sábado

OH OH OH



Bem, parece que chegou aquela altura do ano, em que toda a gente se lembra dos familiares e/ou amigos, nem que seja para oferecer um belo par de meias. Parece também que nesta altura do ano, não existe um único blog, site, jornal, revista, que não deseje a todos os seus leitores e visitantes, um Feliz Natal, e um Óptimo Ano Novo! Ora, como todos sabem, ou deviam saber, esta é capaz de ser a época mais hipócrita do ano, uma época em que se festeja o nascimento de uma imagem divina falsa, e que se engana as crianças com uma personagem fictícia, gordo e com barbas brancas, criado pela Coca-Cola, durante uma campanha publicitária em 1881. Isto significa que no dia de Natal, festeja-se o nascimento de duas personagens criadas pelo homem.


FELIZ ANO NOVO!

sexta-feira

Isto é genial!



O que até pouco tempo atrás só aparecia em filmes de ficção científica acaba de chegar ao mercado. A Polymer Vision, uma subsidiária da Philips, anunciou que já está disponível, em escala industrial, o primeiro ecrã flexível e de rolo produzido. Esta nova tecnologia poderá criar uma nova geração de dispositivos de comunicação e de imagem, permitindo desta forma que os ecrãs que existem actualmente possam ser miniaturizados em hardware, aumentando o tamanho do ecrã em si. Os ecrãs flexíveis são do tipo matriz-activo, construídos com componentes electrónicos poliméricos, componentes estes que controlam a “tinta electrónica” que forma as imagens, tudo montado sobre uma fina folha de plástico transparente, a que se chama substrato. Outra vantagem é a possibilidade dos ecrãs serem enrolados quando não estão em uso, o que significa que se poderá ter um ecrã integrado num objecto do dia-a-dia, como uma caneta, por exemplo. A disponibilidade dessas telas deverá estimular o lançamento de novos produtos, como livros, revistas e jornais eletrônicos, além de novos serviços oferecidos por concessionárias de telefonia celular de terceira geração Esta tecnologia surge no âmbito daquilo que se chama electrónica orgânica, onde os transístores orgânicos assumem o papel principal, permitino desta forma o lançamento de vários produtos como livros, revistas, jornais electrónicos e até aos próprios portáteis e desktops.


Fonte, texto e imagem: http://www.tugatronica.com/

quarta-feira

Onde?

Será que todos na esplanada estavam cegos?

Virei-me para avisar alguém, e quando me voltei para trás já com a atenção de um grupo de gente, a montanha tinha desaparecido e a vergonha apareceu.
Comecei a pensar no que tinha comido, no que tinha bebido, no que tinha fumado. Estranho, tudo normal. Cereais, café, tabaco. Estranho.

Decidi não pensar na montanha, mas decidi ainda mais depressa que isso seria estúpido, afinal, eu vi uma montanha.
Isto é o estado a mexer com a minha mente. Isto é.. Credo sinceramente não sei. Estou maluco?
Isso seria estupendo. Finalmente teria uma desculpa para ficar fechado num edifício completamente cheio de pessoas que a sociedade julga que têm algum tipo de problema mental, quando na verdade, mentem sobre o seu estado apenas para poderem ser.. malucos?
Porque hoje em dia é maluco uma pessoa gritar no meio da rua? Por favor, e aqueles que cortam os pés para ganharem uns trocos à porta dos supermercados? (demasiado baixa esta?)

Ok voltemos à montanha.

Eu vi uma montanha, juro! Era grande, enorme, gigante, castanha com cores, assim meio lilás. Tinha árvores enormes do tamanho de pequenas nozes. Tinha notas musicais a sobrevoarem as nuvens encarnadas. Ouvi música quando vi a montanha. Era algo como "tum tum tum tuuuuuum turumm.. TRUM TUM TUM.. tram ram.. TRAM RAM RAM RRAAAM RAAAM AAAHMM" aah.. Tchaikosvky..

Mas, a montanha não ocupou espaço. Simplesmente ficou ali, parada, estagnada, a baloiçar. Mexia-se calmamente, parecia que estava possuída por uma dançarina de flamengo. A Montanha ocupou o espaço quase todo, e a falta de espaço asfixia-me, não respiro, respiro mas pouco, quase que me sinto afogado, parece que me estão a enterrar numa espécie de areia molhada.

O melhor talvez, é dar uma volta, apanhar ar fresco, e com sorte vejo a montanha outra vez.
Ando, ando, ando, caminho, a cada passo que dou, perco a esperança de voltar a encontrá-la. Talvez seja altura de voltar para casa.

Estou perdido.

Não conheço o bairro, as caras não me parecem familiares, para ser sincero, a minha cidade não tem aquela ponte. Onde estou? O Pânico surge, o sentimento de sufoco e asfixia volta em força, tento pedir ajuda mas faltam-me as palavras, tento, tento, tento, tento, as pessoas estão a olhar para mim com um ar.. de preocupação? Sinto-me a cair, oh.. desmaiei.

Surpresa, encontrei a montanha. Mas é pequena. A MONTANHA É PEQUENA!
Estranheza, sinto um arrepio nas costas. A montanha era enorme, eu vi-a! Estava ali à minha frente. Estava.

Acordei.

Estou rodeado pelas mesmas pessoas de à bocado. Rodeado literalmente. Aquela ambulância não estava ali à pouco..

-

Tive uma quebra de tensão e desmaiei. Café e tabaco de manhã, parece que o meu corpo desta vez não achou piada.

Mas eu juro que vi a montanha..

sexta-feira

A Nossa Realidade

Vivemos em crise, Portugal está nas lonas, mas durante a Presidência Europeia Portuguesa, o nosso Primeiro Ministro conseguiu abafar a triste situação do País, com o novo tratado europeu, e com a cimeira Europa-África. A minha parte preferida do recém nascido "Tratado de Lisboa", foi definitivamente o Gordon Brown ter demonstrado que afinal os ingleses também se atrasam, o que na minha opinião resultou positivo para Sócrates e péssimo para nós, porque ele agora pode ser usar esta desculpa: "Se ele se atrasa e tem os estudos concluídos, então eu.." .

Enquanto a comunicação social se entretia com o tratado europeu, em que comentavam desde a ementa oferecida aos presidentes dos 28 estados membros da União Europeia, e alguns momentos "engraçados" da cimeira como a espalhafatosa entrada do presidente francês, Portugal atravessa uma crise com roubos, mortes, prédios destruídos, o número de sem abrigos a aumentar, e a CTT a lançar uma nova rede de telemóveis (precisamente o que Portugal necessita para progredir, mais uma empresa com esquemas capitalistas para roubar o pouco dinheiro que nós portugueses temos)

É triste, porque cada vez mais Portugal parece ser um País de mentirosos, um País onde todos os anos há promessas, e todos os dias há desilusões. O povo parece ter medo, medo de um governo cobarde, medo de um governo que finge ter a situação controlada quando na verdade sempre que é confrontado com um verdadeiro problema treme, treme sem medo de tremer, porque sabe que os Portugueses (ou pelo menos pensa) irão-se conformar para sempre com uma má gestão Governamental a todos os níveis.

Um governo que, está a tentar convencer o povo, de que a ÚNICA razão pela qual o País está no estado em que está, é pela falta de empenho dos portugueses, um governo que NOS acusa de sermos nós o problema.

Dá-me dó sentir a fragilidade em que se encontra Portugal. Na minha opinião (e infelizmente eu percebo pouco de política) Portugal devia adoptar uma nova lei de imigração, é de loucos um Português ter que lutar por uma vaga para empregado de mesa e ter que competir com mais de 20 estrangeiros. É de loucos a futilidade dos jovens portugueses, que se preocupam mais com a roupa que vão usar no dia seguinte ao invés de prepararem a mala. É de loucos o professor perguntar pelo livro que é crucial para acompanhar a aula e o aluno responder com tom de autoridade "Deixê em casa, mas se quiseres marcar falta tas à vontade".


"O Povo não deve ter medo do Governo, o Governo é que deve ter medo do Povo"

segunda-feira

luxo?

No outro dia, outro como tantos outros, meti conversa com uma amiga.

A conversa progrediu como sempre, cumprimenta-se a pessoa, envia-se uns asteriscos, um ou dois smileys e estamos num bom caminho para começar a conversar (ou pelo menos tentar, muitas vezes a conversa não passam da fase dos smileys)


Depois de eu fazer à tal amiga a comum pergunta "como estás?" ela responde que podia estar melhor, que já teve melhores dias.


Como a tal amiga é uma pessoa bem educada, pergunta-me como estou. Eu respondo:
- Estou óptimo


Quase que de repente, vejo a informação na parte do baixo do msn - "usuário está a escrever uma mensagen" - e é ai, que aparece uma pergunta que me intrigou bastante:
- Uuuuuuuuuuuhhhhh!! Óptimo?
A que se deve tanta alegria?



Resposta:
- Não estou alegre, estou óptimo.




Ponto 1: Ultimamente, todas as pessoas com quem falo (ou quase todas) nunca estão bem. Como se diz em Portugal, parece que estão sempre com cara de cú, prontas a largar uma bufinha de indignação ou de tristeza a qualquer altura.



Ponto 2: Será que hoje em dia, é assim tão raro encontrar alguem que esteja bem disposto?



Ponto 3: Estará a boa disposição a tornar-se um luxo em Portugal?

o aborrecimento mata o tempo

definitivamente nao fazer nada é mau, muito mau.

a cada dia que passa o tempo parece diminuir, embora certos minutos pareçam maiores.
sinto que enquanto cá estou, ainda nao consegui ganhar nada, e que aos poucos, vou perdendo certas coisas que julgava que nunca iriam ser postas em causa.

certas coisas já nao estao certas, ou pelo menos nao parecem ser tao certas, nao tenho a certeza se o passado está a atrapalhar o futuro, ou se o presente mexeu com o passado.

o meu maior problema neste momento, é o facto de pensar demasiado, e fazer muito pouco. simplesmente nao faço nada, penso. nao deixa de ser um bom sinal, significa que existo, mas de que me serve existir, se nao pratico acçoes, apenas pensamentos?

a realidade parece-me repleta de surrealismo, o mundo parece-me uma bola quadrada que rebola por uma estrada repleta de curvas rectas.

ou seja, tudo parece-me diferente desde o primeiro dia que aqui cheguei. cheguei confuso, senti-me sozinho. parecia que estava a andar numa escada rolante no sentido contrário, sempre que dava um passo para a frente, andava dois para trás.

mas já que aqui estou, quero aproveitar. ao viver, aproveito algo que não pedi, mas que no fim das contas, foi a melhor coisa que me aconteceu, a mim, e a todos nós, a vida. se existe algo que podemos dizer que é verdadeiramente nosso, é a vida. nascemos com ela, é nossa.

passo demasiado tempo a pensar e a analisar certas situaçoes, actos, palavras. tempo esse que passa a correr, tempo esse que passa simplesmente porque eu parei para pensar, tempo esse que nao volta.

a vida é demasiado preciosa para ser mal-aproveitada, afinal só temos uma vida, há que saber aproveitá-la, e eu, quero começar a saborear cada minuto.

terça-feira

caminhas

caminhas sem saberes por onde vais.
das por ti no ponto de partida.
voltaste da mesma maneira que partiste.
chegaste.
a igualdade permaneceu a mesma.
os sentimentos mantiveram-se iguais.
adormeceste certas ideias.
reviveste certos momentos.
aprendeste.
viveste.

apercebeste-te de que talvez não queiras voltar de onde vieste, ganhaste novas ideias, ganhaste novos vícios, criaste novos amigos. encontras-te um pouco mais de ti mesmo. aprendeste que ainda tens muito para dar, e muito mais para ganhar, abriste os olhos a novos caminhos, e encontras-te coragem para os explorar. finalmente tás a sentir que consigas vir a atingir os teus objectivos. queres ser alguém, e não "outro". viste pelos teus próprios olhos, que consegues integrar-te com mais facilidade do que suponhas. ganhaste outra vontade de viver, acima de tudo ganhaste vontade de viver por ti mesmo. sentiste o sabor da liberdade. sentiste o sabor da amargura como tantas vezes, mas desta vez soubeste geri-la de uma outra maneira. expulsaste alguns demónios pessoais, sem ter medo de o fazer. foste em frente, foste em frente por ti mesmo, sem ajuda, mas acima de tudo, foste em frente por ti. fundamentalmente conseguiste ganhar coragem de seguir, sem medo, com algumas agústias, mas sem medo. aceitaste que afinal uma mudança tão repentina e tão radical não tenha sido o melhor para ti. aceitaste, porque apercebeste-te do que poderás vir a ganhar e do que poderias perder. não vives pelo dinheiro, vives pela paixão. pela paixão de viver. pela paixão de ser. pela paixão de poderes simplesmente pensar. fundamentalmente pela paixão de poderes existir. conseguiste. não te apaixonas em 10 segundos. gostas da sensação. sentes mais liberdade para poder viver, sem o medo de te apaixonares, e viveres a pensar em outra pessoa. sentes-te a cada dia, uma pessoa melhor. com menos medos, menos demónios. com mais força de vontade, e com mais esperança. sentes que queres viver. sentes. e esperas sentir muito mais.

porém o receio aparece.
tens medo de perder oportunidades num outro lugar, onde tantas oportunidades te foram prometidas.
mas sentes-te bem em casa.
tens um único medo.
o medo, de que mais tarde, não haja compreensão.
compreensão, não pela atitude que tomaste.
mas compreensão, pela atitude que queres tomar.
vai ser duro, mas queres tentar.
queres aproveitar, e tentar chegar onde sempre sonhaste.
o teu sonho não vai passar de uma ilusão enquanto estavas de olhos fechados.
vais lutar.


vais VIVER...

"As meninas da ribeira do sado é que é.."

Mais uma vez apetece-me escrever, não sei o quê, nem porquê. Mas hoje, tal como em muitos outros dias, antes de escrever este texto, escrevi outros, que apaguei por considerá-los "intragáveis".


Quando escrevo sem noção do que quero escrever, tudo aquilo que escrevo, acho que está mal escrito, ou seja, sou parvo. E porquê? (Perguntam os poucos que ainda não sabem que sou parvo) Pois bem, eu respondo: acho que está mal, porque ao escrever algo que não sei porque escrevi, então, penso que é meu dever escrever algo minimamente estúpido. E porquê estúpido? Porque se escrevo algo sem saber porque escrevi, tem que ser estúpido, assumo isso como um direito. E porque é que assumo isso como um direito? Porque penso que não há direito em escrever algo sem noção, e no fim ter nexo, ou sentido. E porquê? Porque escrever algo sem nexo e sentido, a partir de um momento em que escrevi um texto "à toa", e no fim de contas, o texto ficar decente, como é que eu fico? Como é que eu fico ao saber que escrevi algo "à toa", e que ficou decente? Como é que eu fico ao saber isso? Fico mal, pois fico. Fico mal, porque vamos supor que eu me esforço para escrever um texto com "pés e cabeça" e que no fim, o texto fica uma merda? Começo a pensar QUE, ao não me esforçar consigo escrever textos melhores, do que aqueles que escrevo com dedicação? E depois? E se eu começo a escrever textos "à toa" todos os dias? Simples, se eu começar a escrever textos "à toa" todos os dias, começo a perder o gosto pela escrita. E porquê? A resposta é simples. Considero a escrita uma arte, não considero os meus textos uma obra prima, MAS, respeito a escrita acima de tudo, e escrever textos "à toa", para mim é "contra-natura".


Moral da "estória": odeio tudo o que seja "à toa" , se é para ser bem feito que se faça, senão, que nem se comece a fazer seja o que for.

domingo

Sossego esquecido sossegadamente

18 anos, mas muita coisa em que pensar.


Eu sou uma pessoa que prefere ficar em casa, gosto do sossego que me é proporcionado quando estou sozinho. Algo que gosto, e que aprecio é paz, não me importo de estar num parque às 4 da manhã com alguém a conversar ou a beber, com 2000 pessoas à volta, desde que não haja conflitos. O barulho não me incomoda, mas a confusão sim. Sou uma pessoa que quebra muito facilmente com muito pouco.


Nunca fui um jovem que gostasse de sair à noite, ir a discotecas, bares, e beber álcool para me fingir bêbado, para no dia seguinte dizer de boca cheia que vomitei quatro vezes em 5 sítios diferentes, e que bebi 1 garrafa de moscatel sozinho e 8 shots. Muito pelo contrário, sempre fui contra esse tipo de comportamento por parte dos meus 'compatriotas', compatriotas esses que se dão ao luxo de terem um telemóvel de 400€ de dois em dois meses, apenas com o 6º ano de escolaridade.


Não acho, nem nunca achei, que sair à noite, e embriagar-me, pudesse ajudar de alguma maneira, a tornar-me numa pessoa melhor.
No entanto, nunca vi mal, de uma vez por outra, de tempos em tempos, fumar uma ganza ou outra, beber uma cerveja ou outra me prejudicasse, muito pelo contrário, com as pessoas certas (leia-se amigos), muitas dessas noites, podem vir a ser das melhores noites da nossa vida.


Agora, sair à noite todos os fins de semana, e chegar a casa com muito sangue no álcool, acho exagerado e ridículo. O problema, é que não sabemos apreciar o que nos é dado de uma maneira moderada, exagerara-mos, nunca pensando que mais cedo ou mais tarde, certas atitudes, acções e actos, podem vir a perder o gosto, e pior, podem-nos prejudicar de várias maneiras e a vários níveis. (alcoolismo, toxicodependência entre outros)


Nunca tive muita vontade de sair de casa, e cada dia que passa fico com menos vontade de abrir a porta do prédio para descer as escadas e ver-me a mim mesmo na rua (nunca viram aquele documentário, que se debruça sobre os problemas do Japão contemporâneo: identidade, relacionamento social, auto-estima, expectativas, orgulho - mostra o Japão dos jovens fechados no quarto durante anos) . Para mim, a 'minha casa', sempre foi o único local onde me senti bem, excepto quando essa tal pessoa vive debaixo do mesmo tecto que eu.
Por mais que ame essa tal pessoa, torna-se insuportável conseguir viver com ela, existe um conflito de personalidades enorme entre ambos.


Pela minha maneira de pensar, e de estar na vida, já me chamaram de muita coisa, tudo menos santo, inclusive, já me disseram que por não querer sair à noite, só podia ser paneleiro.
Outro ponto interessante, o facto de uma pessoa não querer fazer algo que supostamente está certo (mas que na realidade está errado), é logo razão mais do que evidente para essa pessoa ser homossexual, ou cromo, ou 'tecla 3' ou ser posto de parte do 'supostamente grupo de amigos' . Andam todos loucos, interessante ou não, sempre ouvi dizer que os loucos são certos numa sociedade errada, eu até concordava com essa teoria, de maneiras que, sempre questionei a sociedade, mas agora começo a questionar os loucos.


Voltando ao ponto fulcral da 'conversa', a tal pessoa que eu tanto amo, é completamente distinta de mim, essa tal pessoa que eu tanto amo, dá mais valor a uma pessoa que aos 20 anos já tenha deixado de roubar carros à 5 anos, do que a uma pessoa que com 20 anos esteja no 2º ano de um curso de Medicina.


Essa tal pessoa que me quer obrigar a seguir as suas teorias, mas que não aceita as minhas, essa tal pessoa que se auto-proclama mais que os outros, acima de ninguém, essa pessoa que não admite que ninguém lhe faça, o que ela já fez a tantas outras 5 vezes pior. Não se deixa ser pisada, mas adora pisar, essa pessoa, tem sido a ÚNICA pessoa, durante os meus 18 anos de vida que me rebaixo, e cada vez que o faz, parece que os seus olhos ganham brilho, mas que diz, que sou a pessoa que ela mais ama na vida. Essa pessoa que quando quer conversar comigo, mas vê que começa a perder a razão, ameaça-me. Pessoa essa, que quando eu lhe aponto à cara que me ameaçou, desmente que o fez, e acredita piamente que nunca me ameaçou. Pessoa essa, que acredita mais depressa nas suas mentiras do que nas verdades dos outros.


Estou farto, o sossego que começou de uma maneira calma, está-se a desvanecer de uma maneira demasiado rápida. Começo a ponderar as minhas opções, começo novamente a perder a confiança que demorei a amealhar durante estes poucos meses que estou em Espanha, começo a não conseguir sair à rua novamente, começo a não conseguir enfrentar as pessoas novamente, comecei a gaguejar novamente, começo a deixar-me dormir com ódio e acordar com rancor. Começo a perder a minha pessoa, aquela pessoa que pensava ter encontrado, começo a ficar com medo, começo a perder a esperança. Começo a chorar, começo a perder amor, orgulho, auto-estima, começo a cair, naquele poço fundo, que pensei nunca mais voltar a ver, vou caindo, vou mergulhando neste poço que ao contrário do que é suposto, a luz afasta-se ao invés de se aproximar.


Não quero quebrar novamente, mas também não sei se consigo voltar novamente a escalar as paredes frias e molhadas deste poço, onde cada metro cheira a medo, onde a cada centímetro perco dois metros de esperança, tenho mesmo muito medo de não conseguir voltar a encontrar novamente, aquela pessoa que julguei perdida, aquela pessoa que eu acredito que realmente sou. Faltam-me forças. Falta-me motivação. Falta-me amor. Falta-me paz. Falta-me sossego..

FCPorto - Campeão Nacional 2006/2007




MAS HAVIA DÚVIDAS?

OBRIGADO PORTO!
















sexta-feira

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Find Madeleine . com !!

PS: Este é o post nº 60!

As mulheres.. Por Jerry Seinfeld

Até hoje pensava que a pior frase que podia ouvir de uma rapariga era "Temos que falar...". Mas não! A pior frase de todas é: "Eu também gosto de ti... mas como amigo." Isto significa que para ela tu és o mais simpático do mundo aquele que melhor a compreende, o mais dedicado... mas nunca vai sair contigo. Vai sair com um gajo nojento que apenas quer ir para a cama com ela.

Aí sim, quando o outro lhe faça alguma das dele, ela chamar-te-á
para pedir-te conselhos. É como se fosses a uma entrevista de trabalho e te dissessem: "Você é a pessoa ideal para o posto, tem o melhor currículo, é o que está melhor preparado... mas não vamos contratá-lo. Vamos contratar um incompetente. Só lhe pedimos uma coisa, quando
esse gajo fizer asneira, podemos chamá-lo para tirar-nos da embrulhada em que ele nos meteu?"

Eu pergunto: o que é que fiz mal? Fomos ao cinema, rimo-nos, passámos horas em cafés... e depois de quantos cafés ficámos amigos de verdade? Depois de cinco? Seis? Com um café menos e tinha ido para a cama com ela!!

Para as mulheres, um amigo rege-se pelas mesmas normas de um Tampax:
podem ir para a piscina com ele; podem montar a cavalo; podem dançar...; mas, a única coisa que não podem fazer com ele é ter relações sexuais.
Ainda por cima, bem vistas as coisas... se para uma mulher considerar-te "seu amigo" consiste em arruinar a tua vida sexual, o que fará ela com os inimigos?

A mim parece-me muito bem que sejamos amigos, o que não percebo é porque é que não podemos ir para a cama como amigos".

Eu penso que a amizade entre homens e mulheres não existe, porque se existisse saber-se-ia. O que acontece é que quando ela te diz que gosta de ti como amigo, para ela significa isso e ponto.
Mas para ti não.
Para ti quer dizer que se numa noite estão na praia, ela já com uns copos, está lua cheia, os planetas estão alinhados e um meteorito ameaça a Terra... podias muito bem ir para a cama com ela!! Por isso engoles...

Por isso nunca perdes a esperança. Ela sai com o Joe? Isso vai acabar. E quando isso acontecer, tu atacas com a técnica de consolador: "Não chores, o Joe era um chulo. Tu mereces muito melhor,alguém que te compreenda, alguém que esteja no sítio certo quando tu precisas,
que seja baixito, que seja moreno, que não seja muito bonito, que se chame John... COMO EU!!"

Pelo menos, sendo amigo podes meter nojo para
eliminar concorrência.
É a
técnica da "lagarta nojenta". Quando ela te diz:
- Que simpático é o Paul, não é?
- O Paul? É muito simpático... só é pena ser
um pouco estrábico.
- Ele não é estrábico, o que tem é um olhar
muito ternurento.
- Sim, tens razão. No outro dia reparei nisso
quando olhava para a
Marta.
- Não estava a olhar para a Marta, estava a
olhar para mim!
- Vês como é estrábico?

O cúmulo dos cúmulos é o facto dela considerar
ter uma relação
"super
especial" contigo quando pode dormir na mesma
cama sem que se passe
nada.
COMO É QUE É??!! Então o "super especial" não
seria que se passasse
algo?!
Um dia depois de uma festa, tu ficas a ajudá-la
a limpar, como fazes
SEMPRE,
e quando acabam, ela diz:
- UH! Que tarde. Porque é que não ficas cá a
dormir?
- E onde é que durmo?
- Na minha cama.

Aí, até te tremem as pernas. "Esta é a minha
noite, alinharam-se os
planetas!". Passados uns minutos, dás-te conta
que não são
precisamente os
planetas que se alinharam, porque ela, como são
amigos, com toda a
confiança
fica em roupa interior e tu, pelo que vês,
pensas: "Vou ter que
ficar de
boxers. Com todo o alinhamento de planetas que
tenho em cima..." E,
assim
que te metes na cama, dobras os joelhos para
dissimular. Ela mete-se
na cama
dá-te uma palmada no rabo e diz-te: "Até
amanhã". E põe-se a dormir!
"COMO É
QUE É??!! Como é que se pode pôr no ronco tão
cedo? E esta fulana
não reza
nem nada?"

Estás na cama com a rapariga dos teus sonhos. No
início nem te
atreves a
mexer, para não tocar em nada. Sabes que se
nesse momento fizessem
um
concurso, ninguém te podia ganhar: és o gajo
mais quente do mundo. E
como é
longa a noite! Vêm-te à cabeça um monte de
perguntas: "Tocar uma
mama com o
ombro será de mau amigo? E se é a mama que toca
em mim?"

Mas depois de muitas horas, já só fazes uma
pergunta: "SEREI
REALMENTE UM
MANSO?!" Não podes acreditar que estás na mesma
cama e não se vai
passar
nada. Confias que, a qualquer altura, ela vai dar
a volta e dizer:
"Anda
lorpa, que já sofreste bastante. Possui-me!" Mas
não. Para as
mulheres
parece que nunca sofremos o suficiente. E como
sofres... porque tens
todo o
sangue do corpo acumulado no mesmo sítio. Já
houve mesmo casos de
homens que
rebentaram.

Mas ainda não acabou a tua humilhação. Às 7
da manhã tocam à
campainha:
- AH! É o Joe!
- O Joe? Mas ele não te tinha deixado?
- Depois conto-te tudo. Estou com pressa.
Esqueci-me de dizer-te que
o Joe
ia trazer o cão. Como vamos à praia eu
disse-lhe que ficando contigo
o cão
não podia estar em melhores mãos. Porque tu és
um amigo! Estás com
má cara.
Dormiste bem?

E aí ficas tu com o cão, que esse sim é o
melhor amigo do homem.

JERRY SEINFELD

terça-feira

VIVA O DIA DA LIBERDADE!

Alguém se lembra como era dantes?
Este ano as comemorações do 25 de Abril chegam assombradas pela nomeação de António Oliveira Salazar como o “O Grande Português”


Decorridos 33 anos do golpe militar que pôs fim ao Estado Novo (durante o qual, colunas rebeldes chegam a obedecer ordeiramente aos sinais de trânsito, capitão Salgueiro Maia), as comemorações da data tendem paulatinamente a confundir-se com as do 5 de Outubro (dia da implantação da República, em 1910), se não no calendário pelo menos na pompa e numa ou outra circunstância. Com uma diferença: do 25 de Abril há um pouco mais de sobreviventes. Este ano, chega assombrado pela entrega da medalha de ouro a António Oliveira Salazar no concurso televisivo “Os Grandes Portugueses”.
As interpretações sociológicas, políticas e ideológicas do facto, foram muitas e variadas. Uns defenderam, simplesmente, que o natural de Santa Comba Dão não devia estar na lista; outros desvalorizaram o resultado, considerando-o inexpressivo (contas feitas, se o vencedor chegou aos 41% e o número total de votos contabilizados não ultrapassou os 159.245, então, estiveram com ele apenas 0,6% da população portuguesa).
Houve quem falasse em manifestação de protesto, sem vínculo salazarista, pelo rumo actual do país; quem ficasse mais chateado pelo segundo lugar de Cunhal do que pelo primeiro de Oliveira; e alguma extrema-direita, mesmo cantando vitória, anunciou considerar o programa uma ofensa à História de Portugal (curiosamente, alguma esquerda disse o mesmo). Por fim, houve quem viesse lembrar que o homem tinha vencido um concurso, não tinha ganho eleições.
Alguém se lembra como era dantes?
DR
António de Oliveira Salazar: amado por uns, odiado por outos
O que seria uma impossibilidade. Morreu há 37 anos, a 27 de Julho de 1970, e mandou oficialmente no país entre 1932 e 1968. Nesse ano passa o testemunho ao discípulo Marcelo Caetano, e apenas porque a tal cadeira resolve pregar-lhe a partida de se encontrar fora do sítio. À queda, grave, sobreveio, operado e refeito do susto, uma hemorragia cerebral.
Incapacitado, vive até ao fim na residência oficial (segundo o jornalista Fernando Dacosta, por sugestão da governanta Maria), numa grotesca encenação do poder que já não tem. Ministros e acólitos prestaram-se ao enredo, visitando-o e dirigindo-se-lhe como se do Presidente do Conselho se tratasse ainda. E enquanto em Portugal decorria esta farsa caseira, lá fora Luther Ling era assassinado em Memphis, rebentava a guerra do Vietname, Paris enfrentava a intempérie de Maio e em Praga acabava a Primavera, Bobby Kennedy era baleado em Los Angeles, Nixon chegava a Presidente dos EUA, Neil Armstrong pisava a lua, Beckett ganhava o Nobel, os Beatles zangavam-se de vez, etc., etc., etc. O mundo mantinha o seu curso imparável; por cá chegava ao fim o reinado de Dona Maria.

Nem tudo era mau
Não se pense que tudo era mau. Até final dos anos 60, Portugal manteve-se, em muitos aspectos, na «pole position» dos países europeus ocidentais (ver António Barreto, "Mudança Social em Portugal: 1960-2000", in “Portugal Contemporâneo”, coordenação de António Costa Pinto, Dom Quixote, 2004). Assim: era o único império colonial sobrevivente; podia orgulhar-se do ditador com mais anos no poder; apresentava as mais altas taxas de analfabetismo e mortalidade infantil; o menor número de médicos e enfermeiros por habitante; o mais baixo rendimento por habitante; a menor produtividade no trabalho; o menor número de estudantes no ensino básico e superior; o menor número de pessoas abrangidas pelos sistemas de segurança social, a menor industrialização e a maior população agrícola. No fundo, no fundo, números à parte, tratava-se de um paraíso verde. Além das paisagens bucólicas e das viúvas de portentos buços, havia Fátima, havia fado e havia futebol. E no que toca a futebol, Eusébio era o mais que tudo.
Tão mais que tudo, que Salazar lhe vetou a carreira internacional, informando-o, tão simplesmente, de que ele era “património do Estado”.
Só os portugueses em crise de meia-idade, ou já refeitos dela, se podem lembrar de como era antes. E a verdade é que tinha pouca graça. Antes. Claro que nos podemos rir hoje da licença de isqueiro, obrigatória desde os anos 30 e só abolida em Maio de 1970 pelo decreto-lei 237/70. Claro que mesmo os incondicionais de Chomsky ou Michael Moore já não terão de ir ao Ultramar para beber um gole pecaminoso de Coca-Cola, só comercializada entre nós a partir de 1977. Em Portugal Continental, como se dizia, fora proibida nos anos 30, dela só sobrando a prova dos dotes publicitários de Pessoa que lhe inventara um slogan: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.
Podemo-nos rir, ainda, do Decreto-Lei nº 31247 de Maio de 1941, que regulava o uso do fato de banho, zelando “pela moralidade pública (...) no sentido de evitar a corrupção dos costumes”, e que obrigava, para elas, a fato inteiro “sem descobrir os seios, com costas decotadas sem prejuízo do corte das cavas ser cingido na axilas”, e para eles a “calção com corte inteiro, justo à perna e reforço da parte da frente, e justo à cintura cobrindo o ventre”, regras a que os “cabos de mar” tiveram de começar a fechar os olhos quando, na década de 60, turistas bem menos atafulhados de roupa desataram a invadir o Estoril e o Algarve.
Continuamo-nos a rir desta obsessão moralista e bafienta (que fez do iconoclasta José Vilhena o autor mais censurado antes do 25 de Abril), com as calças proibidas às raparigas nos liceus e as gravatas obrigatórias para os rapazes, mais as portarias camarárias em prole do decoro vigente. O escritor Luís Sttau Monteiro, cujo pai foi embaixador em Londres até 1943, ano em que bateu com a porta a Oliveira Salazar, contava que, criança, numa audiência a que assistira, o ditador reparara nas suas botas e lhe perguntara onde as comprara. Quando lhe respondeu que fora em Londres, este comentara: “Modernices! Modernices!”

Menos motivos para rir
Alguém se lembra como era dantes?
DR
A censura e a polícia política marcaram o antigo regime
O sorriso começa a amarelecer quando nos lembramos das cargas da polícia de choque, como as do Verão de 1969, nos Salesianos do Estoril (num festival que misturava bandas rock e os chamados cantores de intervenção), apesar da forma pícara como José Cid recorda os acontecimentos: “uma das cenas mais impressionantes foi a polícia batendo num grupo de turistas japoneses. Quando os policiais começaram a agredir os jovens, que estavam ali pacificamente, numa de música, os japoneses puxaram das máquinas fotográficas e começaram a tirar fotografias; assim que a polícia viu aquilo... "máquinas para cá"“. O sorriso desmaia à medida em que recordamos o milhão e meio de imigrantes obrigados a dar o salto, entre 1960 e 1973, sangria de pobres que o escritor José Cardoso Pires resumiria de forma lapidar: “Da minha terra natal tenho uma definição simplista: deserto de Pedras, Padres e Pedintes. Aldeia emigrada, portanto”.
O sorriso já se foi por completo quando chegamos aos cerca de 10 mil soldados mortos na guerra colonial e, ajudados pelo livro de Ferreira Fernandes “Lembro-me que…” (Oficina do Livro, 2004), nos lembramos, também nós, dos poucos ou nenhuns direitos das mulheres cujas vidas valiam penas de dois anos, como a aplicada a Adélio da Custódia pelo assassínio da mulher Maria Pais Pimenta, explicada assim pelo juiz corregedor do Círculo Judicial de Viseu: “Porque se justifica perfeitamente a reacção do réu contra a mulher adúltera que abandonou o lar, o marido e dois filhos de tenra idade, para seguir um saltimbanco”.
E sem motivo aparente vem-nos à cabeça o drama privilegiado do poeta Alexandre O’Neill, que em Nora Mitrani encontrara “l’amour fou”. Uma francesa de passagem por Lisboa espera agora por ele em Paris, mas a PIDE nega-lhe o passaporte e O’Neill nunca tornará a rever Nora que se suicida em 1961.

Em época de censura
Chegamos assim à parte que está mesmo, mesmo, fora de moda: a censura e a polícia política do regime. Em entrevista a António Ferro, Dezembro de 1932, a propósito dos boatos que punham em causa o bom-nome da polícia, Salazar explicara-se bem: “(…) quero informá-lo de que se chegou à conclusão de que as pessoas maltratadas eram sempre, ou quase sempre, temíveis bombistas, que se recusavam a confessar, apesar de todas as habilidades da polícia, onde tinham escondido as suas armas criminosas e mortais”. Linhas à frente, surge a prova mil vezes repetida sobre a brandura dos meios e a rectidão evidente dos fins: “Eu pergunto a mim próprio (…) se a vida de algumas crianças e de algumas pessoas indefesas não vale bem, não justifica largamente, meia dúzia de safanões a tempo nessas criaturas sinistras”. E nesta “meia dúzia de safanões” se fundaria o mito urbano que continua a rever e a absolver a tortura, desrespeitando os mortos com nome próprio.
Alguém se lembra como era dantes?
DR
A revolução dos cravos foi há 33 anos
Quanto à censura (uma prática que, em Portugal, verdade seja dita, recua aos tempos da Inquisição praticamente sem interrupções), prévia e de lápis azul em riste, no caso da imprensa, preferia a apreensão ulterior quando se tratava de livros. Segundo a Comissão do Livro Negro sobre o Fascismo, o regime de Salazar/Caetano proibiu cerca de 3300 obras e até o velho Aquilino Ribeiro foi alvo de um processo-crime, pelo crime de ter escrito “Quando os Lobos Uivam”. O Secretariado Nacional de Informação (SNI) mostrava-se quase sempre de uma eficácia imbatível: em 1965, em apenas quatro dias, apreendia 70 mil títulos à Europa-América, em dois anos subtraía à Seara Nova milhares de contos de livros; quanto à editora Minotauro, era simplesmente encerrada.
Música, artes plásticas, filmes (segundo dados recolhidos em www.amordeperdicao.pt, só entre 1964 e 1967 foram apresentados à censura 1301 filmes, dos quais 145 foram proibidos e 693 autorizados com cortes), e TV a preto e branco (a cores só em 1980), nada escapava à mutilação. A justificação para o zelo recuava ao Decreto-Lei 22469 de Março de 1933: “A censura terá somente por fim impedir a subversão da opinião pública na sua função de força social e deverá ser exercida por forma a defendê-la de todos os factores que a desorientem contra a verdade, a justiça, a moral, a boa administração e o bem comum e a evitar que sejam atacados os princípios fundamentais da organização da sociedade”.
Apesar da bondade expressa dos censores, alguns jornalistas insistiam em desorientar a sociedade. Um dia, no “República”, Vítor Direito discorria a propósito do estado do tempo: “Manhã de nevoeiro transforma a cidade (…) Não se vê um palmo à frente do nariz (…) Andam por aí certos senhores, feitos meteorologistas de trazer por casa, a prever “boas abertas”. Mas o nevoeiro persiste”.

Afinal, eram tempos divertidos. Acabaram com o 25 de Abril.



Todos os créditos deste texto, pertencem a
Ana Cristina Leonardo - E ao Jornal © Expresso - Sojornal S.A.

(link para o artigo original)

Teorias do Broche

- O Broche segundo a opinião delas...


1. Antes de mais, não somos obrigadas a fazê-lo.

2. Por isso, se o fizer, considera-te com sorte.

3. Não me interessa o que viste no filme porno, não é normal vocês virem-se na nossa cara.

4. Não, nem penses que vou engolir.

5. As minhas orelhas não são pegas.

6. Não me empurres a cabeça. De certeza que não queres vomitado na gaita.

7. Não me interessa o quanto relaxado ficas, ai de ti que te peides!!!

8. Por estar com o período, não significa que estamos na semana da gaita de foles - supera isso - sinto-me inchada e mal disposta, e não me sinto na obrigação de to chupar só porque não podes ter sexo neste momento.

9. Se eu fizer uma pausa somente para retirar um pêlo púbico da boca, ai de ti que digas que o arranquei de propósito.

10. Abandonares-me na cama para ires jogar Sega Rally logo depois de o fazer não é aconselhável se desejas outra "prenda" igual no futuro.

11. Se te agrada da maneira como o faço, é capaz de ser melhor não tentares especular sobre as origens do meu talento. Simplesmente goza o momento e dá-te por satisfeito por ser boa nisso.

12. Não sabe nada bem, nem me interessa a quantidade de proteínas que possa ter.

13. Não, nem penses que to faço enquanto vês a Sport TV.

14. Sempre que ouvires os teus amigos a queixarem-se da raridade com que lhos chupam, mantém a boca fechada. Não é bonito simpatizar com eles e muito menos armares-te.

15. Lá porque ele "está acordado" quando te levantas de manhã,não significa que eu tenha de desejar-lhe um "Bom dia".


- O Broche segundo a opinião deles...


Caramba, não é assim tão difícil..


1. Em primeiro: sim, és obrigada a fazê-lo. Porque se não o fizeres pode-se sempre arranjar alguém mais bonita, mais nova, e mais maluca que o faça.

2. Em segundo: engolir uma colherzinha de chá de semen custa de certeza muito menos do que lamber peixe cru.

3. Por falar em peidar: "gases vaginais" diz-te alguma coisa?

4. Irei usar as tuas orelhas como achar apropriado. Não te preocupes e fica agradecida por não te puxar o cabelo.

5. Para além de que quando estás com o período, a única maneira de não resmungares nem me chateares com coisas absurdas é mesmo metendo-te alguma coisa na boca. Por isso toca a chupar.

6. Até porque se estás a sangrar durante 5 ou 6 dias seguidos, deves mesmo compensar na ingestão de líquidos.

7. Não te calas com a coisa do paladar, mas acredita que se alguém leva com um dos piores ácidos na língua somos nós.

8. Porque ao menos vocês não correm o perigo de uma pila sangrar enquanto a têm na boca.

9. Uma dica: brinca com os tomates que também gosto.

10. Independentemente de quão boa nisto julgas que és, já tivemos melhor!

11. Então, se engolires já ficas com a certeza que não levas com nada na cara, não é verdade?

Salazar

Salazar, eleito o melhor Português! Eu não sou muito dedicado à política, mas isto.. isto é claramente uma prova da ignorância Portuguesa! Ora vejamos, existe mais algum país no mundo, em que o governo priva o povo de ter hospitais, escolas, e gasta-se enormes quantidades de dinheiro a construir estádios para um evento desportivo, e mesmo assim pomos bandeirinhas de Portugal nas nossas janelas?

Existe mais algum país no mundo, em que, um homem que impôs um governo fascista, e durante anos o povo Português foi alvo de atrocidades, por causa de uma ideologia errada? Homens, mulheres, crianças, morreram num período em que as ideias de Salazar eram exibidas como sinal de gratidão, pois ele tinha-nos dado estabilidade! Tinha-nos dado tudo, inclusive medo. É ESTE O MELHOR PORTUGUÊS? É este o homem que acham que dignifica a imagem de Portugal? O Salazarismo foi dos períodos mais negros para a história da nossa nação, e será sempre para todas as pessoas que sentiram na pele esse período de frustração, medo, fome e pânico.

Os Portugueses têm memória curta, talvez porque não querem lembrar-se do passado, ou porque acreditam que no futuro será melhor, sinceramente não acho que pensem apenas no presente, chegando à conclusão que os portugueses apenas gostam do que se faz hoje, não do que se fez ontem, nem do que se irá fazer amanhã. Basicamente, não fazem nem deixam fazer, deixam-se ficar, sendo absorvidos pelo que lhes é dado no momento, temendo pensar, porque pensar para muitos de nós aleija, e certamente é complicado.

Acima de tudo, não deixa de ser engraçado, que um homem, que nunca quis votações, tenha sido eleito o melhor Português. Mesmo depois de morto, continua a dar cartas na concorrência.
Agora pergunto-me, o que acontecerá, se o nome de Salazar, estiver nas próximas eleições para a Presidência da República?

domingo

Mãe

Nunca escrevi um texto directamente relacionado com a minha mãe, porque para isso existe uma razão muito simples: tudo o que uma mãe é para nós, e tudo o que ela fez por nós, não se resume a um livro, e muito menos a um texto.


Mais do que ninguém, amo-te Mãe!

Porto Seguro

Passo horas no meu quarto sem saber para onde ir. Não sou religioso, mas vejo-me constantemente a pedir a Deus que o tempo passe, nem que seja uns minutos, apenas para que a angústia daquele momento se vá embora.
Para mim, todos aqueles gritos já se tornaram normais, já se tornaram uma parte de mim, apesar de que cada vez que os oiço, sinto-me enfraquecido e incapaz. Incapaz de reagir, ou de pensar, e muitas vezes desejava eu, de respirar.

O tempo perdido naquelas discussões foram talvez das vezes em que mais reflecti, reflecti sobre mim mesmo, sobre a minha família, sobre o amanhã, mas principalmente sobre o próximo sitio para onde eu iria na próxima discussão.
De todas as partes que co-habitavam em todas as casas que morei, só havia pressão de uma, uma pressão não física, mas psicológica, que ao longo do tempo, foi um dos grandes factores para o meu desenvolvimento. Nunca me foi exigido muito dos meus pais, apenas sinceridade. Tantos anos de gritos e sensação de medo, acabaram à pouco tempo, mas infelizmente, todo o tempo em que vivi naquele mundo de desacatos, distorceram em mim, certos traços da minha personalidade. Na escola, nomeadamente desde a primária, sempre fui o alvo. Nunca soube porquê, e sinceramente não quero saber. No ciclo, não me adaptei, era a bola de olhos azuis, era o gordo que permitia ser usado. Esses tempos que para mim foram cruéis, e traumatizantes, mas ajudaram-me a criar uma certa imunidade em relação à opinião das outras pessoas sobre mim mesmo, ainda que hoje em dia, continue a ter medo do que as outras pessoas pensam de mim.

Uma grande ajuda, foi aquele pedacinho de céu na azeda. Aquela casa foi para mim um refúgio, mas mais que isso, foi um local de sossego. É certamente, um porto seguro.
Não quero, nem nunca vou renegar o meu passado, porque para mim, esquecer o passado, é esquecer quem somos.

Espero, desejo, e procuro ser uma pessoa melhor, quero acima de tudo eliminar os meus medos e receios, quero expandir-me, e apesar de tudo quero SER, quero existir, e quero continuar vivo mesmo quando morrer. Em dezoito primaveras, anseio pela décima nona, porque sinto que a cada verão, dou mais um passo para a pessoa que quero vir a ser, alguém sem complexos, alguém que consiga saborear a vida sem precisar do consentimento de outrem.

Resumo a minha breve vida a uma frase de uma canção do Rui Veloso: "Tão depressa o sol brilha, como a seguir está a chover."

Basicamente o que procuro, é o meu chapéu de chuva.

terça-feira

GTA IV




O Site oficial do novo Grand Theft Auto IV (da produtora Rockstar) - pôs recentemente um relógio em contagem decrescente, anuciando a data para o lançamento do primeiro trailer do novo jogo.


O trailer vai ser lançado no dia 29 de Março (este mês) no site oficial:
http://www.rockstargames.com/IV


A expectativa para este jogo é enorme, espera-se que seja em tudo melhor que os jogos anteriores. Os fãs "exigem" que a durabilidade deste novo título, ultrapasse - e muito - a do seu antecessor (GTA San Andreas) . A Aposta por parte da Rockstar no mais recente GTA, tem sido enorme, tanto que, Phill Harrison (Presidente da Sony) afirmou que o esforço pela criação da nova sequela GTA por parte da Rockstar tem sido tão grande, que seria injusto o jogo ser exclusivo para a Playstation 3 (PS3) . Por isso, o jogo irá sair no mesmo dia tanto para a XBOX360 como para a PS3.


A excitação pelo lançamento é enorme, menos para
Jack Thompson (um advogado Norte-Americano do estado da Flórida, que é um activista anti-violência nos jogos), e que vê no novo título, mais uma acha na fogueira, para aumentar o nível de violência nos jovens norte-americanos. Sinceramente, admira-me que uma pessoa como Bill Gates, (que inclui na sua vasta gama de produtos, softwares que dão aos pais, liberdade para controlar a forma como os seus filhos utilizam a internet) fez um acordo com a Rockstar, para ter exclusividade em certos conteúdos do novo jogo. (!ler!)
Mas parece que quando é para fazer lucro, Bill Gates mostra-se um verdadeiro
business man
, e não liga a certas realidades como aquelas que estavam escritas na carta que Jack Thompson lhe enviou, e cito:

"Um relatório recente, disponível em
the Interfaith Center on Corporate Responsibility
deixa abundantemente claro que a menos que tais proibições estejam no seu lugar, então milhões de unidades do novo Grand Theft Auto, será vendido directamente a menores. Estou bem intencionado e pretendo-me assegurar de que isso não acontece. Eu e outros esforçarão-se para parar a Microsoft de participar em qualquer moda, directamente ou indiretcamente, em tais vendas a menores."


Quanto a mim.. simplesmente quero meter as minhas mãos no novo GTA!

MUHAUAHUAH! AHAHAH! UHAUAH! AAAHH! UUHH!

quinta-feira

ZÉ PAULINO!

EU SOU BOM COM PÁS! -

O MEU NOME É ZÉ PAULINO! DOU PÁZÁDAS E FAÇO O PINO!

ÁRALHE!


- às vezes dá-me para isto.. :o

Textos Assim?

Porque escrevo? Talvez porque goste de expôr o que sinto, talvez porque goste sentir que expônho o que sinto. Talvez apenas porque goste de escrever. Talvez porque isto, ou talvez porque aquilo. Muitas vezes, e esta é uma delas, escrevo porque simplesmente me apetece escrever. Estou aqui, sentado nesta cadeira que já aguentou mais descargas intestinais que qualquer outra cadeira que conheço. Estou aqui a olhar para a televisão, onde cada programa é espanhol, onde cada palavra para mim ainda é desconhecida e penso “¡No te entiendo!” . E pronto, apenas pela televisão sei que estou em Espanha. Um país simpático, com pessoas simpáticas e que felizmente não discriminam (pelo menos até agora ainda não senti), aquilo que neste momento sou, um Imigrante. Eu, infelizmente não posso dizer o mesmo, quando estava em Portugal, sempre que via um Croata lá dizia “E pões-me creme?” (a televisão nacional de vez em quando saí-se com umas engraçadas), ou quando via um brasileiro lá dizia “Epá, tás com um bronzeado à Portugal Telecom!” (pelo facto de passarem tanto tempo nas cabines). E lá estava eu, um Português, discriminador. Eu era uma pessoa vil e cruel. E lá está, um dos meus muitos problemas, é que de vez em quando dou para mentiroso. Deixei Portugal sem medos, porque sei que os amigos, serão sempre meus amigos, quer eu viva em Portugal ou em Espanha. Note-se que quando falo em amigos, falo apenas naqueles que se preocuparam com a minha vinda para cá, que se quiseram despedir, que se mostraram ainda mais felizes do que eu, por eu ter vindo em busca de uma vida melhor. Abraços, beijos, lágrimas, olhares de saudade, tudo isso fez-me apreciar ainda mais a vida, porque uma vida com amigos assim, vale a pena ser vivida.
Estou por aqui à muito pouco tempo, mas gosto. Tirando as saudades, acordo feliz. O povo é bonito, simpático e limpo. Está envolto por serras e campo, parece-se como uma mini-cidade, é uma terra com história, é uma terra com vida! A 11 Quilómetros de distância fica Jaén (capital da maior província Espanhola, a Andalucia) uma cidade enorme, muito maior que Setúbal, pelo movimento tanto de pessoas como de carros, faz lembrar Lisboa. Local ideial para gastar dinheiro. O Espanhol, até nem é tão difícil como suponha, a cada dia que passa torna-se mais fácil e regular. Já tive alguns episódios caricatos, o meu preferido foi numa loja de informática, quando após alguns minutos de tentativa de comunicação, o bendito senhor me diz “No te entiendo”, ao que eu prontamente respondo: “Olha, já somos dois!” - Felizmente para mim, e para o senhor, o que eu queria estava na montra, bastou-me apontar. E aqui estou aqui, a olhar para um poster enorme, com um dragão azul a cuspir fogo, com as seguintes palavras “Filhos do Dragão” - Aaaah! Que saudades de ver o meu Porto a jogar, muito sinceramente nunca pensei vir a ter tantas saudades dos remates de trivela do Quaresma. Eu acho que se isto continuar assim, qualquer dia roubo os CD's do Marco Paulo e da Ágata à minha mãe, só para matar saudades de Portugal.

Aquela pessoa

Para conquistares quem queres, primeiro tens que te conquistar a ti mesmo.


Não precisas de provar nada a ninguém, mas sabes que o queres fazer. Queres demonstrar que podes, que consegues. Avança quando precisares, sabes que te tens a ti e à tua família, e isso é mais do que suficiente para ultrapassares qualquer dificuldade que possa surgir.
Descomplica-te nas situações que pensas serem um pouco mais complicadas, rejuvenesce as tuas ideias mediante o problema que te ocorre, mostra-te!

Saí desse casulo que tu próprio criaste, deixa-te dessas ideias pré-concebidas por ti mesmo, que não te deixam ser quem tu verdadeiramente és.

O azar no amor calha a todos, o azar no jogo calha aos que jogam. Não preciso de dizer mais nada, a equação é extremamente intuitiva. Se queres ter sorte no amor, precisas de jogar, não te podes auto-encalhar. Se te encalhas a ti mesmo, por um complexo ou por outro, isso não é nada mais do que pura estupidez. A auto-estima que te falta, da mesma maneira que foste tu quem a deitou abaixo, serás tu quem vai ter que a erguer novamente.
Dá mais valor a quem sabes que verdadeiramente é teu amigo e gosta de ti, aquelas pessoas que te apoiam e acompanham. O resto, vem por acréscimo. Grande parte de quem és, vê-se pelas pessoas que te rodeiam.

Não podes esperar que façam tudo por ti, quando sabes que és capaz de o fazer por ti mesmo.
Queres andar de cabeça erguida, queres finalmente chegar ao ponto de partida como uma pessoa nova, uma pessoa que renasceu e que acima de tudo provou que tem tudo o que precisa para ser alguém. Uma pessoa clean, soft, intelectual, culta, bonita, sexy, com carisma e personalidade, queres ser tu mesmo, queres conquistar quem tu realmente sabes que és.
Queres saborear todas aquelas coisas porque tanto anseias. Queres ter e queres ser, vais ter e serás. Precisas de trocar todos e quaisquer pensamentos negativos por pensamentos positivos, precisas de criar em ti mesmo uma nova forma de vida, mais saudável, mais criativa, mais entusiàstica, mais viva!
Deixa-te dessa “sedenterária” e “molengona”, torna-te mais activo, mais eficaz, torna-te mais acessivel, cria um ego modesto.

Segrega-te e renasce! Renasce de uma forma saudável, nunca perdendo as qualidades que tens, mas tentando sempre expelir a maioria dos defeitos.
Sê quem queres ser, sê como és! Atinge os teus objectivos lutando por eles, saboreia a vitória e aprecia as conquistas.

Aprecia-te.

domingo

Nirvana - Dumb



Im not like them
But I can pretend
The sun is gone
But I have a light
The day is done
But Im having fun
I think Im dumb
Or maybe just happy

Think Im just happy [repeat 3x]

My heart is broke
But I have some glue
Help me inhale
And mend it with you
Well float around
And hang out on clouds
Then well come down
And I have a hangover

Have a hangover [repeat 3x]

Skin the sun
Fall asleep
Wish away
The soul is cheap
Lesson learned
Wish me luck
Soothe the burn
Wake me up

[repeat first verse and chorus]

I think Im dumb [repeat 12x]

quarta-feira

20,13 Purgatório



Chegar a casa às 7 da manhã estafado por ter passado a noite inteira a carregar sacos de areia, mas daqueles com areia mesmo e não com palha para encher, cavar buracos para preparar as explosões, andar numa 'fona' de um lado para o outro a verificar todos os pormenores de iluminação, de decoração, de racor, um repente todo o chinfrim passa quando se ouve: "ATENÇÃO POR FAVOR, SILÊNCIO NO PLATEAU, VAMOS FILMAR!" - e assim começava a magia.

É assim que classifico todas as dores que tive, magia. Para mim é isso de que se trata o cinema, escrever um argumento, pensá-lo, prepará-lo, revê-lo fazer uns ajustes, voltar a revê-lo e voltar a fazer outros ajustes, de modo a deixar tudo pronto para se começar a procurar investimentos, investimentos que quando chegam, começa-se a preparar a produção, a equipa começa a nascer. O casting selecciona os actores que vão interpretar as personagens que vão dar vida aos amores, às paixões e às intrigas.

São os actores que nos fazem chorar ou rir quando vemos o trabalho final, mas é a equipa que lhes dá condições para isso. Cada membro da equipa foi sem dúvida crucial para se ter criado mais uma obra prima da sétima arte Portuguesa.

Eu, infelizmente não consegui estar presente em todos os dias de gravação, mas os poucos dias em que lá estive fizeram-me ver um mundo com o qual todos sonhamos um dia estar envolvidos. Mais do que tudo foi uma experiência enriquecedora, fazer novas amizades, dialogar sobre assuntos que no dia-a-dia de alguém como eu nunca viriam "à baila", e claro é sempre bom saber que todas aquelas que entram pela nossa casa por meio de uma caixinha a cores, são acima de tudo humanos. Riem-se, fumam, 'dão pontapés gramaticais', e tal como qualquer pessoa que lá estava, aguardava ansiosamente pelo jantar que nos era fornecido pela melhor empresa de catering nacional (modéstia à parte), e claro, tapavam o nariz sempre que usavam as WC's portáteis.

Eu agora conseguia continuar a escrever sobre a felicidade que todas aquelas horas passadas na companhia de todas aquelas pessoas foram para mim. Ajudar o Connor a preparar as explosões, levar raspanetes do Animal, roubar cigarros ao Hugo, ir para o guarda-roupa atrofiar com a Joana, tentar arranjar espaço para observar os ecrãs, tomar atenção à máquina de fumo, fazer figura de parvo em frente à Ana, fazer de figurante pela primeira vez na minha vida e aleijar-me, observar com atenção as armas do Isaías, ver o César sempre a puxar as calças para cima, ver o Quimbé a maquilhar-se a si mesmo com terra, observar o Ivo a preparar-se para as cenas, ver o Marco mudar completamente de ar quando a claquete batia, ter conversas da treta com o Tiago (ainda hoje estou para saber como é que ele aturou todas aquelas perguntas estúpidas que fiz) , e claro tentar sempre ganhar distância sobre toda a equipa para o lanche da noite.

É para mim motivo de orgulho, a primeira vez que me vi envolvido num projecto deste tipo, ter tido a oportunidade de trabalhar com grandes nomes como Joaquim Leitão, Tino Navarro, Marco D'Almeida, Ivo Canelas, Adriano Carvalo, Carla Chambel e Maya Booth.

Sem dúvida que ficou muito para dizer e descrever, mas espero que a mensagem tenha sido clara: Magia.


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20,13 é, provavelmente, o melhor trabalho de Joaquim Leitão, na intersecção do que deve ser um cinema que pensa no grande público (e não o trata como atrasado mental) mas tem evidente marca autoral. Deseja-se ardentemente que não lhe caiba em sorte o mesmo acolhimento frio que recebeu "Inferno": seria imerecido e profundamente injusto passar ao lado de um filme assim.


Crítica por: Jorge Mourinha (PÚBLICO) (
Link directo para a crítica)

segunda-feira

2007!

Sempre achei estúpido apenas uma noite para festejar um ano inteiro. Das duas uma, ou apanhamos uma 'bebedeira' descomunal numa noite, ou então vamos apanhando uma ao longo de uma semana. É sempre tempo de reflectir sobre o ano que passou, as escolhas que fizemos e posteriormente as escolhas que vamos fazer. Há sempre um ou outro episódio que desejávamos que nunca tivesse acontecido, ou outro que desejávamos que tivesse acontecido muitas vezes. Nesta passagem de ano prometi a mim mesmo fazer mais por mim, deixar de ser tão estúpido, ou seja, deixar de ter certas atitudes para certas pessoas quando sei quando daquele lado nunca vou ter um terço do que lhes dou. Sempre dei demais e sempre recebi muito pouco, sinceramente fartei-me de ser o bobo da corte. Para mim isto tem dois nomes, ingratidão e falsas-amizades.

Sempre que uma pessoa que eu tenha como amiga precisa de falar, desabafar, sou sempre o primeiro a perguntar se precisa de ajuda. Quantas vezes já não saí de casa a meio da noite só para ir ajudar uma dessas pessoas, aquela pessoa que me envia uma mensagem ou telefona-me, pessoa essa que não me falava à uma semana ou duas e que depois de uma hora ou duas de desabafo não me volta a falar durante mais umas semanas? São este tipo de situações que em 2007 espero conseguir eliminar, não me quero tornar um ingrato e negar qualquer tipo de ajuda quando me pedem, mas também não me vou mostrar tão disponível para certas pessoas como me tenho mostrado até agora, mesmo porque não merecem.

Vou ser assim porque é penso que é assim que deva ser, neste ano vou tentar criar mais cultura-geral, tentar criar um pouco mais de egocentrismo, ligar um pouco mais a mim mesmo, vou ter divertir-me mais e não ligar a coisinhas mínimas que não me deixam apreciar o dia-a-dia de uma maneira mais saudável. Vou tentar deixar de ligar aos outros, não quero viver a minha vida em função do que os outros podem achar que eu sou, quero viver a minha vida em função do que eu acho que deva ser.

Quero continuar a ser um bom amigo, um confidente, uma pessoa com a qual os meus amigos podem contar, quero particularmente saber que tenho amigos, coisa que neste momento não sei.
Parece-me que as amizades que tenho só se importam comigo quando precisam, sei de muitas poucas pessoas que tenho a certeza que posso contar, mas é isso que me deixa feliz, saber que as tenho. Para 2007 peço um pouco mais de mérito por quem sou, e pelo que faço ou já fiz. Para 2007 peço felicidade e leveza de ser. Para 2007 peço amor, muito amor.

Porque cada um tem o que merece, e eu sei que mereço mais.