sexta-feira

A Nossa Realidade

Vivemos em crise, Portugal está nas lonas, mas durante a Presidência Europeia Portuguesa, o nosso Primeiro Ministro conseguiu abafar a triste situação do País, com o novo tratado europeu, e com a cimeira Europa-África. A minha parte preferida do recém nascido "Tratado de Lisboa", foi definitivamente o Gordon Brown ter demonstrado que afinal os ingleses também se atrasam, o que na minha opinião resultou positivo para Sócrates e péssimo para nós, porque ele agora pode ser usar esta desculpa: "Se ele se atrasa e tem os estudos concluídos, então eu.." .

Enquanto a comunicação social se entretia com o tratado europeu, em que comentavam desde a ementa oferecida aos presidentes dos 28 estados membros da União Europeia, e alguns momentos "engraçados" da cimeira como a espalhafatosa entrada do presidente francês, Portugal atravessa uma crise com roubos, mortes, prédios destruídos, o número de sem abrigos a aumentar, e a CTT a lançar uma nova rede de telemóveis (precisamente o que Portugal necessita para progredir, mais uma empresa com esquemas capitalistas para roubar o pouco dinheiro que nós portugueses temos)

É triste, porque cada vez mais Portugal parece ser um País de mentirosos, um País onde todos os anos há promessas, e todos os dias há desilusões. O povo parece ter medo, medo de um governo cobarde, medo de um governo que finge ter a situação controlada quando na verdade sempre que é confrontado com um verdadeiro problema treme, treme sem medo de tremer, porque sabe que os Portugueses (ou pelo menos pensa) irão-se conformar para sempre com uma má gestão Governamental a todos os níveis.

Um governo que, está a tentar convencer o povo, de que a ÚNICA razão pela qual o País está no estado em que está, é pela falta de empenho dos portugueses, um governo que NOS acusa de sermos nós o problema.

Dá-me dó sentir a fragilidade em que se encontra Portugal. Na minha opinião (e infelizmente eu percebo pouco de política) Portugal devia adoptar uma nova lei de imigração, é de loucos um Português ter que lutar por uma vaga para empregado de mesa e ter que competir com mais de 20 estrangeiros. É de loucos a futilidade dos jovens portugueses, que se preocupam mais com a roupa que vão usar no dia seguinte ao invés de prepararem a mala. É de loucos o professor perguntar pelo livro que é crucial para acompanhar a aula e o aluno responder com tom de autoridade "Deixê em casa, mas se quiseres marcar falta tas à vontade".


"O Povo não deve ter medo do Governo, o Governo é que deve ter medo do Povo"

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