quarta-feira

Atrofios de Estudante

25 de Setembro, mais uma aula de Lingua Portuguesa, o que por enquanto tem sido um mar de rosas, o professor Nuno Sousa, tem-se mostrado um professor que se preocupa com os alunos e não apena com a matéria, mas este dia até agora foi o mais significativo em relação à aulas de Lingua Portuguesa, pelo menos para mim. Ora qual não é o meu espanto quando o professor nos dá uns certos textos para lermos em casa para discutirmos na próxima aula, ao que eu imediatamente penso “Oh boa! Lá vou eu bater com a cabeça a ler Saramago..!”
Como eu me enganei.. durante a digestão, (leia-se casa de banho – santuário de leitura) e o cigarrinho e como já tinha lido a maria assumi que aquela seria a altura ideial para ler os tais textos. Devo admitir que o texto sobre Camões não me inspirou muito, o texto de José Luís Peixoto achei deveras engraçado, principalmente pela caracterização que ele fez da sua infância e do que se passa actualmente na véspera de natal, mas o texto que me inspirou a escrever este pequeno texto foi mesmo a crónica de Joaquim Azevedo!

Se há coisa que não gosto (tenho mesmo aversão) são aquelas pessoas (leia-se estudantes, ou alunos) que ao principio das aulas não se conhecem, mas depois lá para meio da segunda semana começam a ganhar mais confiança na turma e tufas! Lá se metem eles aos pares, a fazer barulho, a destabilizar a turma e a atirar pedacinhos de borracha, ainda com vestigios de saliva (sim porque estes seres primitivos, usam métodos rudimentares para cortar a borracha – dentadura!)
O problema é quando alguem da turma diz “Ah e tal, eles fazem barulho e são mal educados, mas quem fica afectado são eles” .. MENTIRA!
No meu ponto de vista uma turma é um todo! Um grupo! Ora, um grupo precisa de trabalhar em conjunto, precisa de ganhar estabilidade de modo a que continue estável o resto do ano. Simplesmente não podemos permitir que certas e determinadas pessoas afectem o modos operandis da turma! É inconformável, mais vale um pássaro na mão do que dois a voar, mas neste caso mais vale três ou quatro pássaros a voar e vinte na mão (por favor digam-me que perceberam a metáfora..!) .

Agora vou tentar chegar, onde quero tentar chegar, ou seja, tenho mesmo um objectivo depois deste latim todo. Vou citar uma frase da crónica “Há demasiadas horas de ensino, para tão pouca provocação à aprendizagem, ao esforço, ao trabalho, à conquista de metas estabelecidas” – CONCORDO!
E vendo bem o horário que nos foi imposto, CONCORDO AINDA MAIS!
Tenho consciência de que a escola não serve apenas para nos inundar com matéria até aos olhos, serve também para nos instruir, estamos na escola para aprender, e se não sabemos, ou se temos dúvidas é nosso direito questionar, e é nosso dever aprender! Independentemente do professor ou da disciplina, as dúvidas persistem, daí que o trabalho em turma tem que ser mutuo! Tem de existir responsabilidade por parte de ambos, turma e professor, aluno e mestre. Tem de existir vontade de aprender, tem de existir vontade de ensinar! De certeza que qualquer professor iria adorar ver-nos na televisão e dizer “Aquele rapaz foi meu aluno”, mas de certeza que nenhum professor iria gostar que abrissemos a boca e dela saisse algo semelhante a: “Estar vivo é o contrário de estar morto.”


Digo eu, na minha perfeita ignorancia!

1 comentário:

Nuno Sousa disse...

Caro Pedro, acabei de ler o texto que me entregaste e decidi visitar o teu blogue! A ideia é deixar, em primeira mão, uma apreciação sincera sobre o texto: para além de algumas "calinadazitas" (os ditos pontapés na língua), acho que revelas um grande sentido crítico, uma postura interventiva - e isso, nos dias que correm, é FUNDAMENTAL! Nada de ficar sossegado! Há que estar informado, ler, pensar e ...intervir da melhor maneira possível. Mantém essa postura e aperfeiçoa constantemente o que escreveres - isso é que é APRENDER! Um abraço.