sábado

OH OH OH



Bem, parece que chegou aquela altura do ano, em que toda a gente se lembra dos familiares e/ou amigos, nem que seja para oferecer um belo par de meias. Parece também que nesta altura do ano, não existe um único blog, site, jornal, revista, que não deseje a todos os seus leitores e visitantes, um Feliz Natal, e um Óptimo Ano Novo! Ora, como todos sabem, ou deviam saber, esta é capaz de ser a época mais hipócrita do ano, uma época em que se festeja o nascimento de uma imagem divina falsa, e que se engana as crianças com uma personagem fictícia, gordo e com barbas brancas, criado pela Coca-Cola, durante uma campanha publicitária em 1881. Isto significa que no dia de Natal, festeja-se o nascimento de duas personagens criadas pelo homem.


FELIZ ANO NOVO!

sexta-feira

Isto é genial!



O que até pouco tempo atrás só aparecia em filmes de ficção científica acaba de chegar ao mercado. A Polymer Vision, uma subsidiária da Philips, anunciou que já está disponível, em escala industrial, o primeiro ecrã flexível e de rolo produzido. Esta nova tecnologia poderá criar uma nova geração de dispositivos de comunicação e de imagem, permitindo desta forma que os ecrãs que existem actualmente possam ser miniaturizados em hardware, aumentando o tamanho do ecrã em si. Os ecrãs flexíveis são do tipo matriz-activo, construídos com componentes electrónicos poliméricos, componentes estes que controlam a “tinta electrónica” que forma as imagens, tudo montado sobre uma fina folha de plástico transparente, a que se chama substrato. Outra vantagem é a possibilidade dos ecrãs serem enrolados quando não estão em uso, o que significa que se poderá ter um ecrã integrado num objecto do dia-a-dia, como uma caneta, por exemplo. A disponibilidade dessas telas deverá estimular o lançamento de novos produtos, como livros, revistas e jornais eletrônicos, além de novos serviços oferecidos por concessionárias de telefonia celular de terceira geração Esta tecnologia surge no âmbito daquilo que se chama electrónica orgânica, onde os transístores orgânicos assumem o papel principal, permitino desta forma o lançamento de vários produtos como livros, revistas, jornais electrónicos e até aos próprios portáteis e desktops.


Fonte, texto e imagem: http://www.tugatronica.com/

quarta-feira

Onde?

Será que todos na esplanada estavam cegos?

Virei-me para avisar alguém, e quando me voltei para trás já com a atenção de um grupo de gente, a montanha tinha desaparecido e a vergonha apareceu.
Comecei a pensar no que tinha comido, no que tinha bebido, no que tinha fumado. Estranho, tudo normal. Cereais, café, tabaco. Estranho.

Decidi não pensar na montanha, mas decidi ainda mais depressa que isso seria estúpido, afinal, eu vi uma montanha.
Isto é o estado a mexer com a minha mente. Isto é.. Credo sinceramente não sei. Estou maluco?
Isso seria estupendo. Finalmente teria uma desculpa para ficar fechado num edifício completamente cheio de pessoas que a sociedade julga que têm algum tipo de problema mental, quando na verdade, mentem sobre o seu estado apenas para poderem ser.. malucos?
Porque hoje em dia é maluco uma pessoa gritar no meio da rua? Por favor, e aqueles que cortam os pés para ganharem uns trocos à porta dos supermercados? (demasiado baixa esta?)

Ok voltemos à montanha.

Eu vi uma montanha, juro! Era grande, enorme, gigante, castanha com cores, assim meio lilás. Tinha árvores enormes do tamanho de pequenas nozes. Tinha notas musicais a sobrevoarem as nuvens encarnadas. Ouvi música quando vi a montanha. Era algo como "tum tum tum tuuuuuum turumm.. TRUM TUM TUM.. tram ram.. TRAM RAM RAM RRAAAM RAAAM AAAHMM" aah.. Tchaikosvky..

Mas, a montanha não ocupou espaço. Simplesmente ficou ali, parada, estagnada, a baloiçar. Mexia-se calmamente, parecia que estava possuída por uma dançarina de flamengo. A Montanha ocupou o espaço quase todo, e a falta de espaço asfixia-me, não respiro, respiro mas pouco, quase que me sinto afogado, parece que me estão a enterrar numa espécie de areia molhada.

O melhor talvez, é dar uma volta, apanhar ar fresco, e com sorte vejo a montanha outra vez.
Ando, ando, ando, caminho, a cada passo que dou, perco a esperança de voltar a encontrá-la. Talvez seja altura de voltar para casa.

Estou perdido.

Não conheço o bairro, as caras não me parecem familiares, para ser sincero, a minha cidade não tem aquela ponte. Onde estou? O Pânico surge, o sentimento de sufoco e asfixia volta em força, tento pedir ajuda mas faltam-me as palavras, tento, tento, tento, tento, as pessoas estão a olhar para mim com um ar.. de preocupação? Sinto-me a cair, oh.. desmaiei.

Surpresa, encontrei a montanha. Mas é pequena. A MONTANHA É PEQUENA!
Estranheza, sinto um arrepio nas costas. A montanha era enorme, eu vi-a! Estava ali à minha frente. Estava.

Acordei.

Estou rodeado pelas mesmas pessoas de à bocado. Rodeado literalmente. Aquela ambulância não estava ali à pouco..

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Tive uma quebra de tensão e desmaiei. Café e tabaco de manhã, parece que o meu corpo desta vez não achou piada.

Mas eu juro que vi a montanha..

sexta-feira

A Nossa Realidade

Vivemos em crise, Portugal está nas lonas, mas durante a Presidência Europeia Portuguesa, o nosso Primeiro Ministro conseguiu abafar a triste situação do País, com o novo tratado europeu, e com a cimeira Europa-África. A minha parte preferida do recém nascido "Tratado de Lisboa", foi definitivamente o Gordon Brown ter demonstrado que afinal os ingleses também se atrasam, o que na minha opinião resultou positivo para Sócrates e péssimo para nós, porque ele agora pode ser usar esta desculpa: "Se ele se atrasa e tem os estudos concluídos, então eu.." .

Enquanto a comunicação social se entretia com o tratado europeu, em que comentavam desde a ementa oferecida aos presidentes dos 28 estados membros da União Europeia, e alguns momentos "engraçados" da cimeira como a espalhafatosa entrada do presidente francês, Portugal atravessa uma crise com roubos, mortes, prédios destruídos, o número de sem abrigos a aumentar, e a CTT a lançar uma nova rede de telemóveis (precisamente o que Portugal necessita para progredir, mais uma empresa com esquemas capitalistas para roubar o pouco dinheiro que nós portugueses temos)

É triste, porque cada vez mais Portugal parece ser um País de mentirosos, um País onde todos os anos há promessas, e todos os dias há desilusões. O povo parece ter medo, medo de um governo cobarde, medo de um governo que finge ter a situação controlada quando na verdade sempre que é confrontado com um verdadeiro problema treme, treme sem medo de tremer, porque sabe que os Portugueses (ou pelo menos pensa) irão-se conformar para sempre com uma má gestão Governamental a todos os níveis.

Um governo que, está a tentar convencer o povo, de que a ÚNICA razão pela qual o País está no estado em que está, é pela falta de empenho dos portugueses, um governo que NOS acusa de sermos nós o problema.

Dá-me dó sentir a fragilidade em que se encontra Portugal. Na minha opinião (e infelizmente eu percebo pouco de política) Portugal devia adoptar uma nova lei de imigração, é de loucos um Português ter que lutar por uma vaga para empregado de mesa e ter que competir com mais de 20 estrangeiros. É de loucos a futilidade dos jovens portugueses, que se preocupam mais com a roupa que vão usar no dia seguinte ao invés de prepararem a mala. É de loucos o professor perguntar pelo livro que é crucial para acompanhar a aula e o aluno responder com tom de autoridade "Deixê em casa, mas se quiseres marcar falta tas à vontade".


"O Povo não deve ter medo do Governo, o Governo é que deve ter medo do Povo"