terça-feira

VIVA O DIA DA LIBERDADE!

Alguém se lembra como era dantes?
Este ano as comemorações do 25 de Abril chegam assombradas pela nomeação de António Oliveira Salazar como o “O Grande Português”


Decorridos 33 anos do golpe militar que pôs fim ao Estado Novo (durante o qual, colunas rebeldes chegam a obedecer ordeiramente aos sinais de trânsito, capitão Salgueiro Maia), as comemorações da data tendem paulatinamente a confundir-se com as do 5 de Outubro (dia da implantação da República, em 1910), se não no calendário pelo menos na pompa e numa ou outra circunstância. Com uma diferença: do 25 de Abril há um pouco mais de sobreviventes. Este ano, chega assombrado pela entrega da medalha de ouro a António Oliveira Salazar no concurso televisivo “Os Grandes Portugueses”.
As interpretações sociológicas, políticas e ideológicas do facto, foram muitas e variadas. Uns defenderam, simplesmente, que o natural de Santa Comba Dão não devia estar na lista; outros desvalorizaram o resultado, considerando-o inexpressivo (contas feitas, se o vencedor chegou aos 41% e o número total de votos contabilizados não ultrapassou os 159.245, então, estiveram com ele apenas 0,6% da população portuguesa).
Houve quem falasse em manifestação de protesto, sem vínculo salazarista, pelo rumo actual do país; quem ficasse mais chateado pelo segundo lugar de Cunhal do que pelo primeiro de Oliveira; e alguma extrema-direita, mesmo cantando vitória, anunciou considerar o programa uma ofensa à História de Portugal (curiosamente, alguma esquerda disse o mesmo). Por fim, houve quem viesse lembrar que o homem tinha vencido um concurso, não tinha ganho eleições.
Alguém se lembra como era dantes?
DR
António de Oliveira Salazar: amado por uns, odiado por outos
O que seria uma impossibilidade. Morreu há 37 anos, a 27 de Julho de 1970, e mandou oficialmente no país entre 1932 e 1968. Nesse ano passa o testemunho ao discípulo Marcelo Caetano, e apenas porque a tal cadeira resolve pregar-lhe a partida de se encontrar fora do sítio. À queda, grave, sobreveio, operado e refeito do susto, uma hemorragia cerebral.
Incapacitado, vive até ao fim na residência oficial (segundo o jornalista Fernando Dacosta, por sugestão da governanta Maria), numa grotesca encenação do poder que já não tem. Ministros e acólitos prestaram-se ao enredo, visitando-o e dirigindo-se-lhe como se do Presidente do Conselho se tratasse ainda. E enquanto em Portugal decorria esta farsa caseira, lá fora Luther Ling era assassinado em Memphis, rebentava a guerra do Vietname, Paris enfrentava a intempérie de Maio e em Praga acabava a Primavera, Bobby Kennedy era baleado em Los Angeles, Nixon chegava a Presidente dos EUA, Neil Armstrong pisava a lua, Beckett ganhava o Nobel, os Beatles zangavam-se de vez, etc., etc., etc. O mundo mantinha o seu curso imparável; por cá chegava ao fim o reinado de Dona Maria.

Nem tudo era mau
Não se pense que tudo era mau. Até final dos anos 60, Portugal manteve-se, em muitos aspectos, na «pole position» dos países europeus ocidentais (ver António Barreto, "Mudança Social em Portugal: 1960-2000", in “Portugal Contemporâneo”, coordenação de António Costa Pinto, Dom Quixote, 2004). Assim: era o único império colonial sobrevivente; podia orgulhar-se do ditador com mais anos no poder; apresentava as mais altas taxas de analfabetismo e mortalidade infantil; o menor número de médicos e enfermeiros por habitante; o mais baixo rendimento por habitante; a menor produtividade no trabalho; o menor número de estudantes no ensino básico e superior; o menor número de pessoas abrangidas pelos sistemas de segurança social, a menor industrialização e a maior população agrícola. No fundo, no fundo, números à parte, tratava-se de um paraíso verde. Além das paisagens bucólicas e das viúvas de portentos buços, havia Fátima, havia fado e havia futebol. E no que toca a futebol, Eusébio era o mais que tudo.
Tão mais que tudo, que Salazar lhe vetou a carreira internacional, informando-o, tão simplesmente, de que ele era “património do Estado”.
Só os portugueses em crise de meia-idade, ou já refeitos dela, se podem lembrar de como era antes. E a verdade é que tinha pouca graça. Antes. Claro que nos podemos rir hoje da licença de isqueiro, obrigatória desde os anos 30 e só abolida em Maio de 1970 pelo decreto-lei 237/70. Claro que mesmo os incondicionais de Chomsky ou Michael Moore já não terão de ir ao Ultramar para beber um gole pecaminoso de Coca-Cola, só comercializada entre nós a partir de 1977. Em Portugal Continental, como se dizia, fora proibida nos anos 30, dela só sobrando a prova dos dotes publicitários de Pessoa que lhe inventara um slogan: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.
Podemo-nos rir, ainda, do Decreto-Lei nº 31247 de Maio de 1941, que regulava o uso do fato de banho, zelando “pela moralidade pública (...) no sentido de evitar a corrupção dos costumes”, e que obrigava, para elas, a fato inteiro “sem descobrir os seios, com costas decotadas sem prejuízo do corte das cavas ser cingido na axilas”, e para eles a “calção com corte inteiro, justo à perna e reforço da parte da frente, e justo à cintura cobrindo o ventre”, regras a que os “cabos de mar” tiveram de começar a fechar os olhos quando, na década de 60, turistas bem menos atafulhados de roupa desataram a invadir o Estoril e o Algarve.
Continuamo-nos a rir desta obsessão moralista e bafienta (que fez do iconoclasta José Vilhena o autor mais censurado antes do 25 de Abril), com as calças proibidas às raparigas nos liceus e as gravatas obrigatórias para os rapazes, mais as portarias camarárias em prole do decoro vigente. O escritor Luís Sttau Monteiro, cujo pai foi embaixador em Londres até 1943, ano em que bateu com a porta a Oliveira Salazar, contava que, criança, numa audiência a que assistira, o ditador reparara nas suas botas e lhe perguntara onde as comprara. Quando lhe respondeu que fora em Londres, este comentara: “Modernices! Modernices!”

Menos motivos para rir
Alguém se lembra como era dantes?
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A censura e a polícia política marcaram o antigo regime
O sorriso começa a amarelecer quando nos lembramos das cargas da polícia de choque, como as do Verão de 1969, nos Salesianos do Estoril (num festival que misturava bandas rock e os chamados cantores de intervenção), apesar da forma pícara como José Cid recorda os acontecimentos: “uma das cenas mais impressionantes foi a polícia batendo num grupo de turistas japoneses. Quando os policiais começaram a agredir os jovens, que estavam ali pacificamente, numa de música, os japoneses puxaram das máquinas fotográficas e começaram a tirar fotografias; assim que a polícia viu aquilo... "máquinas para cá"“. O sorriso desmaia à medida em que recordamos o milhão e meio de imigrantes obrigados a dar o salto, entre 1960 e 1973, sangria de pobres que o escritor José Cardoso Pires resumiria de forma lapidar: “Da minha terra natal tenho uma definição simplista: deserto de Pedras, Padres e Pedintes. Aldeia emigrada, portanto”.
O sorriso já se foi por completo quando chegamos aos cerca de 10 mil soldados mortos na guerra colonial e, ajudados pelo livro de Ferreira Fernandes “Lembro-me que…” (Oficina do Livro, 2004), nos lembramos, também nós, dos poucos ou nenhuns direitos das mulheres cujas vidas valiam penas de dois anos, como a aplicada a Adélio da Custódia pelo assassínio da mulher Maria Pais Pimenta, explicada assim pelo juiz corregedor do Círculo Judicial de Viseu: “Porque se justifica perfeitamente a reacção do réu contra a mulher adúltera que abandonou o lar, o marido e dois filhos de tenra idade, para seguir um saltimbanco”.
E sem motivo aparente vem-nos à cabeça o drama privilegiado do poeta Alexandre O’Neill, que em Nora Mitrani encontrara “l’amour fou”. Uma francesa de passagem por Lisboa espera agora por ele em Paris, mas a PIDE nega-lhe o passaporte e O’Neill nunca tornará a rever Nora que se suicida em 1961.

Em época de censura
Chegamos assim à parte que está mesmo, mesmo, fora de moda: a censura e a polícia política do regime. Em entrevista a António Ferro, Dezembro de 1932, a propósito dos boatos que punham em causa o bom-nome da polícia, Salazar explicara-se bem: “(…) quero informá-lo de que se chegou à conclusão de que as pessoas maltratadas eram sempre, ou quase sempre, temíveis bombistas, que se recusavam a confessar, apesar de todas as habilidades da polícia, onde tinham escondido as suas armas criminosas e mortais”. Linhas à frente, surge a prova mil vezes repetida sobre a brandura dos meios e a rectidão evidente dos fins: “Eu pergunto a mim próprio (…) se a vida de algumas crianças e de algumas pessoas indefesas não vale bem, não justifica largamente, meia dúzia de safanões a tempo nessas criaturas sinistras”. E nesta “meia dúzia de safanões” se fundaria o mito urbano que continua a rever e a absolver a tortura, desrespeitando os mortos com nome próprio.
Alguém se lembra como era dantes?
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A revolução dos cravos foi há 33 anos
Quanto à censura (uma prática que, em Portugal, verdade seja dita, recua aos tempos da Inquisição praticamente sem interrupções), prévia e de lápis azul em riste, no caso da imprensa, preferia a apreensão ulterior quando se tratava de livros. Segundo a Comissão do Livro Negro sobre o Fascismo, o regime de Salazar/Caetano proibiu cerca de 3300 obras e até o velho Aquilino Ribeiro foi alvo de um processo-crime, pelo crime de ter escrito “Quando os Lobos Uivam”. O Secretariado Nacional de Informação (SNI) mostrava-se quase sempre de uma eficácia imbatível: em 1965, em apenas quatro dias, apreendia 70 mil títulos à Europa-América, em dois anos subtraía à Seara Nova milhares de contos de livros; quanto à editora Minotauro, era simplesmente encerrada.
Música, artes plásticas, filmes (segundo dados recolhidos em www.amordeperdicao.pt, só entre 1964 e 1967 foram apresentados à censura 1301 filmes, dos quais 145 foram proibidos e 693 autorizados com cortes), e TV a preto e branco (a cores só em 1980), nada escapava à mutilação. A justificação para o zelo recuava ao Decreto-Lei 22469 de Março de 1933: “A censura terá somente por fim impedir a subversão da opinião pública na sua função de força social e deverá ser exercida por forma a defendê-la de todos os factores que a desorientem contra a verdade, a justiça, a moral, a boa administração e o bem comum e a evitar que sejam atacados os princípios fundamentais da organização da sociedade”.
Apesar da bondade expressa dos censores, alguns jornalistas insistiam em desorientar a sociedade. Um dia, no “República”, Vítor Direito discorria a propósito do estado do tempo: “Manhã de nevoeiro transforma a cidade (…) Não se vê um palmo à frente do nariz (…) Andam por aí certos senhores, feitos meteorologistas de trazer por casa, a prever “boas abertas”. Mas o nevoeiro persiste”.

Afinal, eram tempos divertidos. Acabaram com o 25 de Abril.



Todos os créditos deste texto, pertencem a
Ana Cristina Leonardo - E ao Jornal © Expresso - Sojornal S.A.

(link para o artigo original)

Teorias do Broche

- O Broche segundo a opinião delas...


1. Antes de mais, não somos obrigadas a fazê-lo.

2. Por isso, se o fizer, considera-te com sorte.

3. Não me interessa o que viste no filme porno, não é normal vocês virem-se na nossa cara.

4. Não, nem penses que vou engolir.

5. As minhas orelhas não são pegas.

6. Não me empurres a cabeça. De certeza que não queres vomitado na gaita.

7. Não me interessa o quanto relaxado ficas, ai de ti que te peides!!!

8. Por estar com o período, não significa que estamos na semana da gaita de foles - supera isso - sinto-me inchada e mal disposta, e não me sinto na obrigação de to chupar só porque não podes ter sexo neste momento.

9. Se eu fizer uma pausa somente para retirar um pêlo púbico da boca, ai de ti que digas que o arranquei de propósito.

10. Abandonares-me na cama para ires jogar Sega Rally logo depois de o fazer não é aconselhável se desejas outra "prenda" igual no futuro.

11. Se te agrada da maneira como o faço, é capaz de ser melhor não tentares especular sobre as origens do meu talento. Simplesmente goza o momento e dá-te por satisfeito por ser boa nisso.

12. Não sabe nada bem, nem me interessa a quantidade de proteínas que possa ter.

13. Não, nem penses que to faço enquanto vês a Sport TV.

14. Sempre que ouvires os teus amigos a queixarem-se da raridade com que lhos chupam, mantém a boca fechada. Não é bonito simpatizar com eles e muito menos armares-te.

15. Lá porque ele "está acordado" quando te levantas de manhã,não significa que eu tenha de desejar-lhe um "Bom dia".


- O Broche segundo a opinião deles...


Caramba, não é assim tão difícil..


1. Em primeiro: sim, és obrigada a fazê-lo. Porque se não o fizeres pode-se sempre arranjar alguém mais bonita, mais nova, e mais maluca que o faça.

2. Em segundo: engolir uma colherzinha de chá de semen custa de certeza muito menos do que lamber peixe cru.

3. Por falar em peidar: "gases vaginais" diz-te alguma coisa?

4. Irei usar as tuas orelhas como achar apropriado. Não te preocupes e fica agradecida por não te puxar o cabelo.

5. Para além de que quando estás com o período, a única maneira de não resmungares nem me chateares com coisas absurdas é mesmo metendo-te alguma coisa na boca. Por isso toca a chupar.

6. Até porque se estás a sangrar durante 5 ou 6 dias seguidos, deves mesmo compensar na ingestão de líquidos.

7. Não te calas com a coisa do paladar, mas acredita que se alguém leva com um dos piores ácidos na língua somos nós.

8. Porque ao menos vocês não correm o perigo de uma pila sangrar enquanto a têm na boca.

9. Uma dica: brinca com os tomates que também gosto.

10. Independentemente de quão boa nisto julgas que és, já tivemos melhor!

11. Então, se engolires já ficas com a certeza que não levas com nada na cara, não é verdade?