS, és uma super-estrela nacional a ganhar um ordenado minimo nacional, bestial não é?
Quando chega aquela idade em que a consciência se abate sobre tudo o que não fizemos quando eramos mais novos e que gostávamos de ter feito sentimos um arrependimento francamente vasto de, bem lá está, arrependimento. Queriamos ter feito, desejávamos ter feito, houve alturas em que ansiávamos por fazer e de seguida não fizemos, é pena mas agora já está. O relógio pára quando acaba a pilha mas o tempo não pára nunca por isso há que aproveitar quando o relógio fica sem pilha para podermos dizer: "Por uns segundos, não dei pelo tempo passar."
Odeio, não gosto, não suporto gente quadrada, que se acha, que se pensa mais ou melhor pura e simplesmente porque durante ou a meio de uma conversa cita algo que acabou de ler da national geographic. Não suporto também aqueles que se acham inteligentes porque dizem coisas profundas, com sentido, quando na verdade passam o dia inteiro em sites de citações ou no google a roubar ideias dos outros. Já repararam que desde que houve o "boom" da internet toda a gente tem da mania que é génio, que é filósofo, que é um escritor poeta, o próximo Pessoa?
Não gosto de pessoas. São falsas, ridículas, estranhas, imorais, incapazes de perceber o que significa senso comum, interesseiras, gananciosas, estúpidas, ignorantes. Somos não é?

segunda-feira

Da Weasel - Agora e Para Sempre

1ªparte
Como no som do Jay "I Still Can Smell You In My Clothes",
A melodia do teu riso – digna de um Fender Rhodes
Mergulhei nos teus cabelos de ouro, grandes, ondulados
nadei no teu sexo até ficarmos esgotados
O suor passeava do teu corpo para o meu do meu corpo para o teu
já não sabia se era eu
quem gemia, estremecia, a carne não adormecia
e de repente, a noite ficou dia
Lá fora o barulho já acordou a cidade
e a fantasia deu enfim lugar à realidade
Carrega stop, faz rewind, por favor, volta para trás
não quero sair daqui, nunca mais, não sou capaz
Quero

Refrão:
Ficar contigo, agora e para sempre
Nadar no teu corpo eternamente
Teus sonhos os meus serão
Meus sonhos os teus serão

Quero

Ficar contigo, agore e para sempre
Nadar no teu corpo enternamente
Teus sonhos os meus serão
Meus sonhos os teus serão

2ª parte
Sinto-me de novo um teenager inconsciente,
adolescente irreverente com vontade de ser diferente
Passava tardes no meu quarto fechado à chave
tentava descobrir a vida – a minha cama era a nave
com o (meu) primeiro amor fazia planos a dois
trocava juras e carinhos e não pensava e se depois não der certo?
‘tava carregado de certezas
a nossa paixão deixava as almas acesas
Não havia ciúme, nem sequer desconfiança,
apenas inocência e muita esperança
O mundo inteiro brilhava e sorria para nós
Lembro-me perfeitamente de ouvir a tua voz:
Quero

Refrão:
Ficar contigo, agora e para sempre
Nadar no teu corpo – eternamente
Teus sonhos os meus serão
Meus sonhos os teus serão

domingo

Aconteceu

Sempre assim assim, toque suave, beldade negra com cheiro a mar. Como numa folha em branco desenho a tua figura, apaixono-me literalmente, deixo-me envolver pelo sabor húmido que sobe por mim, desdenho-te e quero-te comprar, trincar um pouco de ti, querer um pouco de ti, dizem-me que peco eu digo que vivo.
Entro na sala e vejo-te nesse sofá vermelho, a sala costumava ter uma essência amarga mas hoje é doce, cheira a mel, lembo os dedos e refastelo-me em sonhos quentes, sinto-te na carne e mordo, como um bocado de mim e saboreio um pouco de ti. Estridente mistura de sabores, picante suave, cores a girar, estava sozinho no frio, na escuridão de uma noite gelada pelo sentimento de abandono, chorei e o quarto encheu-se de água. Nadei entre um sem fim de ondas criadas por mim enquanto pensava em ti, nadei, esbracejei, afoguei-me e morri.
Acordei sentado numa cadeira velha de madeira quase podre e vi-te ali outra vez naquela mesma sala, mas que desta vez cheirava a diamantes rachados por almas afogadas em dor e pecado. Quis-te tocar mas fui interrompido pelas palavras doces que se faziam ouvir do tecto, diziam-me que era errado, mas eu disse-lhes que queria viver.
Toquei-te, finalmente toquei-te. Oh que coisa, oh que humildade, oh que paixão, oh estou apaixonado. Olhas-me com ternura mas com um misto de vaidade, queres-me amar, mas tens um pouco medo da incerteza. Serei eu? Serei eu aquele que tu queres, ou apenas mais uma ilusão, uma triste ou doce ilusão?
Agora já nada importa, beijei-te. Oh finalmente, finalmente beijei-te. Como uma explosão de emoção, alegria ou paixão - quem sabe? os Deuses estão a dormir - gritámos: Aconteceu. Ficámos apaixonados.

sábado

Senhor do Vento

É deixar-te voar sem te tentar apanhar, mas no final quero-te simplesmente porque não te posso apanhar, simplesmente sei que não te posso ter.
Sou maníaco, pois sou, entro por becos escuros e grito, saio a correr e não paro, começo a voar mas não sei onde quero ir sei apenas que não quero ficar. Transformo-me porque quero não apenas porque devo, sou agora um bicho pequeno com várias patas, feito, imaginado e pensado apenas para te olhar, para te ver, para te viver para beber um pouco de ti. Saboreio-te, hmm. És amarga, diz-me onde escondes o teu sabor doce, sei que o tens, por favor não fujas não me deixes morrer com a boca azeda, da-me um pouco do teu amor, ama-me um pouco, o suficiente para respirar um pouco do teu calor.
Jogo contigo, procuro-te neste labirinto sem chave, o vento empurra-me para longe de ti, tenta separar-nos, mas eu já disse ao vento que de ti apenas quero uma recordação mas ele teima, teima em batalhar comigo, por uma razão fútil e banal persiste na sua teoria catastrófica de que te quero só para mim, pois ele sabe que se te tiver, nunca mais poderá levar a tua doce fragrância por esses céus com o seu sopro forte e impetuoso.
Assumo que te amo sem nunca te dizer porquê, sopro ao vento os meus segredos, leve, levemente ele chega-se ao pé de ti e dá-te o meu recado. Tu, sem saber de onde vêm as palavras ouves o vento a chegar e apercebes-te que foi ele que te trouxe até ti o meu recado, consideras que já fizemos as pazes mas não percebes porquê, não sabes porque é que o vento já não implica comigo, não sabes nem fazes ideia porque é que o vento já não se importa que eu te ame.
O recado é a explicação: a traição do destino disse-me que só te podia amar se domasse o vento, se o tornasse meu, agora sou dono do vento, agora sou dono e senhor dos céus, controlo os ares e o destino das aves, agora sou aquele que te cria, aquele que te dá, aquele que te ama, aquele que te magoa. Agora sou o teu senhor, o teu dono, o teu marido, teu pai e teu filho, agora com o vento sobre a minha alçada não te posso ter.
Tanto lutei para o domar, tanto trabalhei para poder levantar a mão e sentir o vento sobre o meu controlo, mas agora é tarde. Tornei-me ambicioso, podia ter ficado apenas contigo, eu e tu, tu e eu na nossa velha casa de campo com paredes de pedra e portas de dominó, mas não. Pequei, e por isso sou dono do vento. Quis tudo ter e nada tenho, agora que te quero é tarde. Nada mais posso fazer do que entrar todos os dias pela janela do teu quarto e acariciar-te, nada mais posso fazer do que acompanhar-te todos os dias nos teus passeios. Se algum dia achares estranho sentires um beijo ventoso, não estranhes, sou eu.

sábado

Perfeita Estranha

Vejo-te a passar na rua com essa barriguinha sexy, o teu umbigo olha-me indiscretamente de uma maneira sensual, acho estranho mas pisco-te o olho. Se contasse a alguém chamariam-me de maluco, mas eu sei que com quatro boas palavras e uma ou duas dentadas voltaria a ser normal, serei maluco no entanto?
Quando saio à rua rezo e peço a todos os anjinhos e deuseszinhos que conheço para te voltar a encontrar, quero olhar-te nos olhos para então te poder dizer: "Estranha, eu sei que te vou amar".
Já me vejo, a ti e a mim, com os nosso quatro filhos, todos eles sentados à volta da mesa da sala , da nossa perfeita sala, com a luz perfeita, com a decoração perfeita, a enrolarem-nos charrinhos de erva. Já consigo sentir o cheiro daquelas belas tardes com efeito estufa a ver filmes sem sentido desnecessariamente estúpidos.

Serás tu a mulher que eu quero ou apenas mais uma ilusão, serás tu a mulher que eu quero ou será que apenas apaixonei-me pela tua sombra? É este o meu medo, são estes os meus medos: dúvidas. Não quero duvidar, não nunca, chega de duvidas. Quando acordar a teu lado quero poder dizer-te que te amo e não duvidar, quando daqui a vários e muitos bons anos te vir deitada na nossa cama a morrer quero poder dizer sem duvidar: espero morrer depressa para não tardar em te voltar a encontrar.

Vou ao café, apressado porque já estou atrasado e peço o mesmo de sempre: uma bica e uma frize. Mastigo o café e engulo a frize pago e corro para o autocarro. Começo a procurar um lugar e vejo-te sentada num banco de dois lugares e um deles está vazio. Sento-me, nervoso e cheio de calafrios, espero que o autocarro comece a andar para que não possas fugir. Molho os lábios com a lingua, toco-te no ombro e aguardo impacientemente que me olhes nos olhos.
Giras a cabeça, o sol bate-te por trás, ilumina-te e torna-te ainda mais linda, a iluminação torna-se perfeita, o momento torna-se perfeito, tu és perfeita. Ganho coragem e pergunto-te: Perfeita estranha, posso-te amar?

Da Weasel - Tás na Boa

PARA OS MEUS PUTOS NO CAFÉ A FUMAR BERLAITES

MUITO MAIS PIPES DO QUE NITES TUDO EM PAZ, NÃO HÁ FIGHTS

SÓ NA MÁQUINA, A BATER RECORDES, SOMOS LORDES EM COMPETIÇÃO
NOITES DE VERÃO, BIRRA NA MÃO
PARA OS MEUS PUTOS QUE FAZEM DA RUA UM UNIVERSO
PUTO P REPRESENTA E MANDA MAIS UM VERSO
OBRIGADO PELOS BONS MOMENTOS ENTRE CONVERSA DA TRETA
DÁ SEMPRE PA CURTIR, MESMO QUANDO NÃO HÁ CHETA


REFRÃO:
QUANDO O MEU PEOPLE REPRESENTA... TÁS NA BOA!!!
PQ A DONINHA ARREBENTA – TÁS NA BOA!!!
É TUDO BOM, NÃO HÁ STRESSES - TÁS NA BOA!!!
Que? – TÁS NA BOA, TÁS NA BOA!!!


PARA OS MEUS PUTOS A CUMPRIR PENA NA PRISÃO
MANTENHAM FORTE E CONSTANTE
AGUENTEM A PRESSÃO
COM O CORAÇÃO NA MÃO, TAMOS CÁ FORA À VOSSA ESPERA
A AMIZADE É FORTE, MAS NINGUÉM DESESPERA
PARA OS MEUS PUTOS A LUTAR PELA VIDA LÁ FORA
SÓ AS FOTOS JÁ NÃO CHEGAM E EU NÃO VEJO A HORA
DE VER O PEOPLE TODO, TODO O PEOPLE REUNIDO
NEM QUE SEJA POR UM DIA SEM UM SEGUNDO PERDIDO


REFRÃO


PARA TODOS OS PUTOS DA NOSSA GERAÇÃO
A DONINHA COM VOCÊS EM QUALQUER SITUAÇÃO
CUMÉ, MEUS PUTOS? TÁ-SE BEM OU NÃO?
LET’S ROCK’N’ROLL, JAY – SENTE A SENSAÇÃO
MUCH LOVE PARA O UNIVERSO, PAZ PARA O MUNDO INTEIRO
É TUDO O QUE PEÇO, CAGUEM UM POUCO NO DINHEIRO
I LOVE THIS SHIT – FAÇA SOL OU FAÇA CHUVA...


SEMPRE A CURTIR E EU SEI QUE VOCÊS TAMBÉM
SÓ DEUS SABE COMO SABE, SABE TÃO BEM
UM ENCORE HARDCORE PA PARTIR A LOUÇA TODA
O PEOPLE A CURTIR, E O RESTO QUE SE...
PARECE QUE ME VIM, É MEMO ASSIM
O QUÊ QUE FOI? NÃO TE RIAS DE MIM RI-TE PARA MIM
PARA TODO O ELEMENTO DO ANDAMENTO, TEJA FORA TEJA DENTRO,
O PUTO MANDA UM CUMPRIMENTO
QUANDO O MEU PEOPLE REPRESENTA... TÁS NA BOA!!!
PQ A DONINHA ARREBENTA – TÁS NA BOA!!!
É TUDO BOM, NÃO HÁ STRESSES - TÁS NA BOA!!!
Que? – TÁS NA BOA, TÁS NA BOA!!!

Vermelhices.com




MENINO INTELIGENTE

No tribunal, está em andamento um processo para a custódia do filho de um casal recém separado, o juiz pergunta ao garoto:
- Filho, você gostaria de ficar com a sua mãe ou com o seu pai.
Ele pensa um pouco e responde
- Com nenhum dos dois. Quero ficar no Benfica.
- No Benfica, mas porquê?
- Porque o Benfica não bate em ninguém.

Bicho

Não tenho escrito, não por falta de tempo apenas por falta de vontade, não é que não se tenha passado nada, simplesmente nada do que se passou desde a última vez que escrevi não tem sido relevante, minto.
Uma pessoa demasiado especial tem passado por momentos difíceis, demasiado difíceis para estar a passar sozinha por eles e tenho pena de não poder estar ao pé dela. Já falámos embora pouco mas o suficiente para saber que a operação correu bem, infelizmente o susto ainda não passou. Sinto com ela a mesma dor pela qual ela passa, estou longe mas tento manter-me perto, tento ajudar embora não estando presente, dou-me por contente se com o meu apoio a fizer chorar uma lágrima a menos.
O cancro é um bicho cruel que na maioria das vezes aparece sem aviso, entranha-se nas nossas vidas sem licença nem permissão apenas para trazer dor, angústia e no pior dos causas muita saudade.
Ninguém lhe diz "Ó bicho vem!", jamais, ele apenas traz sombras e palavras sem cor. Abraça-me hoje e amanhã, buscaremos os dois esperança em cada abraço, em cada suspiro falaremos sem voz para que amanhã tudo acabe, depressa e bem. Daqui a muitos e largos anos quando alguém falar sobre ele dir-se-á que foi Ele quem o levou e não o cancro que o matou.

segunda-feira

Uma laranja, pequena e flôr

Se hoje me perguntassem o que sinto por ti não sabia como responder. Às vezes não me és nada, outras vezes és-me algo e a maior parte das vezes és-me tudo.
Talvez responde-se assim ou talvez nem por isso, a verdade é que não te posso garantir nada porque nem eu sei bem o que sinto por ti.
Sei que já te beijei, sei que já te toquei e também sei que já te magoei. Magoei-me ao magoar-te porque já te amei.
Se hoje me pedissem para te descrever bastava-me uma palavra: sorriso. Ponho a mão na cara e lembro-me de ti. Fico quieto, parado, a olhar para o tecto e a pensar em ti. Fico quieto, parado, a ouvir música e a pensar em ti. Fico quieto, parado, a olhar para o tecto e a pensar em ti. Acontece-me sempre pensar em ti quando olho para o tecto, porque fico calado, porque não digo uma palavra, penso mas não digo porque sei que o tecto não me vai responder.
Penso em ti nos momentos de silêncio porque são esses que me trazem mais saudade, de ti tudo me faz falta, mas eram aqueles momentos de silêncio com nada de constrangedor que mais me custam ter deixado para trás.
Quando duas pessoas estão numa esplanada e acaba o tema de conversa, quando já todos os sorrisos foram falseados em busca de trinta minutos bem passados aparece aquele silêncio constrangedor, contigo não se passa isso.
És - como já te disse - das poucas pessoas com quem prefiro passar um segundo em silêncio do que um dia como milionário. O simples facto de saber que estás a meu lado torna tudo mais simples e descomplicado, és-me mais do que alguma vez vou conseguir expressar por palavras, és-me demasiado e isso complica demasiado saber que te magoei, Desculpa.

quinta-feira

Save the cables





Tinha vários comandos que estavam estragados e outros antigos da DreamCast e da Sega Saturn (consolas que já não as tenho, entre tantas mudanças acabei por perdê-las infelizmente) e decidi cravá-los literalmente na parede, ao principio não gostei da ideia e depois lembrei-me de pendurar também os cabos. Ainda me faltam dois comandos para acabar a parede toda, ficaram uns espaços vazios nos dois extremos da parede. Acabou por ficar engraçado e é uma boa alternativa em vez de atirar os comandos para o caixote do lixo.

Entretanto talvez mude a configuração da coisa, gosto da ideia mas acho que posso torná-la mais gira se mudar a posição de um comando ou outro e os cabos dos mesmos.

segunda-feira

Ammu-Nation


- Então e a tua mãe?
- Que tem?
- Já arranjou trabalho?
- Ya.
- Onde?
- A vender gelados.
- E a tua irmã?
- Não a podes comer, ela é tua prima..
- E depois? Eu sou teu cunhado..
- Já te explicámos que isso aconteceu porque eu estava bêbedo.
- Então a nossa familia é toda alcoolica.
- Pudera, acampámos as caravanas ao pé de uma cervejaria.
- Hey, aquela não é a tua mãe?
- Nop, é a carrinha dos gelados.
- Hmmm.. Ia jurar que ela estava mais magra.

domingo

I say

Quando acordo de manhã amor penso sempre em ti, mas hoje foi diferente, o mundo hoje mudou quando os primeiros raios de sol bateram-me na cara. Parecia-me impossível que fosse possível mas finalmente o meu desejo tornou-se real: o mundo está bem comigo.
Apetece-me gritar, cantava se soubesse, por isso danço parado numa estrela estacionada no tecto, oiço na minha cabeça uma suave melodia que me recorda de todos os meus amores e pela primeira vez apercebo-me de que nunca são demais. Amo-a, vivo-a, mas só te quero a ti.
Durante anos pensei que era a ti e apenas a ti que te queria, mas apercebi-me que não podes parar a chuva e agora já não te amo. És muito, és especial, és demasiado, então de ti não me consigo exprimir porque já não te amo, torna-se difícil pensar em ti de uma maneira transparente porque vejo-te como uma nuvem cinzenta cheia de interrogações, uma nuvem demasiado densa e espessa que não me permite ver para além da mesma, tornas-te uma mancha.
Costumava olhar para ti amor, como um sorriso acabado de acordar: simples e verdadeiro. E era tudo isso e nada mais que eu via em ti, algo simples mas principalmente algo verdadeiro, por isso, ver que ficas assim, chateada e aborrecida, com vontade de vingança prematura apenas com o pensamento de me fazeres sentir mal por escassos momentos enfadonhos deixa-me triste. Quero sempre, para sempre, eternamente, levar-te comigo no pensamento como alguém que brilhou, alguém que comigo voou sem pedir licença.

Se por algum momento eu olhar para trás possivelmente vejo a mesma nuvem densa e cinzenta que ocupa neste momento o teu lugar e talvez seja por isso que quando penso em ti só consiga pensar no presente e não no futuro, embora sinta bastantes saudades do nosso passado.
Aprendi agora, neste preciso momento, a aprender. Acabei de aprender portanto, que jamais irei permitir que não me deixes sonhar, pois eu sou um sonhador, pois eu sou artista que desenha sem lápis, pois eu sou um pensador que pensa sem saber, e tu estás a tornar-te numa borracha que me apaga as folhas brancas, estás a tornar-te num poço negro sem fundo que me tenta arrastar os sonhos ainda por sonhar, estás-te a tornar em alguém que me quer obrigar a saber no que pensar sem nunca saberes porque é que eu devo pensar, és uma incógnita e eu não sei porque te amei.

Cherry Mary Mary

Cada vez mais as pessoas parecem preferir ouvir uma mentira em detrimento da verdade. São poucos aqueles que têm coragem para dizer o que realmente pensam, ao invés dos que nos preferem seduzir com pequenas mentiras cheias de verdade para não provocar uma reacção menos boa na pessoa em causa (nós e os outros, afinal somos todos).
Seria muito mais prático dizer que o penteado ficou horrível do que inventar adjectivos para o descrever de uma maneira simpática: Não não ficou óptimo, parece um penteado superpop e muito voxhair dos anos 60, fashion mesmo.
Não dizer o que se pensa num dito momento é o mesmo que beber café sem açúcar, faz bem mas sabe-nos mal.
Ultimamente tenho optado por dizer sempre o que penso e as respostas à minha postura têm sido meio estranhas. Sempre fui um amigo disposto a desculpar os erros dos outros, disposto a arranjar desculpas e inventar soluções para que os seus erros não parecessem tão graves, inúteis, fúteis, infantis e banais. O que é certo é que ninguém gosta de ouvir as verdades (nem eu), mas elas têm que ser ditas mais ainda, precisam de ser ditas porque seguramente ninguém gosta de hipocrisia, mas parece que já se acostumaram a viver num mundo em que a palavra de ordem é essa.
Não sou mais do que ninguém mas tenho direito a ter a minha opinião e se são vocês que me a pedem e mas não gostam da resposta, então porque é que a pedem?

Ok imaginem isto: a vossa professora manda-vos fazer um projecto sobre algo ou alguém que vos seja muito e estabelece uma data limite de 5 dias úteis (uma semana), isto na primeira segunda semana de escola.
Durante duas semanas a turma inteira ainda se está a conhecer, os grupos ainda não estão formados e o primeiro contacto com os colegas ainda só aconteceu pelo menos duas vezes no intervalo e um desses contactos foi apenas um olhar clássico do tipo: "Olá colega da minha turma que eu nem sei o nome mas sei que é da minha turma e por isso vejo-me quase que obrigado/a a sorrir sempre que estabelecemos contacto visual".
Passado os 5 dias úteis desde o prazo de entrega dado pela professora para entregar o tal trabalho entretanto já ganhaste alguma simpatia com uma colega e o pensamento de poderes vir a ter uma relação com a dita colega cresce sempre que o despertador toca de manhã.
A colega começa a sentir o mesmo e elabora o tal trabalho em que o tema és tu. E tu na tua, elaboras o tal trabalho e o tema é uma amiga tua, alguém que a ti te é muito, ou mesmo que não te seja muito, é alguém que te dá inspiração suficiente para teres vontade de elaborares um trabalho sobre ela.
A colega que começou a sentir alguma coisa por ti fica literalmente fodida e cheia de ciúmes, mas mostra-se forte e em 10 minutos transforma o trabalho e muda o tema para o ex namorado xunga com 8 colares fora da tshirt e 10 colares dentro da tshirt.
Tu, mais uma vez na tua, apresentas o teu trabalho sobre a tal tua amiga que apesar de não te ser assim tanto é-te o suficiente para que te dê inspiração para fazeres um trabalho sobre ela. Tu recebes um 15 pela elaboração do projecto, a dita colega recebe um 8.

Entretanto o que se passou? Passou-se em três semanas aquilo que se pode passar em dois anos ou mais (ou menos, dá igual), uma pessoa chegar a apaixonar-se por outra e por um pequeno erro, crasso, infantil, deita tudo a perder, pondo para trás dias e semanas de amor, romance, e um pouco de loucura.
A dita colega presumiu que tu estavas ou estiveste apaixonado, presumiu que tu gostas ou ainda gostaste da tal amiga e como não teve coragem de perguntar deitou a perder uma amizade porque presumiu antes de perguntar.
Se tivesse perguntado ia ouvir a verdade, assim, criou uma mentira que fosse de acordo com aquilo que ela queria e pensava que fosse a verdade para mais tarde poder argumentar que a razão está do lado dela.

Isto tudo por ciúmes e presunção.

V for Vendetta

sábado

Explico

Quando começo a escrever e não gosto do que escrevo apago tudo o que escrevi e volto a escrever outra vez até que o texto que escrevi me agrade. Um belo exemplo é este texto, antes de escrever estas palavras já tinha escrito e apagado pelo menos 5 textos completamente diferentes uns dos outros.
Um desses textos falava sobre os meus textos, confuso? Nem por isso, eu explico. Às vezes escrevo textos sobre alguém que parece estar apaixonado, mas nem sempre estou apaixonado quando escrevo sobre alguém que está apaixonado. Confuso? Eu explico.
À poucos dias escrevi um texto - o "Sei que te amo" - sobre uma amiga, nesse texto eu declarava-me apaixonado por ela. A verdade é que não estou apaixonado por ela, nem nunca o estive.
O que aconteceu, como normalmente acontece, foi ter visto uma foto dela e um segundo da vida dela, isso bastou-me para que ganhasse inspiração, a imaginação subiu-me à cabeça e comecei a escrever, pronto! Nada mais do que isto.
Para escrever preciso de inspiração, de sentimentos, de paixão, de tristeza, foda-se preciso de matéria e quando não tenho nada disto procuro, seja em fotos, numa música, num filme, numa frase onde quer que seja. Se não encontro nada disto, lá tenho que inventar.
Fico bastante agradecido quando alguém lê um texto meu e pergunta-me se estou bem mas a verdade é que não escrevo para me aproveitar da vossa piedade e muito menos uso o blog para bater coros.

terça-feira

The Wire

Set de filmagens da minha série preferida The Wire, infelizmente já acabou. A 5º e última temporada foi filmada este ano, e assim, a única série que eu realmente posso dizer que me deixou agarrado ao ecrã chegou ao fim. A série não é muito conhecida em Portugal o que é fantástico, significa que se alguém conhece a série e gosta da série, gosta porque criou uma opinião sobre a mesma enquanto a viu e não porque era anunciada de 5 em 5 minutos.

segunda-feira

Geração Rebelde

Hoje, e como já vem sendo hábito de à uns anos para cá, assisto aos morangos com açúcar religiosamente durante pelo menos 2 minutos, tempo mais do que suficiente para atordoar quatro elefantes adultos no pico da virilidade na época do acasalamento com conas de 5 metros de diâmetro a babarem-se em terras africanas.

Ora durante esses mágicos e super-lúdicos 2 minutos aprendi que é possível dormir numa tenda de campismo e acordar no outro dia com o mesmo penteado, UAU! Mesmo que o penteado em causa seja uma crista enorme cheia de pormenores exemplares. Mas a fórmula é bastante simples (na teórica): basta dormires sem mexeres a cabeça.
Aprendi também que quando se é homem só se pode escrever poemas se adoptarmos um pseudónimo, e no caso desta super-estrela da televisão nacional portuguesa o pseudónimo adoptado para a personagem assinar os poemas foi: Anjo Negro.
Seria giro se Camões tivesse assinado as suas escritas com um pseudónimo, Ass: O zarolho sabichão. Claro, e por razões mais do que óbvias jamais se pode comparar os guiões dos morangos com a arte de Camões. No máximo podemos compará-los a um menu do MacDonalds, e porquê? Porque mentem. É impossível um hamburguer quase com 2 quilos ter tão poucas calorias. C'mon, sou gordo mas não sou estúpido.

Voltando aos pseudo-cromos da panini. Faz tempos vi uma das personagens, que interpreta um pseudo-rocker, o dito cujo chateou-se durante o pequeno almoço com a sua mãe porque esta não entendia a maneira como ele se vestia. Irritado por ver posta em causa a sua maneira de se vestir e consequentemente a sua personalidade, num acto de rebeldia louca e cheia de antagonismos responde à mãe com todas as letras: "Eu sou quem eu quero, e não me importa que tu, mãezinha me digas quem eu deva ser".
Ora note-se que os guionistas dos morangos são muito à frente, e puseram logo em prática o novo código ortográfico muito antes de ele ser ratificado (ainda não o foi e espero que nunca seja), e escreveram uma frase sem qualquer tipo de sentido ou conclusão prática.
Dito isto, ainda com a veia no pescoço grossa e vermelha pela massiva circulação de sangue em tão pouco tempo, em vez de beber um shot ou dois de tequilla e acender quatro cigarros ao mesmo tempo, o pseudo-rocker rebelde mete leite numa chávenazinha amarela e azul com cereais.

Onde é que eles vão buscar material para escrever os guiões? Vão a uma creche, dão plasticina aos putos e passado duas horas de análise dizem uns para os outros: Viram aquele puto que misturou a plasticina verde com a vermelha? É essa filosofia que queremos na próxima época dos morangos!
Os morangos não são de todo uma série educativa, são uma série retrógrada cheia de complexos e tabus com uma persistência enorme para fazer os jovens portugueses parecerem ainda mais estúpidos e ignorantes, o que se formos a ver bem, é uma façanha enorme. Ninguém fala como eles metem os putos a falar ou a discutir:

"Então és tu que fazes os poemas?"
"Sou, porquê?"
"Nada, mas eu ao menos não sou sonso como tu"

Sonso como tu? A sério? Já alguma vez ouviram alguém dizer a palavra sonso sem imediatamente dar um soco a si mesmo? É tudo tão estúpido, falso, irritante, hipócrita, cheio de insignificâncias ridículas, dá vontade de gritar para a televisão: NINGUÉM DIZ ISSO! NINGUÉM AGE DESSA MANEIRA! A TUA PERSONAGEM É IGUAL ÀS OUTRAS, SÓ MUDA O PENTEADO!

Outra coisa que nunca percebi neste tipo de séries juvenis, é quando se lembra de fazer com que uma personagem se chateie, a dita personagem vai para o seu quarto, fecha a porta com alguma força (não muita, senão parte o cenário tal não é a qualidade dos mesmos) e senta-se na cama ou de cabeça para baixo ou a olhar para a parede. Porque é que não metem o pessoal a fumar um charrinho? Ou a ver um filme porno? O que é que a parede tem assim de tão especial que quando alguém se chateia numa novela ou série fica a olhar para a parede?
E porque é que quando mostram uma personagem a enrolar uma ganza, parece que fazem um especial disso e quase que chega a ser anunciado com meses de antecedência? Não percam no dia 28 de Setembro (reparem que estamos em maio) O JORGE VAI FAZER UMA GANZA! WWWWWWOOOOOOOOOOOOOOOOOOWWWWW!
E lá ficam eles durante 20 minutos a mostrarem a personagem a queimar o haxixe colado ao filtro de um cigarro com saliva, misturar com o tabaco na palma da mão direita, meter a mortalha em cima da sopa, meter uma mão em cima da outra, rodar as mãos no sentido dos ponteiros do relógio (ou ao invés), meter o filtro na ponta da mortalha enrolar e acender?
Atenção, só demorou 20 minutos porque eles não mostraram o processo de fabrico de um filtro a partir de um bocado de cartão em S, caso contrário tinham-nos roubado 50 minutos das nossas vidas.
E depois para cumulo dos cúmulos, assim que a personagem dá um bafo na ganza sem travar quase que automaticamente da-lhe uma trip de LSD e fica 10 episódios stone, WHAT THE FUCK?
O mais estranho é que eles quando toca ao consumo de álcool ainda conseguem ser mais extraordinariamente absurdos, tanto que para falar sobre o efeito do álcool nos morangos com açucar é caso para nos precavermos contra danos cerebrais devido à estupidez da coisa.
E quando juntam as duas? Eish.. Se mostrassem um episódio dos morangos ao Bush ele dizia: "And they say that I'm stupid. MOM! Where's my XBOX360? I want to catch that Laden guy..".

Acho espantoso como é que ainda ninguém se apercebeu que os morangos não são nada mais do que um anuncio comercial com quase 2 horas. D'zrt, os outros que agora não me lembro do nome e agora esta banda de raparigas. Os D'zrt são tão comerciais que lançaram uma edição especial do último concerto: É pessoal, nós vamos acabar a banda, até porque só fizemos dois cd's de originais e todas as letras foram escritas por um grupo de pessoas que não nós, visto que a maioria de nós só sabe assinar o nosso próprio nome e mesmo assim tivemos que ter aulas para o fazer, quanto mais criar músicas, por isso comprem já a edição especial do nosso ultimo concerto para que nós consigamos sacar-vos mais dinheiro antes de acabarmos.

Para além disso, as personagens têm tanto de rebelde como o OJ tem de inocente (coitado do homem, mas a verdade é que esta piada ainda não perdeu a validade). Um rebelde não se vende (lembram-se do Bruce Willis no Die Hard 3, estava a conduzir um camião carregado com 6 biliões em barras de ouro? NÃO SE VENDEU!), os actores desta "Geração Rebelde" vendem-se por menos de 500 euros mensais. Acima de tudo é triste.

PS: Este blog condena o uso de drogas. Fumem erva, cresce da terra como as alfaces.

sábado

Super-(hiper)-Dia(s)

Há dias em que me sinto feliz por ter dedos. Há dias em que sonho que não tenho dentes. Há dias assim. Há dias em que acordo à rasca para mijar, há dias que acordo mal disposto, há dias que preferia não ter acordado, claro que, há dias assim. Acima de tudo há dias, em que nos apercebemos que nem todos os dias são iguais. Posteriormente, acordamos num daqueles dias em que queríamos que todos os dias fossem iguais. Existe sempre aqueles dias, cinzentos que nos fazem ter saudades dos dias calorosos, mas depois quando chegam os calorosos ficamos com umas saudades enormes dos dias cinzentos. Definitivamente há mesmo muitos dias.
Há dias em que preferíamos que não houvessem mais dias, há dias em que, em virtude do que se conhece hoje em dia, queiramos ser emos e odiar os nossos pais. Há dias em que pensamos que mais depressa nos suicidaríamos do que pintaríamos as unhas de preto. Há dias em que gostávamos de ter nascido num país diferente. Há dias, em que. adoraríamos que todos os dias, fossem como um certo dia que passou e que temos consciência de que nunca mais vai haver outro dia igual, parecido, ou semelhante.
Quando acordamos nunca sabemos que dia vai ser ou como vai ser, podemos ter uma breve noção de acordo com o que está apontado na agenda, mas nunca, jamais, podemos adivinhar na íntegra como é que o dia vai ser, normal. Fazemos figas para que passe rápido, noutros, fazemos figas para que nunca mais acabe. Há dias em que só queremos dormir, dormir o dia todo, ficar a partir choco no sofá ou na cama, sozinhos ou acompanhados. No entanto, há dias em que a palavra dormir parece saída de um livro do Tolken, é pura ficção.
Há dias em que sentimos umas vontades enormes de fazer qualquer coisa que sempre tivemos vontade de fazer mas continuámos sempre a adiar para outro dia.

Podia continuar o dia inteiro a escrever sobre como podem ser os nossos dias. No entanto, e no meio de tantos dias, queria apenas deixar bem explicito que, não há um único dia que passe que não pense em ti.

Sei que te Amo.

Coisas giras, é o que está no meu pensamento. São. Aquelas coisas bonitas, engraçadas, jeitosas, bem feitas, muito bem feitinhas, saudades dessas coisas jeitosinhas. Oh orientação, perdida porque está sozinha, mas encontra-se, pudera, é jovem.
É jovem porque tem pouca idade, mas verdade verdadinha, é mesmo boazinha. Nas orelhas tens pendurados aqueles brincos maravilhosos, para a maioria das gentes são horriveis, pois não passam de velhas argolas de ferro, para mim, são um belo pormenor numa mulher linda.
Foste de repente, alguém que entrou do nada e até agora ainda não saiu por nada. A culpa não é minha e muito menos tua, a culpa é daquela seta maldita. Tenho por hábito culpar o cupido por me apaixonar demasiado depressa, tenho por hábito queixar-me de ainda não ter encontrado um bode expiatório por raramente me esquecer de quem não quero amar.
As coisas que te quero dizer já te as disse mas tu não as ouviste, disse-as para mim e tu nunca te apercebeste. Amo-te, foi a palavra que mais te disse, mas foi bonita a única que ouviste.
Aos anos que tento descrever-te e aos anos que falho sempre que tento. Existiu sempre um medo enorme de tentar dizer-te na íntegra o que sinto, talvez por nunca saber ao certo e ter medo de proferir as palavras erradas num certo momento quase-certo.
Sempre que estava ao teu lado, sentia-me preparado. Preparado para te dizer "Amo-te faz anos" , por sina ou não, no momento em que o lábio de cima começava a libertar-se do lábio de baixo era então que aparecia aquele poço enorme de insegurança, medo. Em menos de 2 segundos passava-me pela mente todos os minutos que tivemos juntos, tudo, com pormenores tão pequenos e inúteis que dava comigo a pensar "Estou apaixonado".
Acabava sempre por permanecer apenas a intenção de mover os lábios, antes que o pudesse fazer tu dizias o-do-costume, que acabava sempre por me calar mesmo sem que tivesse dito o que quer que fosse: "Pedro.. ai desculpa, ias dizer alguma coisa?"

- Não (mas sim).

Os meus preferidos

Pretensioso ou não, decidi fazer uma lista daqueles que para mim são os meus textos preferidos. O resto, vem por acréscimo.

Osh..

Cata.. erm.. Cataclsissimo.. hmm.. Autoclismo?

C'mon son, how can you be so stupid?

pfff.. headache, fuck, oh, my toughts..

you can't be serious

Do you still have that bag I give you?

Onde?

o aborrecimento mata o tempo

"As meninas da ribeira do sado é que é.."

Porto Seguro

Textos Assim?

Aquela pessoa

Individualidade Estranha

Ah!

Não sei do que falo, e também não sei se quero falar!

Indesejável Dor..

É fodido..

Apetece-me escrever..

LJAHSDGJHBSOHBSORB!!!!!!!!!!!!!!

Retrocesso temporal?

Sentimento

PITAX!

Isn't that funny

hi5-ologia

Tempo

Ooooops!

quinta-feira

Internacional Situacionista

A 28 de Julho de 1957 surgiu numa vila Italiana chamada Cosio d'Arroscia (Liguria), uma fusão de várias tendências artísticas que se auto-definiam a vanguarda da época. Esta fusão (e mais tarde um movimento) incluía influências adicionais do movimento COBRA, dadaísmo, surrealismo e Fluxus. Foi inspirado pelo Conselho operário e pela Revolução Hungara de 1956.

O movimento criado chama-se "Internacional Situacionista" (IS), uma vertente da Anarquia. Dos membros mais famosos destaca-se Raul Vaneigen e Guy Debord. Vaneigen e Debord não eram propriamente amigos, tanto que mais tarde Vaneigen foi expulso da IS por Debord. Num livro publicado por Vaneigen em 1967, "A Arte de Viver para as Novas Gerações" , Vaneigen questionava todos os pilares da sociedade, a inversão da perspectiva foi sistematicamente exposta, tal como o momento em que a subversão constrói um novo mundo.

Debord foi muitas vezes descrito como aquele que deu clareza intelectual ao movimento, mas para muitos, ele era considerado um ditador que controlava a escolha dos membros e o desenvolvimento do grupo. Era um bom escritor, outros diziam que era apenas um pensador secundário, mas partilhavam todos da mesma opinião, de que Debord foi um grande activista politico.

A IS, via como propósito a redefinição radical do papel da arte no século 20, os situacionistas tinham um ponto de vista dialéctico e assumiam a tarefa de "superar" a arte, abolindo a noção da mesma como uma actividade especializada e separada transformando-a naquilo que seria parte da construção da vida quotidiana. Para os situacionistas, a arte ou era revolucionária ou não era nada.



"O espectáculo não é uma colecção de imagens, mas uma relação social entre pessoas intermediada por imagens... O espectáculo no geral, como uma concreta inversão da vida, é um movimento autónomo daquele que não vive... O mentiroso mentiu para si mesmo" - Guy Debord

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Por esta altura, a maioria de vocês deve estar a bocejar, e muito provavelmente estão a pensar precisamente o mesmo que pensam nas aulas de matemática: "Isto não me vai ajudar quando eu for adulto e precisar de arranjar um emprego"

A verdade - e para ser muito sincero - é que não. Não, nada do que acabaram de ler vai ajudar-vos a arranjar um emprego quando forem adultos, muito menos se se aplicarem para o macdonalds e durante a entrevista disserem: "Ah, mas eu sei quem foi o Guy Debord!" , o mais certo é que a resposta do outro lado seja: "Pois, mas não tens aptidões para fritar um hamburger" (WOW!) .

A conclusão a que eu quero chegar é muito simples: saber nunca é demais. Eu também não sei muita coisa, mas interesso-me por tudo, embora não saiba nem metade.

Embora isso não me garanta um posto de trabalho no macdonalds, garante-me no entanto uma certa felicidade ao saber que embora não possa fritar hamburguers, consigo argumentar seja com quem for, qual seja o assunto. Ignorante não é aquele que não sabe, é aquele que não quer saber. Eu não sei, mas ao menos dou-me ao trabalho de questionar.









Tomem o exemplo da BELLLLISSSSIMAAA Natalie Portman. É linda, é famosa, tem um corpo completamente (AAAAAAAAH) espectacular. É capaz de ser das poucas actrizes que usou a cabeça para subir na vida. Enquanto a maioria as usou para os flácios, ela formou-se em Harvard com um bachalerato em psicologia.



Foto: http://www.amazon.com/
Informações retiradas da Wikipedia

domingo

Isn't that funny

Estou farto que me vejam como descartável. Eu não espero nem quero que mudem, muito menos por mim, mas não admito que me vejam como alguém com quem acham engraçado falar quando estão mal, quando se chatearam com alguma coisa ou com alguém.
Estou farto de ser aquela pessoa que só serve para apoio de alguém quando estão a necessitar de ajuda, porque parece que quando estão bem eu não existo.
Eu falo com vocês esteja bem ou mal, esteja a rir ou a chorar, procuro-vos não apenas quando estou mal, e procuro-vos mais vezes quando estou bem, para não terem que aturar com o meu feitio quando não estou bem disposto ou chateado com alguma coisa.

Para um homem, não foder com a rapariga que acabou de conhecer, é uma noite para esquecer, e para uma mulher, foder com um rapaz que acabou de conhecer, é uma noite para esquecer. Isto é meio estúpido, mas não deixa de ser verdade.

Mais estúpido, mas mesmo mesmo muito estúpido, são vossas lamurias quando ele vos mete um belíssimo par de cornos. Durante uma semana ele é o gajo mais nojento do mundo porque vos traiu com alguém mais gorda. Vocês, na vossa depressão e tristeza, comem! E como que por milagre, passado uma semana ele pede desculpa, e vocês com um cheseecake na mão, aceitam o pedido.

No outro lado, o gajo que vos traiu, traiu-vos porque tinha recebido uma SMS de alguém a dizer que vos tinha visto a meter-lhe os cornos, quando na verdade a SMS é uma mentira, o gajo que lhe enviou a SMS tem inveja dele porque queria andar com vocês. Ora, ele (o traído), na sua masculinidade perfeita e fã dos morangos com açúcar, mete-vos os cornos com a vossa prima para vos fazer inveja.

Ele resolve pedir-vos desculpa, quando a prima da vossa prima, vos conta que a vossa prima enviou-lhe uma mensagem a dizer que vos tinha visto a meter-lhe os cornos, só para ficar com o vosso namorado.
Por força das estatísticas, a culpada é sempre a prima.

Este é um dos muitos casos que já passaram pelo meu consultório online, ao que eu chamo: Mas Será Normal? (MSN). O que é engraçado no meio disto tudo meus caros amigos e amigas, é que eu não sou de maneira algum psicólogo, foda-se nem sequer acabei o 12º ano, mas sou com toda a certeza vosso amigo.
Portanto, se só e apenas me vêm como alguém que serve como mera escapatória emocional para os vossos pares de cornos semanais, não vale a pena falarem mais comigo.

terça-feira

Guillermo Vargas Habacuc

Em 2007, Guillermo Vargas Habacuc, colheu um cão abandonado da rua, atou-o a uma corda curtíssima na parede de uma galeria de arte e deixou-o, a morrer lentamente de fome e sede. Durante vários dias, tanto o autor de semelhante crueldade, como os visitantes da galeria de arte presenciaram impassíveis à agonia do pobre animal. Até que finalmente morreu seguramente depois de ter passado por um doloroso, absurdo e incompreensível calvario.












A prestigiosa Bienal Centroamericana de Arte decidiu, incompreensivelmente, que a selvageria que acabava de ser cometida por tal sujeito era arte e deste modo tão incompreensível, Guillermo Vargas Habacuc foi convidado a repetir a sua cruel acção na dita Bienal en 2008. Criou-se uma petição online para que Guillermo não repetisse a suposta crueldade, já assinada por mais de dois milhões de pessoas.

Entretanto Juanita Bermudez (o director da galeria) veio a público dizer que o animal estava sempre solto excepto durante as três horas que durava a exposição, que era alimentado regularmente por Guillermo Vargas, e que acabou por fugir pouco depois de um dia.

Vargas disse que "a peça" servia para testar o público e que nenhum dos visitantes teve qualquer tipo de intervenção de modo a ajudar o animal. Vargas não quis revelar se o animal acabou por sobreviveu durante a exposição e garante que recebeu várias ameaças de morte.

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Eu acho estranho que no inicio se diga "Durante vários dias", que no fim o director da galeria diga que "o cão fugiu no primeiro dia", e ainda no último parágrafo Vargas "não revela se o animal sobreviveu" .
Se Guillermo Vargas tomou mesmo a atitude de deixar o cão morrer à fome e sede como acusam os activistas e defensores dos direitos dos animais, então ele devia ser posto num tribunal e condenado.
Mas se Guillermo Vargas de facto alimentou o cão e o soltava fora das horas da exposição, mas mantinha-o preso numa corda curtíssima, apesar de ser um bocadinho incómodo para o animal, não me parece que tenha cometido qualquer tipo de crime.


fontes: http://www.artinfo.com/ (noticia)
http://www.theviciousviolet.blogspot.com/