segunda-feira

o aborrecimento mata o tempo

definitivamente nao fazer nada é mau, muito mau.

a cada dia que passa o tempo parece diminuir, embora certos minutos pareçam maiores.
sinto que enquanto cá estou, ainda nao consegui ganhar nada, e que aos poucos, vou perdendo certas coisas que julgava que nunca iriam ser postas em causa.

certas coisas já nao estao certas, ou pelo menos nao parecem ser tao certas, nao tenho a certeza se o passado está a atrapalhar o futuro, ou se o presente mexeu com o passado.

o meu maior problema neste momento, é o facto de pensar demasiado, e fazer muito pouco. simplesmente nao faço nada, penso. nao deixa de ser um bom sinal, significa que existo, mas de que me serve existir, se nao pratico acçoes, apenas pensamentos?

a realidade parece-me repleta de surrealismo, o mundo parece-me uma bola quadrada que rebola por uma estrada repleta de curvas rectas.

ou seja, tudo parece-me diferente desde o primeiro dia que aqui cheguei. cheguei confuso, senti-me sozinho. parecia que estava a andar numa escada rolante no sentido contrário, sempre que dava um passo para a frente, andava dois para trás.

mas já que aqui estou, quero aproveitar. ao viver, aproveito algo que não pedi, mas que no fim das contas, foi a melhor coisa que me aconteceu, a mim, e a todos nós, a vida. se existe algo que podemos dizer que é verdadeiramente nosso, é a vida. nascemos com ela, é nossa.

passo demasiado tempo a pensar e a analisar certas situaçoes, actos, palavras. tempo esse que passa a correr, tempo esse que passa simplesmente porque eu parei para pensar, tempo esse que nao volta.

a vida é demasiado preciosa para ser mal-aproveitada, afinal só temos uma vida, há que saber aproveitá-la, e eu, quero começar a saborear cada minuto.

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